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Assaltos violentos a residências abalam Matola

Moradores do bairro Ndlavela, na Matola, queixam-se do recrudescimento da criminalidade, principalmente em forma de assalto a residências. Na quinta-feira passada, um homem foi baleado na cabeça, após o roubo de vários bens na sua habitação. O assalto, seguido de baleamento, ocorreu de madrugada, quando a família se encontrava a dormir na sua casa, no bairro Ndlavela.

O grupo de assaltantes derrubou as grades do quintal e entrou na residência, tendo recolhido bens importantes. À saída, baleou o proprietário da casa, que se encontra hospitalizado, em estado crítico.
Os assaltantes intimidaram os vizinhos das vítimas atirando pedras às suas casas, como relata uma das testemunhas que preferiu não ser identificada. “Tudo começou por volta da meia-noite. a minha esposa ouviu um barulho e acordou-me. Na tentativa de sairmos e tentar ajudar os criminosos, mandaram-me voltar e exigiram que desligasse a lâmpada. Não pude reagir, eles estavam armados”, referiu.

Este caso é apenas um exemplo da criminalidade que preocupa os residentes de Ndlavela. Felisberto Fenias, chefe de um dos quarteirões do bairro, diz que os casos de assalto estão a aumentar e lamenta a falta de colaboração por parte da polícia. “A situação é caótica, não está fácil para ninguém. Não temos controlo sobre o fenómeno. Basta o cair da noite, o terror começa logo. Ninguém pode fazer nada, porque eles aparecem altamente armados”, disse.
o grito de socorro em relação ao aumento dos índices de criminalidade vem de vários moradores do bairro Ndlavela. É o caso de Benedita Tayob, de 45 anos, que apela à intervenção da polícia,  para o reforço da segurança na zona. “Gostaríamos que acabassem com a criminalidade. A polícia devia trabalhar muito mais, porque, quando solicitamos ajuda, dizem que não têm combustível ou, então, alegam que não têm reforço policial”, lamentou.

Dioclicénio Custódio, também residente em Ndlavela, diz que o bairro se compara a um verdadeiro inferno. Segundo ele, o cair da noite marca momentos sombrios. “Isso assemelha-se a um verdadeiro inferno. o grito de socorro devia ser ouvido e fazer-se alguma coisa visível”, apelou.

Recentemente, lembre-se, duas pessoas foram espancadas até à morte e, de seguida, queimadas, acusadas de fazer parte de um grupo de cinco assaltantes que espalha terror no bairro.

Nos últimos tempos, têm sido feitas várias queixas de aumento da criminalidade na Matola, sobretudo nos bairros em expansão. Os assaltos a residências têm ganha força, com os assaltantes a usarem armas de fogo, assim como facas.

Grupos constituídos por cerca de 20 pessoas assaltam, na calada da noite, residências, onde, além de roubarem diversos bens, torturam as vítimas com recurso a métodos bárbaros, incluindo passar à ferro e violação sexual, tanto de homens como de mulheres.

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