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Arrancou este Sábado a reconstrução das 22 casas queimadas em Chamanculo “D”

Foto: O País

As casas serão de material precário (madeira e zinco) e não de material convencional, a base de blocos e serão construídas no espaço onde estavam, anteriormente.

Segundo o vereador do distrito municipal KaLhamanculu, Zeferino Chioco, esta foi uma solução rápida para retirar as famílias do local onde se encontram a viver, actualmente, todos juntos e expostos, mais ainda, a COVID-19.

“Devido ao espaço, serão casas do tipo zero. Esta foi a solução imediata encontrada pelo Município de Maputo que decidiu avançar, porque em pouco tempo conseguiremos concluir e futuramente, iremos arranjar outra solução”, explicou Chioco.

Os responsáveis pelas obras são os jovens, vítimas do incêndio e amigos, com apoio de alguns técnicos do Município de Maputo e preveem que as obras sejam concluídas, num período máximo de duas semanas.

Enquanto isso, um espaço privado para as famílias começa a dar falta. Elsa Fernando, uma das vítimas, conta que depois de perder tudo, agora, o seu sonho é ter um espaço próprio, uma casa de alvenaria.

“Tudo que quero é ter uma casa e recomeçar com a minha vida, pensava que iam construir uma casa de alvenaria, porque já não queria viver nas casas de madeira e zinco, porque tenho medo que voltem a queimar”, desabafou e acrescentou, “mesmo assim estou feliz, voltarei a ter uma casa”.

E como forma de apoiar as vítimas, jovens da Organização da Juventude Moçambicana (OJM ) visitaram, este sábado, as famílias. E deixaram mais material de construção.

Segundo a secretária-geral da OJM, Anchia Talapa, a organização ofereceu 64 chapas de zinco, 100 sacos de cimento, e produtos alimentares diversos.

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