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Arranca hoje a missão de formação militar da UE em Moçambique

Inicia hoje a missão militar da União Europeia (UE) em Moçambique, com o objectio de treinar as Forças de Defesa e segurança para enfrentar a insurgência armada em Cabo Delgado. O lançamento da missão irá decorrer numa cerimónia oficial nos fuzileiros da Katembe, em Maputo, que contará com a presença dos ministros da Defesa de Moçambique, Jaime Neto, e de Portugal, João Gomes Cravinho.

A missão terá a duração de dois anos e deverá contar com 140 militares formadores responde ao pedido de ajuda do Governo para preparação das suas tropas.

O efectivo da missão não se envolverá em operações militares, contará com cerca de 140 militares divididos entre dois centros de treino, um para comandos no Campo Militar do Dongo, em Chimoio, e outro para fuzileiros na Katembe.

“Espera-se que o mandato da missão tenha uma duração de dois anos. Durante este período, o seu objectivo estratégico é apoiar o reforço da capacidade das unidades das forças armadas, que farão parte de uma futura força de reacção rápida”, anunciou o Conselho da União Europeia a 15 de Outubro.

A missão vai fornecer formação especializada em combate ao terrorismo e sobre a protecção de civis, especialmente mulheres e raparigas, com atenção para o cumprimento dos direitos humanos, após inúmeros relatos que dão conta de terem sido violados por várias vezes durante o conflito.

A missão de treino, designada EUTM (European Union Training Mission) Moçambique, “será comandada pelo vice-almirante Hervé Bléjean, director da Capacidade Militar de Planeamento e Condução” e, no terreno, “a direcção operacional caberá ao brigadeiro-general Nuno Lemos Pires, militar do Exército português que comandará a força”, lê-se em comunicado.

A província de Cabo Delgado tem sido alvo de ataques armados, que em março levaram à suspensão de projectos de gás fulcrais para o país.

A insurgência causou uma crise humanitária com 817 mil deslocados, segundo números do Governo, num conflito com 3.100 mortos de acordo com o projecto de registo de conflitos ACLED, citado pela DW.

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