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Argélia: o regresso do Hirak

Milhares de argelinos manifestaram-se na segunda-feira, nas ruas da capital (Argel) e vários pontos do país, reeditando, dois anos depois, as primeiras manifestações contra a candidatura do antigo presidente Abdelaziz Bouteflika, ao quinto mandato, e ao controle do país e da sua economia, por via das armas.

Catorze meses depois da chegada do novo presidente Abdelmadjid Tebboune, os argelinos mantêm as revindicações do Hirak, para uma verdadeira mudança do sistema e um Estado de Direito.

“Tebboune é uma fraude”, “Generais ao lixo”, “O povo exige a independência” eram as palavras de ordem que gritavam os manifestantes.

Pela manhã, as forças de segurança, procederam com dezenas de interpelações, controle de identificação e de bagagens, sem o devido rigor, defronte às baragens, em vários quarteirões e locais onde os protestantes tinham o hábito de se reunir durante cinquenta e seis manifestações semanais entre Fevereiro de 2019 e Março de 2020, data da suspensão do movimento em razão da epidemia da Covid-19.

Segundo um comunicado do Comité Nacional para a Libertação de Prisioneiros (CNLP), o opositor Rachid Nekoposito e tinha sido liberto da prisão três dias antes, foi preso ontem a tarde em Mostaganem. E vários manifestantes foram presos em Argel e em outras províncias, nomeadamente em Tiaret em Tebessa em Msila e também em Oran, segundo CNLP. Para além disto a Amnistia internacional denunciou, o segundo aniversário do Hirak, num comunicado publicado segunda-feira, por ocasião do segundo aniversário do Hirak, as detenções arbitrárias na Argélia. A ONG critica “uma estratégia deliberada das autoridades argelinas visando quebrar a dissidências ”  nesses dois últimos anos, apesar do carácter pacífico das marchas.

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