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Apreendidos 28 quilos de cannabis sativa em Zavala

Foto: O País

Tudo começou no último final de semana, quando três jovens amigos decidiram sair de Zavala com destino a Maputo, alegadamente para levar uma encomenda de pratos para venda na vila de Quissico.

Um dos jovens ora detidos pela Polícia diz que recebeu uma chamada de um tio, que na verdade nem é tio, apenas assim o considera porque trabalhou com ele na África do Sul, a propor que este fosse a Maputo levar uma encomenda de panelas para posterior revenda na Vila de Quissico.

Como não tinha dinheiro de transporte para Maputo, ele decidiu pedir ajuda a um outro amigo, que também disse que não tinha dinheiro. Mas a disposição para ajudar era tanta que ele decidiu penhorar o próprio computador para conseguir emprestado mil meticais de forma a pagar o bilhete de passagem e juntou-se ao amigo para juntos, viajarem.

Mas, quando foram ter com a pessoa a que deveria emprestar este também decidiu juntar-se à dupla, pois segundo disse, não conhecia a Cidade de Maputo e era uma chance para o fazer.

Eles chegaram em Maputo por volta das 10h de segunda-feira para levar três caixas que serviam de disfarce para os 28 quilos de droga. Entretanto, os indiciados dizem que não sabiam de droga nenhuma, até porque chegados lá, sequer tiveram a chance de ver o que havia nas caixas “foi tudo rápido, ele chegou, o cobrador pegou as caixas meteu na bagageira, pagaram as passagens e foi embora”, acrescentou um dos indiciados.

Questionados sobre o destino final da mercadoria, aí o discurso muda, envolvem-se novas pessoas, mas como sempre, sem nomes, pois segundo contam, o referido tio cujo nome também não foi revelado disse apenas que quando os jovens estivessem na Cidade da Maxixe, deveriam ligar para ele, e dizer que uma outra pessoa iria a busca da encomenda.

Bem, pelo menos é o que eles disseram à Polícia e ao “O País”, uma história que, entretanto, não convence a Polícia.

Juma Dauto, do Comando da PRM em Inhambane, diz que em casos similares, os indiciados nunca revelam o nome do dono da droga, mas a Polícia já tem pistas que levam até ao mesmo.

A investigação será para identificar os donos desta droga, mas para já, há no seio da Polícia uma certeza. A origem da mesma que, segundo Juna Dauto, vem sempre da África do Sul e do eSwatini,

A Polícia não avança as quantidades da droga apreendida este ano em Inhambane, mas diz que os números são preocupantes e cita como exemplo, a apreensão, no último final de semana, de três quilos de soruma na capital da terra da boa gente.

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