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Apreendidas mais bebidas alcoólicas num supermercado em Nampula

Há indícios de existência de um esquema de venda ilegal de selos para as bebidas alcoólicas importadas. As Alfândegas de Moçambique em Nampula voltaram a apreender bebidas à venda, com selos legais, mas com uma série que não confere com o despacho de importação.

É a segunda apreensão de bebidas alcoólicas em menos de uma semana na cidade de Nampula. A mesma estava à venda num supermercado e apresenta um selo que parece conferir com os procedimentos legalmente estabelecidos. Mas apenas parecia, porque quando as autoridades das Alfândegas de Moçambique procuraram confrontar a originalidade do selo e a série de importação, descobriram que não há uma conformidade.

“Foram apreendidas 1097 garrafas, cujo processo de importação não nos foi apresentado. Os selos apresentados no sistema de controlo de selos não acusa que os selos tenham sio usados e nessa ordem de ideia nós apreendemos as garrafas, solicitamos ao comerciante que também é importador para nos apresentar o despacho de importação e também a listagem de fornecedores de mercadoria, mas infelizmente, até ao momento em que estamos a terminar a operação não apareceu ninguém com a documentação a provar que esta bebida entrou no nosso país de forma lícita”, anunciou Clayton Johnan, delegado da Autoridade Tributária de Moçambique em Nampula.

Na semana passada, as Alfândegas de Moçambique apreenderam bebidas alcoólicas noutro supermercado na cidade de Nampula com os mesmos problemas. Ao que tudo indica, há um esquema de venda ilegal de selos para ludibriar as autoridades.

“O que estamos a notar é que há selos que apesar de serem genuínos não têm um registo e se têm o número série de selos não confere com os despachos que nalgumas vezes são mostrados, então temos que apurar o que está a acontecer”, acrescentou a fonte.

O contrabando é a principal guerra que a Autoridade Tributária trava no território nacional. “Não há dúvida que coloca-nos um grande desafio e já estamos a reforçar a fiscalização em todos os pontos de entrada da cidade de Nampula para podermos minimizarmos esta situação”, assegurou Óscar Pulseira, director das Alfândegas de Moçambique na província de Nampula.

Bebidas alcoólicas, carros de luxo, capulanas, telefones celulares fazem parte das mercadorias que mais constam do esquema de fuga ao fisco em Nampula.

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