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Apoio militar da UE refém de “burocracias”

Moçambique espera pela conclusão de processos burocráticos para ter acesso ao apoio da União Europeia e da Arábia Saudita no combate ao Terrorismo em Cabo Delgado. A União Europeia espera que os processos estejam concluídos ainda neste ano.

No início, foi a União Europeia a manifestar vontade de apoiar Moçambique a lutar contra o terrorismo que assola o país desde finais de 2017. Nessa altura, o Governo de Maputo não mostrou disponibilidade para receber apoios externos, alegando necessidade de salvaguardar interesses de soberania.

Agora, mais recentemente, foi Moçambique a pedir apoio, tendo tido uma resposta positiva por parte da União Europeia. Feito o acordo em termos diplomáticos, resta agora aspectos técnicos para que as Forças de Defesa e Segurança de Moçambique recebam apoio europeu, com Portugal a tomar a dianteira.

Ontem, Verónica Macamo revelou que agora apenas “aspectos burocráticos” estão a travar o apoio. “O que posso dizer é que está tudo a andar dentro do caminho e na hora H vai correr tudo bem”. Aliás, “em qualquer organização é normal que haja processos desses”.

Entenda-se, por processos burocráticos, a criação de um programa de apoio, tal como explicou o embaixador da União Europeia em Moçambique, ontem na mesma ocasião onde encontrámos Verónia Macamo, a qual explicou os processos a serem seguidos até a materialização da promessa.

António Sanchez-Benedito Gaspar diz que a União Europeia está a desenhar um programa de apoio às forças moçambicanas, em termos de de capaciatação militar, bem como estratégias de combate.

Entretanto, diga-se, não exactamente algo que se possa concluir de um dia para o outro, nem de uma noite para a outra. “Esta é uma missão complexa de reforço às capacidades e, por isso, deve ser alguns trámites e procedimentos, mas estamos a avançar bem e, portanto, vamos conseguir ter esta missão no terreno ainda este ano”, esta é a garantia do diplomata que representa a União Europeia em África.

Além de Portugal que, no início do ano, enviou 60 militares para acções de formação com as Forças Armadas moçambicanas, num plano bilateral de cooperação para ajudar a combater os jihadistas em  Palma, França também mostrou disponibilidade para apoiar.

O Chefe do Estado francês, Emmanuel Macron, na sua mais recente visita à África do Sul, disse que a França está pronta para assistir Moçambique a combater a violência armada na região norte de Cabo Delgado, desde que no âmbito de um “esforço africano” a pedido de Maputo.

Em relação ao apoio prometido também pelo príncipe Mohamad Bin Salman, da Arábia Saudita, assegura Verónica Macamo, também estão em curso processos burocráticos para a sua materialização.

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