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Apoiantes de Zuma manifestam-se contra sua prisão

Os apoiantes do ex-presidente sul-africano, Jacob Zuma, manifestaram-se na tarde de ontem contra a prisão do seu líder, queimando viaturas, estabelecimentos comerciais e bloqueando vias de acesso. Exigem a libertação de Jacob Zuma.

Há dias que os apoiantes do antigo presidente sul-africano, Jacob Zuma, se manifestam contra a prisão do Ex estadista. Este sábado a fúria dos seus seguidores foi mais longe.

Na província de KwaZulu Natal, os apoiantes do ex-presidente incendiaram 20 camiões de carga e vandalizaram vários estabelecimentos comerciais, para além de terem bloqueado vias de acesso importantes. Seguidores de Jacob Zuma querem seu líder fora da prisão e essa exigência é irreversível.

Na semana passada, reunidos em frente à sua residência, em Nkandla, os apoiantes de Jacob Zuma ameaçaram pautar por qualquer retaliação caso o seu líder fosse preso.

Na quarta-feira, Jacob Zuma entregou-se no Centro Correcional de Estcourt, que fica perto da sua residência, mas isso o fez contra a sua vontade, até porque por várias vezes tentou esquivar-se da justiça.

Zuma foi condenado a 15 meses de prisão pelo tribunal Constitucional por desobedecer à ordem do tribunal para comparecer perante a comissão que investiga supostos actos de corrupção durante o seu mandato presidencial.

 

MANIFESTAÇÕES CULMINAM EM UM MORTO E 62 DETENÇÕES

Uma pessoa morreu e 62 foram detidas este fim-de-semana na África do Sul por envolvimento nos protestos contra a prisão do ex-presidente sul-africano, Jacob Zuma.

Segundo a DW, a morte foi confirmada pela Polícia, que disse estar a investigar as circunstâncias em que terá ocorrido.

Os violentos protestos alastraram-se à província de Gauteng e estenderam-se, neste sábado e na manhã de domingo a Joanesburgo, a maior cidade do país e a província de Gauteng.

A Polícia sul-africana disse ter usado granadas de atordoamento e balas de borracha para fazer dispersar os violentos protestos.

Na quinta-feira, os membros do Congresso Nacional Africano, aliados a Jacob Zuma, começaram a bloquear a autoestrada N2 e várias vias rodoviárias na cidade costeira de Durban e em Pietermaritzburg, capital da província do KwaZulu-Natal, que faz fronteira com Moçambique.

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