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Apenas seis clubes podem regressar aos treinos

Apenas seis dos 14 clubes do Moçambola podem regressar aos treinos já esta sexta-feira por apresentarem uma taxa de positividade abaixo dos 10%.

Um total de 548 elementos ligados aos 14 clubes que corporizam o campeonato nacional de futebol foram testados semana passada por recomendação do Presidente da República, Filipe Nyusi, e deste universo 66 pessoas deram positivo para o novo Coronavírus.

Terça-feira, o Governo decidiu que apenas os clubes com uma taxa de positividade abaixo dos 10% é que estavam autorizados a regressar aos treinos.

Feita análise das amostras colhidas pelo Instituto Nacional de Saúde, concluiu-se que apenas seis clubes estão em condições de voltar aos treinos a partir desta sexta-feira, nomeadamente: Desportivo Maputo com 1 caso positivo de um total de 43 pessoas testadas, sendo que apresenta taxa de 2%; Liga Desportiva com 2 casos positivos de um total 50 testados e taxa de 4%; Incomáti de Xinavane com 2 casos positivos num universo de 31 testados e taxa de 6%; Matchedje de Mocuba com 2 casos positivos de um total de 39 testados e taxa de 5%; Costa do Sol com apenas 1 caso positivo de um universo de 36 testados e uma taxa de 3%; e Textáfrica de Chimoio igualmente com 1 caso positivo de um total de 55 testados e taxa de 2%.

As restantes oito colectividades que evoluem no campeonato nacional, nomeadamente Ferroviário de Maputo, Black Bulls, Ferroviário de Nampula, ENH de Vilankulo, Ferroviário de Lichinga, UD Songo, Ferroviário da Beira e Ferroviário de Maputo terão que esperar até a realização de novos testes de despiste da Covid-19 a realizar-se no próximo dia 26 de Fevereiro para poderem saber se, dependendo da taxa de positividade, poderão ou não regressar aos treinos.

Entretanto, os testes a serem levados a cabo pelo Instituto Nacional de Saúde irão abranger os 14 clubes, incluindo os que tiveram taxa de positividade abaixo dos 10% nos resultados apresentados esta semana.

 

FMF promete mão dura

Entretanto, a Federação Moçambicana de Futebol promete tomar medidas severas para os médicos e massagistas que adulterarem os testes da Covid-19 aos jogadores dos seus clubes, por forma a garantir que estes estejam presentes num determinado jogo, caso se prove que os mesmos estão infectados pelo novo Coronavírus.

Esta promessa do organismo máximo que gere o futebol no país surge na medida em que os membros clínicos de cada clube serão responsáveis pela testagem dos jogadores, treinadores e todo pessoal interveniente no Moçambola-2021.

“No caso de haver violação e provarmos que esse atleta está positivo à Covid-19 e estiver a jogar, primeiro vamos retirar a carteira da parte da federação deste médico ou massagista e segundo vai ser processado criminalmente sobre esta situação”, disse Feizal Sidat, presidente da Federação Moçambicana de Futebol em reacção a permissão de retorno aos treinos aos clubes que tenham menos de 10% da taxa de positividade da Covid-19 nos seus elementos.

E, para melhor controlo da situação, segundo Feizal Sidat, “estamos a preparar um regulamento específico sobre esta situação e vamos ser muito contundentes”. Por isso mesmo o dirigente máximo da FMF deixa uma mensagem a todos os desportistas e dirigentes dos clubes “para que tenham esta sensibilidade, de não olhar só para os resultados desportivos, mas também olhar para a parte humana dos intervenientes, porque caso um atleta seja positivo e jogue, vai infectar a outros colegas de profissão”.

Entretanto, Sidat garante que a Federação Moçambicana de Futebol vai aplicar parte do polémico Fundo de Apoio Solidário da FIFA para mitigar o impacto da Covid-19 nos associados da agremiação para viabilizar os testes de despiste da Covid-19 no Moçambola-2021. “Quando iniciar o Moçambola vamos fazer os testes para todas equipas que disputam a prova. Ou seja, semanalmente vamos realizar testes para controlarmos o grau desta doença em cada clube. Esta é a responsabilidade social da Federação porque vamos assumir todos os testes que serão realizados, porque sabemos o quão é importante o Moçambola no nosso país, para o movimento associativo desportivo”, disse Sidat para assegurar que a FMF vai se responsabilizar pelos testes de despiste da Covid-19 durante o Moçambola-2021.

Quanto à autorização para a retoma aos treinos das equipas do Moçambola com menos de 10% de casos positivos da Covid-19 dada pelo Governo, Feizal Sidat congratula a decisão e considera que o mais importante é cada um dos intervenientes dos clubes do Moçambola assumir o compromisso de combate a pandemia, para que a prova, verdadeiramente dita, retome o mais rápido possível.

Recorde-se que depois dos testes realizados há sensivelmente uma semana, dos 548 testes realizados a jogadores, treinadores, pessoal de apoio e dirigentes dos 14 clubes que disputam o Moçambola-2021, 67 acusaram positivo, numa taxa de positividade de 12.3%, o que preocupa o governo, razão pela qual marcou mais uma testagem de controlo, no dia 26 de Fevereiro, para todos intervenientes do campeonato nacional.

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