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Antigo Presidente do Malawi recusa prestar declarações num caso de suposta corrupção

O antigo Presidente do Malawi, Peter Mutharika, recusa prestar declarações ao Departamento Central de Combate à Corrupção, no caso de suposta evasão fiscal e importação de oitocentos mil sacos de cimento.

Segundo escreve a Rádio Moçambique, Mutharika alega ter prestado no ano passado, declarações à polícia fiscal sobre o mesmo assunto, tendo negado o seu envolvimento no crime de que é acusado.

Em comunicado, o antigo Estadista malawiano acusa o Departamento Central de Combate à Corrupção de estar a agir com dolo de o prejudicar.

“O Departamento Central de Combate à Corrupção congelou as minhas contas bancárias por mais de 270 dias sem no entanto ouvir o acusado. Este procedimento é ilegal pois eu, como titular destas contas bancárias, tinha direito de saber o tipo de crime que cometi para merecer tal penalização”, observou Mutharika no seu comunicado, citado pela RM.

O antigo Presidente do Malawi acusa o Departamento Central de Combate à Corrupção, de perseguição com clara intenção de humilhar vítimas, sem culpa formada.

Peter Mutharika vai mais longe ao afirmar ser vítima de caça às bruxas, sustentada por uma instituição do estado.

Peter Mutharika termina a sua declaração afirmando que em caso de insistência do Departamento Central de Combate à Corrupção em querer ouvi-lo, manter-se-á calado durante o interrogatório.

Peter Mutharika, professor de direito constitucional e antigo Presidente do Malawi é acusado de ter usado o seu número de identificação tributária na importação de oitocentos mil sacos de cimento com isenção fiscal.

Reagindo ao posicionamento de Mutharika, o Departamento Central de Combate à Corrupção reiterou que o interrogatório vai acontecer ainda esta semana.

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