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Analistas apontam má gestão da pandemia como um dos “pecados” de Edgar Lungu

A má gestão da pandemia da COVID-19 e os altos índices de pobreza estão entre as causas da possível derrota do Presidente da Zâmbia, Edgar Lungu, segundo apontam os resultados preliminares das eleições presidenciais desta quinta-feira. Quem o diz é o analista político, Wilker Dias, e o jornalista angolano, José Gama.

A Zâmbia é um dos exemplos de alternância de poder a nível da África Austral e no continente. Para os analistas, Edgar Lungu “pecou” em várias frentes durante o seu mandato, o que favoreceu o seu opositor nos recentes pleitos eleitorais.

Para além da má gestão da pandemia do novo Coronavírus, o analista Wilker Dias, aponta, os altos índices de endividamento externo do país, situação que conduziu a Zâmbia para algumas sanções económicas por parte de algumas potências mundiais.

“ A Zâmbia está com uma alta dívida externa. O país não está a conseguir pagar aos seus credores, o que o coloca em maus lençóis, a nível interno e externo”, disse Wilker Dias.

Já o jornalista angolano, José Gama, aponta a intolerância política e o aumento de índices de pobreza, na ordem da vitória da oposição no país.

“O Presidente Edgar Lungu fez promessas e não conseguiu cumprir devidamente, uma das promessas que fez foi de permitir a liberdade da imprensa, facto que não passou de uma miragem”.

A propósito, sobre a intolerância política, os analistas apontam a violência protagonizada pelo exército do país, a mando de Edgar Lungu, em pleno período eleitoral.

O líder da oposição zambiana, Hakainde Hichilema, lidera a contagem de votos nas eleições presidenciais desta quinta-feira, no país, à frente do Presidente cessante, Edgar Lungu, segundo os primeiros resultados provisórios da Comissão Eleitoral (ECZ) divulgados, este sábado.

No sábado, Hichilema, líder do Partido Unido para o Desenvolvimento Nacional, tinha contabilizado cerca de 171.604 votos, contra os 110.178, obtidos por Edgar Lungu, da Frente Patriótica.

Se o número de votos continuar favorável para a oposição, Hichilema poderá ser o próximo chefe de Estado zambiano, depondo Edgar Lungu, que entrou no poder em Janeiro de 2015.

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