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Ana Magaia acredita que o cinema moçambicano terá dias melhores

Moçambique aprovou a lei do cinema e audiovisual em Novembro no ano passado. O instrumento era bastante esperado pelos profissionais de cinema, que durante muitos anos lutaram pela sua aprovação. Em conversa com “O País”, a grande estrela do cinema nacional, Ana Magaia, mostrou a sua satisfação pela grande vitória.

Ana disse ter esperança de ver a sétima arte regulamentada, em Moçambique, pois afirma que o trabalho – até ao momento – é feita “atoa e sem comando algum”. Mas com a lei as pessoas passarão a ter uma direcção para fazer o cinema. Com a sua firmeza e generosidade, revelou que vê a vitória como uma luz no fundo túnel para os artistas mais novos. “Apesar de termos muitos jovens com muita vontade e talento, não há meios e as coisas não estão encaminhadas. Então, neste momento tudo indica que as coisas vão andar principalmente para os jovens”, frisou.

Porque trabalho não é feito apenas pelos jovens, a actriz que carrega décadas de experiência, repartiu a responsabilidade por outros agentes. “A pôr-se em prática a lei do cinema, o Governo terá as suas responsabilidades e nós, os profissionais com mais experiência, deveremos continuar a dar a nossa força e préstimos”, detalhou.

A artista explicou que o cinema moçambicano sempre teve bons profissionais, mas as condições do país não ajudaram para que a indústria se desenvolvesse. “O cinema teve uma grande explosão no período pós-independência. Tivemos uma fase de co-produções com outros países. Infelizmente, vários factores condicionaram a queda, mas algumas pessoas continuaram a fazer cinema por teimosia”, desabafou.

Para além de ser atriz, Ana Magaia tem outras responsabilidades no cinema. Foi directora de casting nos filmes "Africa dreaming”, em 1997, e "Terra sonâmbula", em 2007. Em "A voz dos dugongos", em 2001, "O Gotejar da Luz", em 2002, e "Blood Diamond", em 2006, ocupou o cargo assistente de realização. Como produtora, deu luz a vários trabalhos dentre os quais "Recursos e vida", série sobre o Meio Ambiente, e "Língua viva", de Gonçalo Mourão, os dois em 2000.

Actualmente, dá formações regulares de eloquência e performance no Instituto Camões. Tem alguns projectos de produção, mas preferiu não revelar detalhes.

 

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