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Ambientalistas europeus pedem corte de importação de petróleo e gás russos

Vinte e cinco organizações ambientalistas europeias pediram esta quinta-feira à União Europeia que pare de importar petróleo da Rússia e “acabe com o financiamento à guerra de Putin contra a Ucrânia”.

Segundo o Observador, as 25 organizações não-governamentais defendem ainda que as bombas de combustível devem identificar a origem de todos os produtos petrolíferos” para que os consumidores não “financiem inadvertidamente o regime” do Presidente russo, Vladimir Putin.

Os ambientalistas, segundo a fonte, pedem ainda que seja cobrada uma “tarifa ou taxa” sobre todos os combustíveis fósseis provenientes da Rússia e como medida principal, “um embargo completo” a estes produtos.

Os ambientalistas afirmam no manifesto enviado às instituições europeias que o lucro da exportação de petróleo e gás tem “sustentado os gastos militares de Putin em mais de duas décadas”.

O petróleo e o gás russos não estão cobertos pelas sanções económicas impostas pela União Europeia, lembram os ambientalistas, apontando que “todos os dias, países da União Europeia continuam a transferir centenas de milhões de euros para pagar petróleo e gás ao regime de Putin”, um comércio que movimentou entre 80 e 85 mil milhões de euros só em 2022, afirmam.

Dois terços do petróleo importado da Rússia servem para transportes, e embora reconheçam que parar o tráfego terá “impactos no preço da energia”, o ataque russo à Ucrânia “exige uma resposta extraordinária”, dizem as organizações.

Os ambientalistas defendem ainda que os países membros da Agência Internacional da Energia devem usar as reservas de petróleo que têm, suficientes para 90 dias de consumo, e cedê-las aos países mais dependentes da Rússia.

As organizações insistem em vários pontos da sua agenda habitual e pedem “um novo objectivo de 50 por cento de carros eléctricos em 2025” na União Europeia daqui a três anos, sobretudo nos setores dos táxis, frotas automóveis e autocarros.

Querem ainda “medidas para acelerar radical e imediatamente” o investimento na produção de energia solar e eólica e mais medidas de eficiência energética, incluindo a renovação de edifícios para os tornar mais eficientes e combater a pobreza energética.

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