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Amade Miquidade já não é ministro do Interior

O Presidente da República, Filipe Nyusi, exonerou, esta terça-feira, Amade Miquidade do cargo de ministro do Interior.
A informação consta de uma nota de imprensa da Presidência da República, na qual faz referência, também, à destituição de Adelaide Anchia Amurane do cargo de ministra na Presidência para Assuntos da Casa Civil.
As exonerações ocorrem ao abrigo da alínea a) do número dois do artigo 159 da Constituição da República.

Desde a data, Miquidade teve pela frente o “mais velho” desafio do pelouro, de manter a ordem, segurança e tranquilidade públicas, tendo massificado a formação de agentes da PRM em diversas modalidades, bem como geriu as reformas já em curso no SERNIC.

Entretanto, neste capítulo, Miquidade foi testado com o fenómeno dos raptos e assassinatos, factos que não conseguiu, através das suas unidades policiais e de inteligência, estancar.

Paralelamente, os acidentes de viação mancharam o seu desempenho. Estradas sangrentas reduziram o “brio” do ministro de pouco palavreado, com semblante de muita acção. Acção essa que foi abalada pela reacção dos fenómenos a que se propôs combater como ministro.

Amade Miquidade foi deputado na Assembleia Provincial e Popular, entre 1977 e 1986. Trabalhou como director provincial da Segurança, de 1983 a 1986. Exerceu o cargo de director nacional no Ministério da Segurança, entre 1986 e 1991. Ocupou o cargo de director-geral dos Serviços de Informação e Segurança do Estado (SISE), de 1991 a 1995. Assumiu as funções de Secretário do Conselho de Estado, de 2005 até 2020. Foi secretário-geral do Conselho Nacional de Defesa e Segurança (CNDS), entre 1995 e 2020.

Segundo um comunicado da Presidência da República, Nyusi exonerou igualmente, Adelaide Amurane do cargo de ministra na Presidência para Assuntos da Casa Civil.

Economista de formação, Amurane desempenhava o cargo desde 19 Janeiro de 2015. Foi ministra na Presidência para os Assuntos Parlamentares, Autárquicos e das Assembleias Provinciais, entre 2010 e 2014, vice-ministra do Trabalho nos quinquénios 1994-1999 e 2000-2005, deputada da Assembleia da República, entre 2005 e 2009, pela FRELIMO.

Nessa legislatura, foi membro da Comissão do Plano e Orçamento, onde era Presidente substituta da Comissão. De 2005 a 2009, desempenhou também as funções de assessora da esposa do Presidente da República.

De 2007 a 2008, foi chefe-adjunta do Sector de Administração e Finanças do Partido FRELIMO. Desde Setembro de 2012, é membro do Comité Central, da Organização da Mulher Moçambicana (OMM), e da Associação Moçambicana de Economistas (AMECON).

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