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Alunos voltam às aulas na Beira

Uma semana depois da tragédia, os alunos e professores voltaram, hoje, às aulas em algumas escolas da cidade da Beira. Tal é o caso da Escola Secundária da Ponta-Gêa, que perdeu a cobertura e que mesmo assim acolhia três famílias deslocadas. Retiradas as pessoas que lá buscaram refúgio, a direcção da escola julgou criadas as mínimas condições para o reinício das aulas.

O mesmo não se pode dizer da Escola Secundária de Dondo. Por ainda acolher muitas famílias que perderam moradia, os alunos ainda não poderão retornar às aulas. Para que tal aconteça, primeiro, deve-se aguardar a transferência das famílias para outro local.

Antes do reinício das aulas, no caso da Ponta-Gêa, os alunos tiveram sensibilização sobre a necessidade de reforçar medidas de higiene. Ora, esperam-se muitas dificuldades por parte das crianças, pois muitos perderam seus materiais escolares com a passagem do ciclone Idai naquele ponto do país.

Vítimas de inundações transferidas das escolas para outros lugares

As vítimas do ciclone Idai que estavam acomodadas em diversas escolas primárias e secundárias na cidade da Beira, começaram hoje a ser transferidas para outros lugares com vista a dar espaço para o reinício das aulas.

O governo pretende com esta iniciativa criar condições para o reinício das aulas nas escolas onde os mesmos tinham sido acomodados primeiramente, tal como na escola primária completa Eduardo Mondlane e escola secundaria Samora Moisés Machel.  

As águas do rio Búzi não pouparam a ninguém. De entre as vítimas destaque vai para Elsa José, que recorda com amargura o dia que a vila sede onde residia, foi tomado pelas águas do rio Búzi. Naquele dia Elsa viu a sua mãe e uma irmã menor a serem arrastadas pela corrente das águas sem nada poder fazer.

 

Aldeia SOS escapa da fúria da natureza

A Aldeia SOS na cidade da Beira que alberga 147 crianças órfãs de pai e mãe é um dos poucos senão o único local que não foi destruído pelo ciclone Idai. Estas têm idades compreendidas entre um ano e sete meses à 16 anos de idade.

Todas crianças ficaram ilesas e as suas casas intactas.
No dia do ciclone estavam com as senhoras que permanentemente cuidam delas: As antenas de televisão ficaram intactas, as árvores até caíram, mas não atingiram as casas e se algum ramo caiu por cima da casa não causou dano algum tal como aconteceu ao redor desta aldeia onde os ventos deixaram um rasto de destruição e morte.

A Aldeia assiste outras 800 crianças nos bairros ao redor que sejam órfãs de um dos pais ou de famílias muito carenciadas.

 

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