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Aline Nobre expõe mulher e alma no CCMA

A artista e escultora Aline Nobre inaugurou, esta segunda-feira, a exposição de pintura Mulher, cura e alma. A individual estará patente no Centro Cultural Moçambicano-Alemão e poderá ser visitada, de forma virtual, durante um mês.

A exposição de pintura de Aline Nobre começou a ser preparada lá vai um bom tempo. O que importa anotar, na verdade, não é uma resposta à pergunta quando?, mas para questão como? Indecisa em relação ao primeiro caso, a pintora moçambicana foi categórica ao afirmar que Mulher, cura e alma nasceu de conversas com várias mulheres, partilhadas ao longo dos últimos anos. Talvez, por isso, o tema principal são os sonhos e o propósito que movem e devem mover as mulheres.

Utilizando uma técnica mista nas 14 telas que constituem a mostra, Aline Nobre explica o que a interessa com esta aparição. “Questiono qual é o nosso propósito e a possibilidade de nos darmos ao direito de explorar esse tal propósito na busca da verdade”.

Ao dizer “nosso”, com efeito, Aline Nobre está principalmente a pensar nas mulheres, afinal “eu quero que todas elas saibam que merecem mudança, amor, libertação e essas coisas todas. Espero que com esta exposição possamos sonhar o mais alto possível”.

A exposição inaugurada esta segunda-feira estará patente no Centro Cultural Moçambicano-Alemão durante um mês. Quem quiser visitar a individual, no entanto, deve aceder à página Facebook daquela instituição, pois os eventos artísticos ainda não estão abertos ao público nos centros culturais.

Questionada sobre a importância de levar a arte às pessoas numa altura como esta, Carolin Brugger, Directora do Centro Cultural Moçambicano-Alemão, afirmou: “Estamos ainda num momento muito dificil, com as restrições e com o impacto da pandemia. Achamos que seria muito importante trazer essa força para as pessoas, especialmente para as mulheres, através de uma exposição”.

A individual de Aline Nobre enquadra-se nas celebrações do mês da mulher, por isso mesmo, a artista também quis retratar sonhos, percursos de cura e de libertação de todas individualidades femininas representas nas suas telas. Sobre as peças, o Centro Cultural Moçambicano-Alemão observa que são igualmente uma “alquimia de cores” com o intuito de incitar e instigar conversas para a expansão individual e da sociedade através da sua arte.

 

Aline Nobre

A artista plástica que agora expõe no Centro Cultural Moçambicano-Alemão é multifacetada. Além de pintora, é escultora e artesã. Aline Nobre nasce em Maputo, em 1996. Formada em Contabilidade e Auditoria, pela Universidade Politécnica, começou a pintar terminado o curso, em 2018, depois de uma experiência extremamente traumática que serviu de portal para o seu reencontro com a arte. Descendente de uma família de artesãs de origem sena e pondzo, na sua pintura Aline Nobre explora várias técnicas, com destaque para tinta acrílica.

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