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Alfândegas “vasculham” Chókwè e apreendem viaturas ilegais

Foto: O País

As Alfândegas de Moçambique apreenderam no último sábado, na cidade de Chókwè, província de Gaza, sete viaturas que circulavam ilegalmente, muitas das quais ostentavam matrícula da África do Sul. A fuga ao fisco lesou o Estado em sete milhões de Meticais.

A Autoridade Tributária de Moçambique fiscalizou sábado, em Chókwè, a situação de legalidade das viaturas com matrícula estrangeira. Carro de marca BMW, que tem o prazo de importação temporária inspirado, foi um dos primeiros a ser interceptado. Ademais, o documento exibido estava em nome diferente de quem conduzia.

Uma mulher conduzia um carro de marca Mercedes Benz que foi apreendido, já que os agentes detectaram ilegalidades.

Joconias dos Santos, residente em Chókwè, diz saber da necessidade de legalizar as viaturas com matrícula estrangeira, mas reclama dos valores cobrados. “Os carros foram comprados na África do Sul, mas, para mudar a matrícula aqui, é muito caro”, justificou Dos Santos.

Lhamine foi também interceptado enquanto conduzia a sua viatura, também por se terem constatado ilegalidades.

Um outro condutor foi autorizado a levar o carro depois de verificada e confirmada a documentação. Enquanto isso, o Comando Distrital da PRM para onde foram levadas as viaturas apreendidas tornou-se um local de concentração de pessoas que repudiavam a fiscalização.

Os proprietários dos carros incorrem em multas e só vão ter novamente os veículos na sua posse depois de regularizar a documentação. As Alfândegas dizem que a escolha de Chókwè não foi por acaso.

“Identificamos Chókwè como de grande potencial de invasão fiscal ligada à importação irregular de viaturas. Fomos ao terreno e, em 45 minutos, conseguimos interceptar sete viaturas, que estavam na ostentação de matrícula estrangeira e outras ultrapassaram o período de importação definido por lei”, disse Fernando Tinga, porta-voz das Alfândegas de Moçambique, tendo avançado que operações do género vão decorrer em todo o país.

Devido à complexidade e risco associado à operação levada a cabo pelos agentes das Alfândegas, a retirada das sete viaturas não foi pelo mesmo caminho de entrada àquela cidade, senão via Chókwè para o distrito de Guijá, depois Chibuto, de seguida Limpopo e, por fim, cidade de Xai-Xai, a capital da província de Gaza, onde os carros se encontram parqueados em segurança nos Serviços Provinciais das Alfândega.

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