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Alfândegas admitem fragilidades nas fronteiras nacionais

Na semana passada foi desmantelada numa residência, em Manica, uma rede de tráfico de viaturas supostamente roubadas na vizinha África do Sul, que alterava as características dos referidos veículos, tratava as matrículas e depois as vendia no mercado nacional. As autoridades alfandegárias admitem fragilidades na fiscalização de viaturas roubadas, na África do Sul, e que depois são vendidas no território nacional.

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) referiu, na ocasião, que as viaturas entravam no território nacional com suposta conivência das autoridades Alfandegárias.

Por seu turno, o director das alfândegas em Manica, Remigy Guiamba, esclareceu, hoje, em entrevista ao “O País”, os pontos de entrada das referidas viaturas.

“De uma forma preliminar, estamos a falar de cinco viaturas que foram recuperadas. São viaturas que supostamente foram furtadas na África do Sul. Achamos que entraram pelas fronteiras nacionais da zona sul do país e foram trazidas até aqui”, disse.

Ainda na intervenção, Guiamba, admitiu que a rede que se dedica ao tráfico de viaturas é bastante organizada a ponto de driblar as autoridades nos postos fronteiriços.

“Quando as viaturas saem da Africa do Sul já vêm com a documentação parcialmente falsificada para enganar as autoridades. Então, estamos a falar de redes altamente sofisticadas”, explicou Guiamba, afastando a hipótese de haver conivência dos seus colegas na entrada de carros roubados no país.

Mesmo sem estimar o prejuízo causado pela prática, o director das alfândegas pelou aos cidadãos para que antes de adquirir qualquer viatura de origem duvidosa contactem as autoridades para o apuramento da proveniência do mesmo.

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