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“Ainda não estamos a celebrar sucessos. Estamos numa fase em que temos que consolidar os ganhos”, diz Filipe Nyusi

Foto: O Pais

O Presidente Da República de Moçambique, Filipe Nyusi, disse hoje em conferência de imprensa conjunta com o Presidente Ruandês, Paul Kagame, que apesar das conquistas já registradas na luta contra o terrorismo em Cabo Delgado, ainda não é o momento de celebrar a vitória, pois há muito que deve ser feito para consolidar os ganhos.

Filipe Nyusi, que falava à margem das cerimónias alusivas ao 57˚ aniversário das Forças Armadas de Moçambique (FADM), em Cabo Delgado, disse que enquanto são desencadeados os combates contra os terroristas na zona norte do país, decorre um processo de formação e capacitação das forças moçambicanas de modo que após a estadia das forças estrangeiras, as nacionais continuem com os trabalhos.

“Nós, em Moçambique, nunca tínhamos estado numa guerra contra o terrorismo. É uma guerra nova, da qual estamos a aprender. Neste momento em que estamos a ter um apoio, o que temos estado a fazer é, em simultâneo, ir capacitando as FADM, para poder fazer face ao período posterior à estadia das forças exteriores”, disse Nyusi.

Questionado sobre a demora no pedido de apoio internacional para combater o terrorismo em Cabo Delgado, Filipe Nyusi explicou que não se podia pedir ajuda para combater um fenómeno até então desconhecido.

“O primeiro ataque foi em 2017, mas nós lemos os sinais desde 2012, sinais estranhos no nosso país, sobretudo em Mocímboa da Praia. Por isso, se exigiu da nossa parte uma ponderação, uma inteligência suficiente para perceber o que era o fenómeno. Já, naquela altura, se tivéssemos dito venha Ruanda, venha Egipto, venha Zimbabwe, venha França, estaríamos numa situação de não sabermos vem fazer o quê”, detalhou o Chefe de Estado.

 

AINDA HÁ ESPERANÇA PARA EXPLORAÇÃO DE GÁS EM CABO DELGADO

O Chefe do Estado não escondeu o desejo de ouvir o barulho das máquinas nos campos de exploração dos recursos moçambicanos naquela parcela do país. De acordo com Nyusi, brevemente poderão ser visíveis os trabalhos de prospecção desenvolvidos na província.

Segundo detalhou o governante, “as empresas que deixaram de estar na zona, não saíram porque queriam sair, não foi por belo prazer, saíram porque eram zonas de guerra (…) e acreditamos que logo que esta questão estiver esclarecida ninguém vai querer perder uma oportunidade de explorar o que aquela zona tem”.

A quando da sua chegada a Moçambique, Paul Kagame disse aos seus militares que agora a missão que eles têm é, junto à contraparte moçambicana que deve liderar o processo, garantir a ordem e tranquilidade nas áreas recuperadas, permitir a reconstrução e o regresso da população às suas zonas de origem. O Presidente do Ruanda agradeceu ao Governo e ao povo moçambicano por terem aceitado que a missão do seu país colaborasse no combate ao terror.

Recorde-se que Kagame, está em Pemba desde o fim da manhã de ontem para participar nas cerimónias alusivas a 25 de Setembro, dias das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FDM).

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