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Água salobra leva FIPAG a “isolar” dois furos em Nampula

Foto: O País

A Condutividade Eléctrica (CE) é que dá sabor a sal à água sempre que estiver com uma grande concentração por litro. Até aqui, foi encontrado o nível mais alto de CE na ordem de 792 microsiens e o padrão aceitável no regulamento sobre qualidade de água é de 2000 microsiens.

A barragem de Nampula está completamente cheia por conta da chuva que começou a cair com intensidade a partir de Janeiro findo. Mas com 63 anos de existência, aquela albufeira deixou de satisfazer a demanda na cidade de Nampula, por isso, há cerca de 2 anos que o Fundo de Investimento e Património do Abastecimento de Água (FIPAG) está a apostar na água subterrânea, tendo aberto 10 furos no bairro de Namiteca, que em termos de volume do caudal, estimado em 6 mil metros cúbicos por dia, podia ajudar a minimizar a crise do líquido precioso.
Entretanto, ainda na fase experimental, dois furos estão a tirar água com um teor de sal tido pelos consumidores como sendo alto, mas o director-geral do FIPAG, Victor Tauacal, esclarece que apesar dessa tendência, o teor encontrado está dentro dos parâmetros definidos pelo regulamento sobre a qualidade de água. “Esses dois furos vão ser isolados e vamos pensar em importar uma estação de dessalinização para poder tratar especificamente aqueles dois furos, caso consigamos essa tecnologia ou, por outro lado, vamos ter que isolar para não terem que estar no grupo dos furos que têm o padrão aceitável”.
Condutividade Eléctrica (CE) é que dá sabor a sal à água sempre que estiver com uma grande concentração por litro. Até aqui, foi encontrado o nível mais alto de CE na ordem de 792 microsiens e o padrão aceitável no regulamento sobre qualidade de água é de 2000 microsiens.
“Estamos a pensar em captar a partir de Namiteca seis mil metros cúbicos por dia. Portanto, esses furos vão reduzir o caudal, mas vamos ter oito furos que serão suficientes e estamos a pensar em abrir mais furos”, tranquiliza Tauacal.
Com mais de 700 mil habitantes, o fornecimento de água potável na cidade de Nampula está a revelar-se uma grande dor de cabeça. A solução passa por trazer água da barragem de Mujica que tem mais capacidade de retenção, no entanto, o Governo precisa de um investimento avultado, pois a fonte em causa dista 110 km da cidade de Nampula.
“Ali podíamos conseguir puxar cerca de 25 a 30 mil metros cúbicos por dia que, juntando a estes 40, pode chegar aos 80 mil metros cúbicos por dia que é mais ou menos a demanda da cidade de Nampula. Portanto, esse é o nosso horizonte no futuro. Neste momento, estamos a negociar com o governo japonês que está interessado em financiar. Na conferência de financiadores esta questão de Mujica estava na lista de prioridades. Temos também negociações com o Banco Mundial”.

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