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Água do Umbeluzi não ameaça saúde dos consumidores

“Não há risco de consumo de água contaminada e nem motivos de alarme, na sequência do derrame do combustível no rio Umbeluzi”. A garantia é do ministro João Machatine, que visitou, este sábado, a cadeia de processamento do precioso líquido, na província de Maputo.

O responsável pelo Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, inteirou-se da remoção dos tanques que descarrilaram na noite do dia 10 de Fevereiro. No local, soube que nem todos os tanques derramaram combustível, tal como teria sido avançado pela equipa que lida com a situação.

Dos cerca de 300 mil litros que se supõe que tenham sido perdidos no incidente, Augusto Abdul, director-executivo dos Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) Sul, avançou que mais de 100 litros foram recuperados, nos tanques onde os impactos do acidente não foram notáveis.

Um conjunto de empresas envolvendo a companhia ferroviária de Eswatini, bem como a homóloga CFM, trabalha no local para garantir a retoma normal da circulação das locomotivas, entre os dois países. Embora haja, de forma condicionada, a passagem de alguns comboios.

Para garantir que haja total remoção do combustível nas águas do rio Umbeluzi, foi contratada a empresa Impacto, firma representada pelo biólogo Mia Couto, que fará a validação do trabalho prestado pelas outras empresas.

BARRAGEM DOS PEQUENOS LIBOMBOS COM ÁGUA EM NÍVEIS “ANIMADORES”

A barragem dos Pequenos Libombos está com níveis considerados “animadores” na conservação de água, facto que não se via há cerca de meia década.

“Estamos com o nível de cerca de 46.5 metros, o equivalente a 300 e poucos metros cúbicos”, afirmou João Machatine, que falava, sábado, durante visita à albufeira.

Com os referidos metros cúbicos, significa que a barragem está com uma conservação do “precioso líquido” acima dos 50% da sua capacidade, facto que anima o Executivo, porque a barragem não chegava a esses níveis. Mas, mesmo assim, fica um alerta:

“Não julguemos que o facto de a barragem estar a atingir níveis que não atingia há mais de cinco anos, isto seja motivo de utilização irracional. Não!”, exclamou o ministro, avançando: “continuaremos a fornecer a água com o limite de que queremos que esta barragem possa acumular esta água por muito tempo”.

Entretanto, para que essa pretensão do Executivo se concretize, os consumidores devem estar sensibilizados e o Governo assume essa responsabilidade.

“Iremos continuar a sensibilizar as comunidades e os agricultores, para que continuem a utilizar a água de forma racional, para que esta bênção que tivemos possa servir para os anos que ai vêm”, disse Machatine.

“Não sabemos se os próximos anos serão de excesso ou escassez de chuvas. Mas preferimos olhar para a experiência dos últimos cinco anos, que foi amarga, nos quais andamos com grave problemas de falta de água. Vamos ter que optar por um fornecimento mais racional e mais equilibrado”, concluiu.

A barragem dos pequenos Libombos alimenta a região do Grande Maputo, que compõe as cidades de Maputo e Matola, bem como as vilas de Boane e Marracuene.

A albufeira localiza-se na chamada Bacia Hidrográfica do Umbeluzi, que nasce na vizinha Eswatine e entra no território nacional pela vila fronteiriça de Goba.

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