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Água canalizada chega a mais 18 mil consumidores em Sofala

Foto: O País

A falta de água canalizada em muitas regiões do interior do país leva milhares de famílias a recorrerem a fontes alternativas, com destaque para rios e poços, o que continua a contribuir para o surgimento de doenças diarreicas. Actualmente, a iniciativa presidencial “Água para Vida” é apontada como uma solução.

Nhamapdza, distrito de Marínguè e Sena, distrito de Caia, regiões localizadas na província de Sofala, são o exemplo do martírio por que milhares de famílias passam diariamente, para encontrar água. As famílias são obrigadas a percorrer vários quilómetros por dia, à busca de água e transportá-la na cabeça e ou em bicicletas e motorizadas. Os que não têm capacidade para transportar a água são obrigados a comprá-la ao custo de 20 a 25 Meticais por bidon de 20 litros.

Ciente das dificuldades que as comunidades rurais enfrentam na busca do precioso líquido, o Governo lançou, em 2018, o programa Água para Vida (PRAVIDA), que é uma iniciativa presidencial com o objectivo de acelerar a reabilitação e/ou construção de novos sistemas de abastecimento de água, saneamento e infra-estruturas de armazenamento, com vista a providenciar o bem-estar social.

No âmbito da iniciativa, foram inauguradas, na passada sexta-feira, em Sofala, pelo ministro das Obras Públicas, Habitações e Recursos Hídricos, dois sistemas de abastecimento de água com capacidade para abastecer 18 mil consumidores em Nhamapaza e Sena, o que equivale a cerca de 70 por cento da população residente naquelas zonas. Com a entrada em funcionamento dos sistemas de abastecimento de água, a população deixa de percorrer longas distâncias para ter o líquido preciso.

“O tempo gasto na procura da água pode ser empregue em outras actividades produtivas, o que significa mais rendimento para as famílias e mais dedicação a outras actividades, com especial destaque para a educação, pois tem sido notório que as crianças levam muito tempo à busca deste precioso líquido em detrimento de ir a escola”, disse Mesquita.

Na ocasião, o Governo disse que tem consciência dos grandes desafios ainda existentes, por forma a garantir que as futuras gerações possam ter um crescimento saudável. Falta de água contribui para muitas doenças hídricas e desnutrição crónica.

“A fase I do PRAVIDA trouxe uma mudança substancial no modo de vida das pessoas. Isto nos encorajou e o Presidente da República tomou a decisão de avançarmos para a fase II do PRAVIDA, que é este que estamos a executar. Concluída esta fase, ainda vão continuar desafios, por isso é que estamos a preparar a fase III, porque temos um compromisso com o Objectivo de Desenvolvimento Sustentável, que é para que, até 2030, termos uma cobertura total no abastecimento de água no país”, avançou.

No âmbito do PRAVIDA, serão construídos em Sofala, nos próximos meses, 245 furos de água e reabilitados outros 85, todos equipados com bombas manuais.

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