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Agentes da PRM patenteados desafiados a travar o alastramento do terrorismo

Foto: O País

Mais de 900 agentes da PRM foram pateteados ontem, em todo o país, e mais de 2.000 passaram para reserva. A ministra do Interior, Arsénia Massingue, destacou que há avanços no combate à insurgência na província de Cabo Delgado e no DDR, mas o terrorismo em Niassa tende a alastrar-se e os raptos impõem desafios à corporação.

Por conta da pandemia da COVID-19, não foi possível a habitual imposição de novas insígnias aos oficiais superiores da PRM, que foram patenteados esta segunda-feira no quartel central da Unidade de Intervenção Rápida, UIR, na capital do país.

A cerimónia resumiu-se à assinatura e leitura do termo de compromisso de patenteamento. Para a Província e Cidade de Maputo, são 156 oficiais superiores patenteados. Cerimónia idêntica decorreu em todas as províncias, totalizando 935 oficiais superiores promovidos que foram instados pela ministra do Interior, Arsénia Massingue, a darem seu melhor nos desafios que o país enfrenta em matéria de segurança.

“Actualmente, o nosso país regista avanços no concernente ao combate ao terrorismo em alguns locais da zona norte da província de Cabo Delgado e ao processo de Desmilitarização, Desmobilização e Reintegração (DDR) dos guerrilheiros da Renamo na zona Centro do país. Todavia, os desafios ainda estão aquém de ser extintos”, disse Massingue.

Os novos focos de insurgência em alguns distritos da província de Niassa, a prevalência de raptos nas principais cidades do país, a sinistralidade rodoviária que tem ceifado vidas humanas e a pandemia da COVID-19, cujos números têm sido ascendentes, reforçam os desafios que são colocados à corporação.

A entrega do espólio da Polícia ao comandante-geral da PRM simboliza a passagem para reserva, ou seja, o desligamento daqueles oficiais superiores da vida activa da PRM. Bernardino Rafael alerta que aqueles agentes devem ficar à disposição, porque, tendo em conta o actual contexto de insegurança em alguns pontos do país, podem ser solicitados a qualquer momento.

“Estão em efectividade até seis anos com a Polícia da República de Moçambique, aliás, vocês nunca vão perder o estatuto de membro”, disse Rafael, tendo acrescentado que a passagem para reserva é um processo contínuo.

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