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Agentes da PRM detidos por extorquir passageiros da Junta

Foto: O País

Dois agentes da PRM são acusados de extorquir o valor de cinco mil rands a um cidadão nacional, que pretendia viajar, na manhã desta terça-feira, à África do Sul, através do terminal da Junta, na Cidade de Maputo.

O acto deu-se por volta das cinco horas, quando o homem de 47, que estava prestes a entrar no recinto da terminal, foi interpelado pelos dois agentes da Polícia de Protecção, tendo sido exigido documentos e dinheiro.

Uma vez que, aparentemente, o seu passaporte era ilegal, os agentes exigiram dinheiro ao homem, que lhes deu dois mil rands.

“Eu disse-lhes que só tinha aquele valor, mas eles não acreditaram e começaram a vasculhar, meteram as mãos nos meus bolos e na minha mala, encontraram uma carteira, da qual tiraram mais três mil rands e foram-se embora”, contou a vítima, de nome Paulo Chadreque.

Após o sucedido, a fonte entrou no terminal, denunciou o acto aos transportadores e os mesmos foram perseguidos e de seguida detidos na 18ª esquadra da PRM, à qual os dois agentes estão afectos.

Já algemados, os agentes confessaram o crime e disseram que o cidadão ia acompanhado de três outros cidadãos nacionais com destino à África do Sul sem documentação, por isso pediram que os acompanhassem à esquadra, mas decidiram negociar para não serem detidos.

“Ele tirou o valor e deu-nos, o nosso erro foi ter aceitado; isso não faz parte dos nossos princípios como agentes da Polícia. Sobre o outro valor que dizem termos levado, não é verdade, eles querem aproveitar-se da situação”, reconheceu o agente, já detido.

Segundo Leonel Muchina, porta-voz da PRM, além da detenção, há mais sanções que esperam pelos agentes, uma vez que “não há contemplações para os agentes que se envolverem em actos de corrupção”.

“A estes indivíduos já corre um processo-crime e está em curso um processo disciplinar, e a medida mais provável a acontecer é a sua expulsão, porque nós não compactuamos com comportamentos desajustados, a nossa missão é garantir a ordem e seguranças públicas”, avançou Muchina.

TRANSPORTADORES DA JUNTA CONTRA ACTOS DE EXTORSÃO

Por conta da situação, os transportadores internacionais decidiram montar barricadas na entrada e saída do terminal, como forma de protestar contra situação, que, segundo disseram, acontece diariamente e espanta os passageiros.

Os protestos iniciaram por volta das seis horas e os ânimos foram amainados com a chegada de diferentes forças da PRM, que levavam consigo cães e até gás lacrimogéneo.

“Estamos cansados, pagamos todas as taxas e impostos aqui, na Junta, mas os passageiros não entram aqui, porque são interpelados fora [da terminal] e são extorquidos, por isso eles preferem tomar os carros piratas que operam fora e não correm o risco de a Polícia levar o dinheiro, por isso hoje queremos acabar com isso”, determinou.

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