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AfroCan 2019: má preparação da selecção pode minar qualificação

Má preparação da selecção sénior masculina de basquetebol pode minar qualificação ao Afrocan.

A selecção sénior masculina de basquetebol partiu esta quinta-feira para o Zimbabwe onde irá participar de 2 a 8 de Junho nas eliminatórias de acesso ao Afrocan. Uma viagem terrestre e péssimas condições de trabalho podem comprometer a qualificação a fase final da competição.

Uma selecção que já parte em desvantagem, mas sem perder de vista o seu objectivo. Um conjunto que vêm de adversidades evitáveis e que se espera que Macome faça “Milagres” para conseguir a almejada qualificação à fase final do AfroCan, Campeonato Africano de Basquetebol.

É que a selecção sénior masculina partiu ontem, quinta-feira, para Zimbabwe, palco das eliminatórias da Zona VI de acesso ao AfroCan, em desvantagem em relação aos seus adversários. Para esta prova africana exclusiva às selecções nacionais que ficaram fora do Afrobasket 2019, a delegação de Moçambique vai com várias contrariedades, a destacar a falta de treinos, estágio fora do país e mais: terá que percorrer vários quilómetros de estrada até Zimbabwe.
Para se ter ideia do sacrifício que esta selecção está a viver, esta quarta-feira, no último treino em solo pátrio, apenas treze jogadores participaram: Octávio Magoliço, Pio Matos Júnior, Augusto Matos, Hugo Martins, David Canivete, Orlando Novela, Hermelindo Novela, Inélcio Chire, Milton Caifaz, Stélio Rodrigues, Manuel Uamusse, Ayad Marques e Helton Ubisse, estes últimos dois vindos do Ferroviário da Beira e que só se juntaram a selecção no último dia de treinos.

Em meio às adversidades e ao frio que já se fazia sentir na capital, o combinado nacional efectuou seu último treino num pavilhão sem cobertura e com iluminação deficitária.

Para César Munjui, técnico-adjunto da selecção, o facto dos jogadores se conhecerem e trabalharem juntos há vários anos é o suficiente para ter exibições favoráveis para qualificar-se à fase seguinte da prova.
“A selecção nacional tem uma estrutura que já vem há anos e isto nos ajuda a apanharmos soluções dentro do grupo”, referiu o técnico.
Munjui com o seu positivismo vai mais longe e desvaloriza a viagem via terrestre que vai durar cerca de três dias, facto que fará com que a selecção chegue a Zimbabwe a um dia do arranque da competição.

“Não é a primeira vez que as equipas moçambicanas fazem esse trajecto e penso que já estamos preparados psicologicamente para ultrapassarmos essa desvantagem, e penso que os atletas estão sensibilizados para isso, porque temos um objectivo que está acima de tudo”, desvalorizou o técnico.

Porque a preparação foi feita em cima do joelho, Moçambique parte para esta eliminatória com apenas um base: Pio Matos Jr. Para o técnico esta é a maior preocupação do grupo, mas refere que tem nos catorze jogadores as soluções necessárias para impor-se diante dos adversários.

“Esta é que a nossa grande preocupação, mas temos soluções dentro do plantel. Temos atletas que já fazem essa posição e acreditamos que vamos nos aguentar”, referiu Munjui.
O técnico faz ainda pouco caso das condições dadas pela Federação Moçambicana de Basquetebol e diz que o órgão se esforça para oferecer o que pode.

Octávio Magoliço, jogador da selecção, reconheceu as dificuldades, mas garantiu que o grupo irá dar o seu melhor para a qualificação do país a fase final do Afrocan.

“A selecção não é nova, já se conhece há bastante tempo. Eu acho que o objectivo de passar à fase final será alcançado”, disse Magoliço.
Lembre-se que nestas eliminatórias, Moçambique terá como adversários Angola, conjunto que recentemente se qualificou para o Mundial, Zimbabwe, África do Sul, Botswana.

 

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