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Afrobasket 2021: Moçambique perde diante da Nigéria e Angola, mas mantém esperança dos “quartos”

Foto: FIBA-África

A selecção nacional perdeu na noite deste domingo diante de Angola, por 70-61, em partida a contar para a segunda jornada do Afrobasket 2021, que decorre em Yaoundé, nos Camarões. Moçambique soma assim a sua segunda derrota, em dois jogos, no campeonato africano de basquetebol em seniores femininos. Na estreia, a selecção perdeu frente a campeã africana, Nigéria, por 67-50.

Tratava-se de um desafio renhido, no qual Moçambique poderia ter várias dificuldades.

Nasir Salé, tal como na estreia, voltou a apostar em Dulce Mabjaia, Anabela Cossa, Ingvild Mucauro, Odélia Mafanela e Tamara Seda, para o cinco inicial.

O que já se esperava aconteceu! Entraram melhor as angolanas, que fizeram um parcial de 25-14. No segundo quarto Moçambique ajustou os aspectos defensivos, mas foram perdulárias no tiro exterior, no entanto fizeram um parcial de 14-14. Nessa etapa do jogo Anabela Cossa, Tamara Seda e Stefânia Chiziane foram as melhores cestinhas, com 7 pontos, 7 pontos e 6 pontos, respectivamente. Com bom balanço defensivo, as jogadoras moçambicanas conseguiram fazer 11 pontos, contra 14 das angolanas.

No último quarto, as nossas irmãos do Atlântico tiraram o pé do acelerador, tendo feito 17 pontos, contra 22 de Moçambique, ainda assim encerraram as contas da partida com a vitória de 70 a 61.

Moçambique perdeu o confronto com as angolanas, por nove pontos, mas ainda tem a chance de chegar aos quartos-de-final. Para tal, deverá disputar um play-off.

Refira-se que o primeiro classificado apura-se directamente para os quartos-de-final,  enquanto o segundo e terceiro classificados disputarão um play-off de acesso aos quartos.

 

ARRANQUE PROMISSOR DE MOÇAMBIQUE

Perspectivava-se um jogo difícil, para Moçambique, frente as nigerianas, bicampeãs africanas, que nos últimos cinco anos têm dominado o basquetebol feminino no continente.

As dificuldades para a selecção nacional previam-se ainda maiores, tendo em conta que não teve o mínimo exigido de dias de preparação em campo para uma prova de tamanha exigência. Mais: a desfavor das “Samurais” estava também a ausência da poste, Leia Dongue, uma das melhores unidades do país, actualmente, por razões pessoais.

Tanucha, como é mais conhecida, assinou recentemente contrato o Araski da I Liga Espanhola, a denominada Liga Endesa, e procura integrar-se o mais rápido possível.

Contrariedades a parte. A verdade é que a equipa nacional entrou disposta a negar o favoritismo das nigerianas

Nasir Salé lançou para o jogo Dulce Mabjaia, Anabela Cossa, Ingvild Mucauro, Odélia Mafanela e Tamara Seda, que entraram com tudo, sem estremecer por estarem a defrontar as campeãs em título. Fruto dessa boa prestação foram os 12 pontos, contra 11 das D’Tigress, conseguidos no primeiro quarto.

Com Tamara Seda a impor-se na zona do garrafão e Anabela Cossa a assumir a condução do jogo, as moçambicanas continuaram com o seu brilharete no segundo período, terminando com mais uma vantagem, desta feita por quatro pontos: 29-33 ao intervalo.

Mas o descanso fez bem apenas as nigerianas, que voltaram mais determinadas e sem querer se deixar surpreender pelas “Samurais”. Apostaram mais em lançamentos exteriores e acabaram passando no marcador, perante as habituais dificuldades apresentadas pelas moçambicanas, no capítulo defensivo.

A Nigéria aproveitou para agigantar-se e fez um parcial de 24-9, colocando o resultado em 53-42, no final do terceiro quarto.

No último e decisivo quarto, a Nigéria trouxe ao de cima a sua experiência olímpica e não deu facilidades às “Samurais”, que muito tentaram, mas o máximo que conseguiram foi alcançar o objectivo traçado por Nasir Salé para esta competição: apontar pelo menos 50 pontos em cada partida. 67-50 acabou por ser o resultado final que marcou a estreia com pé esquerdo da selecção nacional no Afrobasket dos Camarões.

Por outro lado, a Nigéria iniciava da melhor forma a defesa do título, em uma partida do Grupo “B” do 26º Afrobasket Feminino da FIBA.

Apesar da derrota, Tamara Seda e Stefânia Chiziane destacaram-se no capítulo individual como as melhores marcadoras do conjunto nacional, cada uma delas com 12 pontos, ao passo que Ingivild Mucauro teve o maior número de ressaltos: sete.

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