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África poderá ter 10 selecções nos mundiais de futebol a partir de 2026

O presidente da Federação Internacional de Futebol, FIFA, Gianni Infantino, voltou a reiterar que o continente africano tenha 10 selecções nas fases finais dos mundiais, a partir de 2026. Infantino deu a conhecer esta boa nova durante um encontro, realizado via videoconferência, com a CAF e os presidentes das federações nacionais dos países africanos.

 

O desejo foi manifestado pela primeira vez durante a campanha eleitoral que conduziu Gianni Infantino a presidência da FIFA, em 2015. E 11 anos depois será uma realidade.

Esta quarta-feira, durante uma reunião via videoconferência com a CAF e os presidentes das federações e associações nacionais de futebol, onde o país esteve representado por Feizal Sidat, Gianni Infantino confirmou este desejo.

O líder da entidade máxima do futebol moçambicano que transmitiu a informação ao país, através das plataformas digitais da FMF considerou que o encontro, de cerca de duas horas, foi bastante produtivo e vários aspectos foram revistos, confirmando esse desiderato de Infantino, com as seguintes palavras: “Presidente Infantino deu ênfase que a CAF, no mundial 2026, terá nove a dez selecções participantes”, numa altura em que actualmente são apenas cinco selecções que se qualificam. De acordo com Sidat, “isto é uma boa nova e dá mais oportunidades para mais selecções africanas poderem se qualificar a fase final de um mundial de futebol”.

Assim, o continente africano vai passar das actuais cinco selecções qualificadas a fase final de um campeonato do mundo para 10, a partir do mundial de 2026, que será co-organizado pelo Canadá, Estados Unidos da América e México, entre os meses de Junho e Julho.

No encontro em vídeo conferencia, as federações nacionais foram informadas da alteração do regulamento de internacionalização de jogadores com dupla nacionalidade. Assim, o jogador que representar um país e depois de certo tempo não mais ser opção nessa selecção, poderá optar por vestir a camisola do outro país de que também possua a nacionalidade.

Ainda no encontro virtual desta quarta-feira, Gianni Infantino manifestou a vontade de ver as competições africanas mais competitivas e junto à CAF promete estudar vários cenários para a realização de Ligas africana e mundial de clubes.

Relativamente ao fundo concedido pela FIFA para o desenvolvimento do futebol feminino, foi anotado que as federações precisam de assessoria para a gestão dos respectivos projectos para tornar os mesmos uma realidade, segundo escreve a Federação Moçambicana de Futebol no seu site de internet. Um assunto que voltará a debate no próximo congresso da FIFA agendado para 18 Setembro, que será realizado através da plataforma videoconferência devido a pandemia do novo coronavírus.

Na ocasião, Feizal Sidat, em representação da Federação Moçambicana de Futebol, apresentou duas propostas sobre a intervenção da Federação Internacional de Futebol junto às federações nacionais, nomeadamente na capitalização das áreas técnica, administrativa, de gestão e marketing, para além da criação de um fundo de apoio às academias de futebol com um financiamento mínimo, ambas acolhidas com bom grado pela direcção da FIFA.

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