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África do Sul anuncia fim das restrições contra a COVID-19

O Presidente da África do Sul anunciou, na noite de ontem, o fim das restrições contra a pandemia, com efeitos a partir da meia-noite de segunda-feira. Todavia, Ramaphosa mantém “medidas transitórias” até ao início de Maio para “recuperação e reabilitação pós-calamidade”, escreve o Observador.

É o fim de 750 dias de estado de emergência, comunicou Cyril Ramaphosa num discurso ao país sobre o levantamento das medidas de contenção da COVID-19 na África do Sul.

“O executivo decidiu encerrar o estado nacional de calamidade com efeitos a partir da meia-noite de segunda-feira”, disse Ramaphosa salientado que “a pandemia ainda não terminou”.

No seu discurso, o Presidente sul-africano informou que as medidas transitórias anunciadas terminam automaticamente após 30 dias, incluindo o uso de máscara obrigatório em espaços fechados, a continuidade das restrições aos aglomerados (1.000 pessoas em espaços fechados e 2.000 ao ar livre em caso de estatuto não vacinal); o comprovativo de vacinação ou de teste PCR negativo até 72 horas para viajantes internacionais e o subsídio social de 350 rands (20 euros) que continuará em vigor.

“Todas as outras medidas terminam à meia-noite, incluindo restrições a práticas culturais, criminalização por desrespeito das regras e os níveis de alerta são eliminados. O programa de Compensação por Lesão da Vacina da COVID-19, administrado pelo Departamento de Saúde, continuará em vigor após o término do Estado Nacional de Calamidade. O programa só será terminado uma vez que tenha alcançado o seu objetivo. Este programa entrou em vigor, em Abril do ano passado, para fornecer o acesso rápido e fácil à indemnização a qualquer pessoa que sofra uma lesão grave por ter sido vacinada com a vacina da COVID-19”, salientou Ramaphosa.

Para Ramaphosa, o fim do estado nacional de calamidade é um marco importante na luta contra a pandemia.

 

“A VACINAÇÃO É A NOSSA MELHOR DEFESA CONTRA A COVID-19”

A pandemia não terminou, por isso, o Presidente sul-africano apelou ao povo sul-africano que “continuemos cautelosos, podemos ter a certeza de que estamos numa posição melhor agora do que nos últimos 750 dias”.

“Estamos esperançosos de que o pior já passou e confiantes de que só há dias melhores pela frente”, avançou Ramaphosa.
O Presidente sul-africano afirmou que a declaração do estado de calamidade “foi uma resposta a uma crise global de saúde que representava uma grave ameaça à vida e ao bem-estar do povo”.

Segundo Ramaphosa, “a natureza mutável da pandemia no país foi mais evidente na quarta vaga em Dezembro e Janeiro”, salientando que “durante a terceira vaga em Julho do ano passado, o número médio diário mais elevado de óbitos relacionados com a COVID-19 registado foi de 420”.

“Na quarta vaga, em Fevereiro deste ano, o maior número diário de mortes relacionadas com a COVID-19 foi de 240”, adiantou, salientando que “na semana passada, esse número caiu para apenas 12.”

Ramaphosa referiu que as autoridades de saúde “estão a observar um padrão semelhante” nas unidades hospitalares de Saúde no país.

Dados das autoridades de saúde sul-africanas partilhados pelo Presidente Ramaphosa indicam que, das 108 mil camas no país, apenas 1.805 estão ocupadas actualmente por pacientes com COVID-19. Das 5.600 camas nos cuidados intensivos do país, apenas 175 estão ocupadas por pacientes com COVID-19. Isto indica uma tendência de queda que nos permite voltar à normalidade nas unidades de saúde pública.

Nas últimas vinte e quatro horas, a África do Sul contabilizou 685 novos casos de infecção por COVID-19 e dois óbitos relacionados com a doença.

O número acumulado de casos de infecção por COVID-19 na África do Sul é de 3.723.639, sendo que o número total de óbitos ascende a 100.052, segundo as autoridades sul-africanas.

O número total de vacinas administradas é de 33.875.176, com 53.972 novas vacinas administradas nas últimas 24 horas, anunciou o Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis (NICD) sul-africano.

“Agora é a hora de desenvolver a nossa economia e criar empregos”, concluiu o Presidente Cyril Ramaphosa.

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