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AFORAMO ameaça interromper fornecimento de água em todo o país

Foto: O País

Fornecedores privados de água ameaçam suspender o fornecimento de água aos três milhões de consumidores, a nível nacional, devido a alegados desentendimentos com o Governo que, neste momento, está a fazer a implantação e expansão da rede pública de abastecimento de água em áreas onde actuam os privados.

Até 6 de Novembro próximo, os fornecedores privados de água, congregados na Associação dos Fornecedores de Água de Moçambique (AFORAMO), vão parar de interromper o fornecimento de água aos consumidores, devido à suposta vandalização da sua rede de distribuição, acção alegadamente levada a cabo pelo Fundo de Património e Abastecimento de Água (FIPAG).

Porém, mais do que isso, os fornecedores privados sentem-se usados, marginalizados e abandonados, pois, segundo o presidente daquela agremiação, por muito tempo, asseguraram o fornecimento de água às populações nas regiões onde o Governo não conseguia prover o precioso líquido.

Adelino Chirute diz que os fornecedores não estão contra a expansão da rede pública.
“O fornecedor privado sem saber o seu destino, quando a rede pública levar todos os seus clientes, não devemos ser escorraçados, este não é um destino correcto. Por isso, como esta área é da exclusividade do Governo, nós preferimos não continuar a investir numa área onde, a qualquer momento, o Governo pode escorraçar-nos. Isto deve ser corrigido”.

A Associação dos Fornecedores de Água, com 1800 membros, diz não estar contra a expansão da rede pública de abastecimento de água, mas exige o respeito da lei que rege o sector.

Adriano Chirute, que preside aquela agremiação, diz que devia haver indemnização, o que seria a demonstração de respeito e reconhecimento do trabalho prestado pelos provedores no sector da água. “O que nós queremos é que se respeite a lei na implantação desse projecto”.

Entretanto, o ministro das Obras  Públicas, Recursos Hídricos e Habitação diz estar surpreso com as declarações dos fornecedores privados de água e diz que não estão a colaborar com o Estado na implantação da rede pública. O governante nega que não haja colaboração com o sector privado.

“Os fornecedores não querem colaborar com o Governo para que exerçam as suas atribuições, que é prover água de forma segura e permanente às nossas populações. Como se não bastasse, os preços que nós estamos a praticar que são da responsabilidade do Estado e que são subsidiárias à nossa população, são entre 40 a 43 meticais por metro cúbico, enquanto os operadores têm estado a praticar o preço de 70 meticais por metro cúbico e em condições pouco seguras e em nenhum momento dissemos que vamos abandonar os operadores”.

Se os fornecedores privados fecharem as suas empresas, 25 mil pessoas poderão ficar sem emprego.

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