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“Afinamos a máquina para as batalhas que se seguem”

A segunda sessão ordinária do Comité Central da Frelimo chegou ao fim, no início desta noite, na Matola, depois de três dias de trabalho. De acordo com o presidente do partido, Filipe Nyusi, todas ideias foram ouvidas, respeitadas e debatidas no evento, algo satisfatório, por cada membro ter dito o que pensa. O Comité Central serviu para o partido, entende Nyusi, reafirmar a determinação de manter a Frelimo na vanguarda nos processos do desenvolvimento do país, buscando inspiração no povo, o ponto de partida e de chegada.

Nyusi disse, no seu discurso de encerramento, que o partido afinou a máquina para as batalhas que se seguem, com avaliação da situação interna do partido e dos assuntos candentes nacionais. A Frelimo perspectivou a acção do partido nos próximos cinco anos e aprovou o próximo plano quinquenal.

Mais uma vez, Nyusi sublinhou a importância de todos actores sociais para o alcance da paz e ainda a relevância do processo de revisão da Constituição, no entanto sem se basear em ameaças. Nyusi apelou aos moçambicanos, independentemente das diferenças, para se unirem em torno da paz.

Este encontro serviu para os “camaradas” vincarem a necessidade de melhorarem a relação entre o partido e Governo e avaliar o desempenho do Governo nos últimos três anos, considerado positivo por, entre várias razões, garantir transparência no caso das dívidas e pelo empenho no aumento da produção e produtividade. Neste Comité Central, “instruímos o governo para ser mais contundente na luta contra a corrupção, o mal que reduz a nossa credibilidade como partido, como Governo e como Estado”.

Ainda no discurso desta noite, Nyusi disse que há várias reformas que estão a ser implementadas para a redução do custo de vida, o que deve ser acompanhado pela aposta na agricultura.

E porque a vitória não provém da sorte, depende de sacrifícios, o presidente da Frelimo sugeriu que os simpatizantes do partido recenseiem, pois só assim poderão votar.  

O encerramento da segunda sessão ordinária do Comité Central da Frelimo foi marcado por um minuto de silêncio em homenagem às vítimas do acidente de viação que causou 23 mortes na EN4 e 26 feridos. Nyusi endereçou condolências às famílias enlutadas.

 

 

 

 

 

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