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Afinal… projecto “um estudante, um computador” nem do papel saiu

Foto: MICTES

O ministro do Ensino Superior desmentiu, hoje, o seu director de Planificação, que, em Julho do ano passado, garantiu que estavam na fase final os mecanismos de implementação da iniciativa “um estudante, um computador”. Nivagara disse mesmo que, até agora, nem um computador foi adquirido, pois os critérios de implementação não foram finalizados.

Afinal, as promessas do director de Planificação, Estatística e Cooperação, Alberto Tonela, feitas aos moçambicanos num evento em que esteve presente o ministro do sector, não passavam de palavras no vazio. Nesta quarta-feira, Daniel Nivagara desmentiu o seu colega que havia garantido, em Julho do ano passado, que aspectos de implementação do projecto estavam numa fase final, e que, em Novembro, os computadores seriam entregues aos estudantes. Confrontado pelo “O País” sobre a promessa, Daniel Nivagara disse que nem concurso para adquirir os equipamentos foi lançado.

“O que falhou neste processo é a concertação entre as instituições de ensino superior. Como deve saber, somos um país com 56 instituições de ensino superior e todas precisavam de estar envolvidas no desenho dos mecanismos de implementação. O que podemos garantir é que aprimorados todos os mecanismos de implementação, far-se-á o concurso público para que aquisição dos computadores”, disse.

Sem avançar datas concretas, Nigavara volta a prometer que a iniciativa “Um estudante, um computador” não é uma miragem. “Garantimos que o projecto está em andamento e que, depois desse exercício junto dos das instituições de ensino, poderemos, ainda este ano, implementar esse projecto”.

 

GOVERNO PROMETE DAR ACOMPANHAMENTO A ESTUDANTES PROVENIENTES DA UCRÂNIA

O ministro do sector garantiu, ainda, o enquadramento dos estudantes moçambicanos que estavam a estudar na Ucrânia e que tiveram que abandonar os estudos devido à guerra. Como se noticiou, alguns retornaram a Moçambique e outros estão noutros países europeus junto de familiares.

“Todos os estudantes estão em locais seguros e iremos estudar caso a caso, como é que esses estudantes poderão retomar os estudos. Cada um dos estudantes estava em sua instituição de ensino e em níveis diferentes. É preciso estudar caso a caso para ver como eles poderão ser enquadrados, a certeza que podemos dar é que não ficarão desenquadrados”, garantiu.

Daniel Nivagara falava, esta quarta-feira, à margem de uma conferência realizada em celebração do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.

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