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“Adopção das novas tecnologias exige mudanças dos gestores”

O Presidente da Confederação das Associações Económicas (CTA) Agostinho Vuma interviu na abertura da 5ª edição da feira MOZTECH, pouco antes da cerimónia oficial, dirigida pelo ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita.

Para Agostinho Vuma, eventos como a MOZTECH testemunham o espírito empreendedor, a criatividade e o dinamismo do empresariado nacional na busca de alternativas sábias para encarar as mudanças constantes no mercado, caracterizadas pelo aumento da concorrência e provocadas pelos constantes avanços tecnológicos do nosso mundo globalizado.

Vuma diz também que o desenvolvimento das infraestruturas, indústria e  do sector de serviços dependem significativamente da expansão da indústria tecnológica e melhor aproveitamento da área.

No entanto, falando sobre o impacto do uso das tecnologias digitais na indústria manufactureira, disse não haver clareza ou conclusão segura sobre a finalidade dos investimentos nas províncias ou sectores, com excepção da província e cidade de Maputo, que revelaram investimentos na introdução de novas tecnologias.

Como riscos do não uso das tecnologias no sector empresarial, Vuma aponta a estagnação, que pode resultar em fraca competitividade, daí que, defende ser necessário encontrar-se políticas e/ou estratégias para um desenvolvimento tecnológico do país e incentivar a sua dispersão pelas províncias, reduzindo a sua concentração.

Aliás, é neste momento em que a CTA é chamada a intervir. “É aqui que entra a acção da CTA, através da plataforma CTA-Connect, integrada no Plano Estratégico para o triénio 2017 – 2020, visando a massificação do uso das TIC’s e incremento de investimentos e inovação nas empresas que produzam bens de tecnologia digital e softwares no país”, referiu.

Falou também do recente memorando assinado com a SASOL, que vai “permitir desenvolver acções que irão concorrer para facilitar a participação das entidades moçambicanas nas oportunidades de negócios nos projectos de hidrocarbonetos operados pela SASOL no país e facilitar o desenvolvimento empresarial e o fornecimento de bens e serviços por parte das empresas nacionais, assim como no processo de reformas regulatórias”.

Por outro lado, disse que a inovação não se cinge somente ao conceito tecnológico, mas sim em todas as dimensões que compreendem este campo.

“Não vemos a inovação tecnológica sem uma inovação cultural, sem uma inovação dos nossos comportamentos e forma como empreendemos; a forma como gerimos as nossas empresas e, a forma como nos relacionamos com a classe que empregamos, razão pela qual somos de opinião que a adopção das novas tecnologias exige dos gestores mudanças, e capacidade de se reinventar para acompanhar as dinâmicas emergentes”. E disse olhar para a MOZTECH como uma plataforma que preenche estes vazios.

Agostinho Vuma acrescenta que a CTA está a fazer o seu papel, visando a melhoria do ambiente de negócios, no entanto, diz entender que o Governo também tem o seu papel, que é fundamental no processo ao promover iniciativas de parceria público-privadas para que nao seja concorrente, mas parceiro do sector privado.

No final do seu discurso, desejou sucesso aos organizadores da MOZTECH e exortou aos empresários a a explorarem o ambiente da feira para fazer negócios.

A 5ª edição da feira MOZTECH decorre, em Maputo, sob o lema Construção de uma sociedade de conhecimento hiperconactada.

 

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