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Acordo com 40% dos detentores da dívida pública “está muito distante”

Os analistas da Economist Intelligence Unit (EIU) fazem uma avaliação pessimista da restruturação do crédito soberano de Moçambique. Para este grupo, o acordo com detentores dos títulos da dívida da MAM e ProIndicus está "muito distante".

"Mesmo que o Governo tenha chegado a acordo com os credores da dívida da EMATUM (que representam 60% da dívida total), o entendimento com os detentores de títulos da dívida da MAM e ProIndicus ainda está muito distante do alcance", escrevem os analistas da EIU, na sua mais recente avaliação sobre o risco de crédito soberano de Moçambique.

Acrescentando, que "os caminhos de financiamento continuam severamente restritos", uma vez que estas questões não estão resolvidas. Sobre as perspectivas macroeconómicas, a Economist Intelligence Unit prevê que Moçambique cresça “apenas 3,4%” no próximo ano, acelerando para 4,5% entre 2020 e 2022, com fraco desempenho em vários sectores da economia.

"Esperamos que o desempenho económico permaneça lento, com o PIB real (Produto Interno Bruto) crescendo apenas 3,4%", referem os especialistas da unidade de análise económica da EIU. Esta previsão é uma revisão em baixa das projecções do Executivo de Maputo para 2019, que fixou em 4,7%, o nível de crescimento do PIB.

O grupo realça ainda, que o acesso limitado ao financiamento pelos agricultores continuará a travar o crescimento no sector agrícola e uma queda nos preços do carvão vai ser um obstáculo ao aumento produção mineira, um dos principais vectores da economia.

Por outro lado, acrescentam, as dificuldades financeiras do Governo e os atrasos nos pagamentos aos fornecedores continuarão a "penalizar fortemente o sector bancário, bem como a minar a confiança do investidor".

Bons sinais à vista. Apesar desses choques macroeconómicos, a partir de 2023, a EIU diz que a imagem vai mudar com o início da produção e exportação de gás natural.

“Isso dará gás à economia que, até o final do período em análise (2023) deverá crescer 7,5%”, concluem.

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