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“A Renamo sempre esteve preparada para entregar as armas”

Moçambique sempre viveu uma paz armada, desde a assinatura dos Acordos Gerais de Paz, em 1992, e o Governo de Filipe Nyusi entrou determinado a desarmar a Renamo por via de negociações, tendo para o efeito assinado um acordo mútuo para a Desmobilização, Desarmamento e Reintegração dos guerrilheiros da “perdiz”, mas a desconfiança entre as partes faz com que o processo decorra de forma tímida. Entretanto, hoje, o porta-voz do sexto congresso, José Manteigas, garantiu que “a Renamo sempre esteve preparada para entregar as armas”.

O processo negocial tem etapas, tranquilizou, e deixou claro que foi aprovado um cronograma que determina em que momento deve acontecer o quê e “este memorando está na posse do Governo que tem consciência de que é isto que tem que ser feito para que tenhamos uma paz efectiva e uma reconciliação efectiva”.

Mas um dos pontos de discórdia neste momento prende-se com a nomeação de 14 oficiais da Renamo para cargos de chefia nas Forças de Defesa e Segurança, e que a “perdiz” acusa o Chefe de Estado de ter violado o acordo ao nomear interinamente apenas três oficiais, alegando estar à espera da lista dos 14, o que é desmentido, mais uma vez, por José Manteigas.

“É uma falacia porque eu já o disse várias vezes que o Governo tem as listas que pediu: 14 oficiais das Forças Armadas.

Portanto, isto é uma mentira, para o povo saber de forma mais crua”. “É uma mentira do senhor Presidente da Republica na sua qualidade de comandante-em-chefe das Forças Armadas de Defesa de Moçambique”, reitera José Manteigas.

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