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A morte indecente de Alichia Adams

Um influencer de marketing é uma pessoa com o poder de influenciar a decisão de um número significativo de pessoas, sobre a compra de um produto ou a adesão a um serviço.

Não existe um número pré-estabelecido de seguidores, para que se possa ser considerado influencer.

270 mil seguidores no Instagram é um número muito elevado. Corresponde a mais do dobro da capacidade dos estádios do Zimpeto e da Machava, juntos.

Quem tem a atenção de tamanha audiência, facilmente consegue convencer 10,000 pessoas a adquirirem um determinado produto. Razão pela qual, marcas recorrem aos serviços de influencers para promoverem seus produtos. Hoje em dia, os influencers têm maior impacto do que as publicidades em formato corporativo, por aqueles criarem uma “aproximação” maior entre a marca e os potenciais consumidores. Os influencers interagem continuamente com os seus seguidores. 1000 fanáticos são capazes de comprar um produto, só para receberem uma atenção especial do influencer promotor de tal produto, ainda que tal atenção seja fictícia.

Quem é comerciante, sabe o que significa poder vender 5000 pares de sapatilhas em uma semana, porque o influencer anunciou que a promoção duraria apenas uma semana. Essencialmente, o selo de aprovação de um influencer torna-se em si, uma marca registrada.

Um influencer é um modelo publicitário. Não está nas telas mas sim nas redes sociais, a promover marcas, expondo-se de maneira atractiva. Quanto mais bem-parecido for o modelo, maior atenção e admiração desperta.

Alichia Adams era uma mulher muito bonita, de corpo com curvas extremamente perigosas e apetecíveis.

Namorou com “Guyzelh Ramos” durante uns anos, deve ter sido com ele onde aprendeu a dançar daquela forma tão sexy que testemunhei nos vídeos que circularam pelo WhatsApp, daquela noite que fora a sua despedida, em grande, deste planeta.

Teria de ter morrido doente ou violada e assassinada, para que não sofresse tanto gozo e desqualificação pelos machos e “intelectuais” moçambicanos? E se fosse um homem a esfregar-se no traseiro de mulheres alheias, fumando um charuto e bebendo whisky, sentir-se-iam mais inconsoláveis e reivindicariam as cinzas de viva voz?

Sentem-se cornudos por ela ter dançado daquela maneira para outros homens que não moçambicanos, ou é só porque os homens “eram bandidos” e por tal, sentem-se antes de tudo, protectores?

Mulher emancipada vive como quiser e dorme com quem quiser.

Ninguém exigiu que lhe erguessem uma estátua. Por outro lado, influencers de marketing não devem ser concorrentes de escritores, PhDs, professores, bancários, etc. Cada qual com a sua esfera de influência.

Respeitem a família e os admiradores de Alichia Adams. E que a nossa irmã descanse em paz.

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