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A história de um parlamento que já foi equilibrado

Porquê? É que nas primeiras eleições a "casa do povo" esteve equilibrada, mas a oposição vem perdendo assentos desde as eleições de 1999, aliás, esta legislatura será a segunda menos equilibrada na história do país, desde o de 2009.

Criado multipartidarismo pela Constituição de 1990, quatro anos depois, isso em 1994, os moçambicanos foram chamados as urnas para decidir quem iria governar e formar o 1º parlamento da história do país.

Mais de seis milhões de eleitores foram recenseados naquele ano (1994), e os que votaram colocaram a "casa do povo" equilibrada, com ligeira vantagem para a Frelimo que colocou 129 deputados, contra 112 da Renamo e nove da União Democrática.

Nas eleições seguintes, em 1999, extingue-se a União Democrática, por não ter conseguido votos suficientes para continuar no parlamento e seus assentos na Assembleia da República são praticamente divididos entre a Frelimo que fica com quatro passando a ter 133, e a Renamo que conquista cinco e passa a ter 117 assentos, reafirmando seu estatuto de principal partido da oposição.

Se em 1999, a Renamo tinha conseguido eleger 117 deputados, em 2004, na terceira derrota também de Afonso Dlhakhama, só elegeu 90 deputados, num ano em que a Frelimo obteve 160 assentos.

A Renamo não mais colocou 100 deputados no parlamento, e com o surgimento e afirmação do MDM em 2009 como terceira força política, a perdiz voltou a enfraquecer-se no parlamento.

Recuou para 51 deputados, assistiu o MDM a conquistar oito assentos e viu a Frelimo a fortalecer sua presença na casa do povo com 191 assentos parlamentares.

Aliás, foi este o ano em que o partido no poder conseguiu mais deputados em toda a sua história.  
As eleições de 2014 mostraram uma tendência de equilíbrio no parlamento, com a Renamo a sair dos 51 para os 89 acentos, a Frelimo a reduzir de 191 para 144 deputados, e o MDM a subir dos oito para 17 deputados.

Para a próxima legislatura, eleita ano passado, a Renamo reduziu para 60 mandatários do povo, enquanto a Frelimo fez história ao conseguir desde as primeiras eleições, o segundo maior número de deputados para os próximos cinco anos.

São 184 parlamentares, mais 50 que o número da legislatura que está a terminar, onde tinha 144.

O MDM teve, nestas últimas eleições, a sua primeira queda. Recuou de 17 deputados que tinha na legislatura anterior para seis, um número inferior até em relação a sua primeira presença no Parlamento em 2009, quando tinha oito deputados.

 

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