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Maputo e Nampula na rota da “Liga”

Fotos: O País

Vem aí a mais atractiva prova da modalidade da bola ao cesto no país: Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal, edição 2021. E com ela uma boa nova: a disputa da prova no pavilhão do Ferroviário de Nampula, recinto que acolhera em 2003 uma das fases do memorável Campeonato Africano de Basquetebol sénior feminino, de resto, a última prova de grande dimensão que por lá passou.

Ousada, mesmo em tempo de crise pandémica, a Liga Moçambicana de Basquetebol decidiu, três anos depois, colocar outros pontos do país no mapa ou mesmo rota do campeonato nacional. A última vez que tal acontecera foi precisamente em 2018, ano em que as finais foram disputadas na Beira e Maputo, com o Ferroviário da capital a exultar com a conquista do “bicampeonato”.

Com tudo acertado para a prova, orçada no global em oito milhões de meticais, a fase regular da Liga Moçambicana de Basquetebol irá comportar dois grupos (A e B) de quatro equipas cada, sendo que o segundo estará sediado precisamente em Nampula.

O Costa do Sol, vice-campeão nacional, A Politécnica, União Juvenil de Napipine e Clube Desportivo Municipal da Beira são os conjuntos baseados em Nampula.

Em teoria, e a avaliar pela qualidade dos respectivos plantéis e investimentos, o Costa do Sol é certamente o grande favorito neste grupo. Não tivesse, esta temporada, apetrechado o seu plantel com a contratação de David “Mano” Canivete, Ivan Machava, Octávio “Maguila” Magoliço e Klaus Bunguele, jogadores que se juntam a Nilton Seifane, Miguel Bata, Titos Benjamim, Francisco “Tchesco” Braga, Egídio Zandamela e Daniel Maveure.

Um conjunto com várias soluções, refira-se, mais que tarda em ser de facto um conjunto, definitivamente, equilibrado e talhado às vitórias. Em final de um ciclo, Miguel Guambe tem que provar que valeu, de facto, abrir os cordões à bolsa.

Há que destacar, na folha de serviço e na corrida ao tão ambicionado domínio no panorama do basquetebol moçambicano, o título açambarcado no Torneio Nutrição com uma vitória na final diante do Ferroviário de Maputo, por 62-53.

A primeira e única vez do Costa do Sol foi em 2000, no pavilhão dos Desportos da Beira, a “caixa de fósforos”, quando os “canarinhos” bateram a super-equipa da Académica, curiosamente, orientada na altura pelo “coach” Miguel Guambe. Campeã da cidade em 2019, e vencedora da Taça Maputo um ano antes, a renovada equipa d’ A Politécnica vai procurar bater-se com galhardia e impor-se na quadra. Já não é aquela equipa sensação e promissora de 2016, ano em que sob orientação de Carlos Alberto Niquice alcançou o 3º lugar na Liga Moçambicana de Basquetebol ao derrotar o Desportivo Maputo, por 79-72. E nem podia ser: perdeu, nos últimos anos, Francisco Braga, Jonas Lampião Faduco, Yuran Biosse, Klaus Bunguele, Dércio “Dado” Mula, Inélcio “Chirinho” Chire, Lote Tonela, entre outros.

Sem ritmo competitivo, a União Juvenil de Napipine (que sucede ao Ferroviário de Nampula, conjunto que representou a província nortenha na edição 2019 da Liga Moçambicana de Basquetebol) conquistou a “poule” de apuramento da zona norte com três vitórias em igual número de jogos.

Reforçada com os bases Samora Mucavel (campeão pelo Maxaquene, Desportivo e Ferroviário de Maputo e passagens pela selecção, onde se destaca o segundo lugar alcançado nos Jogos Africanos Maputo 2011), Mirlon e Mirlon Parruque (campeão da cidade pela A Politécnica e vencedor da Taça Maputo) a União Juvenil de Napipine derrotou Niassa Basquetebol Team (79-39), Nudex de Pemba (55-53) e Ferroviário de Nampula (39-37) no decisivo duelo. Assegurar a manutenção na “Liga” é o grande objectivo desta formação.

Da Beira, cidade que teve dois representantes na edição 2018 da Liga Moçambicana de Basquetebol (Vaz Team Basket e Ferroviário da Beira), vem o Clube Desportivo Municipal da Beira que foi o grande vencedor da “poule” de apuramento da zona centro igualmente com um saldo de três vitórias em igual número de partidas.

Começou por vencer o Instituto Superior Politécnico de Tete por 56-35, e, na segunda jornada, teve que se aplicar a fundo para derrotar o Sporting de Quelimane (68-66). Fechou a campanha com uma vitória diante do Conselho Municipal de Chimoio, por 65-46. Ouro sobre azul. Outrossim, luta por se manter na elite do basquetebol moçambicano.

Por outro lado, e seguindo os critérios da classificação da prova em 2019 para definição dos cabeça-de-série, o campeão Ferroviário de Maputo está inserido no grupo A, sediado na capital, juntamente com o homónimo da Beira, Maxaquene e Universidade Pedagógica.

Os dois primeiros classificados qualificam-se para as meias-finais, a serem disputadas num sistema de “play-off” a melhor de três jogos.

Créditos, sem sombra de dúvidas, para os ferroviários. E os números falam por si: nos últimos cinco anos, disputaram entre si três finais: 2016, 2017 e 2018. Levou a melhor o conjunto de Milagre “Mila” Macome nas finais de 2016 e 2018, decididas à negra, com vitórias por 3-2 num “play-off” a melhor de cinco. Em 2017, no seu monstruoso pavilhão, o Ferroviário da Beira, então treinado pelo professor Nasir “Nelito” Salé, campeou.

Campeão em título, o Ferroviário de Maputo, em momento de reconstrução da equipa após a abalada de várias estrelas, vai procurar manter a sua hegemonia conquistando o tricampeonato.

O histórico Maxaquene, que regressa à Liga Moçambicana de Basquetebol três anos depois, vai também lutar por uma manutenção. Clube com mais títulos conquistados no país, num total de 18, o Maxaquene reergue-se depois de um período menos bons com a perda de jogadores e crise financeira a assolar o clube.

Hermínio Changule, o “rasta”, montou uma equipa jovem e solidária que foi a Inhambane bater o rival e também emblemático e centenário Desportivo Maputo (54-39), Eagles da Maxixe (78-51) e Dolphins de Vilankulo (93-36), assegurando, desta forma, a presença na Liga Moçambicana de Basquetebol.

 

RESPEITAR PROTOCOLO SANITÁRIO

A Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal, na sua edição 2021, irá obedecer estritamente o cumprimento do protocolo sanitário em vigor, devendo a altura da realização dos jogos, a actualização do referido protocolo com indicação clara das regras a serem seguidas e os recursos necessários, cabendo a organização o seu estrito cumprimento.

A organização quer que todos os integrantes das delegações envolvidas estejam devidamente vacinados. O sorteio da edição 2021 da Liga Moçambicana de Basquetebol e reunião técnica terão lugar na semana de 24 a 28 de Janeiro, indica uma nota da organização da prova.

A Liga Moçambicana de Basquetebol (LMB) refere ainda que as despesas com a organização, transporte do local de proveniência, transporte interno e alojamento das equipas, ocorrerão sob a sua responsabilidade da LMB. Outras despesas relativas às equipas, ocorrerão sob a responsabilidade das mesmas.

Mais: os clubes qualificados nas “Poules” de apuramento para a LIGA MOZAL, dever-se-ão filiar na LMB mediante o preenchimento de modelo próprio disponível, contra o pagamento de uma taxa filiação de dez mil Meticais (10.000,00 MT).

A LMB informa, em comunicado, que todos os clubes deverão efectuar a inscrição da equipa, mediante preenchimento de modelo próprio disponível na sede da LMB, até ao dia 31/01/2022 às 15:00 horas, contra o pagamento da Taxa de Inscrição de Cinquenta mil Meticais (50.000,00MT). A inscrição da equipa, pressupõem a entrega de uma lista nominal dos jogadores do clube chancelada pela respectiva Associação e visada pela FMB, onde deverão constar o nº de licença, nome e nacionalidade de todos os jogadores que compõem as equipas.

O número máximo de jogadores a inscrever por cada equipa nesta competição é de quinze (15). Em caso de lesão e/ou outra impossibilidade de jogar comprovada, os clubes poderão substituir o jogador impedido por outro, desde que esteja devidamente inscrito na sua Associação Provincial de proveniência, com o visto da FMB.

Adiante, diz que cada jogador utilizará um único número de camisola durante toda a competição, que deverá ser definido no acto de inscrição dos jogadores conforme definido em VII. A numeração poderá ser de 0 a 99.

A inscrição de jogadores nacionais e estrangeiros está sujeita à Lei e aos regulamentos vigentes. Pontualmente, esclarece-se que uma cópia dos contratos de trabalho desportivo celebrados entre os clubes e os atletas, deverá estar depositada em sede da FMB, conforme regulamentado. Os casos de conflitos contratuais no decorrer da prova, cujas cópias dos contratos não se encontrem depositadas na FMB, não serão considerados, prevalecendo para todos os efeitos, a inscrição do atleta na Associação Provincial respectiva e a homologação da inscrição devidamente visada pela FMB.

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