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4ª edição do Festival Resiliência arranca em Maputo

O festival literário organizado pela Cavalo do Mar e pelo Camões arranca hoje, a partir da Cidade de Maputo. Nesta edição online, o evento homenageia Aldino Muianga.

Ano passado, a COVID-19 complicou tudo, por isso não houve RESILIÊNCIA – Festival de Literatura, organizado pela editora Cavalo do Mar e pelo Camões – Centro Cultural Português em Maputo. Este ano, com efeito, o evento volta aos carris com um novo formato. Durante três dias (5, 6 e 7 deste mês de Maio), as conversas sobre a arte literária e sobre a vida podem ser acompanhadas através das redes sociais.

Como o habitual, o RESILIÊNCIA reúne escritores e autores de Moçambique e de outros países que têm a língua portuguesa como oficial, designadamente, Portugal e Brasil. Nesta edição, ao todo, são 14 vozes que vão romper fronteiras e contribuir para a homenagem a Aldino Muianga.

Segundo a organização, o festival literário tem como base de realização a “nova normalidade”, numa plataforma em que se encontram os escritores e todo o sistema literário, com a impossibilidade de viagens, festivais literários e lançamentos de livros com a presença do público. E porque 5 de Maio é Dia da Língua Portuguesa e das Comunidades, o evento vai “olhar para a língua portuguesa, língua de trabalho e criação do escritor, como oportunidade de fortalecimento de uma comunidade intercontinental, promovendo acções de diálogo e intercâmbio entre autores e circulação de obras literárias”.

Neste dia inaugural, o festival contará com uma conferência de abertura com o autor homenageado, a ser moderada por Lucílio Manjate, escritor e ensaísta, professor de literatura na Universidade Eduardo Mondlane. Ainda neste dia 5, haverá quatro mesas de conversas com outros autores. Por exemplo, “Escrever em português hoje: como, porquê e para quem” com a escritora moçambicana Virgília Ferrão, vencedora do Prémio 10 de Novembro 2019, o escritor português João Pinto Coelho, prémio Leya 2017, e o brasileiro Itamar Vieira Júnior, vencedor de Prémio LeYa de 2018, do Prémio Jabuti de 2020 e do Prémio Oceanos de 2020.

Nesta quinta-feira, serão transmitidas duas mesas, uma às 16 horas de Moçambique, com Nazir Can, professor de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa na Universidade Federal do Rio de Janeiro, e Francisco Noa, ensaísta e professor de Literatura Moçambicana na Universidade Eduardo Mondlane, que falarão da “Recensão crítica à obra de Aldino Muianga”, sob a moderação do jornalista Elton Pila. Às 17h30, será transmitida a terceira mesa com o tema “Ainda há histórias por escrever” com o escritor, jornalista e editor moçambicano Nelson Saúte, autor de obras de poesia, narrativa, crónicas e entrevistas e o escritor português Afonso Cruz, autor de mais de trinta livros, entre romances, novelas, teatro e poesia, sob a moderação da professora Olga Pires.

O festival literário vai encerrar com uma mesa em que o autor convidado especial do RESILIÊNCIA 4, Rogério Manjate, falará do seu processo criativo, às 16 horas.

 

 

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