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Seis mil alunos da 7ª classe falham exames em Sofala

Cerca de seis mil alunos da 7ª classe, nos distritos de Búzi, Machanga e Nhamatanda, na província de Sofala, não realizaram exames, entre esta segunda e terça-feira, por conta da chuva intensa e dos ventos fortes, em consequência do ciclone “Eloise” que destruiu e inundou vários estabelecimentos de ensino.

Os exames decorreram em todo o país. O sector da Educação em Sofala acredita que o número de alunos da 7ª classe que não realizaram exames pode aumentar, uma vez que existem localidades incomunicáveis, desde sábado passado, depois do mau tempo.

Segundo o director provincial de educação em Sofala, Tomás Viageiro, os directores distritais comunicaram que não havia condições para a realização de exames em algumas escolas devido aos estragos causados pelo ciclone “Eloise” e pelas inundações.

“É praticamente impossível ter acesso às escolas. Teremos, na próxima semana, os exames da segunda chamada e temos esperança de ver os alunos” que desta vez falharam o processo “a serem examinados”, explicou a fonte.

Se a situação prevalecer, o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano “tem políticas próprias para casos desta natureza. Eventualmente, os alunos em referência poderão ser submetidos a exames especiais”, disse Tomás Viageiro.

Relativamente às localidades sem comunicação, “não sabemos o que está a acontecer”. Porém, através dos “nossos directores, temos indicação de que o nível das águas está a aumentar. Este facto poderá afectar outras escolas. O importante, neste momento, é salvaguardar a vida dos alunos”, de acordo com o director provincial de educação em Sofala.

Na província, há distritos cujas escolas foram transformados em centros transitórios das famílias afectadas pelo ciclone “Eloise”, o que impede a realização de exames nas mesmas instituições.

“Foram identificadas escolas próximas para acolher exames e todos os alunos foram informados atempadamente. Há escolas pré-universitárias, como é o caso de Samora Machel”, onde são realizados exames da 7ª classe. “Temos que garantir que todos façam exames”, concluiu Tomás Viageiro.

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