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12 estrangeiros detidos em Pemba transportavam 1.5 toneladas de heroína

O director-geral do Serviço Nacional de investigação Criminal esclareceu hoje, os contornos da operação que culminou com a detenção de doze cidadãos estrangeiros nas praias da Baía de Pemba. Domingos Jofane diz que os criminosos transportavam cerca de uma tonelada e meia de drogas do tipo heroína.

Há cerca de uma semana circularam nas redes sociais fotos e vídeos de supostos criminosos a serem detidos pelas Forças de Defesa e Segurança ao largo da costa de Pemba, província de Cabo Delgado. Os supostos criminosos seguiam num barco construído de madeira com cerca de 20 metros e transportavam material proibido.

Nesta quarta-feira (18), o director-geral do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), Domingos Jofane, confirmou ao “O País” a autenticidade das imagens e da operação, tendo em seguida afirmado que este foi um trabalho combinado com as Forças de Defesa e Segurança.

“Nós apercebemo-nos da aproximação de um barco que transportava carga proibida, ou seja, droga do tipo heroína, portanto fazemo-nos ao mar no sentido de enfrentarmos esse mal e os criminosos incendiaram o barco, de seguida capturamos aqueles 12 traficantes que neste momento estão a contas com a justiça. Estima-se que cerca de uma tonelada e meia estava naquele barco”.

Domingos Jofane que falava hoje, momentos depois da abertura do segundo Conselho Coordenador do SERNIC, sob o lema: Por um SERNIC proactivo e implacável no combate ao crime, o dirigente manifestou a sua preocupação com a onda de criminalidade no país, tendo exortado aos quadros da sua instituição a engajar-se no combate ao crime organizado e a abster-se de actos de corrupção.

“Infelizmente a sociedade ainda enferma com um mal enorme que também é transversal, estamos a falar da corrupção, então nós queremos que a nossa instituição seja imune desse mal, por isso é que combatemo-lo com todo o vigor no nosso seio, e a mensagem que transmitimos é que os colegas durante a sua actuação de cada dia devem primar pelo rigor. No exercício das suas atribuições, o SERNIC, deverá continuar a pautar pelo rigor, observância das normas, proceder a investigação dos processos-crime á si acometidos de forma célere e profissional, distanciar-se e repudiar de forma veemente os actos de corrupção, visando o alcance de mais e maiores resultados operativos, prestando um serviço de cada vez melhor qualidade ao cidadão, nosso ponto de partida e de chegada”.

Durante os três dias de debate, os profissionais dos serviços de investigação criminal irão entre vários aspectos focar-se na criação da unidade de género no SERNIC.

“A criação da unidade de Género, cujo enfoque vai incidir sobre a Prevenção e Combate a Violência Baseada no Género; a consolidação das metodologias de investigação e instrução-preparatória de processos cujos crimes foram cometidos com recurso a armas de fogo; o tráfico de seres e órgãos humanos; o abate ilícito de espécies faunísticas protegidas e tráfico dos troféus deles extraídos, o tráfico de narcóticos, os crimes cibernéticos; o papel das análises criminais no combate ao crime organizado, são temas actuais e oportunos, aos quais iremos prestar maior atenção nos debates que terão lugar, no decurso do evento”.

A reunião do Serviço Nacional de Investigação Criminal junta quadros do sector representando todas províncias do país.

 

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