O Ministério da Saúde (MISAU) garantiu, esta terça-feira, que continua a acompanhar com atenção a evolução do surto de Ébola que afecta actualmente a República Democrática do Congo (RDC) e a República do Uganda, sublinhando que Moçambique permanece sem registo de casos da doença.
Segundo o comunicado do MISAU, o surto foi inicialmente declarado na RDC a 15 de Maio de 2026, tendo posteriormente sido identificados casos no Uganda. Dois dias depois, a 17 de Maio, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a situação como Emergência de Saúde Pública de Interesse Internacional.
Os dados mais recentes apontam para cerca de 906 casos e 223 óbitos. Destes, 899 casos e 222 mortes foram registados na RDC, enquanto o Uganda contabiliza sete casos e um óbito.
Apesar de Moçambique ser considerado um país de baixo risco, as autoridades sanitárias afirmam que estão a intensificar as medidas de prevenção e prontidão, em coordenação com parceiros regionais e internacionais.
O MISAU destaca que o Instituto Nacional de Saúde dispõe de capacidade laboratorial para a testagem e isolamento do vírus, reforçando assim a capacidade de resposta nacional perante uma eventual ameaça.
Entre as principais medidas em curso figuram o reforço da vigilância nas unidades sanitárias, comunidades e pontos de entrada no País, bem como o treino de equipas provinciais para a recolha, processamento e transporte seguro de amostras.
As autoridades sanitárias anunciaram igualmente a realização de exercícios de simulação nas províncias de Cabo Delgado, Niassa e Tete, consideradas estratégicas devido à sua proximidade com corredores regionais de mobilidade.
Paralelamente, profissionais de saúde estão a beneficiar de actualizações técnicas sobre o maneio da doença, numa acção destinada a garantir maior prontidão em caso de necessidade.
No comunicado, o Ministério da Saúde apela ainda à população para que procure informação apenas através dos canais oficiais, evitando a propagação de rumores e desinformação.
As autoridades recomendam igualmente o reforço das medidas de prevenção, incluindo a lavagem frequente das mãos, evitar contacto com pessoas doentes ou fluidos corporais e procurar imediatamente assistência médica em caso de febre, vómitos, diarreia ou hemorragias, sobretudo após viagens para zonas afectadas pelo surto.
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Os 21 anos d’O País não representam um ponto de chegada. Representam renovação e reafirmação de um propósito: continuar a informar com verdade, independência, responsabilidade e qualidade.
Seguiremos firmes, conscientes da nossa missão e inspirados pela confiança de quem nos lê. Porque acreditamos que sociedades mais informadas são sociedades mais fortes, mais livres e mais preparadas para construir o futuro.
Hoje celebramos 21 anos. Celebramos com orgulho e confiança no futuro.
O Chefe do Estado, Daniel Chapo, recebeu, nesta quarta-feira, em Maputo, o embaixador da Alemanha em Moçambique, Ronald Münch, para um encontro de despedida que marcou o fim da missão diplomática do representante alemão no País.
De acordo com uma nota da Presidência da República, a audiência serviu igualmente para fazer o balanço dos 50 anos de relações diplomáticas entre Moçambique e a Alemanha, uma cooperação considerada estratégica desde os primeiros anos da independência nacional.
Em declarações à imprensa, Ronald Münch classificou a parceria entre os dois países como “muito forte, muito fiável e de longa prazo”.
O diplomata destacou o apoio alemão em vários sectores de desenvolvimento, com destaque para energia, infra-estruturas, educação e formação profissional.
“Projectos de grande relevância para a nossa parceria, no sector da energia, no sector de infra-estrutura, no sector de educação, formação profissional”, afirmou, segundo escreve a Presidência da República.
Segundo Münch, o futuro da cooperação deverá concentrar-se no fortalecimento e diversificação do sector privado moçambicano, através do envolvimento de mais empresas nas iniciativas bilaterais.
Neste contexto, destacou o Programa de Financiamento Inovativo para o Agronegócio, FINOVA, destinado ao apoio de pequenas empresas agrícolas, bem como o compromisso da Alemanha com a FACIM e outras iniciativas económicas.
O embaixador referiu ainda a importância do Global Gateway Business Forum, promovido em parceria com Moçambique e a União Europeia.
Durante o encontro, as partes abordaram igualmente questões ligadas ao diálogo nacional inclusivo e às reformas destinadas à melhoria do ambiente de negócios no país.
“A Alemanha está sempre ao lado de Moçambique para facilitar este processo soberano”, afirmou o diplomata, referindo-se ao diálogo político em curso.
Ronald Münch descreveu a audiência com o Chefe do Estado moçambicano como um encontro marcado pela abertura, cordialidade e transparência. “Foi um diálogo entre parceiros”.
No final, o diplomata destacou a importância das relações entre os povos, defendendo que a cooperação entre Moçambique e Alemanha deve ir além da esfera governamental e envolver também a sociedade civil.
Gana iniciou um programa de repatriação voluntária de cidadãos seus que se encontram na África do Sul, num contexto de aumento das tensões anti-imigração no país.
Na quarta-feira, o primeiro grupo, composto por cerca de 300 cidadãos ganenses, deixou o Aeroporto Internacional OR Tambo, em Joanesburgo, dando início ao processo. Um segundo grupo estava previsto para partir no domingo.
No aeroporto, famílias e viajantes reuniram-se com carrinhos de bagagem e malas, enquanto as autoridades e a polícia asseguravam a organização das partidas.
Segundo o professor Loren Landau, da Universidade de Witwatersrand e do Centro Africano para Migração e Sociedade, esta iniciativa poderá ter sobretudo um carácter simbólico, mais do que apenas de protecção directa dos cidadãos. Na sua opinião, a medida pretende também enviar uma mensagem política à África do Sul, indicando que a situação é considerada inaceitável.
Alguns dos repatriados encontravam-se detidos no Centro de Repatriação de Lindela devido a questões de imigração.
Mais de 800 cidadãos de Gana inscreveram-se na Alta Comissão de Gana em Pretória para serem evacuados, após várias semanas de protestos e crescente receio entre estrangeiros.
As autoridades ganesas afirmaram que todo o processo está a ser realizado em coordenação com as autoridades sul-africanas, na sequência de preocupações com a segurança e o bem-estar dos migrantes.
A repatriação ocorre após novas manifestações contra a imigração ilegal em várias zonas da África do Sul, onde o descontentamento relacionado com o desemprego, a criminalidade e o acesso a serviços tem intensificado as tensões em torno da imigração não documentada. As autoridades sul-africanas condenaram a violência contra estrangeiros, reconhecendo ao mesmo tempo as preocupações relativas à imigração ilegal.
O Governo pretende usar as receitas de gás natural destinadas ao Orçamento do Estado para repor infra-estruturas destruídas pelas últimas cheias e pelos protestos pós-eleitorais. Por causa disso, vai deixar de construir infra-estruturas novas, como escolas e hospitais, previstas para este ano.
Depois de ter definido despesas prioritárias no Orçamento de Estado para 2026, a serem realizadas com base nos 60% das receitas de gás natural conforme prevê a lei, o Governo pretende recuar e dar um novo destino ao valor guardado desde 2022.
Desde aquela altura até aos dias de hoje, foi possível encaixar perto de três mil milhões de meticais, sem incluir os 40% que têm sido canalizados ao Fundo Soberano. O Executivo previa usar o valor no Orçamento do Estado de 2026 para:
“Construção da ponte sobre o Rio Save (Massangena); urbanização e disponibilização de terra infra-estruturada; construção e apetrechamento do Hospital Distrital de Chibuto; construção de postos oficiais e de cobranças; construção e apetrechamento de escolas básicas; e construção da barragem de Locomue”, segundo o Orçamento.
Mas, agora o Governo está a pedir ao Parlamento para desistir desse plano inicial, pelo menos neste ano, para usar o mesmo valor para a reconstrução das infra-estruturas destruídas pelas últimas cheias e pelas manifestações pós-eleitorais.
“Infelizmente, pretendemos aplicar estes recursos não para novas coisas, não para novos edifícios e não para novas infra-estruturas, mas para infra-estruturas por um lado destruídas pelas cheias e inundações que acompanhamos e outra boa parte para os edifícios e as infra-estruturas destruídas no âmbito das manifestações eleitorais. Estes recursos terão de ser desviados de outras extensões de serviços para outros fins, esclareceu Inocêncio Impissa, porta-voz do Governo.
Falando a jornalistas após mais uma sessão do Conselho de Ministros, nesta terça-feira, o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, explicou porque é que o valor em causa não está a ser utilizado há quatro anos.
“Como ainda não haviam mecanismos da sua utilização, nos últimos dois a três anos passados, era preciso aprovar os instrumentos que permitissem. Enquanto não fossem aprovados, foi sendo reservada alguma soma e agora estamos a falar de três mil milhões de meticais, que vão passar agora para esta revisão do plano”, explicou.
Uma das áreas mais afectadas pelas cheias foi a agricultura. Na semana passada, o ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Albino, disse que para a reconstrução, o sector já havia conseguido arrecadar 95% do valor necessário.
Para já, resta saber que infra-estruturas serão repostas, onde e quando e se os cerca de três mil milhões de meticais também serão alocados ao sector da Agricultura, que já tinha dito que conseguiu quase toda a verba necessária para a reconstrução.
A selecção nacional de futebol iniciou, no dia 1 de Junho, os trabalhos de preparação para os jogos amigáveis inseridos na Data-FIFA, que terão lugar na Ásia, diante de Omã e Indonésia.
Sob orientação do seleccionador nacional Chiquinho Conde, os “Mambas” procuram consolidar uma nova dinâmica competitiva rumo aos próximos compromissos internacionais, incluindo a qualificação ao CAN-2027.
Os encontros estão agendados para os dias 7 e 9 de Junho, ambos no Estádio Gelora Bung Karno, em Jacarta, capital da Indonésia. O primeiro desafio será frente a Omã, enquanto o segundo colocará Moçambique diante da selecção anfitriã.
A realização do estágio obrigou à interrupção temporária do Moçambola, permitindo que os atletas convocados se juntem aos trabalhos da selecção nacional sem constrangimentos competitivos.
A convocatória de Chiquinho Conde evidencia uma aposta clara na renovação gradual da equipa, combinando juventude, jogadores do campeonato nacional e atletas com experiência internacional.
Entre as principais novidades figuram as estreias de Celton Jamisse e Manuel Cumbane, ambos da Associação Black Bulls, além de Alcides Raice, da União Desportiva do Songo.
Outro destaque vai para os regressos de Luís Miquissone e Amâncio Canhemba, conhecido no meio futebolístico por “Neymar”, dois jogadores vistos como importantes opções ofensivas para aumentar a criatividade e profundidade da equipa nacional.
Por outro lado, a convocatória ficou marcada pelas ausências de nomes habituais como Dominguez, Mexer e Reinildo Mandava. Segundo informações avançadas pela imprensa desportiva nacional, as dispensas surgem no âmbito de uma estratégia técnica orientada para a observação de novos talentos e implementação de alternativas tácticas dentro do grupo.
A lista dos 25 convocados inclui jogadores que actuam em Moçambique, Portugal, África do Sul, Iraque e Líbia, demonstrando a crescente internacionalização do futebol moçambicano.
Entre os atletas mais experientes destaca-se Edmilson Dove, actualmente ao serviço do Al-Quwa Al-Jawiya, do Iraque, bem como Manuel Kambala, do Polokwane City da África do Sul.
Desde que assumiu o comando técnico dos “Mambas” em 2021, Chiquinho Conde tem conduzido um processo de reestruturação da seleção nacional, apostando na estabilidade competitiva e na valorização de jogadores emergentes. O treinador, antigo internacional moçambicano e referência histórica do futebol nacional, continua igualmente em negociações para prolongar o vínculo contratual com a Federação Moçambicana de Futebol até 2028.
A dupla jornada na Ásia será encarada como um importante teste competitivo para avaliar o nível de evolução da equipa antes dos próximos compromissos oficiais, num período em que os “Mambas” procuram consolidar a sua afirmação no futebol africano.
O Presidente da República promulgou e mandou publicar a Lei de Comunicação Social, a Lei de Radiodifusão e a Lei do Conselho Superior da Comunicação Social, após a sua aprovação pela Assembleia da República e verificação da sua conformidade com a Lei Fundamental.
Segundo uma nota da Presidência da República, “a aprovação e promulgação destes instrumentos legais enquadra-se nos esforços contínuos do Estado moçambicano visando o aperfeiçoamento do quadro jurídico da Comunicação Social, em conformidade com os desafios actuais do sector e com os princípios constitucionais da liberdade de expressão, da liberdade de imprensa e do direito à informação, bem assim do fortalecimento das instituições democráticas” e que se “insere ainda nos objectivos da Comunicação Social enquanto instrumento de informação, educação e formação da opinião pública, por via do que se contribui para a unidade nacional, a defesa dos interesses do Estado e o reforço da identidade nacional. Promove igualmente o Estado de Direito Democrático e o desenvolvimento económico, social, científico e cultural do País, em consonância com a Constituição da República”.
A Presidência explica ainda que, com estes actos, o Chefe do Estado moçambicano “reforça o seu compromisso com a promoção de uma Comunicação Social cada vez mais profissional, plural, responsável e orientada para a defesa do interesse público, da cidadania, dos direitos humanos e da unidade nacional”.
O Governo da República Democrática do Congo anunciou a disponibilização de cerca de 20 milhões de dólares para o combate ao surto de Ébola que continua a preocupar as autoridades sanitárias no leste do país.
A medida surge num momento de agravamento da epidemia, declarada oficialmente a 15 de Maio.
Segundo as autoridades de saúde, a doença já atingiu três províncias, com registo de aproximadamente 930 casos suspeitos e mais de 200 mortes associadas.
Pelo menos 145 pessoas encontram-se actualmente internadas, enquanto as equipas médicas enfrentam dificuldades no terreno.
A resposta de 20 milhões de dólares ao surto está a ser feita em coordenação com os Centros Africanos de Controlo e Prevenção de Doenças, a Organização Mundial da Saúde e parceiros regionais, incluindo o Uganda e o Sudão do Sul, países vizinhos onde há risco de propagação da epidemia.
O ministro da Saúde da RDC, Roger Kamba, afirmou que o país está a pagar um preço elevado neste surto, destacando a morte de um médico na linha da frente como símbolo da gravidade da situação.
Paralelamente, a Organização das Nações Unidas anunciou também um apoio adicional de cerca de 60 milhões de dólares para reforçar a resposta humanitária.
O Sporting CP recusou uma proposta de 25 milhões de euros apresentada pelo Como 1907 para a contratação do internacional moçambicano Geny Catamo. O clube italiano, orientado pelo ex-internacional espanhol Cesc Fàbregas, mantém o jogador entre os principais alvos para a próxima temporada, mas a SAD leonina continua irredutível nas negociações.
Segundo a imprensa desportiva portuguesa, a direcção liderada por Frederico Varandas apenas admite negociar o extremo moçambicano por valores próximos da cláusula de rescisão fixada em 60 milhões de euros.
A posição firme do Sporting surge numa altura em que Geny Catamo atravessa uma das fases mais valorizadas da carreira. O internacional moçambicano renovou recentemente contrato com os “leões” até 2029, num movimento interpretado como estratégico para reforçar a posição negocial do clube perante o crescente assédio do mercado europeu.
O interesse do Como confirma a ascensão internacional do jogador formado entre o Maxaquene e os Black Bulls, em Moçambique. Aos 25 anos, Catamo tornou-se peça influente no esquema táctico do Sporting, destacando-se pela velocidade, capacidade de desequilíbrio no um-contra-um e versatilidade ofensiva.
Nas últimas duas temporadas, participou activamente nas conquistas do campeonato português e da Taça de Portugal pelo clube de Alvalade.
Os números ajudam a explicar a valorização do atleta. Desde a afirmação definitiva na equipa principal do Sporting, Geny soma dezenas de internacionalizações pela selecção moçambicana e ultrapassou a marca de 80 jogos pelo clube português, com golos decisivos em partidas de grande dimensão, incluindo o dérbi frente ao Benfica na corrida ao título português.
Esta não é a primeira vez que o Sporting trava investidas pelo jogador. Nos últimos mercados, os “leões” rejeitaram propostas oriundas da Premier League, Turquia e Arábia Saudita, sempre por considerarem os valores abaixo das exigências da SAD.
Fontes próximas do processo indicam que o Como poderá voltar à carga nas próximas semanas com uma proposta financeiramente melhorada, mas, para já, o Sporting mantém a mesma posição: Geny Catamo só sai mediante uma oferta considerada “irrecusável”.
Papa Leão XIV apela ao respeito aos direitos humanos na Faixa de Gaza. O Sumo Pontífice alertou ainda que a população local continua sem receber a ajuda humanitária necessária.
“Faço um novo apelo ao respeito dos direitos humanos de todos. O povo de Gaza continua sem receber auxílio humanitário”, apontou o santo padre, acrescentando que a situação tem causado protestos e dificuldades, incluindo aqueles que estiveram envolvidos na flotilha.
Leão apelou também a todas autoridades para acompanhar e apoiar o povo de Gaza na reconstrução. “O povo está a sofrer. Ainda sofre realmente muito”, destacou.

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