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As Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) contam, a partir de agora, com novos militares habilitados para integrar as forças de comandos, na sequência do encerramento do 31.º Curso de Comandos, realizado na cidade de Nacala, província de Nampula.

O curso teve como objectivo dotar os militares de conhecimentos e técnicas específicas para o cumprimento de missões que exigem elevado nível de preparação física, táctica e psicológica.

Durante a cerimónia, que contou com a presença de altas patentes militares e outras entidades, os formandos participaram em actos protocolares e demonstraram parte das competências desenvolvidas durante a formação.

A cerimónia de encerramento foi marcada por demonstrações de disciplina e preparação militar, com os novos comandos a exibirem as capacidades adquiridas ao longo do processo de formação.

A conclusão do 31.º Curso de Comandos representa mais uma etapa no processo de preparação das FADM para responder aos desafios de defesa e segurança do país, particularmente em contextos que exigem unidades com capacidade de actuação especializada.

 

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As Nações Unidas apelam às autoridades haitianas para reforçarem a protecção da população civil, na sequência de um ataque de grupos armados que provocou pelo menos 47 mortos e deixou mais de 50 pessoas sequestradas.

O ataque ocorreu no início desta semana, na comunidade agrícola de Kenscoff, nas colinas próximas de Porto Príncipe, uma zona que até recentemente era considerada relativamente pacífica. Na sexta-feira, a Polícia Nacional do Haiti reforçou o patrulhamento das ruas, numa altura em que aumentam as críticas à actuação das autoridades perante a ofensiva dos grupos armados.

Segundo a porta-voz do Gabinete de Direitos Humanos das Nações Unidas, Marta Hurtado, cerca de 150 homens fortemente armados invadiram a localidade e abriram fogo contra a população.

De acordo com a responsável, os atacantes perseguiram cerca de 50 moradores que procuraram refúgio numa igreja protestante. Depois de os retirarem do local, os homens armados terão executado 22 pessoas no pátio da igreja e outras 12 nas traseiras do edifício.

As Nações Unidas exigem às autoridades haitianas medidas concretas para garantir a segurança da população e apelam aos Estados-membros para reforçarem o apoio à força multinacional criada para combater os grupos armados no país.

Os dados apresentados pelo Gabinete de Direitos Humanos da ONU revelam a dimensão da crise. Entre 1 de Abril e 30 de Junho deste ano, foram registadas cerca de 1.480 mortes relacionadas com a violência das gangues. No primeiro semestre, mais de 3.050 pessoas terão sido mortas em consequência da violência, enquanto quase 1,5 milhões foram obrigadas a abandonar as suas zonas de residência.

Os grupos armados controlam actualmente cerca de 70 por cento de Porto Príncipe, bem como extensas áreas do centro do país e de outras regiões. A persistência da violência tem agravado igualmente a pobreza e a insegurança alimentar.

Durante uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, na sexta-feira, os Estados-membros defenderam o reforço do embargo de armas ao Haiti e apelaram ao pleno destacamento da força multinacional destinada a combater os grupos armados e a restabelecer a segurança no país.

 

O Presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique, CTA, Alvaro Massingue, defende uma maior participação das empresas moçambicanas nos grandes projectos públicos adjudicados a empresas estrangeiras.

Alvaro Massingue entende que estes projectos devem assegurar espaço para a subcontratação de empresas nacionais, transferência de tecnologia, desenvolvimento de competências e capitalização do empresariado moçambicano.

Para o Presidente da CTA, a participação das empresas nacionais não deve ser encarada como uma simples preferência, mas como um investimento na capacidade produtiva do país. Defende, por isso, que cada grande obra realizada em Moçambique deve contribuir para deixar empresas nacionais mais fortes, quadros mais qualificados e maior capacidade tecnológica.

Outra preocupação levantada por Alvaro Massingue está relacionada com os atrasos nos pagamentos das obras públicas, que, segundo afirma, continuam a afectar a tesouraria, a capacidade operacional e a sustentabilidade financeira das empresas.

O Presidente da CTA explica que a execução de obras exige investimentos avultados em matérias-primas, equipamentos, mão-de-obra e financiamento. Quando os pagamentos são excessivamente atrasados, os empreiteiros ficam obrigados a suportar custos financeiros adicionais, comprometendo a execução dos contratos e a sobrevivência das próprias empresas.

No sector da habitação, Massingue defende ainda uma maior intervenção do sector privado para responder à crescente procura por habitação acessível, sobretudo entre os jovens.

O Presidente da CTA reconhece a iniciativa presidencial Terra Infraestruturada, mas considera fundamental a participação dos privados na massificação da construção de habitação. Defende que a disponibilização de terra, água, energia e outros serviços básicos pelo Estado pode criar condições para atrair investidores privados.

Massingue apela igualmente ao empresariado para prestar maior atenção ao sector dos recursos hídricos, considerando que as mudanças climáticas estão a transformar a água num desafio social, económico e de segurança.

O Presidente da CTA conclui que Moçambique não precisa apenas de construir mais infraestruturas, mas de garantir que esses projectos contribuam para o fortalecimento das empresas nacionais, através do reforço do conteúdo local e da criação de oportunidades para que pequenas e médias empresas possam crescer e acumular experiência.

Um indivíduo de 38 anos está detido e outros três encontram-se em fuga, na sequência do abate de um rinoceronte no Parque Nacional do Kruger, ocorrido no passado dia 20.

A Polícia da República de Moçambique (PRM), em Gaza, diz ter esclarecido o caso após uma operação que culminou com a apreensão de quatro armas de fogo, um machado e duas viaturas, no distrito de Massingir.

O chefe do Departamento de Relações Públicas da PRM em Gaza, Carlos Macuácua, revelou, esta sexta-feira, que as buscas pelos suspeitos começaram depois do abate do rinoceronte, tendo a Polícia trabalhado em coordenação com os fiscais da reserva.

“Feita a diligência, chegámos a estes senhores. Chegados à residência de um dos indiciados, eles puseram-se em debandada. A Polícia perseguiu-os, tendo neutralizado este”, explicou Macuácua.

Durante a operação, as autoridades apreenderam quatro armas de fogo, um machado e duas viaturas que estariam na posse dos suspeitos.

Os três indiciados que conseguiram escapar estão na condição de procurados. A PRM garante que prosseguem as diligências com vista à sua localização e posterior encaminhamento à Justiça.

“A qualquer momento, a Polícia vai localizar e entregar-lhes à Justiça”, afirmou o responsável.

Este é o segundo caso de caça furtiva registado este ano na província de Gaza e esclarecido pelas autoridades. Segundo a PRM, o primeiro caso também foi esclarecido.

 

A tensão em Ceuta, enclave espanhol no Norte de África, agravou-se na quinta-feira, com confrontos entre a Polícia e manifestantes contrários à presença de migrantes, um mês depois da chegada em massa de pessoas provenientes de Marrocos.

Os confrontos ocorreram numa praia onde centenas de migrantes permanecem instalados em condições precárias. Segundo imagens divulgadas pela televisão pública espanhola, um grupo de manifestantes entrou na zona onde os migrantes dormiam, tendo alguns dos seus pertences sido incendiados durante os distúrbios.

Horas antes, dezenas de pessoas tinham participado numa manifestação pacífica para impedir temporariamente a entrada de viaturas da Cruz Vermelha na praia, onde seriam distribuídos alimentos aos migrantes. Munidos de bandeiras espanholas, os manifestantes gritavam palavras de ordem como «Eles deveriam ir embora» e “Fora com a Cruz Vermelha”, antes de serem dispersados pela Polícia.

Na noite de quarta-feira, as autoridades já tinham recorrido a gás lacrimogéneo para evitar confrontos entre manifestantes e migrantes acampados na mesma zona.

A situação agravou-se ainda mais na madrugada de quinta-feira, quando um veículo militar que transportava quatro soldados foi atacado por cerca de 70 migrantes. De acordo com um porta-voz da Polícia, o grupo lançou pedras e outros objectos contra a viatura, obrigando os militares a abandonar o local e a pedir auxílio policial.

Doze migrantes, todos de nacionalidade marroquina, foram detidos. Um dos soldados sofreu ferimentos ligeiros depois de ser atingido por uma pedra. As autoridades ainda não esclareceram as razões que terão estado na origem do ataque.

Os habitantes de Ceuta, território com apenas 18 quilómetros quadrados, têm realizado manifestações regulares, alegando problemas de segurança e higiene associados à permanência de milhares de migrantes nas ruas.

“A tensão na cidade de Ceuta está muito alta”, afirmou à rádio SER Kissy Chandiramani, conselheira de Finanças da cidade autónoma. A responsável considerou que existe uma sensação de abandono por parte das autoridades centrais, mas apelou à calma, advertindo que o aumento da hostilidade não contribuirá para resolver a crise.

 

GOVERNO PROMETE REFORÇAR RESPOSTA

Mais de 70 mil migrantes chegaram a Ceuta no final de Julho, atravessando a fronteira com Marrocos a nado ou a pé. O fluxo migratório provocou dezenas de mortes e reacendeu o debate sobre a política migratória da União Europeia.

Embora a maioria tenha regressado a Marrocos poucas horas depois da chegada, milhares continuam em Ceuta, muitos deles a viver nas ruas e em condições precárias.

O Governo espanhol estima que permaneçam no território entre 3.500 e 7.000 migrantes, enquanto as autoridades locais, lideradas pela direita, apontam para pelo menos 10 mil pessoas.

O ministro da Justiça, Félix Bolaños, apelou à serenidade e garantiu, perante os deputados em Madrid, que as autoridades estão a trabalhar “sem descanso” para restabelecer a normalidade em Ceuta.

Nos últimos dias, o Governo espanhol anunciou medidas para aumentar a capacidade dos centros de acolhimento e acelerar os procedimentos destinados a determinar quais os migrantes que podem ser devolvidos a Marrocos.

O Ministério do Interior anunciou igualmente o envio de efectivos adicionais para apoiar a identificação dos migrantes. O Conselho de Ministros aprovou ainda um financiamento extraordinário de 25 milhões de euros para reforçar o apoio a menores não acompanhados, abrangidos por protecção legal especial.

Na terça-feira, o Governo criou também um «comando único» para coordenar a resposta à crise em Ceuta, sob liderança do ministro da Política Territorial, Ángel Víctor Torres.

 

CRISE AGRAVA DIVISÃO POLÍTICA

A situação em Ceuta está igualmente a aprofundar as divisões políticas em Espanha, numa altura em que o país se prepara para eleições gerais previstas para o próximo ano.

Os partidos conservadores e de extrema-direita exigem o regresso de todos os migrantes a Marrocos. O Governo, contudo, defende que cada pessoa deve ser identificada individualmente para determinar se reúne condições para pedir asilo ou se pode ser deportada.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, tem sido alvo de críticas por parte das autoridades locais e dos moradores de Ceuta, que consideram que Madrid demorou a reagir à chegada em massa de migrantes.

Sánchez também foi criticado por ter mantido as suas férias de Verão enquanto a crise se agravava e por ter convocado o Conselho de Segurança Nacional apenas depois do seu regresso a Madrid.

O líder do Partido Popular, Alberto Núñez Feijóo, acusou o Governo de abandonar os habitantes de Ceuta.

“Os habitantes de Ceuta estão a suportar isto sozinhos há um mês”, escreveu Feijóo na rede social X, acrescentando que «nada foi feito para impedir a invasão» nem para travar a crise de ordem pública, que, segundo afirmou, «piora a cada dia».

 

A administração da Organização Internacional do Trabalho (OIT) vai realizar uma reunião extraordinária em Setembro para analisar um pedido de autorização do director da agência para reduzir 120 postos de trabalho, devido à ausência de contribuições financeiras dos Estados Unidos da América (EUA).

De acordo com o Jornal de Negócios português, este é o único tema previsto para a reunião agendada para 7 de Setembro, segundo o documento com a ordem de trabalhos do encontro da agência da Organização das Nações Unidas (ONU). Tal como outros organismos da ONU, as finanças da OIT estão a ressentir-se dos cortes no financiamento dos EUA.

A agência liderada por Gilbert Houngbo precisa de poupar cerca de 22 milhões de dólares, tendo indicado que já não tem outra forma de reduzir despesa além da relacionada com o pessoal, escreve o Jornal de Negócios.

Os Estados-membros têm de contribuir para o orçamento da OIT, mas os EUA encontram-se com pagamentos em atraso, devendo 173,5 milhões de francos suíços (185 milhões de euros), correspondentes a contribuições relativas a 2024 e 2025.

A contribuição deste ano, de 83,2 milhões de francos suíços (88,7 milhões de euros), ainda não se encontra em incumprimento. No entanto, se for considerada em conjunto com as anteriores, o valor total dos pagamentos pendentes dos EUA totaliza 257,5 milhões de francos (275 milhões de euros).

As contribuições obrigatórias dos Estados Unidos correspondem a 22% do orçamento da OIT. Seguem-se a China (20%), Japão (7%), Alemanha (5,6%) e França (3,8%), enquanto Espanha representa 1,9%, de acordo com o orçamento de receitas para 2026-2027.

A crise no financiamento da OIT acontece nas vésperas da abertura do concurso para o cargo de director-geral. O actual director, Gilbert Houngbo, antigo primeiro-ministro do Togo e responsável máximo da OIT desde 2022, espera ser reeleito em Novembro, tendo como concorrente a vice-presidente e ministra do Trabalho e Economia Social de Espanha, Yolanda Díaz.

O Conselho de Administração da OIT confirmou, na reunião de Junho, que Houngbo deveria proceder à aplicação de “medidas de contingência”, o que implicava levar a cabo um “processo justo e transparente para identificar os cargos suscetíveis de serem suprimidos”, segundo o Jornal de Negócios.

O Grupo Jinan Yuxiao, por intermédio das suas subsidiárias locais, concluiu um conjunto de acções de responsabilidade social em duas províncias de Moçambique, visando responder a necessidades urgentes e estruturais das comunidades locais.

As iniciativas, realizadas em Cabo Delgado e na Zambézia, envolveram a distribuição de 30 toneladas de arroz a famílias deslocadas pela violência armada, bem como a construção de uma escola primária e de um mercado coberto para a venda de produtos alimentares.

Na província de Cabo Delgado, a Africa Great Wall Mining Development Co., Lda. entregou, a 31 de maio de 2022, um total de 1.200 sacos de arroz, equivalente a 30 toneladas, na Zona de Reassentamento de Upajo, distrito de Montepuez. A ação, coordenada com o Governo local, teve como alvo famílias oriundas de Quissanga, Mocímboa da Praia, Palma e Macomia, que fugiram dos conflitos no norte do país e perderam os seus meios de subsistência. A logística da operação envolveu o transporte do cereal desde a aquisição até à descarga no local de reassentamento.

Na província da Zambézia, a Mozambique Heavysand Company, Lda. concentrou os seus esforços no povoado de Arijuane, distrito de Chinde. Em julho de 2021, foi entregue à comunidade a Escola Primária Completa do 1.º e 2.º Graus Josina Machel de Arijuane, cuja construção foi concluída em maio do mesmo ano. A cerimónia de entrega contou com a presença do Administrador do Distrito de Chinde e de outros membros do governo local.

Paralelamente, a empresa construiu e entregou um mercado coberto na mesma localidade. A infraestrutura, que dispõe de cobertura e bancas fixas, visa substituir a venda informal de produtos alimentares diretamente no chão, proporcionando um ambiente mais adequado e protegido para vendedores e consumidores.

As intervenções, realizadas em momentos distintos, refletem uma abordagem prática de responsabilidade social empresarial, focada na identificação de carências específicas e na mobilização de recursos para oferecer respostas concretas. Enquanto a doação de arroz em Cabo Delgado atendeu a uma urgência humanitária imediata, as infraestruturas na Zambézia foram concebidas para contribuir para a educação das crianças e para o fortalecimento da atividade económica diária das famílias.

Com estas ações, o Grupo Jinan Yuxiao demonstra o seu compromisso com as comunidades moçambicanas, aliando o apoio em situações de emergência ao investimento em projetos que sustentam o desenvolvimento a longo prazo.

A antiga basquetebolista Clarisse Machanguana critica a gestão do basquetebol moçambicano e aponta a falta de investimento como uma das causas do fraco desenvolvimento da modalidade. A antiga internacional, que fez história como a primeira e única moçambicana a jogar na WNBA, diz que os interesses pessoais de alguns dirigentes comprometem os objectivos desportivos.

Clarisse Machanguana foi convidada da Grande Entrevista da Stv desta semana, onde, durante uma hora, revisitou o seu percurso desportivo e a experiência adquirida nas grandes ligas mundiais, com destaque para a WNBA.

Machanguana começou por criticar a situação actual do basquetebol, que, segundo afirma, tem sido condicionada pela existência de agendas pessoais de alguns dirigentes desportivos.

“O que a Federação faz e tem feito,  não está a resultar e que as pessoas que lá estão, infelizmente, têm agendas, que nem sempre a modalidade é prioridade e que às vezes comprometem o resultado da própria instituição.  Mas quem tem que exigir este resultado somos nós, os moçambicanos, mas não só quem está nas lideranças, mas também  os moçambicanos.”, critica Machanguana.

Para Clarisse, a sua candidatura à presidência da Federação Moçambicana de Basquetebol serviu de escola e permitiu-lhe perceber melhor os problemas que afectam a modalidade no país.

“Eu diria que o meu processo a essa candidatura foi uma das melhores escolas de aprendizagem do porquê as coisas não funcionam em Moçambique, porquê os nossos resultados vão abaixo daquilo que se pretende e porquê continuamos a repetir os mesmos erros. Foi esse o maior aprendizado e também reforçou a consciencialização minha de que não preciso de um título para fazer o bem, não preciso de um título para passar o meu conhecimento, não preciso de um título para contactar universidades ou equipas profissionais e para fazer com que um jovem que tem talento, que tem fome, que é disciplinado vá lá fora. Portanto, não preciso esperar que Moçambique acredite em mim para fazer ou que veja a necessidade de usar o meu “know-how” para passar para os jovens. Foi esse o aprendizado.”,   explica a antiga basquetebolista.

A antiga atleta e actual empreendedora social critica também o actual modelo de financiamento do desporto, defendendo maior investimento nas infra-estruturas e na formação de pessoas com capacidade para liderar.

“Sem infra-estruturas faz-se um desporto com muita deficiência, faz-se um desporto em que não se pode atingir o máximo nível porque faltam elementos importantes. Mas eu comecei a jogar basquete há, se calhar, 40 anos e as infra-estruturas já não eram boas. Esse não é o único cancro que impede que os resultados que tanto sonhamos sejam conquistados. Eu diria que é a liderança, é o modelo desse núcleo, desse processo. O investimento político teria, se calhar, de ser em estudar como são eleitas essas pessoas, qual é a finalidade das pessoas que lá vão e como é que se exige resultados, como é que se avalia os resultados e como é que se substitui imediatamente quem não está a produzir. Se o cancro está na liderança, tudo o resto que vem não fará sentido”, anota. 

Machanguana afastou-se do desporto para se dedicar a outras questões sociais, entre elas a problemática da qualidade da educação.

“Mas enquanto os alunos que saírem do ensino do liceu, do ensino secundário, não estarem à altura de produzir para uma sociedade melhor, significa que houve falhas no processo, seja de ensinamento, seja de falta de cadernos, seja de falta de práticas de ensino, qualquer que seja a natureza, a verdade é que o maior cancro está no que aprendemos, porque se não aprendemos, não somos capazes de ter as qualidades ideais para nós melhorarmos. A educação que bebemos e que se transforma naquilo que vemos em casa e que se transforma naquilo que queremos ser na sociedade e que parte de um primeiro professor, que se diz a palavra errada já me condiciona, tanto a educação, sem margem de dúvida.”, conclui. 

A antiga basquetebolista critica ainda o que considera ser um tratamento privilegiado ao futebol, em detrimento de outras modalidades, e defende maior equilíbrio na distribuição dos investimentos no desporto.

O Presidente da Frelimo, Daniel Chapo, anunciou esta quinta-feira, em Manica, a reabilitação e o apetrechamento do Instituto Politécnico Armando Emílio Guebuza, localizado em Chigodole, distrito de Vanduzi, uma instituição vocacionada para a formação técnico-profissional de filhos de antigos combatentes.

A decisão surge depois de uma visita de Chapo ao estabelecimento de ensino, onde constatou as condições precárias em que estudam e vivem os estudantes. Durante a visita, o Presidente da Frelimo manteve uma breve interação com estudantes do curso de Agropecuária e inteirou-se das dificuldades enfrentadas pela instituição.

O pacote de apoio inclui a reabilitação e requalificação das infraestruturas, bem como o apetrechamento do instituto. Entre os bens já entregues constam beliches, colchões, material informático e outros equipamentos. A instituição deverá receber igualmente produtos alimentares.

No âmbito da intervenção, Daniel Chapo entregou um cheque no valor de dois milhões de meticais ao Instituto Politécnico Armando Emílio Guebuza. O apoio pretende contribuir para a melhoria das condições de aprendizagem, alojamento e bem-estar dos filhos de antigos combatentes que frequentam a instituição.

Discursando na ocasião, Chapo explicou que a decisão de intervir resulta da constatação das dificuldades enfrentadas pelos estudantes e das condições precárias das instalações.

“Nós conseguimos ver o nosso Instituto Politécnico, aqui em Vanduzi e Chipoloma, as condições estavam péssimas. Os nossos estudantes, as nossas estudantes estavam a viver numa situação difícil: banheiros, refeitórios, salas, as infraestruturas todas. Por isso, a Frelimo, sendo um partido do povo, nós decidimos que vamos reabilitar as instalações para colocar em condições, mas ao mesmo tempo vamos oferecer beliches, colchões e todas estas coisas que nós falamos aqui através do nosso secretário-geral do partido Frelimo”, avançou Chapo

As obras de reabilitação e requalificação do Instituto Politécnico Armando Emílio Guebuza deverão ser concluídas no prazo de três meses.

O número de mortos nas enxurradas que atingiram na quarta-feira várias comunidades ao longo da fronteira entre o Nepal e o Tibete subiu para 353, anunciou hoje a polícia do Nepal. O anterior balanço provisório era de 292 mortos, incluindo três do lado da China.

As equipas de resgate continuavam hoje a procurar mais de 1.300 desaparecidos após a catástrofe, incluindo centenas de estrangeiros, entre os quais dois portugueses, e peregrinos.

PAPA ENVIA CONDOLÊNCIAS ÀS FAMÍLIAS DAS VÍTIMAS DAS CHEIAS NO NEPAL

O Papa Leão XIV enviou hoje as “mais profundas condolências” às famílias das vítimas das cheias repentinas que causaram pelo menos 289 mortos no Nepal.

O papa “ficou consternado ao saber da perda de vidas e da devastação causadas pelas cheias repentinas no Nepal”, lê-se num telegrama assinado pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, divulgado pela sala de imprensa.

Na mensagem, o líder da Igreja católica transmitiu condolências às famílias, salientando a sua proximidade espiritual com os afetados pela tragédia.

“Da mesma forma, oferecendo orações pelas equipas de resgate envolvidas nas operações em curso, invoca a ajuda e a proteção divina sobre todos eles”, acrescentou o telegrama.

As autoridades nepalesas elevaram o número de mortos para 289, na sequência das cheias repentinas que atingiu várias cidades na quarta-feira, numa região fronteiriça com o Tibete.

As autoridades chinesas anunciaram três mortos no território do Tibete, elevando o balanço provisório total da catástrofe para pelo menos 292 mortos e mais de 1.300 desaparecidos, incluindo dois portugueses.

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