Piloto moçambicano prepara a quinta participação na prova, acompanhado pelo navegador Tiago Magalhães, com o objectivo de melhorar os resultados na categoria SSV e promover a imagem de Moçambique no estrangeiro.
O piloto moçambicano Paulo Oliveira vai participar na edição de 2027 do Rally Dakar, naquela que será a sua quinta presença numa das mais exigentes competições de todo-o-terreno do mundo. Acompanhado pelo navegador Tiago Magalhães, o piloto pretende alcançar os 20 primeiros lugares da categoria SSV.
A participação foi anunciada esta segunda-feira, em Maputo, durante uma apresentação dos objectivos desportivos da equipa e das iniciativas de promoção internacional de Moçambique através do desporto motorizado.
Para a próxima edição, Paulo Oliveira contará com uma nova viatura, que considera mais competitiva, e pretende concluir todas as etapas dentro dos tempos regulamentares, conquistar a medalha de finalista e lutar por uma posição entre os 20 primeiros classificados da categoria.
Depois de quatro participações concluídas em diferentes categorias, o piloto aposta na experiência acumulada e numa preparação reforçada para enfrentar os desafios da competição, marcada por percursos exigentes, dificuldades de navegação e condições extremas.
Paulo Oliveira considera que a participação no Dakar representa não apenas um desafio desportivo, mas também uma responsabilidade na representação do País nos palcos internacionais.
O piloto pretende transformar a experiência adquirida nas edições anteriores em melhores resultados, mantendo como prioridade a conclusão da prova e a divulgação da bandeira moçambicana.
DAKAR COMO PLATAFORMA DE PROMOÇÃO TURÍSTICA
Para além da vertente competitiva, a participação de Paulo Oliveira no Rally Dakar 2027 pretende contribuir para a promoção internacional de Moçambique, através da divulgação das suas potencialidades turísticas, naturais e culturais.
Na qualidade de Embaixador do Turismo de Moçambique, o piloto pretende aproveitar a visibilidade internacional da prova para reforçar a notoriedade do País junto de diferentes públicos e mercados.
A Agência Nacional para o Desenvolvimento e Investimento Turístico (ANDITUR) assegura o apoio institucional à participação, reconhecendo o contributo da iniciativa para a projecção da imagem de Moçambique além-fronteiras.
O presidente do Conselho de Administração da ANDITUR, Héder Jauane, considera que a presença do piloto na competição constitui uma oportunidade para afirmar o potencial do País e transmitir uma imagem positiva de Moçambique ao mundo.
Segundo Jauane, a instituição continuará a apoiar a participação, por entender que a promoção turística também pode ser feita através de figuras que representam o País em eventos internacionais e inspiram pela sua capacidade de superar desafios.
EXPERIÊNCIA PARA ENFRENTAR NOVOS DESAFIOS
Reconhecido pela dureza dos percursos e pelas exigências físicas, psicológicas e mecânicas, o Rally Dakar submete pilotos e equipas a milhares de quilómetros de competição, em terrenos imprevisíveis e sob condições particularmente adversas.
A edição de 2027 representa, assim, mais uma etapa no percurso de Paulo Oliveira, que pretende aliar a experiência adquirida nas quatro participações anteriores à ambição de alcançar uma classificação entre os 20 primeiros da categoria SSV.
Ao lado de Tiago Magalhães, o piloto moçambicano procura concluir a prova e aproveitar a projecção internacional do Dakar para levar o nome de Moçambique a novos públicos.
O chefe da equipa de investigadores da ONU para os crimes em Myanmar afirmou que os ataques contra civis no oeste do país impedem o regresso da minoria rohingya que está refugiada no Bangladesh.
Há duas semanas, pelo menos 50 pessoas morreram e outras 58 ficaram feridas durante um ataque aéreo em Rakhine, onde vive a minoria muçulmana rohingya.
O chefe da equipa de investigadores da ONU para os crimes em Myanmar (antiga Birmânia) afirmou hoje que os ataques contra civis registados no oeste do país impedem o regresso da minoria rohingya que está refugiada no Bangladesh.
Há duas semanas, pelo menos 50 pessoas morreram e outras 58 ficaram feridas, segundo dados da ONU, durante um ataque aéreo contra um mercado no estado de Rakhine, onde vive a minoria muçulmana rohingya.
O ataque foi atribuído ao Exército birmanês pelo movimento rebelde Exército de Arakan, uma guerrilha budista que também discrimina esta minoria.
“O Mecanismo [Independente de Investigação da ONU para Myanmar] investiga denúncias de crimes internacionais muito graves que estão a ser cometidos atualmente no estado de Rakhine por autores de diferentes etnias, religiões e afiliações políticas”, apontou Nicholas Koumjian num comunicado.
O responsável pela investigação do mecanismo da ONU concluiu ontem uma visita oficial de seis dias ao Bangladesh, país para onde fugiram mais de 154 mil rohingya desde o início de 2024 devido à violência exercida contra esta minoria durante o conflito entre o Exército de Arakan e o Exército birmanês.
“Muitos rohingya partilharam comigo as suas experiências recentes e traumáticas que os levaram a procurar refúgio no Bangladesh e estes testemunhos são cruciais para fazer avançar as nossas investigações”, salientou Koumjian.
Esta perseguição junta-se à sofrida pelos rohingya durante a brutal campanha lançada pelo Exército em Agosto de 2017, que levou mais de 720.000 membros desta etnia a fugir também para o Bangladesh.
Segundo dados da ONU, mais de 1,2 milhões rohingyas estão em campos de refugiados localizados no território de Cox’s Bazar, no Bangladesh — a maior rede de campos do mundo.
Koumjian defendeu a necessidade de “pôr fim à violência contra a população civil” e de que os responsáveis respondam perante a justiça, apontando estas medidas como “passos cruciais para garantir que a comunidade rohingya possa regressar aos seus lares de forma segura”.
Este mecanismo da ONU, criado em 2018, forneceu material ao Tribunal Penal Internacional (TPI), às autoridades da Argentina, que abriram um processo em 2024 com base na jurisdição universal, e ao Tribunal Internacional de Justiça, no âmbito dos casos iniciados para investigar o possível genocídio contra o povo rohingya.
A campanha de repressão do exército de Myanmar contra esta minoria foi descrita pela ONU como uma limpeza étnica. Myanmar, de maioria budista, não reconhece esta minoria e impõe múltiplas restrições aos rohingyas, nomeadamente a liberdade de movimentos.
O piloto Rodrigo Almeida terminou a época da Porshe Carrera Cup Asia 2026 no terceiro lugar da classificação geral, após o último fim-de-semana de competição (10 e 11 de Outubro), em Singapura.
Integrado na equipa Phantom Global Racing, o resultado permitiu-lhe fechar o campeonato no pódio. Depois de lutar pelas primeiras posições na corrida de sábado, Rodrigo Almeida arrancou de terceiro na corrida de domingo, com um ritmo que lhe permitiu disputar o pódio. O desfecho não correspondeu, porém, ao que o piloto e a equipa esperavam.
“Saio deste fim de semana com sentimentos mistos, mas sobretudo orgulhoso de tudo o que conseguimos ao longo da época. Dei sempre o meu melhor, lutei até ao fim e procurei também contribuir para os objectivos da equipa”, afirmou Rodrigo Almeida.
O piloto destacou ainda o contributo da equipa, dos patrocinadores e dos parceiros para o resultado alcançado. “Um enorme obrigado a toda a equipa por todo o trabalho, dedicação e apoio ao longo desta temporada. E, claro, aos meus patrocinadores e parceiros oficiais, que tornam tudo isto possível. Este resultado também é vosso”.
Apesar de um final exigente em Singapura, Rodrigo Almeida faz um balanço positivo da participação na Carrera Cup Asia. “Não foi o final que idealizámos, mas fechar o campeonato no TOP 3 à geral é motivo de orgulho. Agora é aprender, continuar a trabalhar e voltar ainda mais forte”.
Com a participação na Porsche Carrera Cup Asia 2026 concluída, Rodrigo Almeida prepara-se, agora, para a próxima prova do Supercars Endurance, que decorrerá de 6 a 8 de Novembro, em Jerez de la Frontera, Espanha. O piloto chega a esta etapa na liderança do campeonato.
Secretário de Estado da Ciência e Ensino Superior defende maior ligação entre universidades, investigação científica e sector produtivo
O Secretário de Estado da Ciência e Ensino Superior, Edson da Graça Francisco Macuácua, considera que o ensino superior, a investigação científica e a inovação são pilares fundamentais para o desenvolvimento sustentável de Moçambique e para a conquista da independência económica do país.
O governante falava esta segunda-feira, 12 de Outubro, na cidade da Beira, durante a aula inaugural da Primeira Conferência Internacional de Pesquisa, organizada pela Universidade Adventista de Moçambique, sob o lema “O Papel da Investigação Científica, Inovação e Ensino Superior no Desenvolvimento Sustentável de Moçambique”.
Na ocasião, Macuácua defendeu que o desenvolvimento do país não deve depender apenas da exploração dos recursos naturais, das reservas de gás ou das terras aráveis, mas também da capacidade intelectual, científica e criativa dos moçambicanos.
Segundo o governante, as instituições de ensino superior devem assumir um papel activo na procura de soluções para os problemas que afectam as comunidades, privilegiando a qualidade do ensino, a empregabilidade e a aplicação prática do conhecimento científico.
“O nosso desafio actual mudou de escala: o nosso compromisso agora é com a qualidade, relevância e empregabilidade”, afirmou, sublinhando que as universidades não devem limitar-se à formação de graduados, mas preparar cidadãos críticos, líderes éticos e profissionais capazes de responder às necessidades do mercado de trabalho e aos desafios do país.
O Secretário de Estado destacou igualmente a importância da investigação científica na procura de soluções para os efeitos das mudanças climáticas na agricultura, no combate às doenças endémicas e na gestão sustentável dos recursos naturais.
Para Macuácua, a produção de conhecimento científico nacional permite reduzir a dependência de soluções estrangeiras e reforçar a capacidade de Moçambique para determinar o seu próprio rumo de desenvolvimento.
O governante defendeu ainda que os resultados da investigação devem chegar às comunidades e contribuir para a formulação de políticas públicas eficazes, para a melhoria dos serviços e para o bem-estar dos cidadãos.
No domínio da inovação, considerou fundamental criar condições para que os jovens transformem ideias em empresas, tecnologias em postos de trabalho e projectos de investigação em soluções aplicáveis ao mercado.
Neste contexto, saudou a inauguração da incubadora de inovação e negócios da Universidade Adventista de Moçambique, realizada no domingo, 11 de Outubro, considerando a iniciativa uma oportunidade para estimular o empreendedorismo juvenil e a criação de emprego.
Macuácua defendeu igualmente uma maior colaboração entre as universidades e o sector produtivo, de modo a transformar o conhecimento académico em iniciativas economicamente viáveis e capazes de responder às necessidades da sociedade.
Entretanto, anunciou que o Governo está a preparar uma proposta de Lei de Investigação Científica, com vista a melhorar a regulamentação do sector. Está também em preparação a Primeira Conferência Nacional de Investigação Científica, que deverá contribuir para impulsionar a pesquisa e reforçar a coordenação entre as instituições de ensino superior e de investigação.
O governante considerou que o cumprimento dos objectivos de desenvolvimento sustentável exige uma comunidade científica forte, activa e comprometida com os desafios nacionais.
A Primeira Conferência Internacional de Pesquisa reúne investigadores, professores, estudantes e outros intervenientes do meio académico para debater o contributo da investigação científica, da inovação e do ensino superior para o desenvolvimento de Moçambique.
O suposto proprietário de uma fábrica clandestina de produção de diesel à base de óleo queimado foi detido no fim da tarde do passado sábado, no distrito de Dondo, em Sofala e foi aplicada uma multa de pouco mais de 325 mil meticais por despejos ilegal de resíduos sólidos.
A detenção, confirmada esta segunda-feira pelas autoridades, surge na sequência de denúncias de poluição ambiental e de um incêndio registado na semana passada nas imediações da unidade fabril.
De acordo com Domingos Ncuinda, delegado provincial de Sofala da Agencia Nacional para o Controlo de Qualidade Ambiental, empresa exibiu uma licença ambiental e um plano de gestão. Na altura da detenção o proprietário da fabrica não apresentou nenhum documento que lhe autoriza a produzir diesel na base de óleo queimado.
Neste momento as autoridades continuam a investigar a actividade da empresa.
Segundo moradores e trabalhadores de empresas vizinhas, a fábrica, pertencente a cidadãos de nacionalidade asiática, operava sem a devida autorização e despejava os resíduos da produção – descritos como um óleo preto e com cheiro nauseabundo – num terreno baldio por trás das instalações, local onde a comunidade possui machambas.
“Esse cheiro entra até dentro de casa. As nossas couves, o milho, tudo está a morrer por causa desse óleo preto que eles deitam”, queixam-se os residentes.
A situação agravou-se na semana passada quando uma queima alegadamente provocada para reduzir o volume de resíduos descontrolou-se.
“Houve uma queimada descontrolada. Esses chineses estão a fazer combustível de maneira ilegal. Eles têm resíduos, restos daquele combustível que não serve, deitam por trás do muro deles. Parece que quiseram diminuir a quantidade e criaram um incêndio. O fogo foi subindo até atingir a faixa da nossa empresa. Ficámos assustados”, relatou à nossa reportagem, José Saica, segurança de uma empresa contígua que presenciou o incêndio.
O fogo, de acordo com a testemunha, ameaçou a linha de transporte de energia eléctrica da zona e várias infra-estruturas. “Estamos em risco aqui. O combustível um dia que arder a sério pode nos atingir. Onde está aquele resto para eles é lixo, para nós é um perigo de vida”, acrescentou.
Contactada na altura, a empresa visada recusou-se a prestar declarações e trancou as portas à equipa de reportagem. Vídeos amadores a que tivemos acesso, alegadamente gravados no interior da unidade, mostram o combustível armazenado em pequenos recipientes.
As novas restrições impostas por Israel à entrada de pilotos e membros de tripulações estrangeiras poderão afectar pelo menos dez países africanos, obrigando várias companhias aéreas internacionais a rever os seus procedimentos de operação e a gestão dos respectivos quadros de pessoal.
A medida surge na sequência de um incidente ocorrido no mês passado, quando um copiloto de nacionalidade omanita, a bordo de um voo proveniente do Dubai com destino a Telavive, terá agredido o comandante da aeronave e tentado assumir o controlo do aparelho.
Na sequência do sucedido, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ordenou uma revisão dos procedimentos de segurança aplicáveis à aviação civil estrangeira com origem ou destino em Israel.
Ao abrigo das novas regras, pilotos e outros membros de tripulações provenientes de países que não mantêm relações diplomáticas formais com Israel ficam impedidos de entrar no território israelita.
Segundo o Times of Israel, a companhia aérea francesa Air France informou os seus funcionários de que as restrições abrangem 31 países. Por sua vez, um memorando interno da transportadora norte-americana United Airlines, citado em relatos sobre a medida, identifica 29 países afectados.
Entre os países africanos abrangidos estão a Argélia, as Comores, o Djibuti, a Líbia, o Mali, a Mauritânia, o Níger, a Somália, o Sudão e a Tunísia.
As restrições aplicam-se igualmente a funcionários com dupla nacionalidade, situação que poderá agravar as dificuldades de gestão das tripulações e provocar perturbações nas operações das companhias aéreas abrangidas, que procuram adaptar-se às novas exigências israelitas.
Dezenas de milhares de pessoas marcharam, em Bruxelas, na Bélgica, para exigir medidas urgentes de combate às alterações climáticas, incluindo o fim dos subsídios aos combustíveis fósseis, o aumento dos impostos sobre o sector e uma transição justa para fontes de energia mais limpas.
Segundo a polícia, a manifestação reuniu cerca de 45 mil pessoas, enquanto os organizadores estimaram a participação em 60 mil manifestantes. Munidos de faixas e cartazes, os participantes transportaram um globo terrestre insuflável gigante e entoaram palavras de ordem em defesa do planeta.
Organizada pela Coligação Climática, em conjunto com outras organizações ambientalistas, a marcha terminou nas imediações das instituições da União Europeia, onde os manifestantes apelaram a um maior compromisso político com a protecção ambiental.
A manifestação ocorre após um Verão marcado por temperaturas recorde e ondas de calor recorrentes em várias regiões da Europa. A Bélgica também foi afectada pelo calor intenso, enquanto incêndios florestais atingiram a reserva natural de High Fens.
Entretanto, as expectativas em relação à próxima Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, a COP31, permanecem baixas, num contexto de recuo dos Estados Unidos nos esforços internacionais de combate às alterações climáticas, sob a presidência de Donald Trump, e de perda de prioridade da agenda climática na política europeia.
No quadro das medidas ambientais da União Europeia, a Comissão Europeia propõe ainda o adiamento, de 2027 para 2028, da entrada em vigor da obrigação de apresentação de relatórios por parte dos importadores de combustíveis fósseis, ao abrigo das regras comunitárias relativas às emissões de metano.
A proposta carece da aprovação dos legisladores e dos Estados-membros da União Europeia.
A região de Micaune, no distrito de Chinde, província da Zambézia, conta com infra-estruturas reabilitadas e novas para melhorar o acesso aos serviços de saúde e facilitar a circulação de pessoas e mercadorias. As intervenções incluem a reabilitação do Hospital de Madal, a construção de uma maternidade, uma estrada e um cais na localidade de Mitange, num investimento global de cerca de 6,6 milhões de meticais.
Do montante investido, 5,6 milhões de meticais foram destinados às obras de saúde, enquanto cerca de 988 mil meticais foram aplicados na estrada e no cais.
A intervenção na área da saúde procurou responder às condições precárias em que funcionava a antiga maternidade de Madal. A estrutura era delimitada por panos, tinha cobertura sustentada por estacas de madeira e chão de terra batida, sem condições adequadas de higiene e protecção contra a chuva e o vento. Segundo a informação disponibilizada sobre o projecto, estas limitações levavam algumas mulheres a dar à luz em casa.
Com a construção da nova maternidade e a reabilitação do hospital, as instalações passaram a dispor de edifícios melhorados, com paredes e coberturas renovadas. A intervenção foi acompanhada pela entrega de equipamento hospitalar e materiais de apoio, entre os quais seis camas, sete colchões, uma marquesa para exames ginecológicos e dois carrinhos de medicação.
As obras abrangeram igualmente a estrada e o cais de Mitange, infra-estruturas importantes para as comunidades ribeirinhas. Durante a época chuvosa, as más condições da via dificultavam a circulação de pessoas e veículos, enquanto a degradação do cais condicionava o embarque e desembarque de passageiros e o transporte de mercadorias.
A conclusão destas intervenções poderá facilitar as deslocações das comunidades e o escoamento de produtos agrícolas, bem como o acesso a bens de primeira necessidade.
As infra-estruturas foram executadas pela CRONUS MINERALS, LDA., empresa do Grupo Jinan Yuxiao, no âmbito das suas acções de responsabilidade social nas zonas onde opera.
Além dos projectos agora entregues, a empresa refere ter apoiado a construção de oito escolas, quatro igrejas e 26 poços na região. Entre as intervenções na área da educação estão estabelecimentos de ensino em Chissomba e nas zonas de reassentamento de Magaza, Maleva e Magodo. Os projectos de abastecimento de água abrangem, entre outras, as comunidades de Mitange, Arijuane e Barco.
A empresa afirma que pretende continuar a apoiar iniciativas nas áreas da saúde, educação, abastecimento de água e transportes rodoviários.
Os rebeldes houthis do Iémen reivindicaram novos ataques com mísseis e drones contra aeroportos e instalações energéticas na Arábia Saudita, numa altura em que se intensificam os confrontos entre o grupo e a coligação liderada por Riade. Em resposta, a coligação prometeu reagir com firmeza, enquanto prosseguem os ataques aéreos contra posições houthis no Iémen.
A Autoridade Geral da Aviação Civil da Arábia Saudita informou, este domingo, que um ataque ao Aeroporto Internacional Rei Khalid, na capital, Riade, provocou a morte de um cidadão paquistanês e feriu outras 11 pessoas.
Anteriormente, a coligação liderada pela Arábia Saudita havia anunciado que um projéctil, cuja origem não foi identificada, atingiu um terminal de passageiros do aeroporto, provocando um incêndio que estava a ser controlado pelas equipas de emergência.
O aeroporto já tinha sido alvo de ataques a 8 de Outubro, que, segundo as informações divulgadas, causaram a morte de três cidadãos sauditas e vários feridos. No sábado, voltou a ser atingido, num ataque que terá provocado 12 mortos e 309 feridos, levando à suspensão temporária das operações para avaliação dos danos e reforço das medidas de segurança.
Ainda este domingo, a Autoridade Geral da Aviação Civil anunciou que o Aeroporto Internacional Rei Fahd, nas proximidades de Dammam, na Província Oriental, também foi atacado. As autoridades iniciaram a avaliação dos danos e as inspecções de segurança às instalações aeroportuárias.
Num comunicado, o porta-voz militar dos houthis, Yahya Sarea, afirmou que o grupo realizou quatro operações com mísseis e drones contra aeroportos e instalações energéticas sauditas nas últimas 24 horas. Entre os alvos indicados estão os aeroportos internacionais Rei Khalid e Rei Fahd, bem como duas instalações operadas pela empresa petrolífera saudita Aramco.
Sarea advertiu ainda que os aeroportos e o espaço aéreo sauditas, com excepção das cidades sagradas de Meca e Medina, permanecem vulneráveis a novos ataques, considerando essas áreas parte do campo de operações do grupo.
ARÁBIA SAUDITA INTENSIFICA ATAQUES NO IÉMEN
Entretanto, os ataques aéreos sauditas prosseguem nas zonas controladas pelos houthis no Iémen, numa escalada que ameaça agravar ainda mais o conflito.
Yahya Sarea afirmou que aviões de guerra sauditas realizaram 124 ataques nas últimas 24 horas, tendo como alvos a capital, Sana’a, e as províncias de Taiz, Marib, Al-Jawf, Hajjah, Hodeidah e Saada.
A estação televisiva Al-Masirah, controlada pelos houthis, noticiou igualmente que um ataque aéreo saudita atingiu o Aeroporto Internacional de Sana’a, sem avançar, numa primeira fase, informações sobre vítimas ou danos materiais.
Por sua vez, um responsável militar iemenita afirmou que a aviação saudita intensificou os bombardeamentos contra áreas controladas pelos houthis na província de Taiz, no sudoeste do país, onde os confrontos entre as forças governamentais e os rebeldes se agravaram.
COMUNIDADE INTERNACIONAL CONDENA ATAQUES
A intensificação dos combates está a suscitar preocupação internacional. O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou o ataque de sábado contra o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, alertando que os ataques contra civis e infra-estruturas civis constituem violações do direito internacional e devem cessar imediatamente.
Os Emirados Árabes Unidos, o Sudão, o Egipto, a Turquia, Israel, o Iraque, a Síria, a Palestina, o Bahrein, o Paquistão, a Rússia e a Liga Árabe também condenaram o ataque.
Perante o agravamento da situação, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Seyed Abbas Araghchi, manifestou a disponibilidade de Teerão para prestar assistência com vista à abertura de um diálogo entre a Arábia Saudita e o Iémen e à criação de condições para uma solução política.
A posição foi expressa durante uma conversa telefónica, este domingo, com o homólogo saudita, o príncipe Faisal bin Farhan bin Abdullah Al Saud, na qual ambos abordaram os últimos desenvolvimentos no Médio Oriente, segundo a agência noticiosa oficial iraniana IRNA.
Araghchi manifestou profunda preocupação com a escalada das tensões, defendendo que a insistência nas soluções militares e o afastamento das vias diplomáticas poderão agravar ainda mais a crise. O governante reiterou que os conflitos no Médio Oriente não têm solução militar.
O Iémen vive mergulhado num conflito desde finais de 2014, quando os houthis tomaram a capital, Sana’a, e vastas áreas do norte do país. Em 2015, uma coligação liderada pela Arábia Saudita interveio militarmente em apoio do Governo iemenita internacionalmente reconhecido, actualmente sediado na cidade portuária de Aden, no sul.
A retoma dos combates representa uma nova escalada do conflito, depois de uma trégua mediada pelas Nações Unidas, em 2022, ter contribuído para a redução significativa das principais hostilidades.
O Governo moçambicano anunciou o repatriamento de três cidadãos nacionais vítimas de tráfico humano na República Centro-Africana. Os cidadãos já se encontram na província de Manica, sua terra de origem, desde quinta-feira, 8 de Outubro.
O regresso resulta de várias semanas de consultas e coordenação entre o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o Governo da República Centro-Africana, que asseguraram a identificação, a protecção e o regresso seguro dos cidadãos.
Os três moçambicanos fazem parte de um grupo inicial de 14 pessoas. Deste total, sete regressaram ao país por conta própria, enquanto quatro continuam desaparecidas.
O Governo de Moçambique, em colaboração com a OIM e as autoridades da República Centro-Africana, continua a desenvolver esforços para localizar os quatro cidadãos desaparecidos e garantir o seu regresso ao país.
Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, desde que tomou conhecimento da situação, o Governo tem trabalhado, através dos canais diplomáticos, para assegurar o regresso dos cidadãos aos seus locais de origem.
O Executivo reafirma, igualmente, o compromisso de continuar a coordenar acções com a OIM para responder aos desafios da migração.