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A Federação Moçambicana de Futebol reagendou o jogo da Supertaça Mário Esteves Coluna entre a União Desportiva do Songo e Associação Black Bulls para Maputo. Assim, a partida que inicialmente seria disputada na Beira, no campo do Ferroviário local, passa para a Lalgy Arena, recinto dos “touros”. 

A decisão deve-se ao pedido das duas equipas, que reclamam os altos custos logísticos, sobretudo relacionados com a deslocação e alojamento para a capital provincial de Sofala. 

O jogo, que vai marcar a abertura oficial da época futebolística nacional, será disputado no dia 21 de Março, às 18h30. Esta será a primeira vez que a Lalgy Arena vai acolher um jogo oficial no período nocturno.

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O embaixador do Japão em Moçambique diz que a cooperação entre os dois países não deve limitar-se à indústria extractiva e anuncia uma conferência de investimento para explorar novas potencialidades com destaque para a agricultura. O embaixador falou na Cidade de Maputo na celebração do sexagésimo aniversário do imperador do Japão.

A comunidade japonesa em Maputo juntou na capital do país várias personalidades, nacionais e estrangeiras, para a celebração do 66o aniversário do imperador do Japão, um evento tradicional do calendário japonês que, na diáspora, serve para fortalecer as relações comerciais e culturais.

Moçambique tem relações diplomáticas com o Japão desde 1977 e nos últimos anos, as trocas comerciais das partes tendem a crescer, mas os asiáticos entendem que não se devem resumir à indústria extractiva.

O aniversário do imperador japonês é celebrado a 23 de Fevereiro e na Cidade de Maputo juntou académicos, políticos e corpo diplomático.

A Zâmbia decidiu suspender a assinatura de um acordo de financiamento para a saúde proposto pelos Estados Unidos da América, no valor de cerca de mil milhões de dólares. Para justificar a posição, o país diz que certas cláusulas do documento não estão alinhadas com os interesses nacionais. 

Trata-se de um acordo que  visava apoiar o sector da saúde da Zâmbia na área de saúde materno-infantil e na prevenção e  tratamento de doenças como  HIV/SIDA e malária.

A suspensão da assinatura do acordo surge após a Zâmbia discordar de parte das cláusulas previstas no documento, sendo que o país  deveria co-financiar o projecto com 340 milhões de dólares. 

Da parte norte-americana, o acordo permitiria o desembolso de  mais de mil milhões de dólares em financiamento para os próximos cinco anos, e visava, entre outros aspectos,   melhorar a preparação zambiana para fazer face à epidemias.

O acordo, cuja conclusão estava prevista para Novembro de 2025, foi suspenso depois de versões alteradas do documento terem gerado divergências. 

Entre as cláusulas de que a Zâmbia não concorda está uma parceria no sector mineiro com Washington, não sendo pela primeira vez que um país africano rejeita acordos semelhantes  devido às preocupações relacionadas com a cedência aos EUA de minerais críticos tal como foi o caso do Zimbabwe. 

Recorde-se que em África, pelo menos 16 países já assinaram acordos para o financiamento à saúde incluindo Nigéria, Uganda e Quénia.

Moçambique volta a marcar posição nas instâncias internacionais do futebol, com a integração de dirigentes nacionais em Comités da FIFA para o mandato 2025–2029.

O Presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Feizal Sidat, passa a integrar o Comité de Futebol de Praia da FIFA, um órgão que zela pela preparação e organização dos campeonatos mundiais de futebol de praia.

Já Arão Filipe, Membro da Direcção Executiva da FMF, assume funções no Comité das Federações-Membro, órgão estratégico que monitoriza as relações entre a FIFA e as suas 211 associações nacionais, tratando de questões de governança, suspensões e filiações.

Estas nomeações representam confiança, responsabilidade e reconhecimento do trabalho que vem sendo desenvolvido pela FMF em prol do crescimento do futebol moçambicano.

O número total de mortos na actual época das chuvas no País subiu para 242, com registo de praticamente 869 mil pessoas afectadas, desde Outubro, segundo a actualização feita esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Gestão de Desastres.

De acordo com informação da base de dados do INGD, actualizada ao princípio da tarde de ontem, são contabilizadas mais dois mortos acontecidos em Gaza, face ao balanço de quarta-feira.

Foram afectadas 868.874 pessoas na presente época das chuvas, correspondente a 200.790 famílias, havendo também 12 desaparecidos e 331 feridos, segundo o mesmo balanço.

Só as cheias de Janeiro provocaram, pelo menos, 27 mortos, afectando 724.131 pessoas, e a passagem do ciclone Gezani em Inhambane, entre 13 e 14 de Fevereiro, causou mais quatro mortos e afectou 9.040 pessoas, segundo os dados actualizados do INGD sobre a época das chuvas.

Um total de 15.312 casas ficaram parcialmente destruídas, 6.151 totalmente destruídas e 183.824 inundadas, na presente época chuvosa. Ao todo, 302 unidades de saúde, 83 locais de culto e 713 escolas foram afectadas em cinco meses.

Os dados do INGD indicam ainda que 555.040 hectares de áreas agrícolas foram afectados neste período, 288.016 hectares dos quais dados como perdidos, atingindo 365.784 agricultores.

Também 530.998 animais morreram, entre bovinos, caprinos e aves, e foram afectados 7.845 quilómetros de estrada, 36 pontes e 123 aquedutos.

Desde Outubro, o Instituto Nacional de Gestão de Desastres activou 149 centros de acomodação, que albergaram 113.478 pessoas, dos quais 27 ainda estão activos, com pelo menos 20.297 pessoas.

 

Subiu para nove os detidos devido ao desvio de donativos em Xai-Xai, depois que esta quinta-feira a vereadora de Acção Social e Coordenação Institucional que andava fugitiva, ter sido encontrada e detida, também no esquema de desvio de donativos, e mais três funcionários públicos na capital de Gaza.

Na capital provincial de Gaza, Xai-Xai, o caso de desvio de ajuda humanitária continua a se desenrolar com novos desdobramentos. Entre a noite de quarta-feira e a manhã desta quinta-feira, novas detenções foram realizadas em Chibuto e Xai-Xai, elevando para sete o número de pessoas detidas em conexão com o caso.

Ao cair da tarde desta quinta-feira, o número de detidos subiu para nove, incluindo o director do Serviço Distrital de Infraestruturas de Xai-Xai. O grupo de nove indiciados também inclui a administradora de Xai-Xai, a directora do gabinete da Governadora de Gaza, e a vereadora das finanças do município.

Todos estão sendo ouvidos desde as 12h nas instalações do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral, acusados de desviar donativos destinados às vítimas das cheias na cidade.

O local permanece sob forte aparato policial, sem permissão para captação de imagens. Fontes ligadas ao processo informaram que ao menos cinco indiciados já prestaram depoimento na primeira audiência, que pode prosseguir ainda nas próximas horas, sem previsão de encerramento.

Desde as primeiras horas do dia de ontem, órgãos de comunicação social acompanhavam a movimentação nas imediações da Procuradoria Provincial, que, apesar de prometer detalhes sobre o processo, declinou prestar declarações, aumentando o clima de suspense em torno do caso.

O Serviço Nacional de Investigação Criminal, SERNIC, informou que a investigação está em continuidade e poderá resultar na ampliação das detenções e na responsabilização de todos os envolvidos no esquema, que privou milhares de famílias carenciadas de ajuda fundamental.

Segundo dados oficiais, os produtos e bens desviados estão avaliados em 350 mil médicas, afectando uma cidade de pouco mais de 35 mil habitantes que perderam casas e bens devido às cheias.

A nossa equipa de reportagem em Xai-Xai segue em cobertura especial do interrogatório, prometendo novas actualizações à medida que o caso evoluir.

O presidente do Conselho de Administração do Moza Banco efectuou uma visita às instalações do Grupo SOICO, em KaTembe, onde percorreu diversos compartimentos da empresa, com destaque para a área de produção de conteúdos.

Acompanhado pelo presidente do Conselho de Administração do Grupo SOICO, Manuel Soares, o responsável máximo do banco, recebeu explicações detalhadas sobre o funcionamento técnico e editorial da estação, incluindo os estúdios e os centros de produção.

Durante a visita, o PCA do Moza Banco manifestou satisfação com a evolução das infra-estruturas do grupo, sublinhando a modernização registada nos últimos anos.

“Tive a oportunidade de visitar as antigas instalações e ver o que hoje temos aqui. Acho que, como grupo moçambicano, devemos estar todos orgulhosos, porque, em termos de instalações e capacidade técnica, não ficamos a dever a ninguém”, afirmou, acrescentando ser gratificante constatar que os moçambicanos são capazes de produzir conteúdos mediáticos com elevados padrões de qualidade.

Manuel Soares destacou ainda o papel da STV no panorama televisivo nacional, defendendo que a estação marcou uma nova etapa na comunicação social do País.

“No nosso panorama televisivo, há um antes e um depois da STV. Foi a primeira televisão privada a surgir e contribuiu para a formação de novos profissionais, criando oportunidades de crescimento no sector. Sobretudo, trouxe a busca pela verdade e pela notícia confirmada, com credibilidade”, referiu.

O Moza Banco é considerado uma das principais instituições financeiras de Moçambique. Esta foi a primeira vez que um dirigente máximo do banco visitou as instalações do Grupo SOICO, reforçando os laços institucionais entre as duas entidades.

O comércio regional Afircano continua muito abaixo das expectativas dos países, apesar dos vários apelos, acordos e adopção de políticas, como é o caso do AfCFTA – Zona de Comércio Livre Continental Africana, um acordo que liga 55 países do continente.

A primeira-ministra, Benvinda Levi, que conhece a realidade, desafiou os países a adopção de mecanismos mais actuantes por forma que, como resultado das transações comerciais melhore a distribuição de riqueza e, consequentemente, reduza a pobreza.

Levi entende que “o comércio é um instrumento de transformação estrutural”, por isso um imperativo de segurança alimentar.

“É um meio para industrializar, criar empregos dignos, reduzir a pobreza e promover prosperidade partilhada”.

A primeira-ministra referiu-se ainda ao facto de o continente ser “rico em recursos naturais”, com 30% das reservas minerais globais e 65% das terras aráveis não cultivadas, mas nada disso estar a significar riqueza para os países, nem para as populações. Fez questão de arrolar o que considera desafios.

“Insegurança alimentar, déficit energético que afecta centenas de milhões de pessoas,  níveis de comércio intra-africano ainda abaixo de 20%, dependência excessiva de exportação de matérias-primas e vulnerabilidade aos choques extremos recorrentes. Temos que transformar todo este nosso potencial em prosperidade para os povos de nossos países”.

Para inverter o cenário, a Primeira-ministra apelou ainda a reformas estruturais nas políticas comerciais.

“Uma reforma equilibrada da Organização Mundial do Comércio – OMC, que preserva o consenso e restaurar um sistema eficaz de resolução de litígios, sendo fundamental que a modernização das regras globais reconheça as assimetrias estruturais das nossas economias, de modo a garantir que o comércio internacional seja de facto motor de desenvolvimento inclusivo; uma abordagem justa nas negociações agrícolas que nos levem a corrigir as distorções prejudiciais aos nossos produtores, uma vez que, para a África, a agricultura não significa apenas uma estatística comercial; e um enquadramento do comércio eletrónico que promove a inclusão digital, a capacitação tecnológica e a transferência de conhecimento”.

A artista plástica moçambicana Mafalda Vasconcelos estreia-se numa exposição individual, intitulada “O outro lado de vênus”. A exposição será inaugurada, nesta quarta-feira, às 18 horas, na Fundação Fernando Leite Couto.

Para quem já conhecia o universo da artista será a confirmação, mas quem a desconhece poderá descobrir um universo de imaginação, observação e criação à volta do feminino, como o princípio do belo na humanidade. 

Mafalda Vasconcelos apresenta-se agora no seu solo pátrio, com o trabalho a ser apresentado com a curadoria de Yolanda Couto.

O desenho e a pintura a óleo constituem o centro da sua produção. Para a artista, a arte é um exercício de introspecção, um meio de revelar emoções e pensamentos profundos, em diálogo constante com a sua identidade e história. Os seus retratos, vibrantes e íntimos nascem das mulheres da sua família e das suas próprias experiências enquanto mulher, procurando suspender o tempo e criar um encontro silencioso e duradouro com quem os contempla.

Numa leitura à obra de Mafalda Vasconcelos, a escritora Eliana N’zualo constata que “Cada obra traz elementos naturais, como árvores e flores, incorporando materiais orgânicos que ressaltam a conexão íntima entre a Mulher e a natureza”. A exposição remete à figura de Vênus, a deusa da fertilidade, que simboliza não apenas a fecundidade da terra, mas também a fertilidade de ideias e emoções. 

Mafalda Vasconcelos cresceu envolvida por múltiplas influências culturais: europeias, africanas e australianas, que moldaram desde cedo o seu olhar sensível sobre o mundo. O amor pela arte despertou por volta dos 9 anos, de forma íntima e espontânea quando criava as suas primeiras peças, sentada ao lado da sua avó de origem Nharinga, na Zambézia.

O peso da dívida da África do Sul está a estabilizar-se pela primeira vez em quase duas décadas, anunciou o Ministro das Finanças na quarta-feira. A economia  do país mostra sinais de recuperação.

A África do Sul conquistou sua primeira grande melhoria de crédito em 17 anos. 

Segundo o Ministro das Finanças do país Godongwana, que falava nesta quarta-feira ao parlamento, a dívida vai estabilizar e continuará a cair nos próximos anos. 

Espera-se que a dívida, que atingiu um recorde próximo a 80% do PIB, diminua para 77,3% em 2026/27 e caia ainda mais para 76,5% em 2028.

O país também foi removido da lista cinzenta do observador global de lavagem de dinheiro. Godongwana chamou isso de sinais de credibilidade restaurada, de resiliência renovada.

Para este e próximo ano o governo planeia gastar 2,67 trilhões de rands com o financiamento de paz e segurança aumentando para 291,2 bilhões de rands até 2028.

Isso segundo o Ministro das Finanças  vai financiar a implantação do exército juntamente com a polícia em áreas de alta criminalidade, à medida que as autoridades enfrentam criminalidade violenta persistentemente elevada  com média de cerca de 60 assassinatos por dia.

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