Trabalhadores de uma fábrica de fundição de ferro, de capitais chineses, localizada na cidade da Beira, denunciam alegados maus tratos e agressões físicas no interior da empresa, apontando como autores agentes de uma empresa de segurança privada contratada para prestar serviços no local.
Segundo os denunciantes, as agressões são praticadas com recurso a varões de ferro e ocorrem durante o horário laboral, alegadamente como forma de punição sempre que um trabalhador comete algum erro ou quando se verifica o desaparecimento de bens nas instalações da fábrica.
Os trabalhadores afirmam viver num ambiente marcado pelo medo e pela intimidação. Sustentam ainda que estas práticas decorrem há vários meses e que muitos funcionários já foram vítimas das alegadas agressões, mas receavam apresentar queixa por dependerem do emprego para o sustento das suas famílias.
No dia em que a equipa de reportagem se deslocou à fábrica, o gestor da empresa, ao aperceber-se de que as denúncias haviam chegado à comunicação social, terá contactado um indivíduo que, segundo os trabalhadores, se apresentou como inspector. Os denunciantes suspeitam que a sua presença visava ocultar os alegados maus tratos. O referido indivíduo chegou às instalações por volta das 18 horas, mas recusou prestar quaisquer declarações à nossa equipa.
Os trabalhadores afirmam igualmente que o caso já foi participado à Inspecção do Trabalho e a outras autoridades competentes, mas alegam que, até ao momento, não foi adoptada qualquer medida para pôr termo às supostas agressões.
A equipa de reportagem procurou ouvir a direcção da fábrica e os responsáveis pela empresa de segurança privada visada nas denúncias. Contudo, até ao fecho desta edição, não foi possível obter qualquer posicionamento.
Contactados pela nossa reportagem, o sector do Trabalho e a Polícia da República de Moçambique confirmaram ter recebido as denúncias e garantiram que irão averiguar os factos.
Enquanto decorrem as averiguações, os trabalhadores dizem continuar a exercer as suas funções sob um clima de receio, aguardando que as autoridades esclareçam o caso e tomem as medidas que se mostrarem adequadas.
O Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil decidiu, na noite de sexta-feira, manter a prisão domiciliária humanitária do ex-Presidente Jair Bolsonaro, alegando que continuam a verificar-se as razões médicas que justificam a medida. Na mesma decisão, o tribunal determinou a apreensão de todas as armas de fogo registadas em nome do antigo Chefe de Estado.
Bolsonaro encontra-se em prisão domiciliária desde 27 de Março, depois de ter permanecido internado num hospital de Brasília para tratamento de uma broncopneumonia bacteriana. Durante os cerca de três meses em que cumpre a medida, foi ainda submetido a uma cirurgia ao ombro e realizou sessões de fisioterapia no âmbito do processo de recuperação.
O juiz Alexandre de Moraes concluiu que persistem os fundamentos humanitários que sustentam a prisão domiciliária, mantendo inalteradas todas as condições anteriormente impostas. Desta vez, contudo, a decisão não estabelece um prazo para a reapreciação da medida.
No mesmo despacho, Alexandre de Moraes revogou o porte de arma de Jair Bolsonaro, anulando igualmente o seu registo de Coleccionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC). O ex-Presidente dispõe de 48 horas para entregar todas as armas de fogo registadas em seu nome.
A decisão surge semanas depois de um elemento da equipa de segurança de Bolsonaro ter sido intercetado pela polícia durante uma operação de fiscalização rodoviária, transportando uma pistola registada em nome do antigo governante.
Chamado a prestar esclarecimentos às autoridades judiciais, Bolsonaro afirmou que mantinha a arma em casa por razões de segurança e que a entregou ao militar para que fosse submetida a reparação.
Os Estados Unidos da América anunciaram que vão impedir que as Nações Unidas financiem a Missão de Apoio e Estabilização da União Africana na Somália (AUSSOM), numa decisão que poderá comprometer o futuro da força de paz destacada naquele país.
De acordo com uma nota diplomática enviada à União Africana e consultada pela Reuters, Washington manifestou a intenção de bloquear qualquer utilização de fundos das Nações Unidas para apoiar a missão.
No ano passado, o orçamento da AUSSOM ascendeu a cerca de 190 milhões de dólares norte-americanos. Contudo, o financiamento tem-se tornado cada vez mais difícil, originando um défice significativo de recursos.
Os Estados Unidos são um dos principais financiadores do Escritório de Apoio das Nações Unidas na Somália (UNSOS), cujo orçamento total deverá ultrapassar os 500 milhões de dólares este ano.
A missão da União Africana integra militares do Uganda, Quénia, Etiópia e de outros países africanos, estando destacada na Somália desde 2009 para apoiar o Governo Federal no combate à instabilidade e às ameaças à segurança.
A força depende em grande medida do apoio logístico das Nações Unidas, que asseguram serviços como transporte de tropas, assistência médica e logística operacional.
Na sequência da decisão norte-americana, a União Africana informou os membros do seu Conselho de Paz e Segurança, alertando que a posição de Washington poderá ter implicações significativas para a continuidade da missão.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem adoptado uma posição cada vez mais crítica em relação à Somália, responsabilizando o Governo somali pela presença de imigrantes daquele país em território norte-americano e impondo uma proibição de viagens aos cidadãos somalis.
Até Dezembro deste ano, a estrada ANE-CHUIBA na cidade de Pemba estará concluída. A garantia foi dada hoje pelo edil de Pemba, no acto da retoma das obras após pressão da população exigindo a sua renúncia do cargo de edil.
Quase uma semana depois da população ter pedido a renúncia do Presidente do Município de Pemba por alegadas falsas promessas, o edil da cidade convocou a imprensa para anunciar a retoma das obras da Estrada ANE-CHUIBA.
Desta vez o edil de Pemba está convicto que as obras vão ser concluídas, mas até agora, o município ainda não conseguiu o montante necessário para conclusão da estrada
As obras da estrada ANE-CHUIBA tem uma extensão de quatro mil e seiscentos metros de extensão, e nesta última fase, vai custar cerca 350 milhões de meticais.
O Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, anuncia a conclusão das obras de reabilitação da estrada Quelimane–Namacurra, com cerca de 70 quilómetros de extensão. Segundo o governante, faltam apenas neste momento observar um troço de 4,6 quilómetros na entrada da cidade de Quelimane.
As obras arrancaram no segundo semestre de 2020 e tinham conclusão prevista para 2023. No entanto, diversos constrangimentos, sobretudo fenómenos climáticos extremos, condicionaram o cumprimento dos prazos inicialmente estabelecidos.
O ministro dos transportes e logística, João Matlombe, deslocou-se ao local para avaliar o andamento dos trabalhos e anúncio a conclusão dos trabalhos.
No âmbito do programa Mais Estradas, o ministro visitou igualmente o troço Malei–Maganja da Costa, com o objetivo de aferir o nível de preparação da província para o arranque das obras. O projeto encontra-se atualmente na fase de concurso público.
Ainda em Quelimane, Matlombe visitou a área destinada à implantação de um terminal de combustíveis, uma infraestrutura prevista no âmbito do projeto de concessão do Porto de Quelimane, recentemente aprovado pelo Conselho de Ministros.
De acordo com o ministro, o terminal será estratégico para reforçar a capacidade logística da região e responder à procura crescente de combustíveis, incluindo para o mercado do Malawi.
Moçambique procura reforçar a sua presença económica na Tanzânia, através da participação na 50.ª edição da Feira Internacional de Dar es Salaam (Saba Saba), que decorre entre os dias 3 e 4 de Julho. O evento será presidido pelos Chefes de Estado da Tanzânia e de Moçambique, sendo que o Presidente da República, Daniel Chapo, participa na qualidade de convidado de honra e irá proferir o discurso oficial de abertura.
Daniel Chapo já se encontra em Dar es Salaam, capital económica da Tanzânia, onde se faz acompanhar pelo secretário de Estado do Comércio, António Grispos, pelo secretário de Estado do Tesouro, além de quadros da Presidência da República. À chegada, o Chefe de Estado reuniu-se, à porta fechada, com a delegação moçambicana e membros da comunidade moçambicana residente naquele país.
“Estamos aqui para acompanhar o Presidente da República nesta missão, que não representa apenas um acto político, mas também reflecte as excelentes relações que Moçambique mantém com a Tanzânia, nos domínios político, económico e social”, afirmou António Grispos, secretário de Estado do Comércio, no fim do encontro, sublinhando que a presença moçambicana na Tanzânia vai muito além da componente política.
O governante recordou que a escolha de Moçambique para convidado de honra da feira resulta da histórica relação entre os dois países.
“Não é por acaso que o Presidente da República foi convidado para inaugurar esta feira. Este convite é resultado da forte relação histórica, política, económica e social que une os dois países e os seus povos, bem como da estreita cooperação entre os respectivos governos. Moçambique tem participado de forma estratégica em feiras internacionais consideradas prioritárias, por serem importantes para consolidar ou expandir relações económicas e comerciais. Há cerca de duas semanas, por exemplo, o país participou na Feira Internacional da Argélia, com uma representação de alto nível”, afirmou.
Moçambique e a Tanzânia mantêm uma parceria económica estratégica, sustentada pela proximidade geográfica, pela integração regional no âmbito da SADC e por uma extensa fronteira comum, que facilita o comércio transfronteiriço. Em 2023, o comércio bilateral atingiu cerca de 57,8 milhões de dólares, embora os dois governos reconheçam que este valor permanece muito abaixo do potencial existente. Agricultura, energia, transportes, pescas, turismo e comércio de bens e serviços figuram entre os principais sectores de cooperação.
Nos últimos anos, os dois países intensificaram os esforços para dinamizar o investimento e aumentar as trocas comerciais. Em Maio de 2025, acordaram criar uma Comissão Económica Conjunta para eliminar barreiras ao comércio, facilitar a circulação de pequenas e médias empresas através de regimes simplificados de comércio fronteiriço e reforçar a cooperação em áreas como infra-estruturas, petróleo e gás, economia azul e desenvolvimento agrícola. A iniciativa pretende transformar a histórica relação política entre os dois Estados numa parceria económica mais sólida e mutuamente vantajosa.
Segundo António Grispos, a feira constitui uma plataforma para ampliar a presença das empresas moçambicanas no mercado tanzaniano.
“A Tanzânia é um parceiro estratégico de Moçambique. Para além da proximidade geográfica, existem empresas tanzanianas a operar em Moçambique, em sectores como a logística e os combustíveis. Ao mesmo tempo, esta feira representa uma oportunidade para as empresas moçambicanas explorarem novos mercados, diversificarem os seus negócios e estabelecerem novas parcerias.”
O secretário de Estado do Comércio acrescentou que a crescente interacção entre os sectores privados dos dois países reforça as perspectivas de cooperação económica.
“É esse o propósito da nossa participação: fortalecer as relações económicas entre os dois países, abrir novas oportunidades de negócio e contribuir para a estratégia do Governo de promoção da independência económica, através da diplomacia económica e do reforço da cooperação regional”, concluiu.
A visita oficial de Daniel Chapo termina com uma deslocação às obras da futura Chancelaria do Alto-Comissariado de Moçambique em Dar es Salaam. Da agenda consta ainda uma visita à viúva do primeiro Presidente da Tanzânia, Julius Nyerere, antes da reunião de balanço da missão com a delegação moçambicana.
O Presidente da República e Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança (FDS), Daniel Chapo, efectuou, esta quinta-feira, uma visita de trabalho ao Teatro Operacional Norte (TON), nos distritos de Mueda e Mocímboa da Praia, para avaliar a evolução da situação de segurança, fortalecer a coordenação das operações militares e transmitir novas orientações às FDS no âmbito do combate ao terrorismo.
A jornada iniciou no distrito de Mueda, onde o Chefe do Estado manteve um encontro de trabalho com o Comando da Força Local. Na ocasião, inteirou-se da situação operacional, informou-se dos progressos que estão a ser registados, ouviu as principais preocupações e desafios enfrentados no terreno e encorajou os combatentes a prosseguirem a sua missão com determinação, disciplina e patriotismo, destacando o papel decisivo da Força Local na protecção das populações e na defesa da soberania nacional.
De Mueda, o Presidente da República seguiu para o distrito de Mocímboa da Praia, onde reuniu com o Comando do TON, tendo recebido uma actualização sobre a evolução das operações militares e definido novas directrizes para o reforço da ofensiva contra os grupos terroristas. Na sequência, Daniel Francisco Chapo anunciou a transferência do Comando do TON de Pemba para Mocímboa da Praia, uma decisão estratégica destinada a aproximar o centro de comando das principais zonas de operações.
“Tomámos a decisão de transferir o Comando do Teatro Operacional Norte de Pemba para aqui em Mocímboa da Praia para estarmos mais próximos do centro das operações e do núcleo do combate aos terroristas. A partir daqui estamos mais próximos de Palma, Macomia, Quissanga e dos restantes distritos da zona norte”, sublinhou o Presidente da República.
O Comandante-Chefe explicou que a instalação do Centro de Operações em Mocímboa da Praia permitirá uma resposta mais célere e eficaz às ameaças terroristas, reforçando a coordenação das operações militares. Por conta disso, esclareceu que “Mocímboa da Praia já se transformou no centro de operações do Teatro Operacional Norte. Queremos continuar a desferir golpes cada vez mais fortes contra os terroristas até colocarmos definitivamente fim ao terrorismo.”
O Presidente da República reafirmou igualmente o compromisso do Governo de continuar a investir no fortalecimento das capacidades das FDS, através da construção de infra-estruturas, do reforço da logística, da modernização dos equipamentos e da intensificação da formação e do treino. “Vamos investir na construção das nossas infra-estruturas, no Centro de Operações em Mocímboa da Praia, no equipamento, na logística, na formação e em tudo o que for necessário para termos Forças de Defesa e Segurança cada vez mais fortes”, asseverou.
Daniel Francisco Chapo sublinhou que o reforço da segurança em Cabo Delgado já está a produzir resultados concretos, reflectidos na retoma dos grandes investimentos económicos na província. “O projecto da Total foi retomado, assinámos a decisão final de investimento (FID, na sigla em inglês) do Coral Norte e esperamos assinar ainda este ano a FID do projecto da ExxonMobil. Estes avanços demonstram que a situação de segurança melhorou”, frisou o Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança.
O Chefe do Estado enfatizou que o fortalecimento das Forças de Defesa e Segurança representa um compromisso permanente do Estado moçambicano com a defesa da independência, da soberania e da integridade territorial. “A nossa independência custou muito sangue. Temos de continuar a defender a nossa soberania, a nossa integridade territorial e a paz, para garantirmos o desenvolvimento do nosso País”.
Dirigindo-se aos efectivos destacados no TON, o Comandante-Chefe transmitiu uma mensagem de reconhecimento pelo empenho e coragem demonstrados no cumprimento da missão. “Em nome do povo moçambicano, queremos dizer-vos que estamos juntos. De segunda a segunda-feira, vinte e quatro horas por dia, acompanhamos as operações e continuaremos a criar melhores condições para que possam cumprir a vossa missão.”
A visita do Presidente da República ao Teatro Operacional Norte reafirma o compromisso do Governo com a consolidação da paz, a derrota definitiva do terrorismo e a criação de condições de segurança que permitam acelerar a recuperação económica, o regresso definitivo das populações às suas zonas de origem e o desenvolvimento sustentável da província de Cabo.
O pagamento do subsídio aos transportadores está a gerar barulho. Depois de garantir que os pagamentos do primeiro mês tinham sido feitos a todos os operadores licenciados, a Federação Moçambicana das Associações dos Transportes Rodoviários (FEMATRO) apresentou ontem uma nova versão, admitindo que ainda há transportadores não abrangidos.
“A ATAB é nosso membro e nós apresentamos esta questão junto ao Ministério dos Transportes e Logística. A preocupação de até hoje não terem sido pagos, a resposta que nos deram é que o Ministério está a trabalhar juntamente com a direcção provincial de Sofala e o município para o seu pagamento”, explicou Castigo Nhamane.
Confrontado pelo “O País” sobre a turbulência nos pagamentos, o Secretário de Estado dos Transportes e Logística reafirma que o Executivo efectuou o pagamento dos subsídios referentes ao primeiro mês e sustenta que não foi informado sobre a existência de associações excluídas do processo.
“Como foi dito, o governo pagou e foi pago com a base que temos e o presidente da FEMATRO teria dito e convido até que venha ao Ministério, venha lá para podermos entregar. Com relação a Beira, vou me inteirar dos assuntos e depois poderei dar a explicação”, explica.
O facto é que enquanto não se esclarece a alegada exclusão, a FEMATRO diz que há ainda mais associações na zona metropolitana de Maputo que aderiram ao licenciamento depois do primeiro pagamento, cujo processo também foi levado ao ministério dos Transportes e Logística.
O Ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos lançou, esta quinta-feira, na cidade de Xai-Xai, as obras de emergência de reabilitação e reposição de infra-estruturas hidráulicas nas bacias dos rios Limpopo, Incomáti e Búzi. Orçadas em mais de 990 milhões de meticais, as empreitadas têm um prazo de execução de nove meses.
Na ocasião, Fernando Rafael afirmou que as obras representam um passo decisivo para reforçar a capacidade de resposta do País aos desastres naturais.
“Hoje damos início às obras de emergência de reabilitação dos diques nas bacias do Limpopo, Incomáti e Búzi, bem como à reposição de componentes críticos nas barragens de Massingir e Macarretane. Estes números demonstram que estamos perante obras de elevado impacto social e económico”, afirmou o ministro.
Na província de Gaza, será reabilitado o dique de Xai-Xai, nos troços Eduardo Mondlane–Wambau e Wambau–Chilaulene.
Segundo Fernando Rafael, a intervenção permitirá proteger cerca de 150 mil pessoas e aproximadamente 20 mil hectares de áreas agrícolas no Baixo Limpopo, reduzindo o risco de inundações e reforçando a segurança das populações.
Na bacia do Incomáti, na província de Maputo, as obras abrangerão os troços 25 de Setembro, Xinavane, Inácio de Sousa Machiana, Palmeiras–Munguene–Maragra e a Ilha Josina Machel. Nesta última, o Governo prevê proteger cerca de 100 mil pessoas e 10 mil hectares de terras agrícolas, reforçando a segurança das comunidades e da produção.
Na província de Sofala, será reabilitado o dique de Zindoga, na bacia do Búzi. A infra-estrutura é considerada estratégica para minimizar os impactos das cheias sobre as populações e as áreas de cultivo. As obras deverão beneficiar cerca de 180 mil pessoas e proteger aproximadamente 30 mil hectares de áreas agrícolas.
O programa contempla ainda intervenções nas barragens de Massingir, em Gaza, e de Macarretane, na província de Maputo. Em Massingir será reabilitado o descarregador auxiliar, incluindo a reposição de 14 comportas fusíveis.
Paralelamente, serão reabilitados os sistemas eléctricos das barragens de Massingir e Macarretane, medida que permitirá melhorar o controlo da intrusão salina no Baixo Limpopo.
No total, as intervenções nas duas barragens deverão proteger cerca de 500 mil pessoas e aproximadamente 60 mil hectares de áreas agrícolas.
Um menor de três anos de idade, raptado recentemente no bairro da Manga, na cidade da Beira, foi resgatado pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), quando estava supostamente prestes a ser vendido por 150 mil meticais.
O principal suspeito encontra-se detido e é indiciado pelos crimes de rapto e tentativa de tráfico de pessoas. Segundo o SERNIC, a operação que culminou com o resgate da criança foi desencadeada após uma denúncia feita pelo alegado comprador, que recusou concretizar o negócio e comunicou o caso às autoridades.
Contudo, o detido apresenta uma versão diferente. Em declarações à imprensa, afirmou que o suposto comprador, proprietário de uma mercearia, foi quem o incentivou ao crime. Segundo o indiciado, tudo começou quando procurava emprego naquele estabelecimento. Sem vaga disponível, o comerciante terá ficado com o seu contacto telefónico e, no dia seguinte, alegadamente propôs-lhe o rapto de uma criança em troca de dinheiro.
O suspeito alegou ainda que encontrou o menor a chorar numa via pública, aparentemente perdido, negando ter recorrido à força para o retirar do convívio familiar.
O SERNIC prossegue com as investigações para esclarecer as circunstâncias do caso, identificar todos os envolvidos e apurar a veracidade das versões apresentadas.
Entretanto, a criança foi entregue aos familiares e está a receber acompanhamento dos serviços de assistência social.

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