A Electricidade de Moçambique está a fazer uma auscultação pública aos seus clientes no bairro Polana Caniço, na cidade de Maputo. A actividade vai durar três dias, a contar a partir desta quarta-feira.
A provedoria itinerante é uma iniciativa da empresa pública Electricidade de Moçambique, que visa facilitar o atendimento ao consumidor levando os serviços para mais perto das comunidades.
“Estaremos aqui das 7h30 às 15h30 onde teremos os nossos técnicos a atenderem os clientes e ao cidadão até aquele que não tem energia pode aproximar-se, apresentar as suas questões, as suas inquietações. Aquele que tiver reclamações que ainda não foram atendidas pela EDM também pode se aproximar para apresentar. Temos uma equipa técnica que está aqui de prontidão para responder a essas situações”, explica Elsa Prata da Silva, representante da EDM.
O campo 7 de Abril, no bairro Polana Caniço na cidade de Maputo, foi o local escolhido para os utentes apresentarem as suas preocupações, na esperança de ter soluções.
“A preocupação é pedir um candeeiro, porque temos um poste ali. Ali é um sítio onde aglomeram-se esses meninos que quando fumam e assaltam pessoas. Mas com o candeeiro, acho que a situação poderá melhorar”, disse um dos utentes presentes no local.
Em função da complexidade, a EDM explica que alguns problemas serão resolvidos no momento.
“Temos aqui uma equipa técnica que está pronta para resolver as questões que serão apresentadas durante estes três dias. Obviamente, dependendo de situação para situação, mas aquelas que podemos resolver em tempo útil serão todas resolvidas em tempo útil. Aquelas que precisarem de um pouco mais tempo, de uma apreciação um pouco mais profunda, poderemos levar connosco mas na esperança e na expectativa de que serão resolvidas com a maior brevidade possível”, acrescenta Elsa Prata da Silva.
Durante os três dias, a EDM espera atender uma média de 300 consumidores.
Mais de um milhão de pessoas no Sudão do Sul correm o risco de perder a ajuda alimentar vital, alertou o Programa Mundial de Alimentos (PMA) na terça-feira.
Conflitos, deslocamentos, choques climáticos e a guerra no vizinho Sudão estão convergindo para empurrar milhões de pessoas para uma situação de vulnerabilidade ainda maior. E os cortes na ajuda internacional estão exacerbando esses efeitos, afirmou à agência da ONU.
“Hoje, 7,8 milhões de pessoas, mais da metade da população do país, lutam para encontrar comida todos os dias. 2,2 milhões de crianças e 1,2 milhão de gestantes e lactantes precisam de apoio nutricional urgente”, disse Matthew Hollingworth, Diretor Executivo Adjunto de Operações do PMA, em uma coletiva de imprensa em Genebra.
“A menos que recursos adicionais sejam garantidos, mais de um milhão de pessoas vulneráveis poderão perder o acesso a alimentos e assistência nutricional essenciais até outubro. Portanto, essa é uma situação iminente.”
O PMA afirma que atualmente enfrenta um déficit de US$ 86 milhões e uma lacuna de mais de US$ 400 milhões nos próximos seis meses.
A crise de financiamento ocorre no auge da estação chuvosa, quando os alimentos se tornam mais escassos, os preços sobem e as estradas alagadas dificultam cada vez mais o acesso humanitário.
Muitas famílias sobrevivem comendo menos, vendendo o que possuem e cortando gastos com saúde, educação e moradia.
“Embora o Sudão do Sul seja um país que enfrentou muitos desafios em sua curta existência como nação independente, estamos vendo algo diferente agora”, disse Hollingworth. “Estamos prestes a cair em um abismo financeiro em um momento em que as necessidades estão no nível mais alto dos últimos 13, 14 anos.”
A assistência alimentar continua sendo essencial para evitar uma catástrofe humanitária, afirmou a agência, mas ressaltou que ela também deve servir como uma ponte para a recuperação a longo prazo.
O documento fez um apelo ao governo do Sudão do Sul para que comece a mobilizar seus próprios fundos para apoiar seu povo.
O Presidente da República, Daniel Chapo, e o Presidente do Grupo Singita, Luke Bailes, avaliaram ontem, em Maputo, o avanço dos projectos de investimento turístico que o grupo está a desenvolver no Arquipélago de Bazaruto, numa altura em que o Chefe do Estado tem intensificado os esforços de promoção de Moçambique como destino de investimento, estando prevista a abertura do primeiro lodge da Singita no país dentro de quatro anos.
Segundo o comunicado da Presidência, no encontro, realizado no Gabinete do Presidente da República, Luke Bailes actualizou o Chefe do Estado sobre os progressos alcançados no projecto da Ilha Santa Carolina e sobre o trabalho adicional em curso em Inhassoro e Vilankulo, incluindo a participação das equipas de arquitectura responsáveis pelos empreendimentos.
“Acabei de ter uma reunião com o Presidente e atualizei-o sobre a Singita e o trabalho que estamos a fazer no Arquipélago de Bazaruto e todo o trabalho adicional que estamos a fazer em Inhassoro e Vilankulo, quem são os nossos arquitectos e quão longe chegámos até agora”.
A evolução dos projectos ocorre no contexto das iniciativas do Presidente da República para mobilizar novos investimentos e criar condições para o desenvolvimento de sectores com potencial de geração de emprego, receitas e valorização dos recursos naturais, com particular atenção para o turismo.
Segundo Luke Bailes, o Chefe do Estado mostrou-se satisfeito com os progressos alcançados, numa fase em que a empresa continua a preparar o desenvolvimento dos seus empreendimentos no país.
“E o Presidente está muito contente com os progressos até agora, e estamos todos ansiosos por finalmente abrir, mas há muito trabalho a ser feito entre agora e essa altura”.
O Presidente da Singita indicou que a empresa espera abrir o primeiro lodge em Moçambique dentro de quatro anos, devendo a Ilha Santa Carolina constituir a primeira etapa da expansão do grupo no Arquipélago de Bazaruto.
A estratégia prevê uma segunda fase de expansão no arquipélago, com a construção de uma unidade hoteleira na ponta norte da Ilha de Bazaruto. “E depois, a seguir ao projecto da Santa Carolina, faremos um hotel em Bazaruto, na ponta norte de Bazaruto”.
Fundada por Luke Bailes, a Singita é uma marca africana de ecoturismo e hotelaria de luxo que combina turismo de alto padrão, conservação da biodiversidade e desenvolvimento das comunidades locais.
O grupo possui propriedades na África do Sul, Tanzânia, Zimbabwe e Ruanda, tendo expandido a sua presença para Botswana em 2026, e estabelece como propósito de longo prazo a preservação e protecção de grandes áreas de natureza selvagem africana para as futuras gerações.
Vendedores de Chongoene voltam a protestar contra a retirada da zona de Senta Baixo. O grupo diz que o mercado de Chongoene não pertence ao governo e recusa-se a ser transferido para uma área que considera de risco, por estar numa curva acentuada da EN1. Os vendedores exigem uma solução.
Quatro semanas depois, cerca de 400 vendedores do Mercado Senta Baixa, em Chongoene, voltaram a protestar contra a transferência para o Mercado da Paz. O grupo recusa-se a abandonar o actual espaço, alegando que a alternativa indicada pelas autoridades está localizada numa zona de risco, junto a uma curva acentuada da Estrada Nacional Número Um.
Para os vendedores, a questão não se resume à mudança de local. O grupo contesta também a utilização do Mercado da Paz como alternativa, alegando que o espaço não pertence ao Governo.
“Ali não vamos entrar, porque não é o nosso espaço. Os proprietários haviam alugado o local aos chineses e, quando estes terminaram as suas actividades, devolveram-no aos proprietários. Nós, aflitos, continuamos aqui fora”, explica Miséria Chachuaio, vendedeira em Chongoene.
A insegurança junto ao Senta Baixo é outro dos argumentos apresentados pelos vendedores para rejeitar a transferência. A proximidade com a curva da EN1, dizem, coloca em risco a vida de quem trabalha e circula naquele ponto.
“Quase que acontecia um acidente. O carro saiu da via e veio na nossa direção. Um dia, os carros ainda vão acabar por nos atropelar aqui”, alerta Miséria Chachuaio.
A preocupação é partilhada por Lurdes Bocal, vendedeira em Chongoene.
“O que vamos fazer? Um carro quase atropelou as pessoas ali. E veja que esta é uma curva muito acentuada”, afirma.
Os vendedores contestam ainda as informações do Governo sobre a titularidade do Mercado da Paz e acusam as autoridades de tentar ocupar o espaço à força, sem diálogo com os proprietários.
“Aquele mercado não foi construído pelo Governo. Querem tomar de assalto e à força uma propriedade alheia, e o dono revolta-se. Os donos do espaço têm as suas tradições, mas o Governo não quer aproximar-se para dialogar; querem tomar à força por serem Governo”, acusa Marieta, representante do grupo de vendedores.
A situação, segundo os vendedores, agrava-se com as dificuldades enfrentadas por quem permanece no Senta Baixa, onde alegam existir episódios de agressão e dificuldades de circulação.
“Estamos a ser agredidos. As pessoas são obrigadas a descer pela linha férrea, carregando sacos de 25 quilogramas até Venhene”, denuncia Marieta.
Perante o impasse, o grupo pede uma intervenção das autoridades para encontrar um espaço que reúna condições de segurança para o exercício da actividade comercial.
“Queremos pedir ao Chapo que nos arranje um espaço e queremos saber para onde vamos”, apela Miséria Chachuaio.
A reivindicação ocorre num contexto de crescente insegurança no Senta Baixa, apontada como zona de concentração de pessoas e onde, nas últimas semanas, foram registados pelo menos nove casos criminais.
Entre os casos está o de um agente económico que terá sido assaltado duas vezes no mesmo dia, por grupos diferentes. Depois de perder uma motorizada para os meliantes, dois homens terão ainda tentado assaltá-lo, sem conseguir levar os 20 mil meticais que transportava quando seguia para casa.
No último caso, um estudante e o seu tio terão confessado o envolvimento no crime, alegando que pretendiam obter dinheiro para despesas de viagem e para uma tentativa de deslocação a Portugal.
“Queríamos apenas 10 ou 15 mil meticais para juntar ao 60 mil e pagar um contrato em Portugal”
Carlos Macuácua, a polícia vai reforçar a presença policial no local para travar a onda de crimes no local. Com estes últimos casos, sobe para 12 o número de agentes de carteira móvel assaltados na zona de Senta Baixa nos últimos meses.
Os administradores das áreas de conservação afirmam que os ataques terroristas começam a comprometer o desempenho e os ganhos esperados, podendo colocar em causa vários projectos desenvolvidos em benefício das comunidades vizinhas. A preocupação foi manifestada esta terça-feira, à margem da apresentação dos resultados do programa de promoção da biodiversidade, desenvolvido pela Biofund ao longo dos últimos dez anos.
Mais um ataque terrorista assolou a zona-tampão da Reserva Especial do Niassa, no passado dia 3 de Setembro. Não foi o primeiro incidente do género. A sucessão dos ataques começa a preocupar os administradores das áreas de conservação, que alertam para os impactos negativos na segurança, na conservação da biodiversidade e nos projectos de desenvolvimento comunitário.
“Gostaríamos que continuássemos a manter esta relação com as comunidades para desenvolvermos as cadeias de valor. Se há um ataque em áreas de conservação, para nós é um retrocesso, porque as comunidades passam a ter receio, medo de continuar lá a desenvolver os seus projectos. Nós mesmos, como fiscais e gestores dos parques, ficamos com o receio de estar a enfrentar guerras que não esperávamos que pudessem acontecer nas áreas de conservação”, disse João Muchanga, Administrador da Reserva Nacional do Gilé.
A preocupação foi manifestada esta terça-feira, à margem da apresentação dos resultados do programa de promoção da biodiversidade, desenvolvido nos últimos dez anos pela Biofund, que permitiu implementar diversas acções nas áreas de conservação.
“Então, é todo um problema que deve ser ultrapassado. A abertura de 65 quilómetros de picada, estabelecendo o limite sul do Parque Nacional do Gilé, a translocação de 200 búfalos, a instalação de sistemas de monitoria ecológica, incluindo o VHF, F-Ranger e coleiras GPS, bem como o reforço das estruturas de gestão nas três áreas. O Monte Mabo merece particular destaque, com a constituição legal da Associação Conserva Mabo e a recente declaração de Mabo como área de conservação comunitária”, explicou Luís Bernardo Honwana, Director-Geral da Biofund.
Para a União Europeia, o término do programa não significa o abandono dos resultados alcançados. Por isso, os parceiros prometem dar continuidade ao apoio e apelam a um maior envolvimento do sector privado na conservação da biodiversidade e no desenvolvimento das comunidades.
“A conservação e o desenvolvimento local precisam caminhar juntos. Isso exige uma análise económica sólida, cadeias de valor realistas, maior envolvimento do sector privado e soluções adaptadas às realidades locais”, afirmou Anne-Ael Pohu, representante da União Europeia.
No seminário de apresentação dos resultados, foram debatidas estratégias para o combate aos conflitos relacionados com a fauna bravia, bem como mecanismos de financiamento de projectos destinados à localização e catalogação de espécies nas áreas de conservação.
A Secretária de Estado das Artes e Cultura, Matilde Muocha, defende a revitalização da Associação dos Músicos Moçambicanos (AMMO) como ponto de partida para a resolução dos principais desafios que afectam a classe artística.
A posição foi manifestada na passada quinta-feira, 10 de Setembro, durante um encontro com a Direcção da AMMO, realizado na sede da agremiação, em Maputo, com o objectivo de analisar as preocupações dos músicos e identificar possíveis soluções.
Antes do encontro, Matilde Muocha visitou a sala de música, o estúdio de gravação e o espaço destinado à realização de espectáculos, tendo constatado as condições em que a associação desenvolve as suas actividades.
Durante a reunião, a AMMO, através do seu representante, Willy Matine, e de outros membros presentes, apresentou como uma das prioridades a realização de uma Assembleia Geral para a eleição do novo corpo directivo da associação.
Entre os desafios apontados estão igualmente a melhoria das condições de funcionamento da sala de música e do estúdio de gravação, o incumprimento da legislação sobre direitos de autor por parte dos utilizadores de obras musicais e a falta de patrocínio por parte do empresariado nacional.
A associação defendeu ainda a necessidade de serem criados mecanismos que permitam determinar a contribuição do sector da música para o Produto Interno Bruto (PIB) nacional.
Na sua intervenção, Matilde Muocha disse ter ficado positivamente surpreendida com o trabalho que encontrou na AMMO, apesar dos desafios apresentados. Sublinhou que o Governo tem a responsabilidade de acompanhar e apoiar os movimentos associativos ligados ao sector da cultura.
Segundo a governante, a AMMO é uma das associações de referência no sector cultural e criativo, não apenas pelo seu papel na congregação dos músicos, mas também por estar na génese do movimento cultural moçambicano no período pós-independência.
Para Matilde Muocha, a reorganização da associação é fundamental para que esta possa representar e defender eficazmente os interesses da classe artística.
“Espero que este contacto permita acelerar algumas reformas, sobretudo a nível estrutural, organizando a desejada e aguardada Assembleia Geral, até para legitimar a agremiação junto do Governo e parceiros”, afirmou.
A Secretária de Estado acrescentou que a associação deve organizar-se de modo a tornar-se mais acolhedora e capaz de defender os direitos dos artistas.
Matilde Muocha garantiu, igualmente, que o Governo continuará a acompanhar de perto as associações que trabalham em defesa dos artistas nacionais.
O encontro com a AMMO foi o primeiro realizado por Matilde Muocha com uma agremiação artística desde a sua indicação para o cargo, em 2025.
Quase um mês depois de a Procuradoria Provincial de Cabo Delgado ter recomendado o cancelamento do concurso para a aquisição de equipamentos destinados ao Município de Pemba, o procedimento ainda não foi revogado.
A Procuradoria já comunicou a sua posição à entidade competente, que se encontra a analisar o caso, incluindo a possibilidade de acolher a recomendação ou encontrar fundamentos que justifiquem a reconsideração do acto.
Entretanto, o Conselho Municipal de Pemba confirmou que o edil é o beneficiário efectivo da empresa municipal, defendendo que o processo decorreu com transparência e dentro dos limites legais.
Segundo o município, a legislação de prevenção e combate ao branqueamento de capitais determina a identificação das pessoas colectivas e dos respectivos beneficiários efectivos. Neste caso, a identificação do presidente do Conselho Municipal resulta do facto de a autarquia ser a única sócia da empresa municipal, cabendo ao edil a sua representação e gestão.
O Conselho Municipal sustenta, por isso, que não existe qualquer ilegalidade na identificação do edil como beneficiário efectivo da empresa.
Quanto ao concurso para a aquisição dos equipamentos, a edilidade defende que recorreu ao regime excepcional de contratação por ajuste directo, modalidade prevista na legislação em determinadas circunstâncias.
A autarquia justifica a decisão com a situação de emergência relacionada com os problemas enfrentados pela empresa municipal de resíduos sólidos urbanos (URB), bem como com a necessidade de prevenir outros constrangimentos que possam afectar a cidade nos próximos tempos.
O município considera que a existência de uma empresa municipal constitui uma mais-valia para responder, de forma autónoma, aos problemas da cidade, sobretudo numa altura em que a autarquia enfrenta vários desafios de natureza social e infra-estrutural.
Caso não seja identificada qualquer ilegalidade no procedimento, o Município de Pemba poderá avançar com a aquisição dos equipamentos, cuja chegada está prevista, em princípio, para Outubro próximo.
Entretanto, no que diz respeito às duas aquisições cujo valor ultrapassa cinco milhões de meticais e que, nos termos da lei, deveriam ser submetidas a concurso público, a edilidade comprometeu-se a analisar a situação antes de se pronunciar definitivamente sobre a matéria.
Quase 94 mil pessoas foram obrigadas a abandonar as suas casas no Iémen na sequência da intensificação dos confrontos entre os rebeldes houthis e as forças governamentais, segundo dados da Organização Internacional para as Migrações (OIM).
As províncias de Taiz e Lahj estão entre as zonas mais afectadas, concentrando mais de 48 mil pessoas deslocadas devido à violência. Perante a crescente crise humanitária, a agência das Nações Unidas para as migrações apela a um apoio urgente para garantir abrigo, água potável e condições básicas de saneamento às famílias afectadas.
A escalada da violência levou também mais de duas mil pessoas a atravessar o mar em direcção ao vizinho Djibuti, chegando em pequenas embarcações através da costa norte daquele país.
Equipas da OIM encontram-se a prestar assistência aos recém-chegados, com a distribuição de alimentos e a disponibilização de abrigo de emergência. Mulheres e crianças procuram protecção contra as elevadas temperaturas sob toldos improvisados instalados ao longo da costa.
A retoma dos combates está a aumentar os receios de que o Iémen volte a mergulhar numa guerra civil de grande escala. O conflito que assola o país provocou cerca de 150 mil mortos antes do cessar-fogo alcançado em 2022.
Os houthis, apoiados pelo Irão, mantêm ainda posições estratégicas que lhes permitem ameaçar uma das principais rotas marítimas comerciais no Mar Vermelho, agravando as preocupações com a segurança e a estabilidade regional.
O Presidente de Cabo Verde, José Maria Neves, anunciou esta segunda-feira a sua recandidatura a um segundo mandato de cinco anos nas eleições presidenciais marcadas para 15 de Novembro.
Aos 66 anos, Neves pretende continuar à frente da Presidência da República, cargo que ocupa desde 2021. Antes disso, exerceu as funções de Primeiro-Ministro durante 15 anos, entre 2001 e 2016.
Ao anunciar a decisão, numa conferência de imprensa realizada na cidade da Praia, José Maria Neves afirmou que pretende colocar a experiência adquirida ao serviço do desenvolvimento do país e dar continuidade às causas que tem defendido.
“Concorrerei a um novo mandato de cinco anos para colocar a experiência que adquiri ao serviço do futuro, para defender as causas que tenho perseguido e que não podem ser limitadas a um único ciclo eleitoral, e para construir uma nação vitoriosa e próspera”, declarou.
Com o anúncio da recandidatura, a Presidente da Assembleia Nacional, Janira Hopffer Almada, deverá assumir interinamente a Presidência da República durante os próximos dois meses.
Até ao momento, nove pessoas já manifestaram intenção de concorrer à Presidência de Cabo Verde. Os potenciais candidatos devem, contudo, submeter a documentação exigida ao Tribunal Constitucional até quarta-feira.
Em Cabo Verde, os candidatos à Presidência da República são propostos por cidadãos e figuras da sociedade civil. Os partidos políticos podem apoiar candidaturas, embora o Presidente da República não possa exercer o cargo na qualidade de membro de um partido.
José Maria Neves indicou que pretende contar com o apoio do Partido Africano para a Independência de Cabo Verde (PAICV), força política que liderou anteriormente, mas apelou também a um apoio mais abrangente à sua candidatura.
Com cerca de 520 mil habitantes, Cabo Verde é um arquipélago situado no Oceano Atlântico, a aproximadamente 600 quilómetros da costa ocidental africana. Antiga colónia portuguesa, tornou-se independente em 1975.
O país é considerado uma referência democrática no continente africano. Desde a realização das primeiras eleições multipartidárias, em 1991, Cabo Verde tem mantido uma relativa estabilidade política, sem registo de violência eleitoral significativa, mesmo durante períodos de coabitação entre forças políticas diferentes na Presidência e no Governo.
Apesar dos avanços políticos e institucionais, o arquipélago continua a enfrentar desafios sociais e económicos, entre os quais se destacam a pobreza e o desemprego, sobretudo entre os jovens.
O Reino Unido vai reforçar a cooperação com Moçambique na protecção e restauração dos recursos naturais, com particular atenção para a conservação das zonas costeiras, apoio às comunidades e formação de jovens na área ambiental.
O compromisso foi reafirmado esta segunda-feira, em Maputo, durante um encontro entre o Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, e a Representante Especial do Reino Unido para a Natureza, Ruth Davis.
Durante a sua visita a Moçambique, Ruth Davis destacou a importância da conservação dos recursos naturais para a melhoria dos meios de subsistência das comunidades, a criação de empregos e a resposta aos impactos das alterações climáticas.
A Representante Especial do Reino Unido afirmou ter felicitado pessoalmente o Chefe do Estado moçambicano pela liderança demonstrada na protecção e restauração dos recursos naturais do país, sublinhando o valor e a importância dos recursos naturais de Moçambique.
“É um grande prazer estar aqui em Moçambique. Acabo de ter a grande honra de reunir-me com o Presidente, e de congratulá-lo pessoalmente pela liderança que ele tem demonstrado em torno da protecção, restauração dos recursos naturais e da natureza de Moçambique”, declarou Ruth Davis.
A visita da representante britânica inclui ainda o lançamento de vários projectos de parceria entre os Governos de Moçambique e do Reino Unido, incluindo iniciativas de co-investimento destinadas à protecção dos recursos naturais e ao reforço dos meios de subsistência das comunidades costeiras.
Entre as iniciativas em destaque está a parceria com o BioFund, através da qual são apoiados projectos de conservação baseados nas comunidades, bem como programas de formação de jovens moçambicanos para actuarem como a próxima geração de ecologistas e ambientalistas.
“É uma muito importante parceria que temos com o BioFund, que é um fundo de protecção de conservação aqui em Moçambique, que investe em projectos de conservação baseados na comunidade e também em formação para jovens em Moçambique para se tornarem a próxima geração de ecologistas e ambientalistas”, explicou Ruth Davis.
A Representante Especial do Reino Unido manifestou satisfação pela visita a Moçambique e expectativa de regressar em breve ao país, num contexto de aprofundamento da cooperação bilateral em matéria de conservação da natureza, desenvolvimento sustentável e resiliência climática.