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Artur Comboio já não é treinador do Costa do Sol. A decisão foi tomada depois de um encontro entre a direcção do Matchiki Tchiki e o técnico, que aconteceu no final de mais um empate dos “canarinhos”, desta feita diante do Ferroviário de Lichinga, a uma bola.

Artur Comboio chegou ao comando do Costa do Sol em finais de Abril para substituir Horácio Gonçalves, que acabava de ser nomeado para seleccionador nacional. Encontrou a equipa na oitava posição, com seis pontos, na altura da primeira suspensão do Moçambola devido à pandemia da COVID-19.

Teve duas semanas para preparar a equipa antes da retoma, onde foi a Quelimane empatar diante do Matchedje de Mocuba sem abertura de contagem.

Seguiram-se duas derrotas consecutivas diante do Ferroviário de Maputo, em casa, por 1-2, e na deslocação a Songo, por uma bola sem resposta.

Quando a contestação chegava ao ninho do “canário”, eis que duas vitórias, diante do Desportivo Maputo (2-0) e Ferroviário de Nacala (1-3), apaziguaram a situação e faziam transparecer o ressurgir de um canário que até então estava em voo razante.

Mas a crise não chegou a passar e seguiram-se quatro empates consecutivos, diante da Black Bulls (2-2), Textáfrica do Chimoio (0-0), Liga Desportiva de Maputo (0-0) e Ferroviário de Lichinga (1-1), estas duas últimas caseiras, que fizeram o copo transbordar e apagar o fogo do Comboio.

Terminou assim a odisseia da viagem do Artur no Comboio que o levou ao Matchiki Tchiki, sem glória nem honra, onde conseguiu duas vitórias, duas derrotas e cinco empates, deixando a equipa na 7ª posição provisória, ao fim da primeira volta do Moçambola 2021.

 

O EMPATE “DIABÓLICO” QUE AFASTOU COMBOIO DO MATCHIKI TCHIKI

Foi o primeiro encontro entre “canarinhos” e “locomotivas” de Lichinga no principal campeonato nacional de futebol. Mas o segundo entre Artur Comboio e Antoninho Muchanga. Comboio havia vencido Muchanga na 3ª jornada quando ainda comandava o Incomáti de Xinavane e queria repetir a dose já ao leme do Costa do Sol, mas Elmo não teve cabeça para dar esse gosto a Comboio e por duas vezes desperdiçou.

O Costa do Sol até esteve adulto na primeira parte e não surpreendeu que saísse a vencer, graças ao golo de Telinho, aos 43 minutos, depois de uma excelente jogada do queniano Raymond, que serviu o moçambicano para o seu 6º golo na prova.

Mas no reatar, os pupilos de Antoninho Muchanga voltaram transfigurados, mas quase eram surpreendidos, primeiro por Nilton, que enviou para as nuvens após passe de Elmo e depois por Telinho, que teve pontaria super afinada, e enviou a bola ao poste, quando Danny já estava batido.

Porém o Ferroviário de Lichinga cresceu e acreditou que podia sair do ninho do canário com outro resultado. Aliás, a turma de Lichinga só tinha somado derrotas (5) e vitórias (7) ao longo de toda prova e, se calhar, procurava o empate.

Um empate que chegou aos 70 minutos quando Marcoa, no centro da área, desviou uma assistência de Vivaldo, da esquerda, e deitou balde de água fria no Costa do Sol.

Desta vez não perdeu Antoninho Muchanga, que conquista o primeiro empate na prova, mas agudiza a crise de resultados no ninho do canário, que teve que tomar decisões mais drásticas para procurar se impor na segunda volta do Moçambola 2021.

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Um dos funcionários da agência do BCI Central na cidade de Quelimane, detido na sequência do assalto desta quinta-feira, denuncia uma situação de tortura por parte dos agentes do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC). Emocionado, o funcionário contou à nossa equipa de reportagem após ter sido colocado gesso no braço no Hospital Geral de Quelimane.

Segundo a vítima, ao longo da noite de ontem ele e os seus colegas passaram por maus-tratos quando estavam a ser investigados. Na ocasião, ele apresentou um raio x que ilustra o relatório médico da lesão no braço.

“Bateram-me no SERNIC, eu e meus colegas, e o braço fraturou pela porrada com chamboco” disse a vítima.

Entretanto, o porta-voz da corporação negou a acusação, mas prometeu esclarecimentos oportunamente.” Dizer que o SERNIC, nas suas actividades, em nenhum momento pautou por agressões, mas estando o caso em investigação, o que nós podemos dizer é que oportunamente comunicaremos à imprensa para alguns detalhes” disse Felisberto Jamal.

Contudo, quanto ao assalto o SERNIC diz que ainda está no encalço dos malfeitores.

Morreu o sonho de Alcinda Panguana chegar às meias-finais dos Jogos Olímpicos, na modalidade de boxe, na categoria dos 64-69 Kg.

É que a pugilista moçambicana de 27 anos de idade foi derrotada, esta sexta-feira, pela chinesa Hong Gu, em combate inserido nos quartos-de-final do torneio de Boxe dos Jogos Olímpicos Tóquio 2020, falhando uma presença inédita nas meias-finais do olimpo, que decorre no Japão.

Na primeira vez moçambicana, nos “quartos” dos Jogos Olímpicos, a mulher que fez um KO técnico na sua estreia de sempre, no boxe, não foi capaz de ir mais longe. Faltou, convenhamos, experiência diante de uma chinesa que tem no seu palmarés dois campeonatos asiáticos conquistados – 2017 e 2019, e foi por duas vezes medalha de prata nos campeonatos mundiais (2016, em Astana, no Cazaquistão e em 2019, em Nova Deli, na índia).

A pugilista moçambicana até procurava disfarçar a sua inexperiência através de iniciativas de golpe, sem no entanto ser mais certeira que a sua adversária. Foi assim nos dois primeiros combates.

Ora, no terceiro e último combate Alcinda Panguana apostou tudo no ringue, mas só um KO poderia inverter o resultado, contudo, uma vez mais a experiência da chinesa realçou-se, tendo vencido novamente o assalto.

Não houve mais, os juízes decidiram unanimemente dar vitória à pugilista chinesa, por 5-0, terminando desta forma o sonho de Alcinda Panguana chegar às medalhas, porque caso tivesse atingido as meias-finais teria direito, no mínimo, à medalha de bronze.

Agora, é só depositar toda a esperança em Rady Gramane, que vai entrar em cena para os “quartos” da competição, para defrontar Zenfira Magomedalieva do Comité Olímpico Russo, num combate marcado para este sábado, 31 de Julho, às 11h51 de Maputo (18:51 de Tóquio).

A pandemia da COVID-19 agudizou a situação de pobreza de muitas famílias, entretanto, as medidas restritivas impostas pelo Governo e o aperto no controlo das fronteiras nacionais, reduziram o registo de casos de tráfico humano no país, segundo ouviu-se na reunião virtual sobre o tráfico de pessoas em tempos de pandemia, que teve lugar nesta sexta-feira, na sequência da celebração do dia Mundial de Combate ao tráfico de seres Humanos.

Apesar de não apresentarem dados concretos, as autoridades consideram ter havido uma redução considerável da prática do crime de tráfico no país, entre 2020 e 2021.

Inácio Mussanhane, advogado e activista social dos direitos humanos, disse, durante a sua intervenção, que Moçambique tem sido local de origem, de passagem e de destino de muitos casos de tráfico de seres humanos, tendo mais incidência nas mulheres e crianças.

“Geralmente, as vítimas de tráfico em Moçambique têm sido mulheres dos 18 aos 30 anos e crianças dos 14 aos 17 anos. No que concerne à proveniência, a experiência manda dizer que são elegíveis tanto das zonas rurais, bem como urbanas”, referiu o advogado.

Mussanhane conta ainda que a pobreza tem sido umas das causas de vulnerabilidade para o tráfico, tendo como destino, a “exploração sexual, pornografia, trabalho forçado e extração de órgãos”.

Como solução, neste momento de pandemia, apesar de não haver muitos registos, se comparado ao período antes da eclosão da COVID-19, o activista acredita que a inclusão dos Governos de base nesta luta podem ajudar a trava-la.

“O Administrador é quem tem contacto com as bases e reúne-se com a população, então na sua agenda deve conter esta questão de prevenção e luta contra o tráfico das pessoas, pois a nível de leis o país tem condições para travar o mal, entretanto as mesmas não são aplicadas como deviam”, disse.

Quem corrobora com este posicionamento é o procurador da República de Portugal, Miguel Carmo, que conta vivenciar cenários semelhantes no seu país.

Entretanto, ele apresenta uma realidade nova, que segundo ele, se bem avaliada, pode estar a acontecer em muitos cantos do mundo.

“A pandemia da COVID-19 afectou também na actuação das autoridades e das organizações não-governamentais, que lidam com esta questão, tanto para identificar, diferenciar e proteger as vítimas deste fenómeno. Para isto, precisamos continuar a fazer uso das ferramentas legais que já temos, para melhorar a nossa actuação na protecção das vítimas e condenação dos agressores” explicou Carmo.

Em Portugal, antes da pandemia verificava-se uma tendência crescente de casos de tráfico de crianças e mulheres. Durante a pandemia regista-se uma baixa, entretanto o Jurista prevê um aumento significativo dos casos.

“Os tráficos e outros crimes semelhantes não pararam. Eles continuam, só que na clandestinidade e com recurso a novas formas de actuação”, concluiu.

Em Angola, as autoridades actualizaram a legislação, com penas mais duras e pesadas, como forma de desincentivar o crime.

Adelino Comboio, Procurador da República de Angola, disse que o controlo de entrada e saída de menores nas fronteiras angolanas ajudou a travar os níveis de tráfico de seres humanos, entretanto os números continuam preocupantes.

“O tráfico de menores tem sido frequente nas nossas fronteiras terrestres, por serem extensas e pouco seguras”.

Os outros participantes instaram aos Governos presentes no evento a reforçarem o seu empenho na luta contra este mal, pois acreditam que ” o baixo índice de registo de casos de tráfico pode não ser real, mas significar falta de denúncias por conta das restrições provocadas pela COVID-19.

A reunião virtual sobre o tráfico de pessoas em tempo de Pandemia foi promovida pela Procuradoria-Geral da Republica de Moçambique e contou com a participação especial de Procuradores de Angola e Portugal, no âmbito da celebração do dia Mundial de Combate ao tráfico de seres Humanos, que neste ano é celebrado sob lema “As vozes das vítimas lideram o caminho”.

Catorze mil pessoas já beneficiaram-se das casas construídas pelo Fundo para Fomento de Habitação (FFH) em 25 anos, ou seja, o FFH disponibilizou anualmente cerca de 1.000 casas aos moçambicanos. Entretanto, os beneficiários somam uma dívida de um milhão de dólares devido ao incumprimento do pagamento.

Falando sobre a receptividade dos moçambicanos em relação as casas, que em média variam entre 20 a 25 mil meticais pagos mensalmente, num período de até 20 anos, Armindo Munguambe, Presidente do Conselho de Administração do FFH, assegurou que a procura é elevada, entretanto confessou não haver compromisso no pagamento das mesmas.

“O mais caricato nessa citação é que alguns compradores na Vila têm capacidade de endividamento e algumas estão a arrendar as casas, mas em contrapartida não honram com os pagamentos”, acrescentou Munguambe.

Em Julho corrente, o “O País” publicou informações sobre a abertura de concurso para aquisição de casas na Vila Olímpica, num total de 240 apartamentos. Sobre estes, o dirigente disse que só não foram vendidos cinco anos atrás porque os investidores queriam que a venda fosse a pronto pagamento.

“O parceiro não concordava em vender as casas a longo prazo, até que nos últimos dois anos iniciamos negociações mais intensas com eles para cederem a venda a longo prazo. Conseguimos, finalmente, neste ano um acordo em que nós vamos pagar por quatro anos e os cidadãos pagam em 20”, acrescentou o dirigente.

 

Segundo explicou Armindo Munguambe, para massificar a edificação e concessão de casas, o Fundo criou o programa “Habita Moçambique” que em parte está a ser inviabilizado pela falta de pagamento das dívidas pelos beneficiários.

Questionado sobre a proveniência dos fundos através dos quais o FFM executa seus projectos, Armindo Munguambe disse que “neste momento temos parte do orçamento do Estado, temos receitas próprias, temos mecanismos de mobilização de recursos, através de parceiros, assim como financiamentos concecionais ou bancários.

Armindo Munguambe falava, ontem, no programa Noite Informativa da STV Notícias.

O parlamento de Cabo Verde aprovou, esta quinta-feira, por unanimidade a ratificação do Acordo de Mobilidade na Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), aprovado na Cimeira de Luanda, tornando-se o primeiro dos Estados-membros a fazê-lo.

Segundo escreve a Angop, a proposta de resolução para ratificar o acordo foi levada ao parlamento pelo Governo em regime de urgência e foi acolhida com o consenso dos partidos representados, que assumiram tratar-se de uma vitória da presidência de Cabo Verde na CPLP, correspondendo à “ambição de construção de uma verdadeira comunidade de povos”.

Para entrar em vigor, e permitir a negociação entre os países, o Acordo de Mobilidade na Comunidade terá de ser ratificado por pelo menos três Estados-membros, sendo que Portugal já anunciou que o pretende fazer em Setembro próximo.

Os Chefes de Estado e de Governo da CPLP aprovaram em 17 de Julho, em Luanda, o acordo sobre mobilidade.

Na resolução do Conselho de Ministros aprovada na XIII Cimeira da CPLP, segundo a Angop, os líderes comprometeram-se a “promover as diligências necessárias com vista ao acolhimento, tão célere quanto possível do acordo nos respectivos ordenamentos jurídicos”.

O barreirista moçambicano Creve Machava está fora dos Jogos Olímpicos Tóquio 2020. Machava ficou em quinto lugar na segunda série dos 400 metros barreiras, realizada esta sexta-feira com o tempo de 50.37 segundos, abaixo dos  49.54 segundos com o quais entrara para as olimpíadas de verão.

Na sua estreia absoluta no maior evento desportivo do planeta, Machava conseguiu apenas superar o seu melhor tempo desta temporada, fixado em e 52.19 segundos.

Jaheel Hyade Jam, da Jamaica, foi o grande vencedor desta prova com o tempo de 48.54 segundos, seguido do americano Kenneth Selmon com 48.61 segundos.

Na terceira e quarta posições ficaram Hiromu Yamauchi (Japão) e Constantin Preis (Alemanha), respectivamente, com os tempos de 49.21 e 49.73 segundos. Estes quatro primeiros classificados qualificaram-se para as meias-finais da prova dos 400 metros barreiras.

O recorde olímpico, nesta especialidade, pertence ao americano Kevin Young com o tempo de 46.78 segundos, fixado a 6 de Agosto de 1992, em Barcelona, na Espanha.

Já o recorde mundial pertence ao norueguês Karsten Nool com a marca de 46.70 segundos, estabelecido a 1 de Julho do corrente ano.

Morreu, nesta quinta-feira, em Maputo, o jornalista da Rádio Moçambique, João Matola, vítima de doença.

João Augusto Matola, ingressou para os quadros da Rádio Moçambique em 1989.

Até a data da sua morte, João Matola era editor, na Redacção Central, em Maputo.

Durante o seu percurso, Matola desempenhou várias funções administrativas, com destaque para Delegado de Emissor na província de Nampula e Director adjunto de Informação.

O desconhecimento da cultura do país pode levar as tropas estrangeiras a violarem direitos humanos durante o combate aos terroristas em Cabo Delgado. O alerta é da Comissão Nacional dos Direitos Humanos que sugere um código de conduta para evitar desmandos.

O posicionamento da Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) acontece numa altura em que começam a chegar ao país as forças estrangeiras para ajudar no combate ao terrorismo em Cabo Delgado que, desde Outubro de 2017, assombra a província do norte do país.

Luís Bitone, presidente da Comissão Nacional dos Direitos Humanos, aponta as limitações que podem ser impostas pelas línguas, hábitos e costumes que, não sendo do domínio das militares estrangeiros, podem criar desentendimentos entre as partes.

Essas situações, porém, para o dirigente, não podem justificar transgressões e muitos menos minar as liberdades fundamentais das comunidades.

“Todos sabemos que o nosso país é caracterizado por uma riqueza cultural e esse mosaico exige uma ponderação específica durante a actuação das forças de defesa e segurança”, disse Luís Bitone.

Para além de aspectos culturais, a Comissão Nacional dos Direitos Humanos refere que o fraco domínio do espaço geográfico também pode propiciar o desrespeito pelas liberdades das pessoas, pelo que é necessário acautelar que tal não aconteça.

“Se não houver uma atenção especial sobre esta questão, haverá situações que as forças estrangeiras poderão confundir as bases clandestinas dos insurgentes com as habitações das populações”, avisou Luís Bitone.

Para a Comissão Nacional dos Direitos Humanos, as mulheres e crianças são as mais vulneráveis a possíveis atropelos pelas liberdades da população. A nossa fonte defendeu o seu posicionamento, relembrando alguns desmandos das forças estrangeiras na guerra dos 16 anos.

“Tendo em conta que não temos um tempo determinado para a retirada dessas forças, que, na sua maioria, são homens, prevemos uma relação não sã entre estes e as mulheres e raparigas daquelas comunidades”, referiu-se Bitone.

Perante essa situação, Bitone sugere que o Governo adopte um código de conduta que possa reger e harmonizar a convivência dos homens de defesa e segurança estrangeiros com as populações locais, obejctivo que também passa pela colaboração das forças internas.

“Há que aprender a lição com o passado e para que a história não se repita, é preciso que haja um código de conduta que sirva de guia na actuação das forcas de segurança e evitar, por exemplo, violações sexuais”, vaticinou.

 

PARTIDOS POLÍTICOS ENTRE O SIM E NÃO SOBRE APOIO MILITAR

Os três partidos políticos com assentos na Assembleia da República, nomeadamente a Frelimo, Renamo e o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), continuam a divergir sobre a legitimidade com que é conduzido o processo de apoio militar estrangeiro.

A Renamo insiste a considerar que o Presidente da Republica, Filipe Nyusi, está e continua a agir unilateralmente, por não consultar os outros órgãos soberanos sobre o rumo da pacificação da província de Cabo Delgado.

O porta-voz da Renamo, José Manteigas, aponta, por exemplo, que o Chefe do Estado autorizou a entrada de forças estrangeiras do Ruanda, país que não faz parte da Comunidade dos Países da África Austral (SADC) sem consultar a Assembleia da República (AR).

“A chegada das forças estrangeiras está, infelizmente, a ser feita à margem das normas internas do nosso país. Por exemplo, o Presidente da Republica, dos contactos que teve com os governos desses Estados, não obedeceu ao comando constitucional”, disse José Manteigas, criticando ainda a não declaração de guerra, mesmo os factos apontando para tal.

Por sua vez, Renato Mualega, do Movimento Democrático de Moçambique, questiona a transparência sobre os custos financeiros que as operações vão acarretar.

“Por exemplo, nós gostaríamos de saber se a presença dos militares estrangeiros no país vai ou não custar o bolso ao Estado moçambicano”, questiona o segundo maior partido de oposição.

Já a Frelimo, partido no poder, considera a actuação do Presidente da República como sendo legítima, apontando que Filipe Nyusi tem atribuições legais para decidir em prol da segurança do país.

“Não houve violação alguma da Constituição. Quando se repara para a Lei da Política de Defesa e Segurança, vê-se que é responsabilidade do Governo a sua intervenção em questões, particularmente, de terrorismo”.

Os intervenientes falavam, esta quinta-feira, no decurso de uma mesa redonda, subordinada ao tema “Presença Militar Estrangeira: Riscos e Desafios na Protecção dos Direitos Humanos e Espaço Democrático em Cabo Delgado”.

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