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A membro da Comissão Política da Frelimo, Margarida Talapa, lançou duras críticas aos quadros do partido que promovem actos de insubordinação e comportamentos que comprometem a unidade da organização na província da Zambézia.

Falando na abertura da 11.ª Conferência Provincial da Frelimo, Talapa apelou à disciplina, coesão e respeito pela liderança do partido, defendendo que os militantes devem concentrar-se no fortalecimento da organização e no apoio às ações governativas.

“Deixem Daniel Chapo trabalhar, Chapo é nosso filho. Nós somos pais e temos filho da idade do nosso presidente, daí que digo que é nosso filho.  Em menos de dois anos está a fazer maravilhas na sua governação e todos nós precisamos de lhe apoiar”, afirmou, dirigindo-se aos membros que, segundo disse, insistem em criar divisões e interferências que não contribuem para o desenvolvimento do país.

Durante a abertura da conferência, foram igualmente abordados desafios que afetam o partido na província, com destaque para aqueles quadros que fomentam divisionismo ao Invés de trabalho. “Todos temos que respeitar o primeiro secretário do comité provincial, pois é o nosso chefe máximo na província.

Por sua vez, o Primeiro-Secretário Provincial da Frelimo na Zambézia reforçou o apelo à união dos membros do partido e condenou a propagação de boatos, incluindo rumores sobre alegados casos de encolhimento dos órgãos genitais masculinos, que têm circulado em alguns pontos da província.

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Os Palancas Negras vão defrontar a Mauritânia na próxima sexta-feira, em jogo amigável inserido na Data-FIFA, após o cancelamento do encontro inicialmente previsto diante do Botswana.

A informação foi avançada pela Federação Angolana de Futebol (FAF), através de um comunicado oficial, no qual esclarece que a decisão resultou de constrangimentos logísticos comunicados pela Federação de Futebol do Botswana, que impossibilitam a deslocação e participação da respectiva selecção no desafio agendado.

Perante a situação, a FAF diligenciou no sentido de encontrar um novo adversário para garantir a continuidade do programa de preparação da selecção angolana, tendo confirmado a Mauritânia como substituta do Botswana.

A Federação Angolana de Futebol agradeceu a compreensão dos adeptos, órgãos de comunicação social e público em geral, reiterando o seu compromisso de proporcionar as melhores condições de preparação aos Palancas Negras, tendo em vista os próximos compromissos competitivos da equipa nacional.

A província de Inhambane conquistou três medalhas de ouro no Campeonato Regional de Taekwondo, realizado no último fim de semana no Zimbabwe, através de uma delegação composta por apenas cinco atletas.

Os títulos foram alcançados por Cíntia Rafael, na categoria dos 55 quilogramas, Azayel da Célia, nos 29 quilogramas, e Riyano Enzo Macucule, nos 48 quilogramas da classe de cadetes. O resultado reforça o crescimento da modalidade em Inhambane, apesar das limitações financeiras enfrentadas pela associação provincial.

Após o regresso ao país, atletas e dirigentes da Associação Provincial de Taekwondo de Inhambane foram recebidos pelo Governador de Inhambane, Francisco Pagula, que enalteceu o desempenho da equipa e destacou o impacto da conquista para a província.

“Os jovens atletas levaram o nome de Inhambane além-fronteiras e demonstraram que é possível alcançar resultados de excelência através da disciplina e dedicação”, afirmou o governador.

A atleta Azayel da Célia destacou a confiança com que entrou na competição. “Quando chegámos lá já sabíamos que íamos ganhar. Entrei para a luta feliz, sem medo e com confiança”, disse.

Por sua vez, Cíntia Rafael, que participou pela primeira vez numa prova internacional, considerou a medalha uma recompensa pelo esforço realizado. “Consegui cumprir aquilo que tinha prometido a mim mesma: representar bem a minha academia, a minha família, a província e o país”, afirmou.

O treinador da equipa, Evaristo Mabote, considerou os resultados uma prova da qualidade dos atletas da província. “Conseguimos representar a província e o país de forma digna e regressámos com resultados que nos orgulham”, declarou.

Apesar do sucesso, atletas e dirigentes apontam a falta de recursos financeiros como um dos principais desafios para a expansão da modalidade. Segundo Cíntia Rafael, vários atletas com potencial ficaram de fora da competição devido à escassez de apoio. “Só fomos cinco atletas porque não havia condições para levar mais”, lamentou.

Durante o encontro com a equipa, Francisco Pagula garantiu apoio para a participação dos atletas num campeonato internacional previsto para julho, no Reino de Eswatini, e apelou ao envolvimento do sector privado no financiamento do Taekwondo.

Com três medalhas de ouro conquistadas por uma delegação reduzida, Inhambane reforça a sua posição entre as províncias em ascensão no Taekwondo moçambicano e alimenta expectativas de novas conquistas nos próximos desafios internacionais.

Comerciantes enfrentam aumento dos custos de transporte, enquanto operadores de passageiros queixam-se da falta de clientes após agravamento das tarifas.

A mais de 100 quilómetros da Estrada Nacional Número Um, o distrito de Mabote vive uma realidade onde quase tudo chega depois de uma longa viagem por uma estrada marcada por buracos, poeira e dificuldades de circulação. Num território onde o comércio constitui uma das principais fontes de rendimento para centenas de famílias, a recente subida do preço dos combustíveis veio agravar um cenário que já era desafiante para quem depende do transporte de mercadorias e passageiros para sobreviver.

O impacto da crise faz-se sentir em praticamente todos os sectores da economia local. Dos comerciantes que precisam trazer produtos da Maxixe, de Inhambane ou de outras regiões do país, aos transportadores que diariamente percorrem estradas degradadas para garantir a mobilidade das populações, todos enfrentam custos mais elevados e margens de lucro cada vez menores.

Em Mabote, a distância em relação aos principais centros de abastecimento sempre representou um desafio. No entanto, os operadores económicos dizem que o aumento do preço do combustível tornou a situação ainda mais difícil.

António, comerciante estabelecido na vila-sede de Mabote, conta que fazer chegar mercadorias ao distrito é um exercício permanente de resistência.

Segundo relata, muitos comerciantes não possuem meios próprios de transporte e dependem do aluguer de camiões para trazer produtos da Maxixe. O problema é que o estado da estrada prolonga o tempo das viagens, aumenta o desgaste das viaturas e encarece significativamente os custos de transporte.

“O sofrimento é grande. Quando chove é pior ainda. Há períodos em que uma viagem que deveria ser feita num dia acaba por levar dois dias. A estrada tem muitos buracos e há zonas onde a circulação se torna extremamente difícil”, relata.

Para os comerciantes, a degradação da via não representa apenas um problema de mobilidade. Traduz-se directamente em custos adicionais que acabam por influenciar o preço final dos produtos vendidos à população.

A recente actualização do preço dos combustíveis veio agravar esta equação.

Cassamo Luzenda, também comerciante em Mabote, explica que os custos de transporte aumentaram de forma significativa nas últimas semanas.

Segundo conta, o aluguer de um camião de dez toneladas, que anteriormente custava cerca de vinte mil meticais, pode actualmente atingir valores entre vinte e cinco e trinta mil meticais.

“O combustível subiu e isso afecta tudo. Os transportadores aumentam os preços e nós somos obrigados a suportar esses custos. Muitas vezes os clientes pensam que estamos a especular os preços, mas a verdade é que os custos de operação também aumentaram para nós”, afirma.

A situação preocupa particularmente porque a maior parte dos produtos consumidos em Mabote não é produzida localmente. Alimentos, materiais de construção, bens de primeira necessidade e diversos outros produtos percorrem centenas de quilómetros antes de chegarem aos estabelecimentos comerciais da região.

Com o aumento dos custos operacionais, os comerciantes admitem que a subida dos preços ao consumidor poderá ser apenas uma questão de tempo.

“Por enquanto ainda não alterámos os preços, mas a tendência é essa. Quando os preços aumentam na origem, mais cedo ou mais tarde acabam por chegar até nós. E quando chegam, somos obrigados a fazer reajustes para conseguir continuar a trabalhar”, explica António.

O receio dos operadores económicos é que o agravamento dos preços reduza ainda mais o poder de compra das famílias, num distrito onde muitas pessoas já enfrentam dificuldades para satisfazer necessidades básicas.

Se para os comerciantes a principal preocupação está relacionada com o aumento dos custos de abastecimento, para os transportadores de passageiros o problema apresenta uma dimensão diferente.

Dependentes do gasóleo para manter as viaturas em circulação, muitos operadores foram obrigados a rever as tarifas para conseguir continuar a trabalhar.

Em algumas rotas do distrito, os aumentos chegaram a atingir cinquenta por cento.

Félix Massingue, transportador de passageiros, explica que os reajustes foram inevitáveis.

Segundo relata, o percurso para Mussengue, que anteriormente custava sessenta meticais, passou para noventa meticais. Já outras rotas registaram aumentos semelhantes.

No entanto, a actualização das tarifas trouxe consigo um efeito inesperado: a redução do número de passageiros.

“Muitas pessoas deixaram de viajar. Algumas preferem percorrer longas distâncias a pé porque já não conseguem suportar o custo das passagens”, conta.

A realidade descrita por Félix reflecte-se nas estradas e nos terminais improvisados do distrito. Em vez do movimento habitual de passageiros, muitos transportadores passam horas à espera de clientes.

Noé, outro operador do sector, diz que o aumento do combustível acabou por criar um ciclo difícil de quebrar.

Por um lado, os custos obrigam os transportadores a subir os preços. Por outro, o agravamento das tarifas afasta passageiros e reduz as receitas.

“O combustível está muito caro. O preço da passagem aumentou, mas os passageiros desapareceram. Há dias em que faço apenas uma viagem. Hoje ainda não consegui transportar ninguém”, lamenta.

A situação levanta preocupações sobre a sustentabilidade do transporte de passageiros em algumas rotas do distrito.

Sem passageiros suficientes para garantir rentabilidade, muitos operadores receiam não conseguir manter as actividades por muito tempo.

O impacto da subida dos combustíveis em Mabote vai além das contas dos comerciantes e transportadores. Os efeitos começam a repercutir-se em toda a economia local, influenciando o custo de vida das famílias e reduzindo a circulação de pessoas e mercadorias.

Economistas têm alertado que os aumentos nos combustíveis tendem a produzir efeitos em cadeia, afectando praticamente todos os sectores de actividade. Em regiões mais remotas, como Mabote, onde grande parte dos bens depende do transporte rodoviário para chegar aos mercados, os impactos tendem a ser ainda mais severos.

A combinação entre combustível caro, estradas degradadas e baixo poder de compra cria um ambiente particularmente desafiante para a actividade económica.

Enquanto aguardam uma estabilização dos preços, comerciantes e transportadores procuram adaptar-se como podem.

Alguns reduzem margens de lucro para evitar perder clientes. Outros diminuem a frequência das viagens ou procuram alternativas para reduzir custos operacionais.

Mas há uma percepção comum entre os diferentes sectores ouvidos pela reportagem: a de que o aumento dos combustíveis veio aprofundar dificuldades que já existiam.

Num distrito onde a distância continua a ser um dos maiores obstáculos ao desenvolvimento económico, cada metical acrescido ao custo do transporte tem repercussões directas na vida das famílias.

E enquanto os preços continuam a subir, comerciantes e transportadores de Mabote seguem numa luta diária para manter os seus negócios activos, preservar empregos e garantir que produtos e serviços continuem a chegar a uma das regiões mais isoladas da província de Inhambane.

A Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria Manuela dos Santos Lucas, reuniu-se, hoje, com o Diretor da Capacidade Militar de Planeamento e Condução da União Europeia (DMPCC) e Comandante da EUMAM MOZ, Tenente-General Michiel van der Laan, no Quartel-General da Missão.

O Chefe de Missão da Delegação da União Europeia (UE) em Moçambique, Embaixador Antonino Maggiore, participou igualmente neste encontro, sublinhando o compromisso da UE em apoiar Moçambique através de uma abordagem abrangente que promove a paz, a estabilidade e a eficácia operacional.

Segundo o comunicado da EUMAM MOZ, a visita da Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação à EUMAM MOZ reflecte o apoio contínuo e o reconhecimento do trabalho desenvolvido pela Missão, contribuindo igualmente para o reforço da parceria entre Moçambique e a União Europeia.

O DMPCC encontra-se a realizar uma visita de dois dias à Missão, durante a qual se reunirá com altas entidades moçambicanas. O programa visa proporcionar uma oportunidade para um diálogo de alto nível sobre a cooperação em curso, bem como para discutir prioridades comuns no âmbito do mandato da Missão.

A EUMAM MOZ  integra militares e civis de 12 nacionalidades europeias e desenvolve as suas actividades em plena conformidade com o Direito internacional humanitário e o direito internacional dos direitos humanos.

Os realizadores moçambicanos, Michel William e Marco Ibrahimo, integram a lista dos participantes da Artlist Studio Challenge, uma competição internacional promovida pela plataforma Artlist, que desafia criadores de todo o mundo a desenvolverem conceitos de séries ou filmes produzidos integralmente com recurso à Inteligência Artificial.

A iniciativa reúne realizadores, argumentistas e criadores digitais de diferentes países, oferecendo ao projecto vencedor financiamento para transformar a sua proposta numa produção completa.

Entre os concorrentes destaca-se “Peace Hunter” (Caçador da Paz), um teaser concebido pelos dois cineastas moçambicanos e inspirado numa história verídica. A obra acompanha a jornada de um homem que perde tudo aquilo que deveria proteger. 

Mesmo diante da dor e da devastação, continua a caminhar, atravessando fronteiras físicas e emocionais, memórias do passado e a incessante procura por algo que o mundo insiste em afirmar que não existe: a paz.

O “teaser” apresenta uma narrativa visual intensa, construída a partir de cenas que se desenrolam numa aldeia marcada por conflitos, perdas e desafios humanos profundos. As imagens exploram temas como deslocação, sobrevivência, esperança e resiliência, oferecendo ao público uma reflexão sobre as consequências dos conflitos e a busca pela reconciliação.

Para a produção do teaser, Michel William e Marco Ibrahimo recorreram a ferramentas avançadas de Inteligência Artificial, explorando novas possibilidades criativas para a construção de cenários, personagens e ambientes cinematográficos. O resultado demonstra como as tecnologias emergentes podem ser utilizadas para contar histórias relevantes e socialmente impactantes, sem perder a sua dimensão humana e artística.

A participação dos dois realizadores representa também um marco para a presença moçambicana em plataformas internacionais dedicadas à inovação audiovisual. Num momento em que a Inteligência Artificial está a transformar os processos de criação artística em todo o mundo, projetos como “Peace Hunter” mostram o potencial dos criadores moçambicanos para integrarem debates globais sobre o futuro do cinema e da narrativa visual.

Mais do que uma competição, a Artlist Studio Challenge constitui uma oportunidade para que histórias locais alcancem audiências internacionais. Com “Peace Hunter”, Michel William e Marco Ibrahimo procuram demonstrar que experiências vividas em comunidades africanas podem gerar narrativas universais, capazes de sensibilizar públicos de diferentes culturas e geografias.

Caso seja selecionado como vencedor, o projecto poderá receber financiamento para a produção da obra completa, permitindo que a história ganhe uma nova dimensão e alcance um público ainda mais amplo. 

Enquanto isso, o “teaser” já se afirma como uma demonstração da criatividade, inovação e capacidade técnica de uma nova geração de realizadores moçambicanos que explora as fronteiras entre cinema, tecnologia e storytelling.

A Organização Mundial da Saúde reporta uma redução significativa do número de casos suspeitos de Ébola na República Democrática do Congo, caindo de mais de 900 para apenas 116.

A redução de casos foi constatada depois de centenas de notificações terem sido descartadas durante as investigações epidemiológicas.

Apesar da redução dos casos suspeitos de mais de 900 para 116 as autoridades sanitárias mantêm o estado de alerta. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o actual surto já contabiliza 321 casos confirmados da doença na República Democrática do Congo, além de 48 mortes e seis recuperados.

Enquanto isso, o vírus continua a preocupar a região. No Uganda, as autoridades confirmaram mais seis infecções entre pessoas que tiveram contacto com casos já identificados, elevando para 15 o total de casos  no país. 

A OMS alerta que o controlo da doença depende da rápida identificação dos contactos, vigilância activa e reforço das medidas de prevenção para evitar a propagação do surto.

Senegal sagrou-se campeão africano de futebol na categoria dos Sub-17 ao vencer a Tanzânia por 4-2 na lotaria das grandes penalidades, após empate a uma bola no tempo regulamentar. 

Senegal continua a dominar o futebol africano. Depois da selecção principal ter conquistado o CAN 2025, agora foi a vez dos Sub-17. Susto no início para os “leões” de Teranga, que viram a Tanzânia adiantar-se no marcador aos sete minutos, através de Hamis Chenga.  

Ibrahima Dione restabeleceu a igualdade aos 64 minutos, finalizando à boca da baliza após um erro do guarda-redes, levando o jogo a um final ainda mais tenso antes dos penáltis. 

O Senegal mostrou maior frieza na marcação das grandes penalidades, onde foi mais feliz em relação à selecção tanzaniana, fixando o resultado em 4-2.  

O triunfo garantiu ao Senegal o seu segundo título do CAN Sub-17 e a presença no Mundial Sub-17 no Qatar, juntamente com Tanzânia, Egipto, Camarões, Costa do Marfim, Marrocos, Argélia, Mali, Moçambique e Uganda.

A Ucrânia recuperou 282 quilómetros quadrados (km2) em Maio, reduzindo pelo segundo mês consecutivo a área de território controlada por Moscovo, indicou nesta terça-feira o Instituto para o Estudo da Guerra.

Desde Outubro de 2023, a Rússia vinha ganhando terreno sem interrupção, mas os avanços começaram a abrandar no final de 2025, passando de um avanço de 579 km2 para apenas 23 km2 em Março.

Em Abril, a área controlada por Moscovo diminuiu pela primeira vez em dois anos e meio, em cerca de 120 km2.

O recuo das forças de Moscovo relatado pelo Instituto para o Estudo da Guerra (ISW, na sigla em inglês) não é, no entanto, total: militares russos continuam infiltrados na maioria das zonas onde a Ucrânia recuperou terreno.

O exército russo envia constantemente pequenos grupos de soldados para tomarem posição em partes da frente de batalha e onde ficam escondidos, a fim de facilitar posteriormente o avanço da maioria das tropas.

Os ganhos ucranianos em Abril e Maio são, além disso, marginais à escala do País (0,07% do território ucraniano, incluindo a Crimeia e o Donbass) e à escala dos territórios controlados pela Rússia (0,4%).

No entanto, reflectem uma tendência positiva para o lado ucraniano.

O ISW referiu na semana passada “campanhas bem-sucedidas de ataques com drones de médio alcance” lançadas nesta primavera pela Ucrânia.

Estas operações permitiram “limitar a capacidade da Rússia de transportar pessoal” para a frente e de “reforçar as suas posições na linha da frente”.

Em Maio, o exército ucraniano avançou, principalmente nas regiões de Donetsk e Zaporijia.

As estimativas do ISW excluem os avanços reivindicados pelo lado russo, mas que não foram confirmados nem desmentidos por este instituto, que trabalha com o Critical Threats Project (uma ramificação do American Enterprise Institute ou AEI), outro centro de reflexão norte-americano especializado no estudo de conflitos.

Mais de quatro anos após o início da invasão russa da Ucrânia, Moscovo ocupa pouco mais de 19% do País, incluindo 7% na Crimeia e nas zonas da bacia industrial do Donbass, que já se encontravam sob controlo russo ou de separatistas pró-russos antes da invasão de Fevereiro de 2022.

A maior parte dos avanços russos ocorreu durante as primeiras semanas do conflito.

Em contrapartida, nos últimos meses a Rússia tem aumentado o volume de bombardeamentos contra cidades ucranianas, com grandes salvas de drones e mísseis balísticos. 

Mais de 30 médicos estagiários manifestaram-se, esta terça-feira, em frente ao Ministério da Saúde (MISAU), exigindo o pagamento de subsídios em atraso há cerca de seis meses e denunciando condições consideradas precárias de trabalho nos hospitais onde estão afectos.

Os estagiários, provenientes de diferentes instituições de formação médica, afirmam que continuam a exercer funções clínicas sem o devido apoio material, incluindo a falta de equipamento de protecção individual (EPI), situação que, segundo dizem, compromete a segurança no atendimento aos pacientes.

O grupo refere ainda que o processo de contratação com o Ministério da Saúde demorou vários meses, o que agravou a situação financeira dos estudantes em estágio final do curso de Medicina.

“Apesar disso, o Ministério da Saúde demorou muito tempo para celebrar o contrato connosco. Foram quase sete meses e só conseguimos formalizar o processo em Agosto de 2025”, afirmou o médico estagiário Carlitos Buque.

Segundo os manifestantes, o protesto desta terça-feira resulta de várias tentativas falhadas de diálogo com as autoridades sanitárias, sem que tenham sido encontradas soluções para a regularização dos subsídios.

Os estagiários acusam igualmente algumas unidades hospitalares de restringirem o acesso a material médico-cirúrgico, o que limita o desempenho das suas actividades práticas.

“Temos enfrentado limitações no acesso a materiais essenciais para o nosso trabalho diário”, referiu outro estagiário, Inácio, durante a manifestação.

Em reacção ao protesto, o Ministro da Saúde, Ussene Isse, afirmou desconhecer previamente a manifestação, mas reconheceu a existência de atrasos no pagamento dos subsídios, que descreveu como uma dívida acumulada superior a 350 milhões de meticais.

O governante assegurou que o Executivo está a trabalhar para regularizar a situação, indicando que os valores em atraso deverão ser pagos até Janeiro do próximo ano.

A situação dos médicos estagiários tem sido motivo recorrente de contestação no sector da saúde, com denúncias de atrasos nos pagamentos, condições de trabalho limitadas e falta de materiais essenciais em algumas unidades sanitárias.

Este não é o primeiro protesto protagonizado por médicos estagiários no País. Há cerca de dois meses, um grupo oriundo da Universidade Zambeze, afecto ao Hospital Central da Beira, deslocou-se a Maputo para exigir o pagamento de subsídios em atraso que, na altura, chegavam a 10 meses. Esse processo viria posteriormente a ser regularizado após negociações com o Ministério da Saúde.

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