O País – A verdade como notícia


ÚLTIMAS

Destaques

NOTÍCIAS

O Ministro da Economia, Basílio Muhate, recebeu em audiências separadas a Alta Comissária da República de Moçambique na África do Sul, Maria Gustava, e o Alto Comissário da República de Moçambique no Quénia, Jacinto Januário Maguni. Na ocasião, Muhate apelou para que os dois exerçam as suas funções desempenhando o papel importante de promover o país naqueles dois países.

Dois encontros separados, mas com o mesmo objectivo! Basílio Muhate, Ministro da Economia, recebeu no seu gabinete de trabalho Maria Gustava e Jacinto Januário Maguni, nomeadamente Alta Comissária da República de Moçambique na África do Sul  e Alto Comissário da República de Moçambique no Quénia.

Durante os encontros, o governante apresentou as prioridades do país no reforço das relações económicas e comerciais com a África do Sul e o Quénia, com enfoque na atracção de investimentos para dinamizar as pequenas e médias empresas, melhorar a balança comercial e ampliar a exportação de produtos nacionais.

Os dois diplomatas foram recentemente empossados pelo Presidente da República, Daniel Chapo, e Basílio Muhate fez questão de recordá-los das suas responsabilidades, as quais deverão desempenhar um papel importante na promoção da diplomacia económica e no fortalecimento das parcerias estratégicas de Moçambique com aqueles países.

 

Moçambique lança auscultação estratégica para a indústria do couro

O Governo de Moçambique, em parceria com a SADC e a Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ), promoveu um workshop de auscultação para a elaboração do Plano Estratégico do Sector de Couro e Produtos de Couro no país.

O encontro reuniu representantes do sector público e privado, parceiros de cooperação e demais actores da cadeia de valor, com o objectivo de recolher contribuições que permitam transformar o sector do couro num motor de industrialização, criação de emprego e geração de valor acrescentado.

O Governo reafirma que o sector do couro é prioritário no quadro da Política de Industrialização, destacando o seu potencial para reduzir importações, aumentar exportações e reforçar a integração regional no âmbito da SADC e da Zona de Comércio Livre Continental Africana.

A iniciativa visa fortalecer a produção e a transformação local, promover investimentos e tornar o sector mais competitivo e sustentável, contribuindo para o desenvolvimento económico do país.

Vídeos

NOTÍCIAS

Os economistas Octávio Manhique e Gananzito Lino defendem que o processo de  reconstrução das zonas afectadas pelas cheias em Moçambique deve iniciar-se pela reposição urgente das principais vias de acesso, em particular a Estrada Nacional Número Um (EN1), considerada a espinha dorsal da circulação de pessoas e mercadorias no País.

Falando durante o espaço de debate no programa O País Económico, da STV, os economistas foram unânimes em afirmar que as cheias encontraram o País em contrapé, uma vez que ainda estava no processo de recuperação pós-manifestações eleitorais.

Segundo Octávio Manhique, a destruição provocada pelas cheias ocorre num momento especialmente sensível para a economia nacional, que ainda se encontrava em processo de retoma. “A primeira situação que tem de ser atendida, porque é urgente e sufoca, sobretudo, as economias das províncias de Gaza e Inhambane, são exactamente os cortes que se verificaram na estrada”, afirmou, sublinhando que a reposição desta infra-estrutura básica é uma condição indispensável para restaurar o mínimo de normalidade económica.

O economista explicou que a interrupção da EN1 contribui directamente para a escassez de produtos e para a subida especulativa de preços. “Quando se sabe que o coco não vem de Inhambane, no dia seguinte o preço dispara”, exemplificou, defendendo que a reposição da transitabilidade reduz a tentação de especulação, ao assegurar a continuidade da cadeia de abastecimento.

Para além das estradas, Octávio Manhique considera prioritário o apoio às populações afectadas, muitas das quais permanecem em centros de acomodação, depois de perderem casas, bens e meios de subsistência. Defende que o processo de reassentamento deve ser acompanhado de medidas que permitam às famílias retomarem actividades produtivas, sobretudo agrícolas, em zonas mais seguras. “Há pequenas coisas que podem ir sendo feitas para apoiar estas pessoas a reerguerem-se”, frisou.

No médio e longo prazo, o economista alerta para a necessidade de o País assumir que as crises climáticas vieram para ficar, exigindo investimentos estruturais em prevenção, controlo de cheias e ordenamento do território. Reconhecendo as limitações do Tesouro Público e a reduzida margem de endividamento, aponta o apoio externo como a via mais realista para financiar grande parte da recuperação, através de parceiros bilaterais, multilaterais e organismos como o Banco Mundial e o FMI.

Por seu turno, o economista Gananzito Lino defendeu que a reconstrução deve ser orientada por um plano estratégico de prevenção e resposta a desastres, incluindo a eventual criação de um fundo específico para estes cenários. Para Lino, as cheias destruíram simultaneamente o tecido social e produtivo, afectando infra-estruturas públicas, hospitais, escolas, unidades do sector privado e cerca de 105 mil hectares de culturas.

“Temos uma grande espinha dorsal que liga os centros de produção e os centros de comercialização, que são as infra-estruturas rodoviárias”, afirmou, acrescentando que também as linhas ferroviárias e outros sistemas de transporte devem ser repostos com urgência. O economista defende, igualmente, um mapeamento do sector privado afectado e a criação de pacotes de apoio e financiamento para permitir a retoma da actividade económica e evitar o agravamento do desemprego e da inflação.

Gananzito Lino sublinhou ainda que, apesar de o Orçamento do Estado para 2026 já ter sido aprovado, a situação extraordinária criada pelas cheias obriga a um reajustamento das prioridades de despesa e à mobilização de apoios externos. Contudo, alerta que qualquer recurso mobilizado deve ser gerido com rigor: “É preciso valorizar cada centavo que for alocado para a recuperação dessas emergências”.

As posições convergentes dos dois economistas apontam para uma abordagem faseada da reconstrução: começar pela reposição das vias de acesso e da mobilidade, avançar para o apoio humanitário e reassentamento, e, paralelamente, estruturar medidas de prevenção e resiliência climática que reduzam a vulnerabilidade do País a futuros desastres.

Depois de receber do Governo cerca de 110 milhões de dólares para o Fundo Soberano, no dia 10 de Dezembro de 2025, o Banco de Moçambique, gestor operacional da entidade, depositou a prazo o valor em três bancos e ganhou juros.

Segundo as demonstrações financeiras do Fundo Soberano, a aplicação do valor nos bancos Bred Banque Populaire, The Toronto-Dominon Bank e Sumitomo Mitsui Trust Bank permitiu à entidade alcançar o seu primeiro lucro a 31 de Dezembro de 2025.

“O lucro registado no exercício findo em 31 de Dezembro de 2025 decorreu dos juros das aplicações em depósitos de muito curto prazo (overnight) efectuadas em três contrapartes no estrangeiro com início a 12 de Dezembro de 2025”, diz o documento.

O resultado líquido positivo (lucro) alcançado pelo Fundo Soberano foi de 210 589,11 dólares, que, somados ao capital inicial, totalizam cerca de 110,2 milhões de dólares de capitais próprios da entidade criada para acumular poupanças para futuras gerações.

O conteúdo que consta das demonstrações financeiras foi aprovado pelo governador do Banco de Moçambique, na qualidade de entidade máxima responsável pela gestão operacional do Fundo Soberano, conforme previsto na lei criada para o efeito.

Em referidos bancos, as taxas de juro mínima e máxima aplicadas nos depósitos a prazo em moedas estrangeiras (overnight) foram de 3,60% e 3,9% válidas para um período de um mês, referem as demonstrações financeiras do Fundo Soberano.

Para manter as contas bancárias no exterior, o Banco de Moçambique, na qualidade de gestor do Fundo Soberano, fez pagamentos de 1103,07 dólares norte-americanos referentes aos serviços no exercício económico de 2025.

O valor foi desembolsado a título de adiantamento e deverá ser cobrado pelo banco ao Fundo Soberano, que por sua vez deverá encaixar nas receitas da produção de gás nas áreas 1 e 4 da Bacia do Rovuma, em Cabo Delgado. 

São objectivos do Fundo Soberano apoiar o desenvolvimento socioeconómico do País; acumular poupanças para as futuras gerações oriundas das receitas de gás e estabilizar o Orçamento do Estado em caso de volatilidade das receitas.

Para o exercício económico do ano de 2026, espera-se que sejam canalizados ao Fundo Soberano de Moçambique mais 30,7 milhões de dólares (40% da receita global), e as receitas de gás remanescentes, cerca de 46,1 milhões (60% da receita global), vão para a Conta Única do Tesouro (CUT).

“Assim, quaisquer cobranças adicionais realizadas ao longo do ano serão integralmente transferidas para a conta do Fundo Soberano de Moçambique”, prevê o Governo no Plano Económico e Social e Orçamento de Estado de 2026.

Devido ao decréscimo na estimativa de produção da concessionária para o ano de 2026, a parte das receitas do gás natural liquefeito direccionada à Conta Única do Tesouro vai reduzir de 47,1 milhões para 46,1 milhões de dólares.

O valor que vai para a CUT será direccionado à construção da ponte sobre o rio Save, urbanização e disponibilização de terra infra-estruturada, construção e apetrechamento do Hospital Distrital de Chibuto, entre outras finalidades.

De acordo com o Governo, o Fundo é um mecanismo para fomentar a diversificação económica e aumentar a resiliência do País face a choques internos e externos, contribuindo para o crescimento sustentável e inclusivo.

O Governador da Província de Nampula, Eduardo Abdula, defendeu o envolvimento activo das lideranças religiosas no combate aos actos de corrupção, considerando-o uma condição essencial para garantir um desenvolvimento inclusivo e sustentável.

O apelo foi feito na quarta-feira durante a cerimónia de abertura da Conferência Regional de Líderes Religiosos, subordinada ao lema “Recursos Islâmicos sobre Paz: Um Intercâmbio entre Teólogos Muçulmanos no Norte de Moçambique”, que reúne líderes com reconhecida influência espiritual, social e comunitária.

Na ocasião, o Chefe do Conselho Executivo Provincial de Nampula sublinhou que a paz não é um dado adquirido nem um simples ponto de chegada, mas sim uma construção colectiva, permanente e exigente, que se realiza diariamente nas comunidades, instituições e consciências.

Na ocasião, Abdula destacou que, pela sua proximidade às comunidades, autoridade moral e capacidade de escuta e mediação, as confissões religiosas são parceiras incontornáveis na promoção da paz social, na prevenção de conflitos e na defesa da dignidade humana, reiterando que “a paz não se decreta, constrói-se, quando cada actor assume a sua responsabilidade”.

Para concluir, o Governador reafirmou a total disponibilidade do Governo da Província de Nampula para continuar a trabalhar em estreita colaboração com as confissões religiosas, a sociedade civil e os parceiros, “não apenas em momentos formais, mas na construção de soluções práticas que consolidem a paz, reforcem a segurança e criem condições para um desenvolvimento verdadeiramente inclusivo e sustentável”.

 

Desenvolvimento do turismo local requer envolvimento de todos

Eduardo Abdula afirmou, numa outra actividade, que o desenvolvimento do turismo local requer o envolvimento de forma coordenada do sector público e privado.

O Chefe do Conselho Executivo Provincial falava na Ilha de Moçambique, durante a cerimónia de lançamento da Gala de Turismo e Fórum de Turismo e Investimentos 2026, a decorrer em Junho próximo.

Para garantir competitividade aos operadores turísticos e hoteleiros, Eduardo Abdula, explicou ser essencial continuar a trabalhar na redução dos custos de conectividade aérea, estando já visíveis alguns sinais com a redução das passagens aéreas, bem como iniciativas como a marca “Wamphula Noophiya”, expressão da alma turística de Nampula.

Neste contexto, o Governador lembrou que o sector privado é igualmente chamado a investir na formação e valorização dos seus trabalhadores, garantindo qualidade, profissionalismo e experiências memoráveis aos visitantes.

A Federação de Desenvolvimento Empresarial de Moçambique (FDEM) manifestou o seu profundo repúdio e condenação ao atentado armado contra o jornalista da STV, Carlitos Cadangue, ocorrido na noite de 04 de Fevereiro, no bairro Trangapasso, na cidade de Chimoio, província de Manica.

‎Em comunicado, a FDEM considera que o acto criminoso, que colocou em risco a vida do jornalista e do seu filho, representa uma grave ameaça à liberdade de imprensa, à segurança dos profissionais da comunicação social e ao direito dos cidadãos à informação, princípios essenciais para a estabilidade democrática e para um ambiente de negócios saudável e transparente.

‎A organização sublinha que o atentado ocorre num contexto em que o jornalista vinha abordando matérias de elevado interesse público, com destaque para os sectores da mineração e da segurança, considerados estratégicos para o desenvolvimento económico do país.

‎A FDEM saudou a pronta reacção da Polícia da República de Moçambique na abertura de um processo-crime e apelou ao Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) para a condução de uma investigação célere, imparcial e rigorosa, de modo a responsabilizar os autores materiais e morais do crime.

‎No documento, a federação reafirma que não pode haver desenvolvimento económico sustentável num ambiente marcado pela intimidação e violência, defendendo que a segurança dos jornalistas é também um pilar da confiança institucional e do investimento.

‎A FDEM expressou ainda solidariedade a Carlitos Cadangue, à sua família, à STV e à classe jornalística moçambicana, reiterando o seu compromisso com a promoção de um país onde o jornalismo e a actividade económica sejam exercidos com liberdade, segurança e responsabilidade.

Conselho Executivo Provincial condena atentado contra Carlitos Cadangue em Manica

O Conselho Executivo Provincial manifestou, esta quinta-feira-feira, profundo repúdio pelo atentado ocorrido na noite de 4 de fevereiro de 2026 contra o jornalista e correspondente da STV e do Grupo Soico em Manica, Carlitos Francisco Cadangue, e o seu filho, quando regressavam a casa.

Em comunicado, o órgão classificou o acto como uma grave violação da liberdade de expressão e do livre exercício do jornalismo, apelando às autoridades competentes para uma investigação célere, rigorosa e transparente, de modo a responsabilizar os autores do crime.

O Conselho expressou ainda solidariedade ao jornalista, à sua família, aos colegas de profissão, à STV e ao Grupo Soico.

Cristiano Ronaldo festejou o 41.º aniversário em protesto contra aquilo que considera ser um tratamento desigual do Fundo de Investimento Público para com o Al Nassr, e, na Arábia Saudita, esperam que o regresso ocorra já hoje ante o Al-Ittihad Jeddah.

Cristiano Ronaldo celebrou, nesta quinta-feira, o 41.º aniversário, no meio daquele que é um momento inédito da carreira, marcado pela recusa de jogar com a camisola do Al Nassr, clube que considera estar a ser alvo de um tratamento desigual por parte do Fundo de Investimento Público (PIF) da Arábia Saudita em relação aos principais rivais.

O organismo detém a maioria do capital social dos quatro principais emblemas do país, entre eles, o Al Hilal, que, só no já encerrado mercado de transferências de verão, adquiriu sete reforços (Kader Meité, Saimon Bouabré, Murad Al-Hawsawi, Rayan Al-Dossary, Sultan Mandash, Pablo Marí e, o mais mediático de todos, Karim Benzema, que entrou em ‘rota de colisão’ com o Al-Ittihad Jeddah), ao passo que Jorge Jesus só pôde contar com um (Haydeer Abdulkareem).

Face a isto, o internacional português entrou naquilo a que está a ser chamado de “greve”, colocando, inclusive, em causa a continuidade no Médio Oriente, pese embora tenha renovado contrato, há menos de meio ano, até Junho de 2027, mostrando-se totalmente comprometido com o projecto desportivo delineado pelo país.

Ainda assim, o próprio tem-se mantido em silêncio… com excepção de uma fotografia publicada, na quarta-feira, nas redes sociais, na qual se mostrou a treinar, dois dias depois de ter ficado de fora da lista de convocados, no triunfo conquistado sobre o Al-Riyadh, no Prince Faisal bin Fahd Stadium, por 0-1.

Um gesto que, de acordo com informações adiantadas, nesta quinta-feira, pela estação televisiva britânica Sky Sports, as autoridades que regem o desporto saudita estão a torcer para que signifique que esta acção de protesto está em vias de terminar, dada a importância que o jogador formado no Sporting assume para o próprio governo.

O Al Nassr tem encontro marcado com o Al-Ittihad Jedah, de Sérgio Conceição, para as 19h30 (hora de Moçambique) desta sexta-feira, num embate de tal dimensão que os responsáveis esperam que seja “demasiado grande” para que fique de fora, até porque pode valer um ‘salto’ para a liderança do campeonato saudita.

“Os dirigentes estão surpreendidos por este estar infeliz – apesar de auferir uns supostos 500 mil libras [576,8 mil euros] por dia – e querem que jogue, na sexta-feira”, aponta a publicação, que recorda, ainda, que o madeirense “está contratualmente obrigado a jogar, a não ser que esteja lesionado”, pelo que uma nova ‘falta’ pode vir a deixá-lo em apuros.

 

Arábia Saudita ainda acredita em Cristiano Ronaldo

No referido artigo é, ainda, referido que, apesar de toda esta polémica, Cristiano Ronaldo mantém o “total apoio” por parte da Arábia Saudita, ainda que as mais altas instâncias não estejam de acordo com os argumentos que este tem vindo a apresentar para justificar a indisponibilidade de jogar pelo Al Nassr.

Isto porque, além das quantias monetárias e dos poderes que lhe foram oferecidos, insistem que o investimento na janela de transferências de Janeiro só não foi maior… porque, no verão, foram gastos mais de 100 milhões de euros, nas contratações de João Félix, Kingsley Coman, Mohamed Simakan, Saad Al-Nasser, Haroune Camara, Abdulmalik Al-Jaber, Iñigo Martínez e Nader Al-Sharari.

 

Mercado de Janeiro teve recorde de transferências e menos investimento

O mercado de transferências de Janeiro de 2026 estabeleceu um novo recorde no número de movimentações no futebol profissional masculino, embora com uma quebra no investimento total em comparação com o período homólogo de 2025.

Já no futebol feminino, registou-se um valor recorde de gastos, apesar de uma ligeira diminuição no número de transferências.

De acordo com o relatório January Transfer Snapshot 2026 da FIFA, o futebol masculino registou mais de 5900 transferências internacionais em Janeiro de 2026. Este número representa um máximo histórico para uma janela de inverno, superando em pouco mais de 3 por cento o recorde anterior, estabelecido há 12 meses.

No que toca aos valores envolvidos, os clubes investiram mais de 1,6 mil milhões de euros em taxas de transferência, o que assinala uma descida de cerca de 18% face a Janeiro de 2025. Ainda assim, este montante é mais de 20% superior aos valores registados em Janeiro de 2023.

O futebol feminino também atingiu um marco histórico. Pela primeira vez, os clubes ultrapassaram a barreira dos oito milhões de euros gastos em transferências internacionais durante o mercado de Janeiro, um aumento superior a 85% em relação ao recorde anterior, de Janeiro de 2025.

Foram registadas mais de 420 transferências, uma ligeira quebra de quase 6% em comparação com o mesmo período do ano passado.

No sector masculino, os clubes ingleses lideraram o investimento, com um gasto total superior a 300 milhões de euros. O top-5 de países mais gastadores ficou completo com clubes de Itália, Brasil, Alemanha e França.

Em sentido inverso, foram os clubes franceses que mais encaixaram com vendas, recebendo mais de 180 milhões de euros, seguidos por emblemas de Itália, Brasil, Inglaterra e Espanha.

O Brasil destacou-se como o país com o maior número de jogadores contratados, à frente de Espanha, Argentina, Inglaterra e Portugal. Já a Argentina foi o país com o maior número de transferências para o exterior, com Inglaterra, Brasil, Espanha e Estados Unidos a completarem os cinco primeiros lugares.

No futebol feminino, os clubes de Inglaterra foram os que mais investiram (mais de quatro milhões de euros), sendo também os que realizaram o maior número de contratações.

A cidade da Matola celebrou, ontem, 54º aniversário de elevação a esta categoria, com olhos postos no combate à corrupção, inundações urbanas e ao desemprego.

Uma cidade em expansão, que cresce em extensão e população.  

Somando a cidade cimento e os bairros de expansão, a população da Matola chega a atingir 1.5 milhões de pessoas, sendo agora a mais populosa do País. 

Considerada cidade industrial, o seu crescimento é marcado por desafios antigos, alguns deles sobejamente conhecidos: desemprego, criminalidade urbana, transporte e gestão de resíduos sólidos…Mas não é de desafios que pretendemos falar. 

Em meio a desafios, Matola parou nesta quinta-feira, para celebrar os 54 anos de elevação à categoria de cidade.

Após a deposição de flores na praça dos herois local, o Edil da Matola reiterou se tratar de uma efeméride celebrada com tristeza. 

“Celebramos esta efeméride num momento particularmente marcado pelos impactos das inundações severas que assolaram a nossa Cidade, afectando 62.580 pessoas, das quais 2.684 ficaram alojadas em 11 Centros de acomodação temporária, com registo de 4 óbitos. Os impactos estendem-se igualmente em danos a infraestruturas sociais e económicas com destaque para 4 unidades sanitárias, 6 escolas, 10 estradas profundamente danificadas, entre outros”, listou Júlio Parruque.

Prejuízos à parte, Júlio Parruque decidiu fazer uma autoavaliação dos dois anos de Governação municipal. Os municípios receberam elogios na contribuição tributária. 

“Recalcar a nossa gratidão e felicitação aos Matolenses e a todos que de forma mais dedicada contribuíram para o nosso bom desempenho em 2025 com um crescimento de 103.80% de receita global até o mês de Setembro quando comparado com o ano de 2024”, disse Parruque”, mas há muito que Parruque diz que já fez por Matola, nestes dias.

“Construímos ao longo desse tempo, mais de 35 km de estradas urbanas, a nossa rede viária cresceu em cerca de 18 por cento. Estamos a concluir a estrada Sidwava-Mwanatibjana (asfalto), zona-verde – dlhavela (pave), Muhalaze-mgodlhoza-Mukhatine (asfalto), são mais de 20 km de estradas em obras de conclusão”.

A gestão de resíduos sólidos, gestão de águas da chuva e o desemprego juvenil compõem a lista dos desafios reconhecidos pelo Edil. 

“Implementamos em 100 por cento a iniciativa Avante Jovem. São 7.5 milhões de meticais que entregamos à juventude, anualmente. Criamos mais 150 postos de emprego para a Polícia Municipal: mais do que emprego é o dever de servir ao município, mas queremos acabar com os ruídos de que há venda de vagas para acesso à PM, isso é crime. Queremos eliminar”, disse, ameaçando levar à barra do tribunal todos aqueles que se envolvem em esquemas.

Para reforçar a recolha do lixo, o Município da Matola entregou 11 viaturas de recolha de lixo e de inertes, três viaturas de fiscalização para a polícia municipal e duas motobombas, para reforçar a sucção de águas.  

Foi igualmente inaugurado um posto de abastecimento de combustível, com participação do Município da Matola. E o transporte público é o principal beneficiário.

O Governo provincial apela aos outros municípios da província a apostarem neste tipo de investimentos para a subsistência das autarquias.

O Presidente da República,  Daniel Chapo, condena, em termos firmes e  veementes, o atentado contra o jornalista Carlitos Cadangue,  correspondente da STV em Manica, ocorrido na noite de ontem, em Chimoio. 

O Presidente da República exige, das autoridades competentes,  esclarecimento deste atentado, devendo os seus perpetradores  serem levados à justiça.

“Somos um país onde a Liberdade de Imprensa deve prevalecer  e continuaremos a lutar firmemente contra o crime organizado,  que não tem como triunfar no nosso País. O medo e a  insegurança são inimigos da liberdade, da democracia e do  desenvolvimento”, afirmou o Chefe do Estado. 

O Presidente da República expressa a sua solidariedade ao  jornalista Carlitos Cadangue e à sua família, bem como à  comunidade jornalística, em geral, e ao Grupo SOICO,  proprietária da STV.

Ryan Routh, homem que planejou assassinar o Presidente dos EUA, Donald Trump, na Flórida, em Setembro de 2024, foi condenado, esta quarta-feira, à prisão perpétua.

A tentativa de assassinto de Donald Trump ocorreu em Setembro de 2024, dois meses antes das eleições nos Estados Unidos.

Ryan Routh de 59 anos, agora condenado à prisão perpétua pela prática do crime,  havia sido condenado em Setembro. Foi o segundo atentado contra a vida do então candidato na corrida eleitoral que o levou de volta à Casa Branca.

A juíza Aileen Cannon proferiu a sentença após uma audiência de 90 minutos.  Aileen Cannon argumentou que a decisão vai proteger o público de futuros crimes cometidos por Routh.

Routh foi preso depois de ter sido flagrado por um agente do serviço secreto. O agora condenado estava armado com um rifle cujo cano ficou visível entre os arbustos no qual ele se escondia, próximo ao campo onde Trump jogava uma partida de golfe.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê a continuação de ocorrência de chuvas moderadas a fortes, nas províncias de Cabo Delgado e Niassa. 

Segundo o comunicado do INAM, serão afectados, na província de Cabo Delgado, os distritos de Nangade, Muidumbe, Mueda, Montepuez, Balama, Namuno, Mecufi, Chiúre, Metuge, Ancuabe, Quissanga, Ibo, Meluco, Macomia, Mocímboa da Praia, Palma e cidade de Pemba. 

Já em Niassa, as chuvas far-se-ão sentir nos distritos de Marrupa, Nipepe, Mecula, Mavago, Majune, Maúa, Metarica, Cuamba, Mandimba, Ngauma, Chimbonila, Sanga, Muembe, Lago e cidade de Lichinga.

Adicionalmente, o INAM prevê a continuação de chuvas em regime fraco a moderado na província de Nampula.

+ LIDAS

Siga nos

Galeria