Mojtaba Khamenei, novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, fez o seu primeiro discurso ao país, abordando a situação após os ataques dos EUA e Israel. E deixou uma promessa: “Garanto a todos que não renunciaremos à vingança sangrenta dos mártires”.
A declaração, que surgiu numa altura em que se suspeitava que Khamenei estaria em coma na sequência dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, foi previamente gravada e transmitida sem vídeo, apenas com uma fotografia do líder religioso.
Khamenei começou por referir que “soube do resultado da votação da Assembleia de Peritos ao mesmo tempo” que o resto do país, através da televisão da República Islâmica, e disse ser “difícil ocupar o lugar de dois grandes líderes, o grande Khomeini e o mártir Khamenei”, referindo-se ao líder da Revolução Iraniana de 1979 e ao pai, que morreu no primeiro dia de ataques, a 28 de Fevereiro.
“Tive o privilégio de visitar o seu corpo após o seu martírio. O que vi foi uma montanha de firmeza, e ouvi dizer que ele tinha cerrado o punho da sua mão ilesa”, acrescentou.
O líder supremo do Irão agradeceu “a perspicácia e a inteligência da grande nação iraniana”, que “no recente incidente” permaneceu com “firmeza, coragem e presença”, inspirando “admiração entre os amigos e perplexidade entre os inimigos”.
“Foram vocês, o povo, que lideraram o país e garantiram a sua autoridade”, afirmou.
Sobre a guerra no Médio Oriente, Mojtaba Khamenei defendeu que “o bloqueio do Estreito de Ormuz deve continuar” e destacou a “solidariedade” da Frente de Resistência, que, “sem dúvida”, irá “encurtar o caminho para a libertação da sedição sionista”.
“Garanto a todos que não renunciaremos à vingança sangrenta dos vossos mártires. A vingança que temos em mente não se limita ao martírio do Líder Supremo da Revolução. Pelo contrário, cada membro da nação que é martirizado pelo inimigo constitui um caso separado na nossa vingança”, acrescentou.
Lembrou, ainda, o ataque a uma escola, em Minab, onde morreram mais de 100 crianças e prometeu que a “vingança continuará a ser prioridade”.
“O crime que o inimigo cometeu deliberadamente na Escola Shajarah Tayyba Minab e outros casos semelhantes ocupam um lugar especial nesta intervenção”, frisou.
Referindo-se aos Estados Unidos como “o inimigo”, o aiatolá (ayatollah) lembrou a existência de bases norte-americanas em países vizinhos e afirmou que essas bases militares serão atacadas porque “foram usadas no recente ataque”. Ainda assim, deixou a garantia que não iria “atacar esses países” vizinhos.
“Os países da região devem assumir a responsabilidade pelos agressores da nossa amada pátria e pelos assassinos do nosso povo. Recomendo que fechem essas bases o mais rápido possível, pois já devem ter percebido que a alegação dos Estados Unidos de estabelecer segurança e paz não passava de uma mentira”, atirou.
Garantindo que o Irão “não quer estabelecer domínio e colonialismo” no Médio Oriente, o líder supremo frisou que o país está “plenamente preparado para a união e relações mútuas calorosas e sinceras com todos os seus vizinhos”.
O Parlamento do Senegal aprovou, nesta quarta-feira, uma nova lei que agrava as penas para relações homossexuais no país. O diploma legal duplica a pena máxima, passando de cinco a dez anos de prisão para os chamados “actos contra a natureza”, expressão usada na legislação para se referir a relações entre pessoas do mesmo sexo.
A lei segue nesta altura para promulgação pelo presidente Bassirou Diomaye Faye.
A proposta foi aprovada por ampla maioria na Assembleia Nacional, com 135 votos a favor, nenhum voto contra e três abstenções. Durante o debate parlamentar, alguns deputados defenderam a medida com discursos duros contra a homossexualidade, refletindo a forte oposição ao tema em parte da sociedade senegalesa.
Além das penas de prisão que duplicaram de 5 para 10 anos, a nova lei estabelece multas que podem variar entre dois e dez milhões de francos, valores muito superiores aos previstos anteriormente. A legislação também prevê penas de três a sete anos de prisão para pessoas consideradas culpadas de promover ou financiar relações homossexuais. A pena máxima será aplicada quando o acto envolver menores.
A aprovação ocorre em meio a uma onda recente de detenções no Senegal. Desde fevereiro, dezenas de homens foram presos com base nas leis anti-LGBTQ do país, muitas vezes após denúncias ou buscas em telefones. O tema tem gerado forte controvérsia no país da África Ocidental, onde organizações religiosas defendem punições mais severas, enquanto entidades de direitos humanos alertam para o aumento da repressão e da discriminação.
O Governo do Irão alertou que o mundo deve preparar-se para uma possível subida do preço do petróleo até 200 dólares por barril, devido ao conflito no Médio Oriente.
O conflito no Médio Oriente tende a intensificar-se. As forças iranianas atacaram navios mercantes nesta quarta-feira, numa zona estratégica que se encontra, actualmente, bloqueada.
Segundo a imprensa internacional, Teerão também lançou ataques contra Israel e alvos em várias partes do Médio Oriente, demonstrando que ainda tem capacidade de resposta, apesar do que o Departamento de Defesa dos Estados Unidos da América descreveu como os ataques mais intensos de sempre conduzidos pelas suas forças e por Israel.
Os preços do petróleo, que tinham disparado no início da semana, aliviaram, entretanto os mercados bolsistas recuperaram, com investidores a acreditarem que o Presidente dos EUA vai encontrar rapidamente uma forma de terminar este conflito.
Enquanto isso, o governo do Irao alerta para uma subida brusca do preço do petróleo de até 200 dólares por barril.
O Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu hoje, em audiência, a Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH), encontro no qual a instituição apresentou a sua avaliação sobre a evolução da situação dos direitos humanos no país, os desafios decorrentes de conflitos sociais e situações de emergência recentes, bem como a necessidade de reforço institucional e financeiro da Comissão para cumprir os mandatos que lhe foram atribuídos.
Falando à imprensa no final da audiência, o presidente da CNDH, Albachir Macassar, explicou que o encontro se enquadra no processo de acompanhamento que o Presidente da República tem vindo a realizar com diversas instituições públicas e organizações da sociedade civil sobre a situação dos direitos humanos no país.
Durante o encontro, a Comissão apresentou a sua leitura sobre a evolução da situação dos direitos humanos, particularmente tendo em conta acontecimentos registados no ano passado e no início do presente ano (manifestações violentas e calamidades naturais), que colocaram novos desafios nesta área.
Segundo Macassar, a actuação da Comissão neste contexto centrou se na sensibilização, promoção e acompanhamento de medidas destinadas a garantir a protecção dos direitos dos cidadãos, sobretudo em cenários marcados por conflitos sociais ou situações de emergência.
“E o papel que a Comissão teve neste momento foi, por um lado, de sensibilização e promoção, e, por outro, de acompanhamento daquilo que seriam as medidas a curto e longo prazos que podem ser realizadas pelo Estado para garantir os direitos do cidadão em situações principalmente como estas adversas, de conflitos sociais e também de emergência, no caso deste ano”, acrescentou.
A audiência serviu igualmente para apresentar ao Chefe do Estado as preocupações da instituição relacionadas com o cumprimento das suas atribuições e responsabilidades.
“E também a Comissão apresentou aquilo que são as suas preocupações em termos de trabalho, de uma forma geral, sobre aquilo que é a própria tarefa fundamental do Estado, que o Estado está a atribuir à Comissão”, referiu.
Entre os pontos destacados esteve a ampliação dos mandatos confiados à CNDH ao longo dos últimos anos, incluindo novas responsabilidades na monitoria de instrumentos internacionais de direitos humanos.
“Falamos aqui, necessariamente, para além do mandato amplo que a Comissão tem, desta recepção que a Comissão tem estado a ter de novos mandatos. Há um mandato especial que foi atribuído à Comissão em 2013, que é o mecanismo preventivo contra a tortura, mas também, a bem pouco tempo, recebeu mais um mandato especial que é o mandato como mecanismo de monitoria da
implementação da Convenção sobre as Pessoas com Deficiência”, explicou.
Face a estas responsabilidades acrescidas, Macassar sublinhou a necessidade de reforçar a capacidade institucional e financeira da Comissão para garantir uma resposta adequada às suas funções.
“São mandatos amplos, importantes, mas que é preciso, também, para além de reforçar a parte institucional, reforçar o lado financeiro, a robustez institucional da própria Comissão para que ela possa responder melhor àquilo que seria o seu papel”, afirmou.
No final, o presidente da CNDH considerou que o encontro decorreu num ambiente de abertura e permitiu transmitir ao Chefe do Estado as principais preocupações da instituição.
“Portanto, esta foi a conversa que tivemos com Sua Excelência Presidente da República. Foi muito bem conseguida, conseguimos fazer chegar aquilo que são as nossas preocupações e Sua Excelência Presidente da República recebeu também à altura destas preocupações”, concluiu.
Moçambique recebeu 4,3 mil milhões de Meticais em doações e apoio monetário para vítimas das cheias e inundações, que já afectaram mais de 870 mil pessoas, anunciou hoje o Governo.
“Em todos os níveis, foram canalizadas doações em forma de alimentos, vestuário, material de abrigo, e valores monetários, estimado em 4,3 mil milhões de meticais, dos quais cerca de 1,3 mil milhões em valor monetário”, avançou o Ministro da Administração Estatal e Função Pública, na sessão de resposta aos deputados.
Pelo menos 270 pessoas morreram na actual época chuvosa em Moçambique, desde Outubro, que afectou mais de 870 mil pessoas, 725 mil das quais só nas cheias de Janeiro, em que morreram cerca de 40 pessoas, sobretudo no sul.
Impissa explicou ainda que a ajuda monetária recebida está a ser usada para reforçar a aquisição de bens alimentares e não alimentares para assistência às populações afectadas pelas inundações.
Em 03 de Março, o Governo moçambicano já tinha adiantado ter recebido 1,3 mil milhões de meticais e 6,7 mil toneladas de produtos diversos para apoiar vítimas das inundações.
Em relação às medidas de recuperação das infra-estruturas afectadas pelas cheias, o Governo disse estar na fase conclusiva do esboço do Plano Global de Reconstrução Pós-Cheias 2026 em Moçambique, que visa, entre outras, assegurar uma reconstrução resiliente e sustentável, bem como garantir o relançamento da economia local.
À luz do mesmo plano, o Governo espera realizar intervenções imediatas de assistência humanitária, restabelecer os serviços sociais, incluindo acesso a saúde, educação, água, saneamento e energia, além de normalizar o funcionamento do Estado e da economia local em zonas afectadas.
O Governo vai reabilitar igualmente 5.697 km de estrada, bem como 684 km de linha férrea, 16 pontes, repor 98 aquedutos e 16 km de linha de transmissão de energia, além de substituir 92 postos, instalar 25 km de linha de média tensão e repor 410 postos de transformação.
O Governo moçambicano está ciente do carácter cíclico e cada vez mais intenso dos eventos climáticos que assolam o País, causados por ciclones, chuvas, inundações e secas na sua acção governativa e continua a apostar na adopção e implementação de medidas e acções que concorram, entre outros, para a construção de infra-estruturas resilientes às mudanças climáticas, tais como edifícios públicos, estradas, pontes, linhas de transmissão de energia, sistemas de abastecimento de energia, entre outros.
A informação foi tornada pública nesta quarta-feira, na Assembleia da República, pela primeira-ministra do País, Maria Benvinda Levi, durante a sessão de informações do Governo, em resposta às perguntas feitas pelas quatro bancadas parlamentares, nomeadamente Frelimo, Podemos, Renamo e MDM, sublinhando que a aposta do Executivo inclui a reabilitação e construção de barragens, represas, diques, sistemas de drenagem no âmbito da gestão dos recursos hídricos, assim como a modernização da rede nacional de estações hidroclimatológicas.
Respondendo a uma pergunta da bancada parlamentar da Frelimo relativa à avaliação global do estado sobre a situação das cheias e inundações ocorridas no presente ano, incluindo os seus impactos, Levi referiu-se ao fortalecimento do sistema de aviso prévio e reforço da capacidade de prontidão e de resposta aos desastres naturais, permitindo que, em tempo útil, a população esteja informada e precavida das intempéries; e ao reforço do mapeamento das zonas de risco de ocorrência das calamidades e reassentamento das populações em zonas seguras.
“Neste momento, o Governo está a finalizar a elaboração do Plano de Reconstrução Pós-Cheias 2026 que visa assegurar, a médio prazo, a recuperação da capacidade produtiva, reconstrução definitiva e resiliência das infra-estruturas económicas e sociais destruídas, assim como a restauração dos meios de subsistência das populações, de entre outros”, disse a primeira-ministra moçambicana.
Segundo a governante, relativamente à resposta de emergência, o Governo assegura, de entre várias, a reposição da transitabilidade de várias vias de acesso, sendo de destacar os troços na Estrada Nacional nº.1, 3 de Fevereiro–Incoluane, Baixa de Nguluzane (Xai-Xai) e Rio Save–Muxúnguè, possibilitando a retoma da ligação do Norte ao Sul do nosso país.
Mas também assegura o restabelecimento de energia eléctrica em todos os distritos afectados da província de Gaza; a disponibilização de tendas-escolas e kits de alunos para garantir a retoma do ensino, onde as salas de aulas foram parcial ou totalmente destruídas nas províncias de Maputo, Gaza e Sofala.
Igualmente, falou do restabelecimento de serviços de atendimento hospitalares em 205 unidades sanitárias de um universo de 302 que foram afectadas pelas chuvas e inundações e a distribuição de talhões no âmbito do reassentamento em zonas seguras.
Relativamente à reabilitação das infra-estruturas hidráulicas estratégicas, Benvinda Levi disse que o Governo tem vindo a mobilizar investimentos do sector público e privado, assim como a encorajar o estabelecimento de parcerias público-privadas para assegurar a construção, de entre outras, das barragens de Moamba Major, no rio Incomáti; Mapai, no rio Limpopo e Revúbuè, no rio Zambeze, bem como a construção de sistemas de protecção e diques em Chókwè, Xai-Xai, Ilha Josina Machel, Nova Mambone, Caia, Marromeu e Nante.
“É nossa convicção que, com a implementação destas e outras acções, estamos a criar condições para que o nosso país seja, cada vez mais, seguro e resiliente às calamidades naturais, tanto ao nível das comunidades, da economia e das infraestruturas económicas e sociais”, afirmou a primeira-ministra.
Abordando a questão colocada pela bancada parlamentar do PODEMOS inerente ao conteúdo do Decreto n.º 75/2014, de 12 de Dezembro, que aprovou o primeiro Regulamento de Controlo de Tráfego de Telecomunicações no país, Maria Benvinda Levi sublinhou que, com este instrumento, o Governo actualizou e reforçou um regime já existente.
“Ao rever o Decreto n.º 38/2023, em 2025, o Governo tinha como objectivo principal reforçar a clareza procedimental, os critérios de actuação e as garantias legais aplicáveis, introduzindo com ênfase o judiciário como o legitimador das actuações do Instituto Nacional de Comunicação de Moçambique (INCM), autoridade reguladora do sector”, afirmou.
A governante acrescentou que o Decreto n.º 48/2025, de 16 de Dezembro, deve ser compreendido no quadro mais amplo da consolidação da soberania digital do Estado e do reforço da confiança no ecossistema das telecomunicações, estabelecendo mecanismos técnicos e jurídicos que permitem prevenir e mitigar riscos concretos, sem comprometer o objectivo estratégico de expansão da conectividade e da inovação tecnológica no nosso país.
Levi frisou que o Governo está comprometido e engajado no desenvolvimento, respeito e defesa dos Direitos Humanos, com especial destaque ao direito à vida e ao exercício das liberdades fundamentais consagradas na Constituição da República.
Respondendo a uma pergunta da bancada parlamentar da Renamo relativa à violação dos direitos humanos no país, a primeira-ministra disse que a assinatura do acordo, em Fevereiro último, visando o estabelecimento do Escritório do Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos em Maputo, consubstancia o compromisso e a determinação do Governo em assegurar a protecção e a promoção dos Direitos Humanos no nosso país.
“A materialização prática dos direitos humanos, os quais incluem os direitos de liberdade e de igualdade, é da responsabilidade de todos os moçambicanos, sem distinção de raça, expressão religiosa, cor partidária, de entre outros factores”, frisou Levi, exortando todos os moçambicanos a respeitarem as leis e as autoridades, como condição para garantia de uma vida harmoniosa em sociedade, “que é o anseio de todos nós.”
O Governo regressa, nesta quinta-feira, para responder às perguntas de insistência dos deputados das quatro bancadas da Assembleia da República.
O ministro da Saúde, Ussene Isse, afirmou que o sistema nacional de saúde enfrenta sérios desafios provocados por calamidades naturais e limitações estruturais, mas garantiu que o sector continua a funcionar e a prestar serviços à população.
Falando durante uma intervenção pública, o governante destacou que cheias e ciclones têm causado a destruição de várias infra-estruturas sanitárias, o que dificulta o acesso das comunidades aos serviços de saúde. Segundo explicou, essa realidade levou alguns indicadores do sistema a níveis críticos.
Apesar das dificuldades, o ministro assegurou que o Governo está empenhado em recuperar e fortalecer o sector. De acordo com Ussene Isse, a saúde foi definida como uma das prioridades pelo Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, o que permitiu acelerar processos de aquisição de medicamentos, equipamentos e outros meios essenciais para o funcionamento das unidades sanitárias.
O governante explicou que os processos de aquisição no sector público podem levar entre 12 e 18 meses, mas sublinhou que o Ministério está a trabalhar para responder às necessidades mais urgentes da população.
Durante a sua intervenção, o ministro também reagiu às preocupações levantadas por sectores políticos, incluindo o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), afirmando que o debate é importante, mas apelou à colaboração de todos na busca de soluções para melhorar o sistema de saúde.
Mesmo perante os desafios, Ussene Isse afirmou que os serviços de saúde continuam a registar resultados positivos, com aumento no número de consultas, atendimentos de urgência e cirurgias realizadas nas unidades sanitárias do país. Acrescentou ainda que a taxa de mortalidade hospitalar em Moçambique está abaixo de 5 por cento, dentro dos padrões recomendados pela Organização Mundial da Saúde.
O ministro destacou igualmente o trabalho dos profissionais de saúde, que, segundo ele, continuam na linha da frente a prestar assistência à população. Em contextos recentes de emergência, mais de 16 mil pessoas foram atendidas, mesmo quando alguns profissionais também enfrentavam perdas pessoais causadas por desastres naturais.
Para reforçar o sistema, o Ministério da Saúde anunciou medidas como a revitalização do plano de manutenção de equipamentos médicos, aquisição de ambulâncias, motorizadas e bicicletas para apoio às equipas no terreno, além de um programa acelerado de formação de recursos humanos.
Ussene Isse afirmou que o sector continuará a apostar na qualidade e humanização dos serviços de saúde, com o objectivo de melhorar o atendimento nas unidades sanitárias e garantir maior acesso aos cuidados médicos para a população moçambicana.
O Governo reafirma o compromisso com a legalidade, a protecção dos direitos humanos e o respeito pelo Estado de Direito Democrático consagrado na Constituição da República, explicando que não tolera condutas que atentem contra a vida, a integridade física, a liberdade e a dignidade dos cidadãos.
A informação foi avançada nesta quarta-feira, na Assembleia da República, pelo ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Mateus Saize, durante a Sessão de Informação do Governo.
Saize assegurou que o Executivo moçambicano acompanha com atenção os relatórios e preocupações apresentadas por organizações nacionais e internacionais, incluindo a Human Rights Watch, reiterando que quaisquer alegações de abusos por parte de agentes do Estado são tratadas com a máxima seriedade.
“Não são toleradas condutas que atentem contra a vida, a integridade física, a liberdade e a dignidade dos cidadãos”, sublinhou o ministro, acrescentando que “é neste sentido de responsabilidade e compromisso com o futuro de Moçambique que o Governo tem vindo a definir e implementar um conjunto de acções estratégicas destinadas a reforçar a transparência, a responsabilização institucional e a confiança dos cidadãos nas instituições públicas”.
O ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos destacou o reforço dos mecanismos de fiscalização e combate à impunidade, incluindo investigações independentes e imparciais sobre eventuais abusos cometidos pelas Forças de Defesa e Segurança.
O governante referiu-se ao fortalecimento da independência do Ministério Público e dos tribunais, bem como à criação e activação de mecanismos de inquérito transparentes para assegurar que os responsáveis por eventuais violações de direitos humanos sejam devidamente julgados e punidos.
Segundo o ministro, “com estas acções, o Estado pretende garantir que os responsáveis por violações de direitos humanos sejam devidamente julgados e punidos, consolidando-se, assim, uma cultura de responsabilidade e respeito pela lei”.
No plano institucional, Saize destacou a revisão da Lei do Serviço Nacional de Investigação Criminal, através da Lei n.º 5/2025, de 13 de Junho, que reforçou o carácter científico e investigativo da instituição, colocando-a sob tutela do Procurador-Geral da República.
Outro marco mencionado pelo Ministro tem a ver com a assinatura, a 24 de Fevereiro do ano em curso, em Genebra, do acordo para o estabelecimento do escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos em Moçambique, considerado um mecanismo concreto de promoção e protecção dos direitos humanos.
Falando sobre a liberdade de imprensa e o acesso à informação, Saize disse que constituem pilares essenciais da democracia. “O Governo reafirma o seu compromisso na protecção de jornalistas e defensores de direitos humanos contra quaisquer actos de intimidação, com a implementação efectiva das leis de acesso à informação pública e com o respeito pelo direito à manifestação pacífica, nos termos da Constituição e das demais leis”, afirmou.
No domínio político-eleitoral, o governante explicou que prosseguem esforços para melhorar a gestão eleitoral e consolidar a legitimidade democrática, garantindo processos eleitorais transparentes, justos e verificáveis, o reforço da independência das instituições eleitorais e a facilitação da observação eleitoral independente, nacional e internacional, através das reformas legais necessárias.
O ministro garantiu que o Executivo moçambicano permanece aberto à fiscalização parlamentar, ao escrutínio público e à cooperação com todos os actores que contribuam para o reforço das instituições democráticas, a consolidação do Estado de Direito e a salvaguarda efectiva dos direitos fundamentais de todos os moçambicanos.
A circulação rodoviária numa das vias de acesso ao Porto de Pemba continua condicionada depois de vários camiões terem ficado atolados devido às más condições da estrada.
Até ao momento, já foram retirados dois dos quatro camiões que ficaram imobilizados na via. No entanto, as operações continuam para remover o último veículo pesado que permanece preso no local.
Moradores do bairro relatam que decidiram intervir para ajudar a retirar os camiões da estrada.
“Nós, jovens do bairro, decidimos vir ajudar para tirar estes camiões daqui”, disse um residente de Pemba.
Segundo os residentes, apesar de alguns avanços nas operações, a situação da estrada continua crítica e deverá exigir obras de reabilitação. “Já se conseguiu retirar dois camiões. Falta ainda este que continua atolado”, disse outra testemunha.
Quase quatro dias depois da interrupção da via, os moradores afirmam que ainda não houve presença visível das autoridades no terreno, o que tem levado os automobilistas a procurar soluções por conta própria.
“Enquanto as autoridades não chegam, cada automobilista tenta sair deste lugar como pode”, disse um dos automobilistas que procurava vias para chegar ao seu destino enquanto a via continuava obstruída.
Apesar das dificuldades de acesso, o Porto de Pemba continua em funcionamento. Alguns condutores recorrem a uma via alternativa com uma subida acentuada, o que preocupa os residentes devido ao risco de acidentes.
“Estão a subir naquela rampa e isso é perigoso. Um camião pode perder o controlo e atingir as casas”, disse outro automobilista.
A nossa equipa de reportagem tentou ouvir as autoridades competentes sobre a situação, mas não obteve resposta até ao fecho da nossa edição.
As equipas do Costa do Sol e Black Bulls defrontam-se nesta quinta-feira, em partida das meias-finais da Liga Jogabets ao nível da Cidade de Maputo, naquela que é a chamada final antecipada da prova. Na outra meia-final, o Ferroviário mede forças com a Liga Desportiva de Maputo.
É a recta final do torneio de abertura ao nível da Cidade de Maputo, com a disputa dos jogos das meias-finais, nesta quinta-feira, no relvado sintético do Costa do Sol, com dois aliciantes jogos.
O cruzamento das meias-finais ditou um escaldante duelo entre o Costa do Sol e a Associação Black Bulls, duas equipas candidatas ao título da prova, mas também um embate entre o Ferroviário de Maputo, detentor do troféu, diante da Liga Desportiva de Maputo, única equipa da segunda divisão nesta fase da prova.
Os “canarinhos” chegam a esta fase na qualidade de invencíveis, após terminarem na liderança do grupo B, com 10 pontos, fruto de três vitórias e um empate, à frente Ferroviário de Maputo, Matchedje, Desportivo de Maputo e Ntsondzo, num grupo onde o Nacional desistiu ainda no início.
Já os “touros” terminaram na segunda posição da Série “A”, também com 10 pontos, fruto de três vitórias e um empate, mas sofrendo uma derrota, justamente na última jornada, diante do Maxaquene. A turma de Tchumene só foi superada pela Liga Desportiva de Maputo, que terminou com 11 pontos.
Costa do Sol e Black Bulls são duas equipas que levam a sério todas as provas que disputam, não fosse por isso que entram com as principais estrelas, mesmo para iniciar a preparação para o Moçambola, por isso com ambições de chegar à final e conquistar a prova.
Aliás, “canarinhos” e “touros”, ambos treinados por dois técnicos portugueses que regressaram neste ano ao País depois de ausência de mais de dois anos, têm protagonizado excelente espectáculo nas quatro linhas, com resultado sempre imprevisível, pese embora no confronto directo a Black Bulls leve vantagem sobre o seu adversário.
Na tarde desta quinta-feira, a partir das 15h00, não será diferente e somente no final dos 90 minutos conheceremos o finalista da prova.
Mas o primeiro finalista será conhecido minutos antes, quando o detentor do troféu, Ferroviário de Maputo, procurar o caminho da revalidação diante da Liga Desportiva de Maputo.
A Liga Desportiva terminou na primeira posição da Série “A”, com 11 pontos, fruto de três vitórias e dois empates, enquanto os “locomotivas” foram os segundos da outra série, com nove pontos, fruto de três vitórias e uma derrota.
É um embate em que o vencedor vai ser uma incógnita, até porque o Ferroviário disputa a prova com a sua equipa B, uma vez que a equipa principal está a preparar o Moçambola realizando jogos amigáveis, tendo vencido dois amigáveis diante de equipas de Eswatini.
A Liga Desportiva tem ambições de voltar a conquistar o ceptro depois de mais de duas décadas sem títulos.
Esta partida abre as meias-finais e inicia quando forem 13h00. Ambos os jogos terão lugar no campo do Costa do Sol.

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