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Moradores apontam falta de luz, ausência de posto policial e patrulhamento deficiente como causas do aumento da criminalidade na zona de expansão da Beira.

A zona de Matadouro, no bairro de Inhamízua, vive dias de medo. Só neste ano, já foram registadas cinco vítimas mortais, devido à criminalidade. Moradores denunciam roubos durante o dia e à noite, e apontam a ausência de iluminação pública e a falta de um posto policial como principais factores que favorecem a ação dos malfeitores, naquela que é uma das áreas de expansão da cidade.

De dia, ninguém está seguro, segundo os residentes, que denunciam que adolescentes circulam em grupos, fingindo conversar na rua, enquanto escolhem as vítimas.

À noite a situação agrava-se. A escuridão total e a proximidade com a linha férrea tornam o local propício para assaltos violentos.

“Às vezes nós levamos cliente aqui, para podermos entrar nessa zona. No fim de tudo, por falta de iluminação aqui, na zona, acabamos por sofrer roubo de moto, ser assaltado. Isso já está a ser uma coisa frequente”, contou  Lucas Mauro.

Para os moradores, dois problemas estão na base do problema: a falta de luz e o fraco patrulhamento policial. “Eu já vi aqui a polícia fazer patrulha, mas são raras as vezes. Também eles são seres humanos, e onde não há luz é um pouco difícil patrulhar. Para piorar, nesta  zona de expansão de Matadouro, não existe sequer um posto policial. Havendo uma possibilidade de ter um posto policial, seria louvável”, defendeu  Luciano Nhantumbo.

O único acesso para entrar e sair de Matadouro é um pequeno troço que cruza a linha férrea que liga Beira a Dondo. É precisamente nesse ponto que a maioria dos crimes acontece.

Os números assustam. Só neste ano, cinco pessoas já perderam a vida. A última vítima foi um jovem do bairro, morto no último fim-de-semana e que deixou três filhos pequenos.

“Era biscateiro, mas conseguia qualquer coisa para os filhos comerem. Agora os três filhos menores e a esposa estão desamparados. Como vão conseguir viver?”, questionou Marta Titos, uma residente de Matadouro.

Há ainda críticas ao trabalho dos membros comunitários. “Eu sei que a PRM não tem efectivos adequados, mas também tem uma faixa de membros comunitários. Eles já conhecem a operação daqui, mas não estão a fazer produção, estão lá preocupados a fazer biscates, lavar viaturas na sede do bairro. Não estão aqui”, lamentou Brasil Carlos, igualmente residente em Matadouro. 

Perante o cenário, os moradores pedem socorro urgente às autoridades. Exigem a instalação imediata de iluminação pública, reforço do patrulhamento policial e a construção de um posto policial para travar o avanço da criminalidade e devolver a segurança à população.

A Polícia da República de Moçambique prometeu pronunciar-se sobre as denúncias populares nesta terça-feira.

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O Governo moçambicano prestou assistência humanitária a mais de 810 mil pessoas afectadas por secas, ciclones e inundações no primeiro semestre, incluindo apoio alimentar a 20 664 famílias através de um seguro soberano contra a seca.

De acordo com dados do Governo citados pela Lusa, foram assistidas, no primeiro semestre deste ano, 810 026 pessoas afectadas por eventos climáticos extremos, das quais 780 319 por inundações, 20 667 pela seca e 9040 pela passagem de ciclones.

Segundo o documento, as intervenções incluíram distribuição de alimentos, provisão de abrigo temporário, acesso à água potável, cuidados de saúde e apoio à recuperação dos meios de subsistência das populações afectadas.

Ainda de acordo com a Lusa, no relatório, refere-se ainda que o seguro soberano contra a seca disponibilizou, neste período, 1,8 milhões de dólares, permitindo prestar assistência alimentar a 20 664 famílias em 19 distritos das províncias de Gaza, Inhambane, Manica, Sofala e Zambézia.

Essa cobertura correspondeu a uma média de cerca de 1088 famílias por distrito, acrescenta-se no documento.

Paralelamente à resposta aos desastres naturais, o Governo, em coordenação com parceiros de cooperação, continuou a assegurar assistência humanitária a 762 510 deslocados internos, maioritariamente afectados pelos ataques de grupos insurgentes no Norte do País.

Deste universo, aproximadamente 720 160 deslocados encontravam-se em Cabo Delgado e 42 350 na província de Nampula. Segundo os mesmos dados, foram reforçadas acções de apoio que incluíram assistência alimentar, abrigo, acesso a serviços sociais básicos e iniciativas de reintegração socioeconómica.

Os dados surgem pouco mais de um mês depois de o Governo ter revisto em baixa a previsão de crescimento económico para 2026, de 2,8% para 0,59%, atribuindo a decisão aos impactos das cheias registadas no início do ano.

Na altura, o Executivo aprovou um Plano Global de Recuperação e Reconstrução pós-cheias avaliado em 102 mil milhões de meticais, destinado a promover uma recuperação “resiliente, inclusiva e sustentável” das áreas afectadas.

Segundo dados apresentados pelo Governo, as cheias de Janeiro afectaram cerca de 724 mil pessoas nas províncias de Maputo, Gaza, Inhambane, Sofala, Manica e Zambézia, provocando impactos significativos sobre a pobreza, a segurança alimentar e os meios de subsistência.

As estimativas oficiais apontaram para danos físicos de cerca de 69,5 mil milhões de meticais e perdas económicas avaliadas em aproximadamente 41,37 mil milhões de meticais, concentrando-se os danos no sector social, sobretudo na habitação, e as perdas no sector produtivo, com destaque para a agricultura.

O plano governamental assenta em cinco prioridades: assistência humanitária imediata, reposição dos serviços essenciais, reconstrução de infra-estruturas resilientes, recuperação económica e redução do risco de desastres.

Dados anteriormente divulgados pelo Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) indicam que a última época chuvosa (Outubro a Abril) matou 314 pessoas, afectou mais de um milhão de habitantes e atingiu quase 260 mil habitações em todo o País.

Nesse período, registaram-se ainda 19 desaparecidos e 361 feridos, tendo sido inundadas 211 655 casas, destruídas totalmente 15 616 e parcialmente outras 31 081.

Só as cheias de Janeiro provocaram 43 mortos, 147 feridos e nove desaparecidos, afectando 715 716 pessoas, enquanto a passagem do ciclone Gezani, na província de Inhambane, em Fevereiro, causou quatro mortos e afectou 9040 pessoas. A época chuvosa provocou igualmente danos em 9735 quilómetros de estradas, 52 pontes e 237 aquedutos.

As autoridades indonésias suspenderam hoje a operação em seis aeroportos, incluindo o aeroporto internacional de Jacarta, na sequência da erupção do vulcão Anak Krakatoa, a mais de 150 quilómetros da capital, anunciou o ministro dos Transportes.

Para além do aeroporto Soekarno-Hatta, em Jacarta, e de outros três também situados na capital, os aeroportos internacionais de Bandung e de Radin, situado perto de Bandar Kampung, em Sumatra, foram encerrados, indicou Dudy Purwagandhi durante uma conferência de imprensa.

Entretanto, o aeroporto internacional de Jacarta anunciou que iria prolongar a suspensão dos voos até às 12:30 de Mocambique, numa altura em que mais de 200 voos e 20.000 passageiros já tinham sido afectados.

O vulcão Anak Krakatoa entrou em erupção no sábado, com um fluxo de lava e explosões audíveis até 700 quilómetros de distância, indicou a agência de vulcanologia indonésia em comunicado. Foram registadas duas novas erupções este domingo, precisou a agência.

As cinzas espalharam-se pelo espaço aéreo do aeroporto internacional Soekarno-Hatta, levando as autoridades a suspender as operações nesta infraestrutura. O vulcão Anak Krakatoa, situado no estreito que separa as ilhas de Java e Sumatra, tem registado atividade esporádica desde que surgiu, no início do século passado, no seio da caldeira formada na sequência da erupção do Krakatoa em 1883. Esta catástrofe foi uma das mais mortíferas da história, com um balanço estimado em 35 mil mortos.

A Indonésia, um vasto arquipélago do Sudeste Asiático, situa-se no chamado Anel de Fogo do Pacífico, onde o encontro das placas tectónicas gera uma intensa atividade vulcânica e sísmica.

O número de mortos no acidente de viação que envolveu, no sábado, um autocarro na ilha do Fogo, Cabo Verde, subiu para 25, havendo ainda 18 feridos, quatro dos quais em estado grave, indicou hoje à Lusa fonte oficial.

Estão internadas 18 pessoas, com idades entre seis e 11 anos, quatro das quais em estado grave”, afirmou. Um balanço anterior apontava para 18 vítimas mortais. Segundo a Câmara Municipal de São Filipe, o “autocarro transportava alunos num passeio” quando saiu da estrada e caiu de uma altura de cerca de 30 metros, na localidade de Campanas de Cima, no município de Santa Catarina do Fogo.

A Câmara Municipal de São Filipe adiantou ainda que mantém uma equipa no local, em articulação com a Delegacia de Saúde, a Polícia Nacional, os Bombeiros Municipais Voluntários e outras autoridades, para prestar assistência às vítimas e aos familiares.

O município declarou dois dias de luto municipal e anunciou uma reunião extraordinária para hoje, para deliberar sobre os apoios aos familiares das vítimas.

Numa mensagem publicada na rede social Facebook, o Presidente da República, José Maria Neves, apresentou as condolências às famílias das vítimas e desejou uma “rápida recuperação aos feridos”.

O primeiro-ministro, Francisco Carvalho, manifestou nas redes sociais o pesar

do Governo pela perda de vidas no acidente e apresentou as condolências às famílias das vítimas, estendendo a solidariedade aos feridos e à população do Fogo.

O chefe do Governo desejou ainda uma pronta recuperação aos feridos e reconheceu o trabalho dos profissionais de saúde, das equipas de socorro e de todos os que estão a prestar auxílio às vítimas.

Forças norte-americanas terão atingido um petroleiro iraniano na manhã deste sábado, nas proximidades da ilha de Kharg, junto ao Estreito de Ormuz. A informação, avançada por meios de comunicação iranianos, descreve a ocorrência de várias explosões na embarcação, que se encontra presentemente em processo de evacuação. Até ao momento, não há registo de vítimas humanas, nem qualquer reacção oficial por parte das autoridades de Washington ou de Teerão sobre o incidente.

O acontecimento surge num clima de extrema tensão regional, apenas um dia depois de Teerão ter alegadamente lançado mísseis antinavio contra embarcações naquela que é uma das vias marítimas mais estratégicas do globo. Até à presente hora, os meios iranianos não forneceram detalhes adicionais sobre os alvos ou eventuais danos colaterais resultantes dessa manobra.

O conflito entre os dois países, que se reacendeu no passado domingo, tem vindo a intensificar-se desde que as forças norte-americanas desencadearam ataques contra lançadores de foguetes iranianos no Estreito de Ormuz um ponto nevrálgico do transporte de energia, que tem sido o objecto central de intensas negociações diplomáticas.

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) justificou as suas operações como acções limitadas e precisas, destinadas a neutralizar o que classificou como uma “ameaça iminente” representada pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irão (IRGC). Em resposta, o IRGC confirmou que os ataques atingiram a ilha de Larak e prometeu retaliar, tendo levado a cabo ofensivas contra bases norte-americanas em todo o Médio Oriente.

Na passada terça-feira, as forças do CENTCOM efectuaram uma nova vaga de ataques, tendo como alvo instalações de defesa aérea, sistemas de radar e infraestruturas de colocação de minas do IRGC. O comando militar norte-americano afirmou que a operação foi uma resposta directa às recentes tentativas de ataque contra navios mercantes na região, num conflito que, desde o final de Fevereiro, continua a ameaçar a estabilidade do abastecimento energético global.

O Presidente russo, Vladimir Putin, anunciou este sábado uma suspensão das hostilidades com a Ucrânia, com a duração de três dias. A cessação dos ataques, que entra em vigor à meia-noite deste sábado, foi justificada pela necessidade de garantir a segurança para a realização de reuniões com uma delegação norte-americana, actualmente em visita à região para negociar o fim do conflito.

De acordo com o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, a ordem de suspensão dos ataques a Kiev foi dada directamente pelo líder russo. Esta interrupção das operações militares destina-se a facilitar a acção diplomática de uma delegação enviada pelos Estados Unidos, composta por Steve Witkoff e Jared Kushner, que se encontra em Moscovo.

O facto é que a viagem dos representantes americanos, longamente preparada, tem como objectivo estabelecer um contacto directo com ambas as partes. Após os encontros em Moscovo, onde foram recebidos pelo enviado presidencial Kirill Dmitriev, Witkoff e Kushner seguirão para Kiev, a fim de prosseguir as negociações com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. 

O próprio Zelensky já havia sinalizado que a Ucrânia não realizaria ataques durante a presença da delegação, tendo apelado a que a Rússia adoptasse uma postura recíproca.

Na passada sexta-feira, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os seus enviados levam uma proposta “para acabar com a guerra”. Contudo, o governante norte-americano reconheceu a complexidade do cenário, sublinhando que Putin e Zelensky “se odeiam profundamente”, o que torna as negociações de paz um processo difícil.

A missão diplomática é vista com expectativa, embora subsistam incertezas. Segundo fontes citadas pelo jornal The New York Times, não é claro se Witkoff e Kushner apresentarão um novo projecto de paz ou se a sua intervenção se centrará em solucionar questões pendentes de negociações anteriores, como o controlo do Donbass, território no leste ucraniano que continua a ser um dos principais pontos de fricção entre as duas nações. 

O Presidente de São Tomé e Príncipe, Carlos Vila Nova, tomou posse, para um segundo mandato de cinco anos, numa cerimónia realizada na Assembleia Nacional, na capital são-tomense.

A investidura contou com a presença de várias chefias de Estado e de Governo, bem como de outras altas individualidades estrangeiras. Entre os convidados estiveram os Presidentes do Gabão e da República Democrática do Congo e os Primeiros-Ministros de Portugal e de Moçambique.

Carlos Vila Nova assumiu pela primeira vez a Presidência da República em 2021, com o apoio da Acção Democrática Independente (ADI), partido de centro-direita.

Nas eleições presidenciais realizadas em Julho deste ano, o Chefe de Estado foi reeleito logo na primeira volta, ao conquistar mais de 55 por cento dos votos. Vila Nova superou o seu principal adversário, Nito Abreu, deputado à Assembleia Nacional, que contou com o apoio do antigo Primeiro-Ministro Patrice Trovoada.

Apesar da vitória expressiva, o escrutínio ficou marcado por uma elevada taxa de abstenção, que atingiu 59 por cento, uma das mais baixas participações eleitorais registadas no país.

Em São Tomé e Príncipe, o Presidente da República exerce sobretudo funções de representação e arbitragem institucional, enquanto os principais poderes executivos estão concentrados no Primeiro-Ministro e no Governo.

A escolha do próximo chefe do Governo deverá ocorrer na sequência das eleições legislativas marcadas para 27 de Setembro. O resultado desse escrutínio será determinante para definir a composição do próximo Executivo são-tomense.

A disseminação do vírus do Ébola na República Democrática do Congo está descontrolada.  É a conclusão do Centro Norte-Americano para o Controlo de Doenças.

Numa análise divulgada recentemente, especialistas revelam que todos os controlos operacionais estão abaixo do estabelecido e pedem expansão dos rastreios, da capacidade de isolamento e mais testes à população.

A esperança, diz a organização mundial da saúde, reside nos os ensaios clínicos de três vacinas contra o ébola. Espera-se que possam começar a ser distribuídas na República Democrática do Congo em Outubro ou Novembro deste ano. 

A OMS espera iniciar em outubro ou novembro a distribuição de três vacinas experimentais contra o Ébola na República Democrática do Congo. 

 

A falta de pagamento de salários ao abrigo da Tabela Salarial Única (TSU) e o atraso no pagamento de subsídios de gestão estão a gerar descontentamento entre os juízes, que decidiram avançar com queixas-crime contra funcionários dos Ministérios das Finanças e da Função Pública.

Numa acção pouco comum, a Associação Moçambicana de Juízes submeteu, na quarta-feira, duas queixas-crime contra funcionários das Finanças e da Função Pública, alegando irregularidades no pagamento de salários e subsídios.

Uma das queixas foi apresentada na Procuradoria da Cidade de Maputo, onde os magistrados pedem a investigação de potenciais crimes de abuso de cargo, fraude e corrupção por parte dos gestores do sistema de pagamentos.

Em paralelo, a Associação Moçambicana de Juízes solicitou a intervenção da Procuradoria-Geral da República para intimar as instituições governamentais a reporem os salários retidos e a cumprirem escrupulosamente a lei.

Segundo a associação, entre os prejudicados estão juízes desembargadores já nomeados e magistrados com progressões aprovadas pelo Tribunal Administrativo.

Nos processos, a Associação Moçambicana de Juízes afirma que irá constituir-se assistente e que, nos próximos dias, vai indicar os seus mandatários judiciais.

Quanto aos magistrados que irão conduzir os processos, a associação assegura que os mesmos actuarão com integridade.

O Porto de Maputo prevê ultrapassar a marca de 17 milhões de toneladas de carga movimentada este ano, impulsionado pelo reforço da capacidade operacional com a entrada em funcionamento de dois novos guindastes móveis.

O anúncio foi feito pelo presidente executivo da Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC), Osório Lucas, durante a cerimónia de apresentação dos novos equipamentos, adquiridos mediante um investimento de 13,2 milhões de dólares, equivalentes a cerca de 11,3 milhões de euros.

Os dois guindastes, da marca Liebherr, elevam para oito o número de equipamentos móveis da mesma série disponíveis no Porto de Maputo. Segundo Osório Lucas, cada equipamento tem capacidade para movimentar entre 360 e 400 toneladas de carga por hora.

Os novos guindastes vão substituir gradualmente equipamentos que se encontram em operação há cerca de 11 anos, numa estratégia destinada a aumentar a produtividade, reduzir interrupções e melhorar o atendimento aos navios.

O responsável destacou o crescimento registado pelo porto nos últimos anos, que passou de volumes inferiores a 15 milhões de toneladas em operações directas para mais de 15 milhões actualmente.

“Eu acho que vamos fazer mais de 17 milhões este ano”, afirmou Osório Lucas, citado pela Lusa.

O presidente executivo da MPDC salientou, contudo, que o aumento da capacidade depende não apenas da modernização dos equipamentos, mas também da preparação das equipas responsáveis pela operação, manutenção e segurança.

Neste contexto, defendeu a continuidade da formação dos trabalhadores, sublinhando que o aumento da produtividade não deve colocar em causa a segurança.

“Um resultado atingido à custa da segurança e da vida das pessoas não é um bom resultado”, advertiu.

Na mesma ocasião, o ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, considerou que a entrada em funcionamento dos novos guindastes representa um reforço da capacidade operacional e da competitividade do Porto de Maputo perante outros portos e corredores logísticos da região.

Para o governante, os equipamentos permitirão acelerar o atendimento aos navios, aumentar a fiabilidade dos serviços prestados aos clientes e melhorar a capacidade do porto para disputar cargas no mercado regional.

Matlombe defendeu, no entanto, que o crescimento da actividade portuária deve ser acompanhado por investimentos nos restantes segmentos da cadeia logística.

O ministro apontou a necessidade de reforçar as infra-estruturas ferroviárias, rodoviárias e fronteiriças, de modo a evitar que limitações fora do porto comprometam o escoamento de mercadorias.

O reforço da capacidade do Porto de Maputo surge, assim, num contexto de crescimento da actividade logística e de procura por maior eficiência na ligação entre Moçambique e os mercados da região.

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