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A província de Inhambane espera imunizar mais de 60 mil pessoas contra a COVID-19, na continuação da segunda fase da campanha de vacinação que inicia próxima semana. A informação foi avançada pelo director provincial de Saúde de Inhambane, Naftal Mathusse.

O processo, que inicia na próxima quarta-feira, 04 de Agosto, será feito num total de 32 postos de vacinação, instalados em toda a província.

A vacinação em causa será feita em massa a pessoas com mais de 50 anos de idade, bem como professores e outros funcionários públicos que não tenham sido vacinados nas fases anteriores.

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Os clientes dos restaurantes em Cabo Verde serão obrigados, a partir de Setembro, a apresentar um “Certificado COVID”, instituído hoje, medida também a ser observada noutros espaços, como discotecas, que reabrem a 01 de Outubro.

Segundo uma resolução do Conselho de Ministros, publicada hoje e válida até 30 de Setembro, trata-se de um certificado em formato digital ou papel, replicando, integralmente, o modelo utilizado pelos países da União Europeia, confirmando um teste (PCR ou antigénio) com resultado negativo à COVID-19, a recuperação do indivíduo se já tiver sido infectado ou a toma de pelo menos a primeira dose de uma vacina reconhecida pelas autoridades de saúde cabo-verdianas, escreve o Notícias ao Minuto.

Com excepção de menores de 18 anos, a medida aplica-se a todos os cidadãos nacionais ou estrangeiros, admitindo as autoridades cabo-verdianas o reconhecimento de certificados de países terceiros, nas ilhas em situação de contingência, em que todas se encontram actualmente.

A resolução define que, a partir de 01 de Setembro, o atendimento público nos restaurantes e locais fechados de venda ou consumo de refeições rápidas e similares, bem como os bares, a partir das 19h00 às sextas-feiras, sábados, domingos e vésperas de feriado, apenas será permitido aos clientes que apresentarem o “Certificado COVID” ou que tenham teste negativo à COVID-19.

 

 

Cerca de 93 milhões de votantes mexicanos estão inscritos para participar amanhã, domingo, num referendo que determinará se os antigos políticos do país, nomeadamente os seus ex-Presidentes, podem ou não ser processados por corrupção e outros crimes.

O Presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, promoveu um referendo, o primeiro na história do país sob a Lei Federal de Consulta Popular, para questionar o eleitorado sobre os seus antecessores, num período em que o Chefe de Estado se intitulou de neoliberal, escreve o Notícias ao Minuto.

No referendo, perguntar-se-á aos mexicanos se concordam com a realização de “acções de acordo com o marco constitucional e legal para levar a cabo um processo de esclarecimento das decisões políticas tomadas nos últimos anos pelos actores políticos”.

O guitarrista e fundador da banda francesa Kassav, Jacob Desvarieux morreu na sexta-feira, vítima da COVID-19, anunciou a produtora do grupo.

Desvarieux foi hospitalizado no dia 12 de Julho, depois de ter contraído a COVID-19 e colocado em coma induzido, devido a um estado de saúde debilitado, na sequência de um transplante renal, indicou a empresa, citada pelo Notícias ao Minuto.

Devido à situação, a banda cancelou, recentemente, todos os concertos programados.

Em reacção à sua morte, o cantor senegalês Youssou Ndour endereçou uma mensagem do último adeus ao malogrado, tendo sido divulgada na sexta-feira à noite, na rede social Twitter.

“As Índias Ocidentais, África e a música acabam de perder um dos seus maiores embaixadores. Jacob, graças à sua arte, aproximou as Índias Ocidentais e a África. Dakar, onde viveste, chora por ti. Amigo de despedida”.

A banda Kassav lançou o primeiro álbum “Love and Ka dance” em 1979, e atingiu o auge da popularidade, com o “Zouk”, estilo de música que deu origem a êxitos mundiais cantados em crioulo, como “Zouk la sé sèl médikaman nou ni” (1984), ou “Syé bwa” (1987).

Refira-se que Desvarieux nasceu na capital francesa, Paris, em 1955, e morreu com 65 anos de idade.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que o número de infecções com o novo Coronavírus ultrapasse, no mundo, 200 milhões nas próximas duas semanas, alertando para a necessidade de uma “vigilância mais forte”.

O alerta foi lançado pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, na videoconferência de imprensa regular sobre a evolução da pandemia da COVID-19, transmitida da sede da organização, em Genebra, na Suíça.

Ressalvando que o número pode estar ainda assim subestimado, o médico etíope assinalou que os casos de infecção continuam a aumentar, em muito, devido à variante Delta do Coronavírus, mais contagiosa e em circulação em pelo menos 132 países, incluindo Moçambique.

“Novas variantes vão surgir com a transmissão do vírus e isso também acontece devido ao aumento do contacto social, ao uso inconstante de medidas de saúde pública e ao uso desigual de vacinas”, apontou.

De acordo com a Lusa, o dirigente da OMS voltou, mais uma vez, a realçar a “injustiça na distribuição das vacinas” contra a COVID-19 que está a afectar o continente africano, onde o número de mortes aumentou 40% nas últimas quatro semanas e onde apenas 5% da população está vacinada.

Apesar de grandes feitos alcançados, a ministra do Género, Criança e Acção Social, Nyeleti Mondlane, diz que há fragilidades no sector, que constituem um desafio na sociedade moçambicana, com destaque para a desigualdade de género e violência contra a mulher e rapariga.

“O caminho ainda é longo e complexo, mas estamos seguros de que, com determinação e empenho de todos, poderemos alcançar o nosso objectivo de construir uma África livre da violência, discriminação e uniões prematuras, onde mulheres e homens possam usufruir dos mesmos direitos e das mesmas oportunidades”, disse, acrescentando que 48 por cento dos alunois di ensino primário são mulheres.

Ainda sobre os avanços, Nyeleti Mondlane considera que houve aumento “de mulheres com acesso ao emprego formal, ao financiamento e em profissões que outrora consideradas de domínio masculino, aos recursos produtivos, permitindo a criação de renda para o sustento das famílias moçambicanas. Temos mulheres empresárias de sucesso e muitas outras anónimas que asseguram a produção de alimentos e de riqueza”.

De acordo com a ministra do Género, Criança e Acção Social, esforços estão a ser feitos para continuar a expandir o acesso aos programas de saúde sexual e reprodutiva para evitar constrangimentos.

“Continuamos a expandir o acesso aos programas de saúde sexual e reprodutiva, no planeamento familiar, rastreio do cancro do colo do útero e da mama, aumento dos partos institucionais e tratamento anti-retroviral o que resulta na redução da mortalidade materna e da transmissão vertical do HIV e SIDA”, explicou.

Nyeleti Mondlane falava hoje, no âmbito da comemoração do Dia da Mulher Pan-Africana, hoje assinalado sob o lema “Empoderamento Feminino para uma África mais Igualitária”.

O Dia da Mulher Pan-Africana foi estabelecido para comemorar a primeira Conferência Pan-Africana da Mulher, realizada em Dar es Salam, na Tanzânia, em 1962.

Importadores informais de mercadorias, vulgos “Mukheristas”, dizem que sua actividade tende a normalizar, com o fim dos protestos contra a prisão do ex-presidente sul-africano, Jacob Zuma. Já os transportadores ainda queixam-se de falta de passageiros.

Há cerca de duas semanas, a África do Sul foi palco de protestos contra a prisão do ex-presidente sul-africano, Jacob Zuma, marcados por uma onda de violência acompanhada por pilhagem e vandalismo.

Pela proximidade e dependência económica, Moçambique ficou afectado pela situação, tendo muitos importadores informais de produtos alimentares ficado com receio de dirigir-se àquele país.

Páscoa Napoleão vendedeira de frutas no mercado Fajardo, disse ao “O País” que a situação esteve pior, mas já começa a normalizar-se.

“Por causa desses tumultos, alguns carros já não estavam a entrar, mas tivemos que viajar, não tínhamos como fazer. Viajamos para lá, só que tivemos que arranjar mercadoria já antiga para podermos preencher os carros e voltarmos”, disse.

Contudo, há quem continua com receio de ir à terra do rand adquirir mercadoria, é o caso do comerciante António Conjo.

“Nas últimas duas semanas foi difícil entrar e sair. Tivemos algumas quebras por causa da demora da saída dos carros. Agora preferimos fazer encomenda”.

Com o fim dos protestos, o presidente da associação dos “Mukheristas”, Sudecar Novela, garante que a situação está controlada e que os moçambicanos têm conseguido importar mercadorias.

“Conseguiram meter todos os produtos que lá já tinham, bem como os que cá estavam também puderam entrar como estão a movimentar até agora”.

Entretanto, os transportadores de passageiros, de Maputo para África do Sul e vice-versa, queixam-se de falta de clientes mesmo com o fim da violência, conforme refere Jonas Fumo, chefe dos transportadores internacionais no terminal da Junta.

“A situação está um pouco calma, o que não temos ainda são passageiros, as pessoas ainda têm medo de viajar”, lamentou.

Pedro Sitoe, motorista que faz a rota Maputo-Joanesburg, fala de queda da metade de suas receitas, uma vez que antes conseguia por semana cerca de 16 mil randes.

“Nove mil randes é a minha quebra. Por semana eu faço duas viagens, de Maputo, faço duas viagens da África do Sul, mas já não consigo, acho que são três viagens, só falta uma viagem para completar”.

Por sua vez, os passageiros entrevistados pelo “O País” dividem-se no tocante ao medo de viajar.

Para Francisco Matsinhe, mesmo com receio, não encontra outra saída para garantir a sua sustentabilidade. “Medo existe, mas não temos como fazer, parar é morrer, temos que sempre movimentar com qualquer coisa”, explicou.

Já Daniel Simango diz que não tem medo de viajar, uma vez ter sido tranquilizado sobre a situação actual naquele país. “Eu não tenho medo. Trabalho no restaurante onde vendem bebida e há dias atrás estavam fechados, mas já me ligaram a informar que já abriram e que posso voltar”.

Neste momento, a África do Sul procura reerguer-se da violência e destruição em algumas províncias, com destaque para Gauteng e KwaZulu-Natal.

Artur Comboio já não é treinador do Costa do Sol. A decisão foi tomada depois de um encontro entre a direcção do Matchiki Tchiki e o técnico, que aconteceu no final de mais um empate dos “canarinhos”, desta feita diante do Ferroviário de Lichinga, a uma bola.

Artur Comboio chegou ao comando do Costa do Sol em finais de Abril para substituir Horácio Gonçalves, que acabava de ser nomeado para seleccionador nacional. Encontrou a equipa na oitava posição, com seis pontos, na altura da primeira suspensão do Moçambola devido à pandemia da COVID-19.

Teve duas semanas para preparar a equipa antes da retoma, onde foi a Quelimane empatar diante do Matchedje de Mocuba sem abertura de contagem.

Seguiram-se duas derrotas consecutivas diante do Ferroviário de Maputo, em casa, por 1-2, e na deslocação a Songo, por uma bola sem resposta.

Quando a contestação chegava ao ninho do “canário”, eis que duas vitórias, diante do Desportivo Maputo (2-0) e Ferroviário de Nacala (1-3), apaziguaram a situação e faziam transparecer o ressurgir de um canário que até então estava em voo razante.

Mas a crise não chegou a passar e seguiram-se quatro empates consecutivos, diante da Black Bulls (2-2), Textáfrica do Chimoio (0-0), Liga Desportiva de Maputo (0-0) e Ferroviário de Lichinga (1-1), estas duas últimas caseiras, que fizeram o copo transbordar e apagar o fogo do Comboio.

Terminou assim a odisseia da viagem do Artur no Comboio que o levou ao Matchiki Tchiki, sem glória nem honra, onde conseguiu duas vitórias, duas derrotas e cinco empates, deixando a equipa na 7ª posição provisória, ao fim da primeira volta do Moçambola 2021.

 

O EMPATE “DIABÓLICO” QUE AFASTOU COMBOIO DO MATCHIKI TCHIKI

Foi o primeiro encontro entre “canarinhos” e “locomotivas” de Lichinga no principal campeonato nacional de futebol. Mas o segundo entre Artur Comboio e Antoninho Muchanga. Comboio havia vencido Muchanga na 3ª jornada quando ainda comandava o Incomáti de Xinavane e queria repetir a dose já ao leme do Costa do Sol, mas Elmo não teve cabeça para dar esse gosto a Comboio e por duas vezes desperdiçou.

O Costa do Sol até esteve adulto na primeira parte e não surpreendeu que saísse a vencer, graças ao golo de Telinho, aos 43 minutos, depois de uma excelente jogada do queniano Raymond, que serviu o moçambicano para o seu 6º golo na prova.

Mas no reatar, os pupilos de Antoninho Muchanga voltaram transfigurados, mas quase eram surpreendidos, primeiro por Nilton, que enviou para as nuvens após passe de Elmo e depois por Telinho, que teve pontaria super afinada, e enviou a bola ao poste, quando Danny já estava batido.

Porém o Ferroviário de Lichinga cresceu e acreditou que podia sair do ninho do canário com outro resultado. Aliás, a turma de Lichinga só tinha somado derrotas (5) e vitórias (7) ao longo de toda prova e, se calhar, procurava o empate.

Um empate que chegou aos 70 minutos quando Marcoa, no centro da área, desviou uma assistência de Vivaldo, da esquerda, e deitou balde de água fria no Costa do Sol.

Desta vez não perdeu Antoninho Muchanga, que conquista o primeiro empate na prova, mas agudiza a crise de resultados no ninho do canário, que teve que tomar decisões mais drásticas para procurar se impor na segunda volta do Moçambola 2021.

Um dos funcionários da agência do BCI Central na cidade de Quelimane, detido na sequência do assalto desta quinta-feira, denuncia uma situação de tortura por parte dos agentes do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC). Emocionado, o funcionário contou à nossa equipa de reportagem após ter sido colocado gesso no braço no Hospital Geral de Quelimane.

Segundo a vítima, ao longo da noite de ontem ele e os seus colegas passaram por maus-tratos quando estavam a ser investigados. Na ocasião, ele apresentou um raio x que ilustra o relatório médico da lesão no braço.

“Bateram-me no SERNIC, eu e meus colegas, e o braço fraturou pela porrada com chamboco” disse a vítima.

Entretanto, o porta-voz da corporação negou a acusação, mas prometeu esclarecimentos oportunamente.” Dizer que o SERNIC, nas suas actividades, em nenhum momento pautou por agressões, mas estando o caso em investigação, o que nós podemos dizer é que oportunamente comunicaremos à imprensa para alguns detalhes” disse Felisberto Jamal.

Contudo, quanto ao assalto o SERNIC diz que ainda está no encalço dos malfeitores.

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