Skip to main content

O País – A verdade como notícia


ÚLTIMAS

Destaques

NOTÍCIAS

O Presidente da República, Daniel Chapo defendeu a necessidade de criação de um  ecossistema de financiamento, reformas institucionais e medidas de  protecção das pequenas e médias empresas nacionais, como  condições fundamentais para o desenvolvimento de uma indústria de  construção moçambicana forte, competitiva e sustentável. 

Falando em audiência que concedeu nesta quarta-feira (21), à Federação Moçambicana de Empreiteiros, que tinha por finalidade fazer a análise dos desafios do sector da construção, o Chefe do  Estado manifestou concordância com os aspectos apresentados no  documento de trabalho, considerando-o uma boa base para  aprofundar a reflexão sobre os constrangimentos que afectam os 

empreiteiros nacionais e identificar soluções concretas para o seu  crescimento. 

Na ocasião, o Presidente da República destacou a importância de valorizar e dar prioridade às pequenas e médias empresas nacionais,  sobretudo na execução de pequenas obras públicas, incluindo a  possibilidade de estabelecer limites específicos que permitam uma  maior participação destas empresas nos concursos e contratos  públicos. 

O Presidente da República defendeu igualmente a necessidade de  prosseguir com as reformas destinadas à desburocratização dos  procedimentos, bem como de estabelecer um cronograma de  pagamento das dívidas aos empreiteiros, tendo em conta a evolução  da economia nacional. Sublinhou que a regularidade e a flexibilidade  dos pagamentos são determinantes para melhorar o desempenho das  empresas, assegurar a continuidade das obras e evitar situações de  abandono. 

Segundo o Chefe do Estado, o cumprimento dos prazos contratuais  não depende exclusivamente dos empreiteiros, mas também dos  donos das obras e da capacidade de assegurar os pagamentos nas  diferentes fases de execução. Explicou que os atrasos aumentam os  custos operacionais das empresas, devido à manutenção dos  estaleiros, ao pagamento dos trabalhadores e a outras despesas não  previstas, reduzindo a rentabilidade dos projectos. 

No domínio do financiamento, o Presidente da República considerou  que não é possível desenvolver uma indústria nacional de construção  sem linhas de crédito acessíveis, específicas e adequadas às  características do sector. Para o efeito, apontou o papel estratégico  do Banco de Desenvolvimento de Moçambique na criação de  mecanismos que permitam aos empreiteiros nacionais obter  financiamento com base nos contratos de obras adjudicadas, mesmo  antes do pagamento pelo Estado. 

A título de exemplo, referiu experiências internacionais de  financiamento à construção, defendendo que Moçambique deve  desenvolver mecanismos semelhantes para fortalecer as empresas 

nacionais, promover a sua expansão e criar condições para que, no  futuro, possam competir nos mercados regional, continental e  internacional. 

No final, o Presidente da República reafirmou a disponibilidade do  Governo para continuar o diálogo com os representantes do sector,  incluindo as estruturas ligadas às obras públicas e à reforma dos  projectos estratégicos, com vista ao aprofundamento das propostas  apresentadas e à construção de soluções conjuntas. 

Sublinhou que o objectivo é criar uma verdadeira indústria nacional de  construção, capaz de gerar emprego, dinamizar a economia,  fortalecer o empresariado moçambicano e contribuir para o  desenvolvimento sustentável do País. 

Vídeos

NOTÍCIAS

A Secretária de Estado das Artes e Cultura, Matilde Muocha, e o Presidente do Conselho de Administração da Agência Nacional para o Desenvolvimento e Investimento Turístico (ANDITUR), Hélder Jauana, reuniram-se, nesta quarta-feira, nas instalações do Ministério da Educação e Cultura, para alinhar acções e actuações entre as áreas do turismo e da cultura, no quadro do entendimento da cultura como um importante activo para o reforço da potencialidade turística do país.

Das várias questões discutidas, as duas individualidades usaram a ocasião para alinhar o painel Turismo e Indústrias Culturais e Criativas programado para o Mozambique Tourism Summit, fórum nacional de reflexão e promoção do sector do turismo, que vai decorrer nos dias 5 e 6 de Novembro, em Vilankulo, província de Inhambane. 

Assim, o painel ligado ao sector terá como tema: “A cultura como Activo Económico do Turismo” e contará com a presença de operadores e profissionais do sector da cultura e do turismo. 

Sob o lema “Moçambique: Onde a África se Reinventa”, o Mozambique Tourism Summit, pretende destacar o potencial de Moçambique como destino turístico e espaço de investimento. Espera-se que o evento junte cerca de 30 países.

No encontro Matilde Muocha, fez referência a necessidade da cultura estar entrosada ao turismo, pelo facto destes dois elementos constituírem principais atracções para os turistas nacionais e estrangeiros.

A Secretária de Estado das Artes e Cultura e o PCA da ANDITUR, partilham das mesmas ideias no que concerne à criação de projectos e actividades conjuntas para dentro e fora do país. As partes vão trabalhar para alinhar e participar em eventos nacionais e internacionais que visam promover tanto o turismo como a cultura. 

Ao longo da Estrada Nacional Número 7 (EN7), no troço que liga a cidade de Tete ao município de Moatize, várias mulheres encontram na venda de pedras uma fonte de sustento para as suas famílias. Sob o sol, expostas aos riscos do trânsito, passam os dias à espera de clientes, numa actividade que, apesar das dificuldades, tem permitido melhorar as condições de vida dos seus agregados familiares.

É o caso de Crecia Castro, mãe de cinco filhos, que há seis anos se dedica à venda de pedras em Moatize. A actividade permitiu-lhe adquirir electrodomésticos e assegurar a frequência escolar dos filhos, graças ao rendimento obtido ao longo dos anos.

Entretanto, a vendedora afirma que o negócio já não apresenta o mesmo movimento de outros tempos, devido à redução do número de clientes, situação que dificulta a satisfação das necessidades básicas da família.

A diminuição das vendas representa um desafio para mulheres que dependem exclusivamente desta actividade para garantir a alimentação, a educação dos filhos e outras despesas domésticas. Com uma experiência de dez anos no mesmo ramo, Rita Manuel também conhece os desafios da profissão. Apesar das dificuldades, a venda de pedras permitiu-lhe construir a sua própria casa, um resultado que considera fruto do esforço e da persistência ao longo de uma década.

Além da redução da procura, as vendedeiras enfrentam diariamente os riscos associados à proximidade da estrada, onde a circulação constante de viaturas constitui uma ameaça à sua segurança. Entre Tete e Moatize, os montes de pedras expostos à beira da EN7 representam mais do que uma actividade comercial informal. 

São o reflexo do esforço de mulheres que encontram no trabalho diário uma forma de sustentar as famílias e conquistar melhores condições de vida, mesmo perante a diminuição das vendas e os perigos a que estão expostas.

Pessoas com albinismo beneficiam-se de atendimento médico especializado e gratuito no âmbito da VII Expedição Dermatológica, numa campanha que decorre de 5 a 28 deste mês, nos hospitais provinciais de Tete, Inhambane e Xai-Xai, Hospital Geral da Beira e hospitais centrais de Nampula e Maputo.

A iniciativa promovida pelo Laboratório Internacional de Fotoprotecção e Dermatologia (ISDIN), em colaboração com a África Directo tem como objectivo facilitar o acesso das pessoas com albinismo aos cuidados de saúde e contribuir para a prevenção e detecção precoce do cancro da pele.

Para o efeito, profissionais especializados de vários países, com experiência em albinismo e cancro da pele, irão avaliar o estado da sua pele, identificar possíveis lesões que necessitem de acompanhamento e tratá-las directamente durante a consulta.

A VII Expedição Dermatológica procura não só prestar assistência médica, mas também promover hábitos de prevenção e ajudar as pessoas com albinismo e as suas famílias a conhecer melhor os cuidados necessários para proteger a pele. Por este motivo, será reforçada a educação sobre fotoprotecção e serão distribuídos protectores solares e chapéus de aba larga que protejam também as orelhas e o pescoço.

Entre as principais recomendações para as pessoas com albinismo encontram-se a necessidade de utilizar proctetor solar diariamente, cobrir a pele com roupa (camisolas de manga comprida e calças compridas), usar bonés ou chapéus de aba larga, procurar a sombra e evitar, sempre que possível, as horas de maior exposição solar.

MAIS DE 5 MIL AVALIAÇÕES DA PELE 

Esta será a sétima expedição dermatológica realizada no âmbito do projecto iniciado em 2022 pela ISDIN em colaboração com a África Directo e, desde 2024, a iniciativa conta com a parceria do Ministério da Saúde.

Nas seis expedições anteriores foram realizadas mais de 5.250 avaliações dermatológicas e 911 cirurgias de tumores cancerígenos, com a participação de 77 dermatologistas. O projecto permitiu ainda formar profissionais de saúde locais e inclui a doação anual de 100.000 protectores solares.

A iniciativa tem vindo a alargar progressivamente a assistência a diferentes zonas de Moçambique e procura, paralelamente, reforçar a formação dos médicos locais para favorecer a continuidade do atendimento dermatológico ao longo de todo o ano.

As pessoas com albinismo têm pouca ou nenhuma melanina, o que reduz a protecção natural da pele contra o sol e aumenta o risco de sofrer danos solares e desenvolver cancro da pele. Por este motivo, a fotoprotecção, a avaliação periódica da pele e a detecção precoce de possíveis lesões são especialmente importantes.

ALBINISMO E ALGUMAS FALSAS CRENÇAS

O albinismo é uma condição genética hereditária que afecta a produção de melanina e não é uma doença contagiosa. As pessoas com albinismo podem ter necessidades específicas, especialmente relacionadas com a visão e a protecção da pele contra o sol, mas o albinismo não determina as suas capacidades intelectuais nem as impede de ter uma vida plena.

Em algumas comunidades, ainda existem falsas crenças sobre o albinismo que não têm qualquer fundamento científico. Entre elas, a ideia de que determinados alimentos, como a carne ou o peixe, provocam cancro da pele, quando o principal factor de risco é a exposição à radiação solar; que o nascimento de uma criança com albinismo se deve à infidelidade da mãe; ou que as pessoas com albinismo têm poderes sobrenaturais, trazem boa ou má sorte ou são vítimas de uma maldição ou castigo. Estas crenças contribuem para a sua estigmatização e discriminação.

O projecto prevê a instalação de quatro unidades de processamento de minerais a partir de 2027, na Zona Franca Industrial de Minheuene, província de Nampula.

A criação de um parque de processamento de recursos minerais em Nacala, província de Nampula, está prevista no âmbito de um memorando de entendimento assinado, esta terça-feira, entre o Ministério dos Recursos Minerais e Energia e a Nacala Park Management Co., Lda., constituída por iniciativa do grupo chinês Jinan Yuxiao. O projecto prevê um investimento inicial de 65 milhões de dólares norte-americanos e a instalação de quatro unidades industriais a partir de 2027.

O memorando foi assinado pelo ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estêvão Pale, e pelo presidente do Conselho de Administração do Grupo Yuxiao, Wu Tao, à margem da Conferência sobre Adição de Valor aos Recursos Minerais e Energéticos Disponíveis (CAVAME-d 2026), que contou com a presença do Presidente da República, Daniel Chapo.

A primeira fase do projecto contempla unidades de processamento de escória com alto teor de titânio, silicato de zircónio, háfnio de ultra-alta pureza e grafite de alta pureza. As instalações deverão ser implantadas nas zonas francas industriais de Locone e Minheuene, sendo que o parque ficará localizado nesta última, a cerca de dez quilómetros do Porto de Nacala.

Com uma área de 350 hectares, a Zona Franca Industrial de Minheuene ainda não iniciou as operações, decorridos quinze anos desde a sua criação. O memorando estabelece as bases de cooperação para o desenvolvimento das infra-estruturas, o licenciamento ambiental, o financiamento e a futura operação comercial do parque. Os pedidos de aprovação dos quatro projectos iniciais foram submetidos à Agência para a Promoção de Investimento e Exportações (APIEX) no dia 6 de Outubro, encontrando-se em tramitação a certificação da entidade operadora.

O projecto pretende reforçar o processamento de matérias-primas minerais em território nacional, numa aposta na transformação local dos recursos antes da sua exportação. Entre as matérias-primas previstas estão o concentrado de grafite proveniente do projecto DH e o concentrado de ilmenite extraído das minas do grupo.

O empresário moçambicano Daniel David apresentou, no último sábado, dia 17 de Outubro,  em Óbidos, Portugal, o livro Zona do Impossível, uma obra autobiográfica que revisita a sua trajectória pessoal e profissional. 

A apresentação decorreu no âmbito do FÓLIO — Festival Literário Internacional de Óbidos, que reuniu escritores, leitores e outros amantes da literatura, incluindo autores moçambicanos.

A participação de Daniel David no festival constituiu uma oportunidade para dar a conhecer uma história de vida marcada por desafios, persistência e determinação. 

Através da obra, o fundador do Grupo SOICO partilha experiências pessoais e profissionais e reflecte sobre a forma como as dificuldades podem ser transformadas em oportunidades de aprendizagem e crescimento.

A apresentação esteve a cargo de Aniceto Manhique, que destacou a dimensão humana da obra, para além da vertente empresarial. 

“A obra é o retrato, é a história de Daniel David, do seu empreendimento, do seu empreendimento, da sua estrutura, enquanto cidadão, enquanto pai,  ”

Na ocasião, Daniel David partilhou a mensagem central do livro: as circunstâncias da vida não têm necessariamente de determinar o destino de cada pessoa.

“A primeira lição que gostaria de partilhar, é que as nossas origens nunca determinam qual será o nosso destino, nós é que construímos a nossa trajetória, os objectivos que queremos atingir e o destino que queremos chegar. A segunda lição é que sempre que estivermos em qualquer circunstância da vida, devemos aceitarmos fazer  o nosso melhor nas piores condições”. 

Em Zona do Impossível, o empresário revisita o caminho percorrido e apresenta um testemunho sobre persistência, humildade e determinação, sublinhando que as origens fazem parte da história de cada um, mas não precisam de definir o seu fim.

Entre os participantes, Sérgio Raimundo considerou que o livro representa uma oportunidade de encontrar referências numa sociedade que precisa de conhecer histórias de superação. 

Por sua vez, Rui Motty, vice-presidente da CCPM, destacou o valor humano da obra e as lições que pode transmitir.

Na edição deste ano, que decorreu de 8 a 18 de Outubro, Moçambique também marcou presença, com a apresentação de obras de cinco autores nacionais, num programa dedicado à literatura moçambicana.

O Anamola dá 10 dias ao Presidente da República para fazer um pronunciamento público a repudiar as perseguições, agressões e assassinatos a membros do partido, que diz serem motivados por questões políticas. O partido submeteu uma carta a Daniel Chapo.

Não é a primeira vez que o Anamola se queixa de perseguição, violência física e psicológica contra seus membros, que é, segundo o partido, protagonizada por agentes da Polícia e indivíduos não identificados. 

Para colocar um ponto final na onda de assassinatos, ao que a formação política considera fruto de intolerância política, o partido de Venâncio Mondlane submeteu, nesta terça-feira, uma carta dirigida ao Presidente da República, com intenções bem definidas. 

“Exigimos que ninguém nos mate, só porque estamos a exercer os nossos direitos, ninguém  nos mate. Que o Presidente da República declare publicamente tolerância zero à violência política e assuma um compromisso inequívoco com o fim do derramamento do sangue por razões políticas em Moçambique. Que condene todos os atos de violência política, independentemente de quem sejam as vítimas ou os alegados responsáveis, reafirmando que nenhuma divergência política justifica a agressão, a perseguição ou morte de um cidadão; Que condene expressamente o uso desproporcionado da força contra cidadãos, com particular atenção às situações onde envolvem crianças, jornalistas, pessoas com deficiência; Que instrua as instituições competentes a investigar de forma imparcial, célere e transparente todos os casos de violência política, denunciados e outros conexos, garantindo que nenhuma situação seja ignorada por razões partidárias ou institucionais”, declarou James Njiji.

De acordo com o documento, Daniel Chapo tem até ao dia 30 de Outubro para demonstrar o seu interesse em combater a violência política. 

“Solicitamos que essas declarações públicas sejam feitas no prazo de 10 dias, contados  a partir da recepção da comunicação formal dirigida ao chefe do Estado. Esperamos que a resposta presidencial não se limite a palavras circunstanciais, mas representa um compromisso efectivo com a prevenção da violência política, a protecção dos cidadãos, a investigação dos casos denunciados e a responsabilização dos eventuais actores”, acrescentou.

ANAMOLA INOCENTA VENÂNCIO MONDLANE

É que o Anamola diz já terem sido mortos pelo menos 65 membros, cujos autores dos assassinatos continuam desconhecidos. Em relação ao julgamento de Venâncio Mondlane, marcado para 17 de Novembro, o secretário-geral diz que o seu líder é inocente e tal será provado. 

“Nós sabemos que o presidente Venâncio será absolvido neste processo e nunca pensamos em nenhum momento em vê-lo fora de ser tão político. Tudo o que nós fazemos, todos os passos que nós tomamos, é na base daquilo que os estatutos internos dizem e é assim que faremos, seja qual for a decisao”.

Recorde-se que o Tribunal Supremo rejeitou o pedido da defesa de Mondlane, para a transmissão em directo da audiência, permitindo apenas a presença de cidadãos na sala, acompanhamento e registo escrito pela comunicação social.

A nova linha de produção de clínquer por via seca de 3000 toneladas por dia da Fábrica Dondo da Huaxin, também conhecida como Fábrica de Cimento de Beira, entrou em operação no dia 6 de Outubro, na província de Sofala, no centro de Moçambique, após uma intervenção de modernização que contou com a participação da China Railway No.20 Bureau (Moçambique), Lda.

A cerimónia de ignição da nova linha marcou a conclusão de 17 meses de obras de ampliação e modernização iniciadas em Maio de 2025. A China Railway No.20 Bureau (Moçambique), Lda. concluiu com sucesso as obras civis do projecto e recebeu uma carta de agradecimento do proprietário pela qualidade e pelo cumprimento do contrato.

Fundada em 1949, a fábrica foi adquirida em Dezembro de 2023 pela Huaxin Cement e integrada ao seu parque fabril moçambicano. Com a entrada em operação da nova linha, a unidade passa a produzir clínquer localmente, pondo fim à importação externa do produto na região.

Obras realizadas em fábrica em funcionamento

Segundo a empresa, tratou-se de um projecto de reforma numa fábrica em funcionamento, com demolição de estruturas antigas, consolidação de fundações e construção de novas instalações. Para não interromper a produção, as obras foram realizadas em zonas isoladas, em paralelo com a actividade fabril.

A equipa superou desafios técnicos na execução de betão em massa e vigas circulares trapezoidais dos silos, através de projectos específicos, controlo rigoroso de temperatura, moldes e peças embutidas. Foram utilizados dois turnos de trabalho para avançar as obras do forno, silos, transporte e geração de energia residual.

Na cerimónia de ignição, gestores chineses e moçambicanos acenderam juntos a tocha da linha produtiva. O proprietário elogiou a gestão técnica e o cumprimento do contrato pela equipa, destacando a competência da construção chinesa.

Capacidade e benefício

Com a entrada em operação, a capacidade de moagem de cimento sobe para 1,3 milhão de toneladas por ano. O sistema de geração de energia residual de 5 MW reduz o consumo energético da unidade.

A produção local de clínquer reduz os custos de transporte e assegura o fornecimento estável de cimento para estradas, edifícios e outras obras de infra-estrutura, contribuindo para o desenvolvimento económico da região e para a consolidação da capacidade industrial de Moçambique.

A Universidade Eduardo Mondlane atribuiu o nome de Manuela Soeiro, uma das maiores referências do teatro moçambicano, a uma sala de teatro da Escola de Comunicação e Artes. A homenagem reconhece o percurso de cinco décadas dedicadas às artes cénicas, à formação de actores e à promoção do teatro comunitário, num país onde a artista ajudou a afirmar o teatro como instrumento de educação, reflexão e diálogo social.

Aos 81 anos, Manuela Soeiro vê o seu nome associado a um espaço de formação de novas gerações de artistas, numa iniciativa que pretende preservar a memória de uma mulher que marcou profundamente a história cultural do país.

Atriz, dramaturga, encenadora e produtora cultural, Manuela Soeiro dedicou cerca de 50 anos da sua vida ao teatro moçambicano. Fundadora do grupo Mutumbela Gogo, a artista construiu um percurso marcado pela criação e encenação de peças, pela formação de actores e pela descentralização das artes cénicas, levando espectáculos a diferentes pontos do território nacional.

Mais do que reconhecer uma carreira artística, a Universidade Eduardo Mondlane (UEM) pretende transformar o legado da homenageada numa fonte de inspiração para os estudantes da Escola de Comunicação e Artes.

Para o reitor da UEM, Manuel Guilherme, atribuir o nome de Soeiro ao mini-teatro, “ mais do que uma homenagem, é um compromisso de não deixar o seu legado cair no esquecimento”.

Guilherme fala ainda do “compromisso de formar jovens que pensem, que criem e que questionem”, tal como sempre Manuela

 Soeiro fez.

A escolha do nome de Manuela Soeiro surge, assim, como uma forma de aproximar os estudantes da história do teatro nacional e de lhes mostrar o papel que as artes podem desempenhar na transformação da sociedade. Para os participantes na cerimónia, o percurso da artista demonstra que o teatro não se limita aos palcos, podendo também constituir uma ferramenta de intervenção comunitária e de promoção do diálogo entre diferentes grupos sociais.

Ao longo da sua carreira, Manuela Soeiro desenvolveu iniciativas de teatro comunitário, através das quais ajudou a formar grupos locais e a criar condições para que estes prosseguissem as suas actividades de forma autónoma. O trabalho permitiu levar o teatro para além dos principais centros urbanos e aproximar os espectáculos de comunidades com menor acesso a actividades culturais.

Dadivo José, actor e professor de teatro na ECA considera que a experiência de Manuela Soeiro representa uma referência importante para os estudantes da Escola de Comunicação e Artes, sobretudo pela capacidade de utilizar a expressão artística como meio de aproximação entre as comunidades.

“Já aqui temos a inspiração de que os nossos estudantes precisam para perceber que realmente o teatro é uma ferramenta de estabelecimento de diálogo comunitário”.

A homenagem reuniu personalidades ligadas às artes cénicas e familiares da artista, que destacaram o seu contributo para a formação de actores e para a consolidação do teatro como parte do património cultural moçambicano. Entre os aspectos recordados estiveram a paixão com que se dedicou à actividade artística e a influência que exerceu sobre diferentes gerações de profissionais.

Para os presentes, eternizar o nome de Manuela Soeiro numa sala de teatro de uma instituição de ensino superior representa também uma oportunidade para manter o seu percurso presente no quotidiano dos futuros artistas. A iniciativa procura, deste modo, fazer com que o legado da homenageada ultrapasse o reconhecimento público e continue a produzir efeitos na formação cultural e artística do país.

Visivelmente emocionada com a homenagem, Manuela Soeiro manifestou gratidão pelo reconhecimento, mas fez questão de partilhar o mérito com todos os que acreditaram na capacidade de Moçambique desenvolver um teatro próprio e relevante.

“Fico muito grata, mas quero que se saiba que esta homenagem é para todos aqueles que acreditam que Moçambique tem um teatro que está, de facto, a desenvolver. É de todos aqueles que acreditaram que Moçambique era, de facto, um país que podia ter futuro no teatro”, declarou a artista.

A declaração traduz a dimensão colectiva que Manuela Soeiro atribui ao percurso do teatro nacional, reconhecendo o papel dos artistas, dos grupos e de todos os que contribuíram para a sua evolução ao longo dos anos.

Com a atribuição do seu nome à sala de teatro da Escola de Comunicação e Artes, a Universidade Eduardo Mondlane presta homenagem a uma mulher que dedicou grande parte da vida à cultura e ajudou a abrir caminhos para novas gerações de actores e criadores. O desafio passa agora por fazer desse espaço não apenas um lugar de aprendizagem, mas também de continuidade de uma história construída com dedicação, criatividade e compromisso com o teatro moçambicano.

O Programa Mundial de Alimentação, PMA, anunciou esta segunda-feira, que vai reduzir as suas operações humanitárias na Faixa de Gaza por falta de recursos. Com a medida,  mensalmente 500 mil palestinianos poderão ficar sem ajuda.

Desde o cessar-fogo de Outubro de 2025, o  Programa Mundial de Alimentação tem vindo a apoiar entre 1,5 a 1,8 milhões de pessoas por mês, porém devido à falta de fundos  apenas 1,1 milhões de palestinianos, cerca de metade da população da Faixa de Gaza poderá receber alimentos ou dinheiro todos os meses, ou seja, 500 mil pessoas vão ficar sem ajuda.

“Tem sido uma verdadeira tábua de salvação. Mas agora, em vez de conseguirmos manter e reforçar essa assistência, vemo-nos obrigados a reduzi-la. E isso não se deve a não termos acesso humanitário para entregar alimentos; deve-se ao facto de não termos financiamento.”, disse Shaun Hughes, Diretor do PMA na Palestina, à AFP.

O programa da ONU necessita urgentemente de 450 milhões de dólares para manter, nos próximos seis meses, suas operações essenciais nos territórios palestinianos.

No início de Setembro, já havia sido anunciada a redução da ajuda destinada à Cisjordânia, citando falta de recursos e fadiga dos doadores.

Apesar de um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos que entrou em vigor no ano passado, os ataques israelenses continuam, e a entrada de ajuda humanitária está limitada, com poucos avanços rumo ao encerramento definitivo do conflito.

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Galeria