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A Pl’Arte D’Alma e o Museu Mafalala apresentam a primeira “Noite de Poesia” de 2022. O evento a ter lugar esta quinta-feira, dia 19, a partir das 18h00, no Museu Mafalala, acontece a pretexto da celebração dos 100 anos do maior poeta moçambicano José Craveirinha.

O evento contará com as presenças da escritora e empreendedora Tânia Tomé, do jornalista, jurista e poeta Tomás Vieira Mário, da comunicadora e declamadora Anabela Adrianópolis e do escritor Ricardo Santos; para além de uma roda de poesia com Adela Querol, Eduardo Quive, Énia Lipanga, Jessemuce Cacinda, Mabjeca Tingana, Nhezi Nhenhele entre outros.

Para além das actuações, o “Noites de poesia” terá, em exposição artesanato, gastronomia e livros das editoras Ethale Publisher e Kuvaninga. Nesta última, o destaque será para o livro “Crónicas de emergência”, de Elcídio Bila, lançado no dia 11, na celebração dos 10 anos da editora.

O evento vai contemplar também a mostra da residência artística denominada “Celebrar Craveirinha”, onde a literatura serviu de exemplo de cidadania e afirmação de identidades na periferia da Cidade de Maputo. A acontecer em Maio, no Museu Mafalala, a residência artística que junta participantes de seis províncias conta com a curadoria da artista moçambicana Lucrécia Paco e Eduardo Quive.

Este evento inaugura as “Noites de Poesia” para o ano de 2022 e um ciclo de eventos que vai culminar com a 4ª. edição do Festival de Poesia e Artes Performativas Poetas D’Alma que, este ano, como não podia deixar de ser, homenageia José Craveirinha a propósito dos 100 anos de idade que completaria no dia 28 de Maio se fosse vivo.

Recorde-se que, ano passado, o festival teve o Museu Mafalala como a sua principal “casa”, onde juntou mais 30 artistas – entre poetas e performers multidisciplinares – para celebrar o “Poder da oralidade”. Esta festa pelo “poeta-mor” não podia acontecer noutro sítio, visto que Mafalala é considerado berço da poesia moçambicana.

O Festival de Poesia e Artes Performativas Poetas D’Alma é uma iniciativa resultado de aproximadamente 20 anos do sarau Noites de Poesia, o maior e o mais antigo que acontece no solo pátrio, que todas as terceiras sextas do mês, religiosamente, juntava poetas, declamadores, músicos, artistas plásticos, sociedade civil e académicos em diversos espaços culturais em Maputo.

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O escritor Hélder Muteia irá lançar, às 17 horas de hoje, o seu mais recente livro. A cerimónia de apresentação do romance Matoa, a febre do batuque irá decorrer no Boske, na Cidade de Maputo.

 

O novo livro de Hélder Muteia começa com uma morte, em Miguerrine, uma aldeia perdida no meio do imenso palmar da Província da Zambézia. Mal a história começa, o narrador revela que um homem suicidou-se à beira do rio. “Enforcou-se num galho horizontal de uma árvore frondosa da família dos salgueiros, localmente conhecida por Mukhandara”. Pior, o homem casara-se na véspera do suicídio com uma das mais belas donzelas da aldeia. A pergunta que se coloca, a essa altura do enredo, é: porquê no momento que deveria ser de satisfação, a personagem toma essa trágica decisão? Ao invés de uma resposta precipitada, o leitor terá de estabelecer uma relação entre a causa e o efeito, num jogo entre o suspense e a ansiedade.

Com a sua recente obra literária, Matoa, a febre do batuque, Hélder Muteia quis mergulhar na tradição da Zambézia, retirando de lá uma história com base real. Por isso, antes de se pôr a escrever sobre o que mal entendia antes do romance, teve de entrevistar a muita gente, inclusive curandeiros especializados no ritual/ doença da matoa. Claro, nem tudo foi-lhe revelado, pois, como em tudo, há certos segredos que apenas se podem partilhar com as pessoas de muita confiança. Ou seja, para que lhe fosse contado certas particularidades desse universo místico, o escritor foi convidado a forma-se como curandeiro. Porque a sua vocação não é essa, Muteia recolheu e cruzou informação de várias fontes, o que lhe custou 10 anos a amadurecer um projecto que, depois da pesquisa, ficou pronto em um ano. Quer isto dizer que Hélder Muteia investiu mais tempo a recolher informação do que propriamente a escrever. “Decidi partilhar esta história porque achei que pode ajudar os leitores a compreender as comunidades rurais, incluindo essa dimensão espiritual da nossa cultura. Realmente, a história começa com choque e os eventos não terminam aí. Pelo contrário, despontam tantos outros eventos. A história real, quando tomei conhecimento, emocionou-me muito”.

Para Muteia, Matoa, a febre do batuque é o somatório de muitas emoções, em geral, contraditórias, que simbolizam a relação pacífica do amor com as entidades poderosas, espirituais, que interferem no dia-a-dia das personagens e das pessoas. Paralelamente, Muteia pretende, através da ficção, mostrar que as comunidades rurais têm um conceito de felicidade que, em muitas ocasiões, não são perceptíveis logo à primeira a quem vive no contexto urbano. “Igualmente, o romance ajuda-nos também a perceber por que, certas vezes, as pessoas urbanas regressam ao campo, sua zona de origem, quando busca por um equilíbrio espiritual”.

Matoa, a febre do batuque é constituído por 279 páginas e o livro foi publicado pela Alcance Editores.

 

 

 

Duas em cada três crianças mal nutridas não tinham acesso à medicação necessária, antes do início da guerra na Ucrânia. Sem novos financiamentos, nos próximos seis meses, mais de 600 mil crianças poderão não ter acesso ao tratamento.

A guerra na Ucrânia dura há pelo menos 82 dias e sem fim à vista. O Fundo das Nações Unidas para a Infância alerta que a situação no país de Volodymyr Zelensky já está a precipitar o encarecimento de medicamentos e o grupo mais afectado são os menores de idade.

De acordo com a instituição, o preço dos tratamentos para as crianças severamente mal nutridas deverá aumentar 16 por cento devido à invasão da Ucrânia e às disrupções causadas pela pandemia da COVID-19.

Para minimizar o problema, o Unicef afirmou que serão necessários 250 milhões de dólares para cobrir o aumento dos custos. Sem novos financiamentos, nos próximos seis meses, mais de 600 mil crianças poderão não ter acesso ao tratamento.

A situação, aliada a problemas de alimentação relacionados com as alterações climatéricas, pode conduzir a níveis catastróficos de má nutrição entre crianças, refere o Observador e acrescenta que o Unicef defende que o mundo se está rapidamente a tornar num barril de pólvora para mortes e sofrimento infantis, que podiam ser evitáveis.

A guerra na Ucrânia iniciou a 24 de Fevereiro deste ano. Antes do conflito, duas em cada três crianças mal nutridas não tinham acesso à medicação necessária para salvar as suas vidas.

De acordo com as Nações Unidas, 13,6 milhões de crianças com menos de cinco anos são demasiado magras para a altura. Esta forma extrema de má nutrição é responsável por uma em cada cinco mortes dentro desse grupo etário, escreve o Observador.

A Coreia do Norte registou hoje seis novas mortes e mais de 1,48 milhões de casos de, cinco dias após ter divulgado o primeiro caso da COVID-19.

Segundo o Notícias ao Minuto, o país detetou mais 269.510 pessoas com “febre”, sendo que actualmente estão em quarentena pelo menos 663.910 doentes com sintomas.

Desde o anúncio do primeiro caso do vírus naquele país, no dia 12 de Maio corrente, 56 pessoas já perderam a vida e mais de 819 mil pessoas recuperaram-se da doença.

Quase 11 mil profissionais de saúde, incluindo professores e estudantes de medicina, foram destacados para realizar um “exame médico intensivo de todos os habitantes” e identificar infectados.

O Notícias ao Minuro refere que as forças armadas enviaram médicos para ajudar no transporte de medicamentos para farmácias na capital, Pyongyang, que passaram a ficar abertas 24 horas por dia.

Mais de 1,3 milhões de pessoas, entre profissionais de saúde e trabalhadores de outras áreas, estão envolvidos na testagem, no tratamento de doentes e em acções de sensibilização da população para questões relacionadas com a higiene.

“Como o país ainda não iniciou a vacinação contra a COVID-19, existe o risco de que o vírus se espalhe rapidamente entre as massas, a menos que seja reduzido com medidas imediatas e apropriadas”, disse Poonam Khetrapal Singh, director regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o Sudeste Asiático.

Num comunicado, o especialista garante que a OMS está pronta para fornecer à Coreia do Norte medicamentos essenciais, materiais médicos e apoio técnico para aumentar a testagem.

O único matadouro da cidade de Inhambane, onde era processada a carne que alimenta boa parte das famílias, existe desde 1964. Mas, a imundície que se vivia ali denunciada pelo “O País” levou a Inspecção Nacional de Actividades Económicas a encerrar o estabelecimento.

Dias depois, o Conselho Municipal de Inhambane decidiu pela sua demolição, por entender que a infra-estrutura não tinha condições para operar.

Enquanto isso, já começa a faltar carne bovina na cidade de Inhambane. Em alguns talhos por onde “O País” passou, a realidade é notável. Aliás, num dos estabelecimentos, o que ficou são apenas os ossos que restaram do último animal que receberam há mais de uma semana.

Segundo contaram ao “O País”, desde que o matadouro foi encerrado, os talhos pararam de receber carne bovina e, com isso, o negócio parou.

O negócio parou, mas o que não param são as contas por pagar, contas de um negócio que há duas semanas não dá dinheiro.

Exemplo dessas contas por pagar são os salários dos trabalhadores, os encargos fiscais, o custo de energia e água. “Estamos a pagar tudo isso, mas não temos dinheiro, e isso já está a ficar pesado para nós, como operadores”, acrescentou Armando Dombas, proprietário de um dos talhos.

E porque não há produção, os operadores ainda tentaram buscar novas saídas para conseguir a carne, que não são, entretanto, seguras nem economicamente viáveis.

Uma dessas saídas é abater animais no distrito de Panda, onde existe um matadouro industrial em funcionamento, mas dista a cerca de 90 km da cidade de Inhambane, o que poderia encarecer ainda mais a carne, com os custos de combustível e também a falta de condições de transporte, devido às estradas precárias.

Recorde-se que há cerca de oito dias, o edil de Inhambane disse que estava na fase conclusiva a construção de um novo matadouro na cidade de Inhambane, que deveria entrar em funcionamento dentro de três semanas.

O novo matadouro de Inhambane custou cerca de 4,6 milhões de Meticais, dinheiro disponibilizado pelo Banco de Moçambique, no âmbito do reassentamento de famílias para a construção da Praça do Metical.

 

A Petróleos de Moçambique (Petromoc) deve cerca de seis mil milhões de Meticais à Autoridade Tributária (AT) de Moçambique e a outros credores. Além da dívida, o conselho de administração da empresa diz que a mesma está a enfrentar dificuldades para funcionar.

A direcção da Petróleos de Moçambique (Petromoc) assume que as contas da empresa estão no vermelho. Face à situação, o conselho de administração da firma pretende reduzir a dívida com os credores de modo a torná-la sustentável.

“Temos uma dívida com a Autoridade Tributária avaliada em torno dos quatro mil milhões de Meticais. E aos credores, devemos mais dois mil milhões de Meticais”, revelou Hélder Chabisse, presidente do Conselho de Administração (PCA) da Petromoc.

E os problemas não param por aí. A Petromoc afirma que o recente reajuste dos preços dos combustíveis só veio piorar a situação financeira da empresa.

Questionando sobre a reactivação de uma refinaria da Petromoc, fechada em 1984, o gestor fala da necessidade de aumento da procura. “Neste momento, o país consome 1.4 milhões de metros cúbicos e não é um volume suficiente para rentabilizar uma refinaria. Teremos que olhar para países vizinhos, por forma a rentabilizar a refinaria. Era necessário fazer a relação do custo e benefício”, acrescentou o PCA da Petromoc.

“Desde Agosto do ano passado até os dias de hoje, a empresa tem tido dificuldades de tesouraria, porque estamos novamente numa situação de défice regulatório e, desde lá até aqui, o preço do combustível foi ajustado, mas não foi ao nível do preço do mercado internacional”, sustentou Mário Sitoe, administrador financeiro da Petromoc.

Mesmo com essas dificuldades e esses desafios, os indicadores da Petromoc apontam para melhorias. Vendas de bens e prestação de serviços renderam à instituição mais de 19 mil milhões de Meticais, contra os 16 mil milhões de 2020.

“Os resultados positivos de 2020 e 2021 mostram que os resultados líquidos estão a melhorar e essa é a nossa perspectiva, tendo em conta o nosso plano de negócio e o nosso orçamento para este ano e os subsequentes. A Petromoc estará em condições de pagar os dividendos”, assegurou Chabisse.

As informações foram avançadas, esta segunda-feira, durante a visita da Comissão do Plano e Orçamento da Assembleia da República à Pretromoc.

 

Cinco por cento dos medicamentos que entram no país são de baixa qualidade e falsificados, facto que pode causar diversas doenças e, em casos mais graves, levar à morte, principalmente de crianças.

Outros dados, apresentados esta segunda-feira pelo ministro da Saúde, Armindo Tiago, indicam que, em 2014, Moçambique ocupou a sexta posição, numa avaliação feita a 14 países africanos sobre a contrafação de fármacos.

Do universo de 550 milhões de medicamentos contrafeitos apreendidos, 3,3% eram de Moçambique.

“De acordo com os dados do Sistema de Monitoria e Vigilância Global, do qual Moçambique é membro, foram reportados, em todos os continentes, casos de medicamentos falsificados e África foi o mais afectado com 42% das notificações”, disse Tiago, acrescentando que, nos países em desenvolvimento, um em cada 10 medicamentos é de baixa qualidade.

No país, os antibióticos, estimulantes sexuais e fármacos usados no tratamento para COVID-19 são os mais falsificados e, conforme avançou Tiago, para além de causar danos à saúde, os medicamentos falsos e de baixa qualidade causam desperdício financeiro.

Isso porque “por se investir em produtos que não funcionam para o doente e que propiciam o rendimento de redes criminosas através do branqueamento de capitais e subsídio a actividades clandestinas, corruptas e criando um sistema de atentado público”, detalhou o governante.

A situação preocupa, não só as autoridades governamentais, como também outras. Como forma de evitar que medicamentos falsos entrem cada vez mais no país, o Governo, em parceria com a USAID e outros parceiros, disponibilizaram um total de oito dispositivos que vão permitir analisar a autenticidade dos fármacos, ou seja, saber se são ou não falsos e a sua qualidade.

Trata-se de um equipamento portátil e que, segundo a Presidente do Conselho Administrativo da Autoridade Nacional Reguladora do Medicamento (ANARME), Tânia Vuyeya, “vai oferecer à ANARME condições e mecanismos de triagem rápido, simples e económico, para identificar equipamentos de baixa qualidade e falsificados em circulação no território nacional”.

Os dispositivos doados estão orçados em cerca de 150 mil dólares e estarão nos pontos de entrada de medicamentos do país. Com o instrumento, a PCA da ANARME acredita que haverá garantia de que os produtos farmacêuticos em circulação no país serão de qualidade, seguros e eficazes.

O mais recente filme de Sol de Carvalho foi rodado na Ilha de Moçambique, durante 40 dias. Intitulado O ancoradouro do tempo, a longa-metragem foi adaptada do livro A varanda do Frangipani, de Mia Couto.

 

Durante mais ou menos 20 anos, Sol de Carvalho “evitou” a possibilidade de adaptar um filme de Mia Couto para o cinema. O receio de falhar contribuiu para que o realizador adiasse levar a obra do escritor à grande tela – Sol entendia que apenas um grande realizador de nível mundial poderia fazer um filme sobre a obra de Mia que o escritor merecesse. No entanto, a coragem venceu o medo e Sol de Carvalho realizou Mabata bata, há alguns anos, e tudo correu maravilhosamente bem, o que até se pode medir pelo número de prémios: 17.

Ora, partindo mesmo dessa boa experiência, Sol de Carvalho propôs-se, então, a realizar o seu mais recente filme, O ancoradouro do tempo, adaptado do livro A varanda do Frangipani, da autoria de Mia Couto. Para o efeito, reuniu vários actores moçambicanos consagrados, na Ilha de Moçambique, Nampula, onde, durante 40 dias de rodagem, todos fizeram a magia da sétima arte acontecer.

Desde o princípio, Sol de Carvalho soube que não seria nada fácil levar a maior parte da equipa a Ilha de Moçambique. No entanto, porque na história original há uma fortaleza, o realizador calculou que a melhor fortaleza para a longa-metragem que terá 90 minutos de duração seria aquela, localizada na Ilha. Em termos visuais, todo o elenco do filme concorda que foi a melhor opção, todavia, por um motivo qualquer, boa parte da equipa ficou doente. Malárias e diarreias para todos. De graça. Mas nada parou, pois, segundo disse Mia Couto, esta segunda-feira, todos, principalmente os actores, foram soberbos, com muita entrega ao trabalho intenso. “Eles estiveram sempre disponíveis, tentando fazer o melhor que podiam. Foi uma experiência que não vou esquecer, trabalhar com os actores e fazer com que o texto não seja algo definitivo”.

O ancoradouro do tempo, com efeito, é uma história, de alguma maneira, improvável. No enredo há um polícia bom, que quer ser justo, honesto e que se entrega a essa grande caminhada contra tudo e contra todos. Essa personagem acredita que, sendo um bom polícia, pode contribuir para construir um mundo melhor. Para Mia Couto, esse polícia existe e precisa ser encontrado. “Foi bom trabalhar com o Sol, com o Mário Mabjaia e com toda a equipa. Foi um grande estímulo para fazermos um segundo filme. Acho que este filme será um marco para o cinema moçambicano, sem dúvida nenhuma”, confessou o escritor.

Em O ancoradouro do tempo, Mia Couto escreveu o guião com Sol de Carvalho, que, inclusive, ficou impressionado com o desempenho dos actores. “A disciplina artística que consegui encontrar nos actores, tenho 40 anos de profissão, nunca tinha tido em toda a minha vida. Isso é uma coisa que vou levar comigo à cova. Eu fiquei muito satisfeito pelo desempenho dos actores”.

O ancoradouro do tempo foi orçado em cerca 600 mil euros, cerca de 40 milhões de meticais, dos quais 70 mil euros, quase 5 milhões de meticais, foram usados para logística. Na Ilha, as rodagens iniciaram uma semana depois do Ciclone Gombe, o que complicou e muito o trabalho da produção, afinal, todo o cenário anteriormente montado, ficou destruído. A equipa começou as rodagens sem luz e teve de usar um gerador. Ainda assim, apensar das complicações de ordem natural e logística, Sol de Carvalho adianta que uma das coisas mais certeiras que fez na vida profissional foi levar as rodagens a Ilha de Moçambique.

No Scala, esta segunda-feira à tarde, estiveram alguns actores. Entre eles Josefina Massango, Mário Mabjaia, Horácio Guiamba, Maria Atália, Tomás Bié, Vítor Gonçalves e Stewart Sukuma, que deixou a música de lado para poder representar. Em geral, todos destacaram a entrega ao trabalho duro e minucioso, divertindo-se enquanto trabalhavam. A colaboração e a sintonia, reforçaram, foi extremamente essencial.

Agora, a fase que se segue é o da pós-produção e dos efeitos especiais. O filme deverá ficar pronto em oito meses. No entanto, em Moçambique, poderá ser exibido depois da apresentação no circuito de festivais internacionais.

 

SINOPSE O ANCORADOURO DO TEMPO

IZIDINE, um recém-graduado inspector da polícia, é chamado a investigar um crime ocorrido numa antiga fortaleza colonial, que é actualmente um asilo de velhos – mataram Vasto Excelêncio, o director. A ordem chega quando o inspector está prestes a concluir uma investigação que levará uma gang à prisão.

A fortaleza está situada numa ilha e os dois únicos veículos de comunicação são um velho barco e o helicóptero que o transporta ao local. Ele tem 8 dias para resolver o crime até que o helicóptero o vá buscar.

 

 

 

O Desportivo Maputo e o Maxaquene qualificaram-se para a 2.ª eliminatória da Taça de Moçambique, fase da Cidade de Maputo, ao vencerem, respectivamente, o Mahafil e Águias Especiais, por 3-2 e 4-3.

Os “tricolores” foram os primeiros a garantir a sua qualificação, na tarde de sábado, no campo do Costa do Sol, graças aos golos de Frank, aos 13 minutos, Samboco, 40, Simão, 41 e Frank, que bisou aos 60 minutos.

Mas, teve que sofrer para conseguir um lugar na fase seguinte, porque permitiu que as Águias Especiais marcassem três golos e forçassem uma ponta final de loucos, com o resultado final a ser incógnita até ao apito final.

O mesmo aconteceu com o Desportivo Maputo, no seu embate diante do Mahafil, também no campo do Costa do Sol, no sábado. Os “alvi-negros” tiveram que usar as suas estopinhas para reverter um resultado de 0-2 a seu desfavor e aplicar-se para marcar três golos e mudar a eliminatória.

Palhaço marcou os dois golos do Mahafil aos 2 e 34 minutos, sendo que só na segunda parte o Desportivo Maputo revirou o resultado. Aos 47 minutos, foi Litos a reduzir, cabendo a Mastile, aos 69 minutos empatar a partida. Quando se pensava que o empate seria o resultado e que a eliminatória seria encontrada na marca das grandes penalidades, eis que o mesmo jogador voltou a marcar, aos 89 minutos, sentenciando a partida.

Passa a equipa de Sérgio Faife Matsolo à segunda eliminatória da Taça de Moçambique, em que se qualificaram ainda o Vulcano, que afastou a Académica por 2-0, o 1º de Maio, que venceu pelo resultado ao Racing e o Nacional, que derrotou o Ferroviário das Mahotas, por 2-1.

Já o Estrela Vermelha teve que vencer apenas na marca das grandes penalidades o Matchedje de Maputo, por 5-4, após empate a um golo no final dos 90 minutos.

A próxima fase vai envolver equipas do Moçambola, sendo que o Maxaquene vai cruzar caminho da Black Bulls, enquanto o Desportivo Maputo defronta a Liga Desportiva de Maputo.

Nos outros embates da segunda fase da Cidade de Maputo, o Costa do Sol defronta o 1º de Maio, o Ferroviário de Maputo bate-se com Vulcano e Estrela Vermelha e Nacional jogam entre si, no embate mais equilibrado e entre equipas do mesmo escalão

O Chaves, equipa em que alinha o moçambicano Bruno Langa, perdeu este domingo diante do Rio Ave, o jogo mais importante da temporada, uma vez que decidia que equipa iria ascender à primeira liga portuguesa de forma directa.

Uma derrota por 3-0 que custou a perda da entrada directa na principal prova do futebol português para Bruno Langa e seus companheiros do Desportivo de Chaves, ainda que tenha mais uma oportunidade no play-off.

Com um golo madrugador de Aziz, logo no primeiro minuto, e um ‘bis’ de Aderllan Santos, aos 77 e 80, quando Chaves jogava em inferioridade numérica, após a expulsão de Luís Rocha, aos 75, os vila-condenses construíram o triunfo que lhes permite, uma época depois, regressar ao escalão maior do futebol português.

A equipa da foz do Ave termina a prova no primeiro lugar, com 70 pontos, enquanto o Chaves, com este desaire, acaba o campeonato no terceiro posto, com 64 pontos e falha o acesso directo à liga.

Apesar da derrota, os flavienses ainda podem subir de divisão, disputando, agora, um play-off com o Moreirense, o antepenúltimo classificado da I Liga. Ou seja, ainda podemos ter Bruno Langa na primeira Liga Portuguesa próxima época, mas, para tal, deverá vencer o Morreirense, neste play-off.

Bruno Langa foi titular e cumpriu os 90 minutos.

 

GENY CATAMO MELHOR EM CAMPO

Outro moçambicano em destaque na última jornada das principais ligas portuguesas é Geny Catamo. O jogador emprestado pelo Sporting ao Vitória de Guimarães provou que precisa apenas de oportunidades para se lançar à equipa principal de Rúbem Amorin e a justificou a provável chamada na pré-temporada dos “leões”.

Geny Catamo foi titular na equipa vimaranense pela primeira vez e fez jus à confiança, ao fazer duas assistências, na segunda parte, para o segundo e o quarto golos do Guimarães, diante do Gil Vicente.

Para além das duas assistências, Geny Catamo teve estatísticas boas neste jogo da última jornada da Liga Portuguesa, como é o caso dos passes para finalização, em número de cinco, seis dribles certeiros de sete tentados, três faltas sofridas e 12 passes aproximativos recebidos, tendo recebido a nota 8.1 da Goal Point.

O Guimarães terminou a temporada no limite da entrada da Liga Europa, na sexta posição, uma posição abaixo do Gil Vicente.

Já Zainadine Jr. e Clésio Baúque, ambos jogadores do Marítimo, despediram-se com derrota na edição 2021/22, diante do Portimonense. Os dois jogadores foram titulares e cumpriram os 90 minutos, colocando a equipa a meio da tabela, na 10ª jornada, com 38 pontos.

Na Albânia, Reginaldo Faite não conseguiu ajudar a sua equipa a manter-se na principal liga, ao voltar a perder, mais uma vez diante da sua antiga equipa, o Kekusi, por 2-1. A de Reginaldo Faite ocupa a penúltima posição, quando faltam duas jornadas para o fim da prova.

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