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Quatro agentes da polícia, um militar e dois civis foram, supostamente, enterrados vivos acusados de roubo de gado no posto administrativo de Maluana, no Distrito da Manhiça no início desta semana. A polícia deteve os possíveis autores do crime, o que enfureceu os populares que foram se amotinar no posto policial, a exigir a sua libertação.

O chefe do posto administrativo de Maluana confirma a ocorrência, mas até aqui são escassas as informações detalhadas em torno desse facto.

A população acusa a polícia de detenções arbitrárias e de agir em conivência com supostos malfeitores e, por isso, exige a transferência do comandante do posto policial e seu efectivo.

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O antigo presidente angolano, José Eduardo dos Santos, está internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) de uma clínica de Barcelona, na Espanha. O ex-estadista recebe tratamento médico desde 2019.

De acordo com a DW, a notícia do agravamento do estado de saúde de José Eduardo dos Santos e internamento numa unidade de cuidados intensivos foi avançada na noite desta quinta-feira por um jornal português.

No mês passado, muitos órgãos angolanos teriam noticiado o agravamento do estado de saúde do antigo chefe de Estado daquele país. Entretanto, a mediatização criou divergências entre alguns dos seus familiares e o regime angolano.

Os Portos e Caminhos-de-ferro de Moçambique (CFM) registam uma redução do lucro de 36%, em relação ao apurado no exercício económico de 2020. O resultado líquido da empresa situou-se em 3,3 milhões de Meticais, segundo indica o Relatório e Contas de 2021.

Apesar de a área portuária ter registado um nível de execução de 94%, que corresponde a um incremento de 18%, em relação a 2020, e os terminais portuários terem registado um crescimento na ordem de 5%, uma execução de 107%, em relação ao plano, a empresa CFM registou um decréscimo de 36% no seu lucro do ano passado.

De acordo com o documento a que “O País Económico” teve acesso “no sistema ferroviário global, de Janeiro a Dezembro de 2021, foram transportados cerca de 18,6 milhões de toneladas líquidas, contra cerca de 16,8 milhões transportados em 2020, representando um crescimento de 13% e um nível de execução de 75% em relação ao planeado”.

Nas linhas operadas pela firma, durante o período em análise, foram transportados cerca de 10,6 milhões de toneladas, contra 10,5 milhões transportados no mesmo período de 2020, o que corresponde a uma realização de 85% em relação ao plano, e tendo crescido um por cento comparativamente ao volume transportado no período homólogo.

No entanto, segundo o Relatório e Contas dos CFM, o lucro, antes da retirada dos impostos, registou um decréscimo de 36%, e o lucro, depois de impostos, fixou-se em 4,7 milhões de Meticais, representando uma redução de 39% face ao resultado de 2020.

No exercício em análise, o activo total ascendeu para 63,2 milhões de Meticais, representando um acréscimo de 10%, face ao ano de 2020.

O passivo total cresceu em 19%, ao passar de 17,7 milhões de Meticais em 2020 para 20,2 milhões de Meticais em 2021.

A situação líquida do valor de 42,2 milhões de Meticais correspondeu a um aumento na ordem de 7%, relativamente ao ano transacto.

Em termos de transportes de passageiros, no período em análise, foram transportados 3,1 milhões de passageiros contra 3,5 milhões registados no igual período do ano anterior, que correspondem a uma redução de 13% e um nível de realização de 71%.

Entre os factores que condicionaram o crescimento da empresa, o relatório destaca os efeitos do confinamento social motivado pela pandemia da COVID-19.

Como forma de conter a despesa pública, para o exercício económico de 2022, o Governo tomou algumas medidas. O Plano Económico e Social e o Orçamento do Estado para este ano prevê a limitação de novas admissões, à excepção para os sectores de Educação, Saúde e Agricultura (Extensionistas).

Em termos específicos, para o ano 2022, no âmbito da contenção da despesa pública, o Governo continuará a privilegiar os sectores da Educação (Professores), Saúde (Médicos e Enfermeiros), Agricultura (Extensionistas) e Órgãos de Administração da Justiça.

Para os restantes sectores, primará pela mobilidade de funcionários. Nos restantes sectores, o Executivo privilegia a mobilidade de funcionários, ou seja, para o ano em curso, a admissão de um novo funcionário é apenas efectuada após a saída de três outros.

Os recursos poupados com a medida serão reorientados para os sectores da Educação, Saúde e Acção Social, Agricultura, Infra-estruturas, bem como para as Forças de Defesa e Segurança.

“No que concerne às Despesas com Pessoal, estas irão fixar-se em 154.434,0 milhões de MT, correspondente a 54,2% do total da Despesa de Funcionamento e a 13,7% do PIB, o que significa um incremento de 1,8 p.p., comparativamente à previsão orçamental de 2021, justificado pela necessidade de prosseguir com novas admissões no Aparelho do Estado, para os sectores da Saúde, Educação e Agricultura e o início da implementação da ‘Pirâmide Salarial’”, lê-se no Plano Económico e Social e o Orçamento do Estado 2022.

Entretanto, segundo o documento que temos vindo a citar, no quadro de novas admissões ou contratações para o Aparelho de Estado, está prevista a admissão de 16.465 Funcionários e Agentes do Estado (FAE), correspondente a um impacto orçamental de 2.848,0 milhões de Meticais, o que significa um incremento de 5,1% em termos nominais, face a Lei Orçamental de 2021.

Em termos de criação de empregos, neste ano de 2022, o Governo prevê cerca de 272,7 mil novos empregos, dos quais 16,6 mil pelo sector público e 234,7 mil pelo sector privado e 21,3 mil no exterior, adquirir e alocar 866 kits de auto-emprego, financiar 1.050 projectos de iniciativas juvenis para o auto-emprego e geração de rendimentos, 220 empresas de jovens, através da competição de planos de negócio, no âmbito do Programa Emprega.

Já nos próximos três anos, ou seja, entre 2023 e 2025, o Executivo diz que a geração de empregos será influenciada pelos investimentos públicos que irão contribuir com 31.267 empregos e os investimentos directo estrangeiro e nacional que se esperam implementar neste período, que poderão contribuir com 55.266 empregos, totalizando cerca de 86.533 novos postos de trabalho, segundo indica o Cenário Fiscal de Médio Prazo 2023-2025.

“Para além dos empregos directos esperados dos investimentos privados nacional e estrangeiro, o Governo continuará a envidar esforços para aumentar os níveis de empregabilidade com a implementação das seguintes acções: financiar 6.061 iniciativas juvenis para o auto-emprego, geração de rendimentos no âmbito do Fundo de Apoio às Iniciativas Juvenis e Programa Emprega; alocar 1.542 kits para o auto-emprego, no âmbito do Programa Meu Kit, Meu Emprego; e promover estágios pré-profissionais remunerados e não remunerados para 72.832 beneficiários como mecanismo para elevar o nível de empregabilidade”, indica o Cenário Fiscal de Médio Prazo 2023-2025.

Estas perspectivas acontecem num contexto em que o Governo está em processo de aprovação da Tabela Salarial Única, que não prevê necessariamente aumentos salariais para todos os funcionários públicos, mas sim para alguns. O Executivo ainda terá de se reunir, em sessão de Conselho de Ministros, para aprovar os salários-base a serem conhecidos a partir do mês de Julho próximo.

Entretanto, já existe, na página electrónica do Ministério da Economia e Finanças, uma simulação sobre os reajustes que serão feitos, mas não indica os novos valores a serem auferidos a partir de Julho, porque ainda carece da publicação da Tabela Salarial Única esperada com muita expectativa pelos funcionários públicos.

Depois de dois anos atípicos devido à pandemia da COVID-19, o sector do turismo está em franca recuperação. A retoma de voos domésticos e internacionais reanima o ramo de viagens, mas, na restauração e hotelaria, a afluência ainda é menor e os operadores querem incentivos do Governo. 

A COVID-19 criou caos no sector do turismo. Agências de viagens, restaurantes, hotéis, resorts, casinos, praias e outros locais de lazer não escaparam aos efeitos das medidas restritivas que vigoraram no âmbito da Situação de Calamidade Pública.

A hotelaria e a restauração foram os segmentos que mais sofreram quebra na facturação. De acordo com os dados do sector privado, houve redução em mais de 95% do volume de negócios no sector.

O prejuízo nos cofres das empresas devido ao que a CTA classifica de “situação muito grave e profunda” é estimado em quase 71 milhões de dólares americanos.

Os efeitos ainda são visíveis. Na Cidade de Maputo, por exemplo, o jornal “O País Económico” constatou que alguns restaurantes continuam com as portas fechadas. Aliás, só na capital do país, mais de seis mil trabalhadores entraram na estatística do desemprego na época de pico da pandemia.

É perante este cenário que os operadores reconhecem que o sector está em reanimação, porém lenta em alguns subsectores devido à gravidade do impacto da COVID-19 e actual conjuntura económica que desafia a capacidade de compra dos consumidores.

Na restauração, por exemplo, o nível de afluência dos clientes ainda não atingiu os níveis pré-pandemia, segundo a Associação de Restauração e Catering.

O presidente da agremiação, Aurélio Maússe aponta que a subida do preço dos combustíveis e a consequente subida do preço dos produtos alimentares teve um duplo impacto no funcionamento dos restaurantes que procuram reerguer-se da crise.

“Primeiro, porque os custos operacionais aumentaram. Depois porque as pessoas não vão aos restaurantes, não gastam dinheiro, porque a vida não está fácil. Se há seis meses eu comia mais barato, hoje como mais caro no restaurante, e se assim não vou ao restaurante, procuro outras alternativas que não trazem o encaixe financeiro para o sector de restauração”, disse Maússe.

 

“O TURISMO VAI LEVAR ALGUM TEMPO PARA SE RECUPERAR PLENAMENTE”

Entretanto, a classe entende que o sufoco poderia ter sido minimizado se o Governo tivesse tomado medidas como a redução de impostos e criação de incentivos fiscais.

“A factura de electricidade e água continua a ser a mesma. Nenhum hotel recebeu ajuda do Governo. Os impostos continuaram a ser os mesmos, a única ajuda que tivemos foi de Deus. Sobrevivemos graças ao que produzimos ao longo dos últimos anos”, desabafou Vasco Manhiça, gestor hoteleiro, na Cidade de Maputo, para quem o Governo deveria isentar as empresas de alguns custos em tempos de crise.

Manhiça foi mais longe, ao explicar que “politicamente falando, é comum achar que o Governo deve dar, mas essa altura não é de responsabilizar, é altura de olhar para frente. A única coisa que queremos são esses incentivos. Tivemos o cenário de um hotel com uma taxa de ocupação de menos de 1% e hotéis chegaram a ficar sem um quarto sequer ocupado. A ordem era para ficar em casa, ficando em casa não se faz turismo e os hotéis vivem do turismo”, frisou.

Contudo, o cenário continua desafiante. As taxas de ocupação dos hotéis ainda estão abaixo do desejado, frustrando o apetite dos operadores deste subsector. Pelo que, Manhiça acusa existir uma falsa percepção da realidade, visto que as actuais taxas de ocupação se situam abaixo de nove por cento.

Uma mudança que os hoteleiros vêem como um abanão. Neste contexto, julga-se que o turismo vai levar algum tempo para se recuperar plenamente.

“A retoma dos voos e a reabertura das fronteiras significam uma pequena mudança, mas o turismo ainda está a fazer a pista para levantar o voo”, disse Vasco Manhiça, para, de seguida, acrescentar que “o subsector refere não ser optimista quanto aos prazos para uma retoma satisfatória. De forma hipotética, só em finais de 2023 é que podemos voltar a atingir a cifra de 23% da taxa de ocupação.

 

AGÊNCIAS DE VIAGEM EM FRANCA RECUPERAÇÃO

É notável o aumento do fluxo de viagens tanto a nível doméstico, como a nível internacional, o que estimulou a melhoria na facturação das empresas deste ramo, principalmente no segmento do turismo de negócios.

Segundo o presidente do pelouro do Turismo, Hotelaria e Restauração, na Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), neste momento paira uma febre nas viagens.

Muhamad Abdullah explica que o turismo está em franca recuperação, porque “já chegamos a atingir o pico, que ultrapassa os números pré-pandemia e, neste momento, os indicadores para o sector são animadores”.

Pelo que, Abdullah entende que ainda é possível alcançar as metas previstas para este ano no que toca à recepção de turistas.

“Quanto mais restrições forem levantadas pelo mundo, por exemplo, a necessidade de ter que apresentar teste da COVID-19 para quem tem a vacina em dia, demonstra que há essa visão, por parte do sector público, no sentido de facilitar para que o mercado nacional acompanhe esta onda de recuperação internacional no sector do turismo.”

Mas nem tudo vai bem na abordagem do Governo sobre a facilitação ao sector do turismo. Abdullah também entende que o Executivo deve tomar medidas para estimular a entrada de turistas no país.

Fora a necessidade de resolução do conflito em Cabo Delgado, que não deixa de ser um entrave ao sector, a emissão de vistos de entrada deve melhorar, sobretudo, o visto electrónico.

“Ainda persiste alguma ambição naquilo que é a concessão. Muitas vezes, o turista fica à mercê da disposição do oficial de migração”, explicou.

O responsável não deixa de lado a questão das infra-estruturas, como componente fundamental para o sector do turismo: “A partir do momento em que conseguimos trazer o turista com facilidade para Moçambique, criamos uma apetência no sector privado e atracção de investimento estrangeiro”, disse, a finalizar.

Os líderes dos 27 Estados-membros da União Europeia aprovaram esta quinta-feira, no Conselho Europeu, o estatuto de país candidato à UE para a Ucrânia e Moldova.

De acorcordo com o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, a aprovação dos dois países representa um “um momento histórico”, que “marca um passo essencial no caminho” a integração europeia.

Por outro lado, à Geórgia, o Conselho Europeu reconhece “perspetiva europeia” e país poderá ter estatuto de candidato no futuro. Conselho Europeu  “está pronto para atribuir o estatuto de país candidato assim que algumas medidas prioritárias sejam abordadas”, explicou o Presidente do Conselho Europeu, Charles Michel.

Inhambane tem apenas um infantário, onde estão 22 crianças, entre as quais abandonadas por conta da deficiência física, outras cujas mães cumprem penas em diversos estabelecimentos prisionais ou aquelas que sofrem abusos, quer dos pais quer de outros parentes próximos.

Existe, naquele local, 16 profissionais, dos quais apenas oito é que lidam directamente com as crianças, e a falta de pessoal dificulta o trabalho daquelas mulheres.

Em cada turno, trabalham apenas duas mulheres que têm a missão de zelar pelas crianças, mas, segundo Esperança Agapito, directora daquele estabelecimento, são necessárias mais 10 cuidadoras para que se possa dar a devida atenção às crianças.

Falta pessoal, mas o que não falta é carinho de pessoas de boa vontade. O Moza Banco esteve no local e ofereceu alguns bens essenciais para as flores que nunca murcham.

Trata-se de colchões, roupa de cama e agasalhos para os menores, que poderão ajudar, principalmente, neste tempo de frio.

Segundo o presidente do Conselho Executivo do Moza Banco, Manuel Soares, aquela instituição decidiu abraçar a iniciativa por pretender ser parte das soluções, uma vez que é membro de uma comunidade que tem os seus problemas que não podem ser deixados de lado.

A secretária de Estado em Inhambane, Ludmila Maguni, disse, na ocasião, que o Governo tem estado a fazer a sua parte para proteger as pessoas vulneráveis, mas tal acção deve ser também de interesse de todos os actores que integram a sociedade.

Além do Infantário Provincial de Inhambane, o Moza Banco apoiou cerca de 30 idosos que vivem no Centro de Apoio à Velhice de Massinga, por terem sido abandonados pelos filhos.

Nem toda a água, que é produzida, tratada e conservada nos depósitos para o consumo público, chega às torneiras das famílias.

Nas províncias de Gaza e Inhambane, o FIPAG tem mais de 105 mil ligações, mas cerca de 15 mil famílias não conseguem ter água, apesar de ter torneiras em casa.

O FIPAG contabiliza perdas de água em mais da metade da sua produção. Em 2017, as perdas de água nas duas províncias eram de 39%, o que causou um prejuízo de mais de 180 milhões de Meticais e, quatro anos depois, em 2021, as perdas subiram para 52% de um total de dois milhões de metros cúbicos de água e, com isso, a empresa deixou de facturar 497 milhões de Meticais.

Para reverter o cenário, a empresa diz que vai tomar uma série de medidas, entre as quais apertar o cerco para acabar com ligações clandestinas.

Através do programa de redução de perdas, a empresa pretende reduzir, até 2024, de 52% para 35%, por meio de substituição de toda a rede obsoleta de distribuição de água. Existem, em toda a zona Sul, 1700 quilómetros de rede de distribuição de água, dos quais, pouco mais de 150 quilómetros são considerados obsoletos e devem ser substituídos.

O FIPAG prevê, ainda, a mobilização de fundos para comprar os chamados “contadores de Classe C”, para reduzir as perdas.

Outro aspecto sobre o qual se vai trabalhar tem a ver com as redes de ligação clandestinas, que contribuem para a perda de 12% da água produzida.

Com o dinheiro que não entra para os cofres da empresa devido às perdas de água, seria possível ampliar a rede de distribuição para mais de 100 mil pessoas.

A selecção nacional de futebol, os Mambas, subiu apenas um lugar no ranking da Federação Internacional de Futebol (FIFA). A actualização foi feita esta quinta-feira pelo órgão reitor do futebol mundial.

Para esta nova actualização, os Mambas passam da 119ª para 118º posição, totalizando já 1160.55 pontos. Em Março passado, altura em que Moçambique ocupava a 119ª posição, tinha 1146.09 pontos. Ou seja, somou mais 14.46 pontos na actualização desta quinta-feira.

Para esta subida mínima dos Mambas, muito valeram os quatro pontos somados na fase de qualificação ao Campeonato Africano das Nações, Costa do Marfim 2023. Nestes dois jogos, os Mambas empataram com Ruanda a um golo e venceram o Benim à tangente, em Cotonou.

Moçambique posiciona-se acima do Ruanda, seu adversário do grupo L de qualificação ao CAN-2023. Os ruandeses estão na 136ª posição, com 1095.04 pontos.

Senegal e Benim estão acima dos Mambas no ranking da FIFA. Senegal é, agora, o 18º classificado com 1593.45 pontos e Benim é 91º, com 1262.49 pontos. Aliás, os Leões de Teranga são a melhor selecção africana no ranking da FIFA, seguidos por Marrocos, 22º, e Tunísia, 30º. Nigéria é a quarta melhor selecção africana, logo abaixo da Tunísia.

O ranking da FIFA continua a ser liderado pelo Brasil, agora com 1837.56 pontos, seguido da Bélgica, com 1821.92 pontos. A Argentina, que conquistou a finalíssima diante da Itália, fecha o pódio, com 1770.65 pontos, e relega à França a quarta posição.

Portugal ocupa a 9ª posição do ranking da FIFA, a pior posição dos últimos oito anos.

O seleccionador nacional de futebol, Chiquinho Conde, diz que a ideia é aproveitar o Torneio COSAFA para preparar a eliminatória, diante da Zâmbia, de apuramento para o CHAN 2023. Uma vez que a separação de dias entre o torneio COSAFA e a eliminatória para CHAN é de poucos dias, Chiquinho Conde optou por chamar apenas jogadores que actuam no Moçambola e descartar os “estrangeiros”.

Numa entrevista exclusiva ao “O País”, o seleccionador nacional falou das opções dos jogadores para a pré-convocatória, justificou a presença de mais jogadores da União Desportiva de Songo nos 30 pré-chamados e abordou a relação com os seus adjuntos, concretamente com Victor Matine. Passou em revista o sentimento em relação à primeira vez em que poderá treinar a selecção em solo pátrio.

Acompanhe, na íntegra, a entrevista ao seleccionador nacional, Chiquinho Conde.

Mister convocou 30 jogadores para os trabalhos dos Mambas com vista ao Torneio Cosafa. Por que convocou apenas os jogadores internos, enquanto não está vedado o acesso dos internacionais ao Torneio COSAFA?

A ideia inicial seria convocarmos jogadores sub-23, potenciarmos jogadores até da selecção sub-20 para esta competição. Mas a competição do CHAN é já na semana de 24 de Julho e, como tal, vamos aproveitar a possibilidade de podermos fazer, no mínimo, dois jogos na África do Sul e convocar os jogadores que militam no nosso campeonato e que irão fazer parte da selecção para o CHAN

Mister, esta convocatória é dominada pela União Desportiva de Songo. Qual a razão para isso?

São as escolhas que fizemos. Nós temos uma base de dados enorme e em função dos jogadores que militam no nosso campeonato, alguns se transferiram para o Songo, que é, coincidentemente, a maioria dos jogadores, mas não necessariamente porque haja opção ou simpatia por jogadores do Songo. Neste momento, o Songo está em primeiro lugar. São 30 jogadores da pré-convocatória e, depois, a convocatória final far-se-á na próxima semana. Mas não tenho nenhuma grande explicação em relação a isso. Alguns jogadores que estão no Songo estavam a jogar noutros clubes, mas, antes disso, já faziam parte de um leque de base de dados que nós temos.

E quando é que começa a preparação?

A princípio, nós arquitectamos que a semana de 2 a 3 de Julho seja a última jornada do Moçambola e, depois, entraremos em estágio em aproximadamente cinco dias para a preparação, porque temos jogo, no dia 13 [do próximo mês], frente à África do Sul. Significa isso que, inicialmente, a nossa concentração com os jogadores convocados será a partir do dia 5 de Julho e, no fim, serão 23 convocados para este confronto.

Por falar em concentração, Mister já sabe onde vai realizar o jogo do CHAN?

A princípio, tudo indica que será no Estádio Nacional do Zimpeto, e esperamos que, até lá, estejam criadas todas as condições para que seja aprovado. Não passa pela minha cabeça nem de ninguém que o jogo seja realizado fora do país.

O que vai significar, para si, o facto de poder ser o primeiro jogo dos Mambas que poderá orientar no Estádio Nacional de Zimpeto?

É sempre motivo de satisfação jogarmos no nosso reduto. Estamos a falar da selecção nacional. O povo está ávido de jogos e de vitórias e, obviamente, os jogadores também estão com esta gana de poder jogar dentro do nosso público, que nos dá sempre um apoio incondicional. São 30 milhões de habitantes que já são seleccionadores e passarão a ser, naquela altura, adeptos que vão ajudar os jogadores a conseguirem alcançar os resultados positivos.

Falta um mês para o jogo do CHAN, qual é a mensagem que deixa para os moçambicanos?

A minha mensagem é sempre de optimismo e de positivismo. Eu gosto de pensar nas coisas positivas e vejo sempre o seu lado bom e é o que partilho com o meu grupo de trabalho. Uma equipa feliz tem sempre mais possibilidades de fazer resultados positivos, por isso eu privilegio a minha mensagem de força para o grupo, que tem que prevalecer. Quando digo “um grupo”, não me refiro apenas à técnica nem falo só dos jogadores, mas sim à estrutura e conjuntura que se faz para embarcarmos no mesmo caminho e que possamos transformar as coisas difíceis nas mais fáceis.

Como está o seu trabalho com a equipa técnica, particularmente com o seu adjunto, Victor Matine?

CC: O Mister Matine faz parte da minha escolha e da equipa técnica da selecção nacional. Há uma equipa técnica na qual eu sou o seleccionador e existem os outros que são colaboradores da selecção nacional. Uma coisa é que, quando partiu inicialmente para este projecto com Tiago, tínhamos arquitectado uma perspectiva diferente, porque a minha ideia e convicção é que as equipas técnicas têm que ser muito disciplinares e cada elemento deve ter as suas valências. Tiago era mestre do treino, uma parte que estava, efectivamente, endereçada a si. A mim, era mais para estratégia, embora tivesse este cunho da resolução de conteúdos para aquele que é a percepção do nosso modelo de jogo. Mister Matine veio ocupar um espaço que precisávamos e eu achei por bem chamá-lo para nos ajudarmos nessa missão patriótica que não é fácil.

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