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A selecção nacional de futebol feminino, em seniores, estreou-se com um empate a duas bolas, hoje, diante da sua congénere de Angola, no jogo inaugural do Grupo “A“ do Torneio COSAFA, prova que decorre em Port Elizabeth, África do Sul.

O combinado nacional teve uma entrada de rompante e como fruto disso adiantou-se no marcador aos 22 minutos, por intermédio de Albertina Pondja. Com uma postura destemida e recorrendo ao futebol directo, o combinado nacional em uma boa parte do jogo obrigou a turma adversária a se aplicar a fundo para aguentar a pressão.

Ainda assim, Angola também ia assentando o seu jogo, tendo, por isso, chegado ao golo de empate através da Zeferina Caupe, resultado com que as duas equipas recolheram para o intervalo.

Na segunda parte, Moçambique voltou a ter uma entrada avassaladora. Contudo, a selecção angolana conseguiu equilibrar os “pratos da balança”. Aos 77 minutos, Cidália Cuta fez o 2-1 para Moçambique, a responder positivamente um centro da Lónica Tsanwane, colocando, mais uma vez, o combinado angolano em desvantagem e correr atrás do prejuízo.

Aos 82 minutos, Yara Lima acabou com a festa das moçambicanas, ao restabelecer a igualdade, resultado com que não mais viria a se alterar. Os derradeiros minutos foram de muito sofrimento de parte a parte até ao apito final, ainda que a selecção moçambicana se mostrasse mais astuta em relação ao adversário.

O Grupo “B“ entra em acção amanhã, com os jogos Botswana-Sudão do Sul e Tanzânia-Zimbabwe. Já o Grupo “C“ joga amanhã com os jogos, tendo sido marcadas as seguintes partidas: Namíbia-Uganda e Zâmbia-Eswatini.

 

SUB-20 ACELERAM PREPARAÇÃO

Entretanto, a selecção nacional na categoria de Sub-20, que na semana passada perdeu por 1-0 frente à sua congénere da África do Sul, em partida, realizada no campo da ABB, na Matola, referente à 1ª “mão” da segunda eliminatória da fase de qualificação, zona africana, para o Mundial da Costa Rica 2022, retomou esta segunda-feira, no Estádio da Machava, os trabalhos de preparação para o jogo da 2ª “mão”, partida agendada para os dias 9/10 de Outubro próximo, em Joanesburgo.

Sobre essa partida, a selecionadora nacional, Júlia Fumo antevê muitas dificuldades, visto que reconhece o valor da equipa adversária. Ainda assim, ela acredita num desfecho favorável ao combinado nacional.

“Se as sul-africanas vieram cá nos vencer, da mesma maneira podemos fazê-lo na casa delas”, afirmou Júlia Fumo.

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O sequestro do fujão ou o desamparo das flores no escuro é o título da história de Miguel Luís que se destacou na edição 2020 do Concurso Literário Maria Odete de Jesus. O anúncio foi feito esta terça-feira.

 

São 10 horas em Sintra, Lisboa. O escritor Sérgio Raimundo (Poeta Militar) pega no seu celular e informa ao amigo Miguel Luís que em Portugal chegam boas notícias de Moçambique. Como que excitado pela novidade revelada pelo autor de A ilha dos mulatos, Miguel Luís interrompe o trabalho por breves minutos e vai ao Facebook. Lá vê um post do escritor Pedro Pereira Lopes, dando a conhecer que O sequestro do fujão ou o desamparo das flores no escuro é o grande vencedor do Concurso Literário Maria Odete de Jesus 2020. Nesse instante, o prémio logo significou ao laureado reconhecimento de um trabalho contínuo que envolve muita leitura, escuta e escrita, e, claro, soou-lhe como uma voz especial que lhe sussurra aos ouvidos: “coragem, Miguel!”.

Depois de ver a publicação sobre a atribuição do prémio ao seu texto, Miguel Luís entrou em contacto com a organização do prémio, conforme a recomendação, já que a organização não conseguia o contactar. E o autor de O sequestro do fujão ou o desamparo das flores no escuro compreendeu que ali não havia equívocos. De facto, a sua narrativa infanto-juvenil, que explora o drama do sequestro e o tráfico de menores em Moçambique, destacou-se num concurso constituído para incentivar o gosto pela leitura, bem como a valorização da produção literária.

A escrita de O sequestro do fujão ou o desamparo das flores no escuro começou com uma voz que andava na cabeça do autor, a gritar memórias de alguns episódios da sua infância. “À determinada altura, a voz tornou-se muito presente e incómoda. Quando vi o regulamento do concurso, pensei que seria interessante juntar o útil ao agradável e comecei a escrever. No fim da primeira versão do texto, notei que se tratava de uma narrativa que ia para além da minha infância”, explicou Miguel Luís, esta terça-feira, a partir de Sintra, onde trabalha.

Ao compor a sua história, Miguel Luís quis expor que o drama do sequestro e o tráfico de menores roem o sorriso das crianças e o futuro do país. “Por isso que, para mim, escrever este livro serviu como um acto de resistência contra alguns dos vários silêncios que fazemos como nação. O sequestro do fujão ou o desamparo das flores no escuro é para mim um grito contra aqueles que tentam transformar as crianças em flores murchas”.

A história de Miguel Luís foi escrita entre Janeiro e Fevereiro deste ano, tendo-se destacado num concurso que teve 16 participantes. A distinção no Concurso Literário Maria Odete de Jesus contempla um valor pecuniário de 50.000 meticais, além da edição em livro. Quanto à entrega do prémio, será Novembro, em Maputo.

A edição 2020 do Concurso Literário Maria Odete de Jesus, promovido pela Universidade Politécnica, esteve aberta à literatura infanto-juvenil (prosa). O júri foi constituído por Gilberto Matusse (professor de literatura, presidente), Maria João de Ataíde Carrilho Dinis (pesquisadora de língua portuguesa) e Teresa Noronha (editora).

 

O autor Miguel Luís

Miguel Luís José nasceu em Maputo. Frequentou o curso de Licenciatura em Relações Internacionais e Diplomacia no Instituto Superior de Relações Internacionais (Maputo), o qual interrompeu em 2016, para tirar o curso de Licenciatura em Direito na Universidade de Lisboa, onde foi tutor da cadeira Economia II do primeiro ciclo, e também frequentou as pós-graduações em Ciência da Legislação e Legística e Pós-graduação em Corporate Finance. Actualmente, é Advogado-Estagiário na Abreu Advogados, Presidente do Grupo Especial de Jovens Advogados da Federação dos Advogados de Língua Portuguesa e frequenta o Mestrado em Estratégia de Investimento e Internacionalização no Instituto Superior de Gestão, em Lisboa. Tem colaborado em publicações com jornais e revistas moçambicanas, como O País, Revista Literatas, Pirâmide, e internacionais, como os jornais portugueses Público e É Agora. Em 2015, foi distinguido com a Menção Honrosa do Prémio Eloquência Camões 2015 e, em 2021, foi distinguido com a Menção Honrosa do Prémio Hernâni Cidade 2020.

A África do Sul comprometeu-se, ontem, com metas mais ambiciosas sobre as emissões de gases poluentes. Uma medida que visa ajudar na manutenção do aquecimento global sustentável.

A África do Sul informou o departamento do clima das Nações Unidas que vai limitar a emissão de gases de efeito de estufa a 150 milhões de toneladas métricas de dióxido de carbono até 2025 e ao máximo de 420 milhões de toneladas até 2030.

Segundo o vice-presidente para o clima e economia no centro de pesquisa World Resources Institute, as novas metas estão mais em linha com o objetivo global de limitar o aumento da temperatura em 1,5 graus até final do século, em comparação com o nível pré-industrial.

O novo objetivo representa um teto significativamente mais baixo quando comparado com o objetivo anterior. O limite inferior do objetivo também foi mudado, de 398 milhões de toneladas de dióxido de carbono até 2030 para 350 milhões de toneladas.

O país mais industrializado em África pretende aumentar o uso de energias renováveis e desvanecer a utilização de energia baseada no carvão, ao mesmo tempo que se prepara melhor para os efeitos das alterações climáticas, como a seca.

Seis jogos, três vitórias e igual número de derrotas. Estes são os números da selecção nacional de basquetebol sénior feminino no “Afrobasket” 2021. Há dois anos, em Dakar, Senegal, Moçambique venceu três jogos e perdeu dois.

Mais: Moçambique teve uma média de 36.6% nos lançamentos de campo (133/363), 28.1% nos tiros exteriores (32/114) e 67% na linha de lances livres (59/88). No global, colectou 263 ressaltos, dos quais 171 defensivos e 92 ofensivos.

Há ainda a registar 95 assistências, 144 “turnovers” e 67 roubos de bola e 357 pontos em seis jogos (eficiência 370.0).

Em termos individuais, Ingvil Mucauro liderou Moçambique com média de 12.2 pontos (77 no total) e 14.7 de eficiência em 33.2 minutos na quadra.

A extremo teve uma percentagem de 37% nos lançamentos de campo (27 em 73), 24.1% nos tiros exteriores (sete em novo) e 76.2% na linha de lances livres (16 em 21).

Mais: colectou 35 ressaltos dos quais 25 defensivos e nove ofensivos, 25 assistências, 17 perdas de bola e 20 roubos de bola.

Tamara Seda, poste do RPK Araski da Espanha, disputou o seu terceiro “Afrobasket” e não decepcionou. Pelo contrário, provou que é uma das melhores de África na sua posição. Seda teve uma média de 8.8 pontos (53 pontos em seis jogos) e 11.5 de eficiência em 26.5 minutos (199 minutos no total) na quadra.

A melhor ressaltadora do Campeonato Africano de Basquetebol sénior feminino de 2019, em Dakar, Senegal, e 2021, em Yaoundé, Camarões, teve um registo de 23 em 56 nos lançamentos de campo (41.1% de aproveitamento) e 7 em 12 na linha de lances livres (58.3%). Seda dominou nas tabelas, tendo colectado um total de 52 ressaltos (33 defensivos e nove ofensivos), 20 perdas de bola e 11 assistências.

“Rookie”, ou seja, estreante no Campeonato Africano de basquetebol sénior feminino, Stefânia “Papelão” Chiziane foi uma surpresa agradável na competição. A extremo do Ferroviário de Maputo apresentou-se, nesta competição, com bons “targets”: 51 pontos e 50 de eficiência em 117 minutos na quadra.

“Papelão” teve médias de 45.9% nos lançamentos de campo (17 em 37), 53.3% nos tiros exteriores (oito em 15) e 75% na linha de lances livres (nove em 12). Chiziane contabilizou vinte ressaltos, sendo 19 defensivos e um ofensivo, assim como cinco assistências, 10 “turnovers” e cinco roubos de bola.

Experimentada, Odélia Eusébio Mafanela foi a quarta melhor cestinha da selecção nacional de basquetebol sénior feminino com 50 pontos em 144 minutos na quadra. Mafanela “capturou” 49 ressaltos dos quais 26 defensivos e 23 ofensivos.

A capitã da selecção nacional um registo de 40.8% nos lançamentos de campo (20 em 49) e 62.5% na linha de lances livres (10 em 16), dez assistências e 17 perdas de bola.

Outra atleta com bastante experiência é Anabela Cossa, que em algum momento foi “sacrificada” para fazer a posição de base. Cossa terminou a sua participação no “Afrobasket”-2021 com 41 pontos em 161 minutos na quadra. Anabela Cossa teve um registo de 13 em 31 nos lançamentos de campo (41.9%), oito em 21 nos tiros exteriores (38.1%) e sete em nove na linha de lances livres (77.8%).

A experiente jogadora contabilizou ainda 16 ressaltos defensivos, 20 assistências, nove roubos de bola e 24 “turnovers”.

A poste Deolinda Gimo terminou o “Afrobasket” 2021 com 31 pontos em 107 minutos na quadra. Gimo apresentou uma média de 26.2% nos lançamentos de campo (11 em 42), 14.3% nos tiros exteriores (2 em 14) e 72.7% na linha de lances livres (oito em 11). Há ainda a registar 21 ressaltos (seis ofensivos e 15 defensivos), três assistências, dez “turnovers” e cinco roubos de bola.

A extremo e atiradora Elizabeth Pereira contabilizou 109 minutos na quadra, tendo apresentado 22.2% nos lançamentos de campo (seis em 27), 17.6% na zona dos 6, 75 metros (3/17) e 33.3% na linha de lances livres (1/3), sete ressaltos dos quais seis defensivos e um ofensivo, quatro assistências e onze perdas de bola.

Vilma Covane, poste que recentemente evoluiu no basquetebol colegial dos EUA, concretamente no Seward County Community College e Patriots University, fez igualmente a sua estreia no “Afrobasket”.

Covane contabilizou 54 minutos nos quais registou 6/16 nos lançamentos de campo (37.5%), 1/4 na linha de lances livres (25%), 12 ressaltos (dez defensivos e dois ofensivos) e três perdas de bola.

Sílvia Amadeu Veloso, base com passagem também pelos EUA, fez a sua primeira aparição num Campeonato Africano de Basquetebol sénior feminino. Veloso contabilizou 27 minutos nesta competição, tendo registado 5/11 nos lançamentos de campo (45.5%), 2/4 na linha de lances livres (50%), duas assistências e cinco perdas de bola.

Cecília Henriques, uma das sobreviventes da equipa que em 2013 ocupou o segundo lugar no Campeonato Africano realizado em Moçambique, contabilizou apenas 13 minutos. Neste tempo na quadra, a poste do Ferroviário de Maputo teve 1/5 nos lançamentos de campo (20%), três ressaltos e duas assistências.

Finalmente, no doze escolhido por Nasir Salé, destaca-se Carla Pinto, extremo da A Politécnica que contabilizou 11 minutos em três jogos. Pinto teve 0/2 nos lançamentos de campo (0%) e 0/2 nos tiros exteriores (0%, um ressalto ofensivo e uma perda de bola.

Pelo menos 34 pessoas perderam a vida em consequência de um ataque terrorista no noroeste da Nigéria. Segundo fontes locais, o ataque ocorreu neste domingo e um grupo de militares foi, igualmente, atacado pelos malfeitores.

“Homens não identificados atacaram a aldeia de Madamai, no distrito de Kaura, 34 residentes foram mortos no ataque e sete ficaram feridos”, confirmou o chefe da Segurança do Estado de Kaduna, Samuel Aruwan, citado pela imprensa internacional.

De acordo com a fonte, os soldados foram enviados para o local do ataque, onde ficaram sob fogo, antes de forçar os atacantes a recuar após uma intensa troca de tiros.

Para além das perdas de vidas humanas, algumas casas foram incendiadas pelos atacantes na periferia da aldeia, mas as tropas apagaram o fogo em três das casas e conseguiram resgatar seis residentes.

Em consequência da actuação das forças militares, dois suspeitos foram detidos e estão a ser interrogados.

O ataque de domingo na Nigéria é o mais recente de dezenas de ataques que têm aterrorizado a região há vários anos.

Bandos de criminosos, alguns com inspiração extremista religiosa, conhecidos localmente como ‘bandidos’, têm saqueado aldeias, roubado gado e raptadas pessoas, exigindo normalmente um resgate.

Só este ano, estes bandos atacaram escolas e universidades, tendo raptado mais de 1.400 estudantes, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), que calcula que pelo menos um milhão de crianças na Nigéria não podem ir à escola no ano letivo que começa este mês, por causa da violência na sequência dos raptos que ocorreram nos últimos meses.

O piloto britânico Lewis Hamilton (Mercedes) alcançou, este domingo, a 100.ª vitória no Mundial de Fórmula 1, ao vencer o Grande Prémio da Rússia, marcado pela chuva nas voltas finais.

O piloto britânico bateu o holandês Max Verstappen (Red Bull), que partiu de último, por 53,289 segundos, e o espanhol Carlos Sainz (Ferrari), por 1.02,475 minutos.

Com este resultado, Hamilton recuperou a liderança do campeonato, com dois pontos de vantagem sobre Verstappen.

Ciente de que a ficha ainda vai demorar a cair, Hamilton descreveu o feito que havia acabado de alcançar como “um momento mágico”.

“Só poderia ter sonhado em ainda estar aqui e ter a oportunidade de vencer essas corridas e poder disputar contra um talento fenomenal no final da minha carreira”, declarou Lewis, que mostrou respeito e exaltou o seu grande rival na luta pelo título, Max Verstappen.

“Também continuar a construir com a Mercedes, da qual estou muito orgulhoso por tudo o que fizemos, não só na pista, mas também fora. Este é apenas um momento especial para todos aqueles que fizeram parte disso”, comentou.

Hamilton fez, também, menção especial à família e destacou o pai, Anthony Hamilton, o maior incentivador da sua carreira, desde a infância. “Também aos meus pais. meu pai… Mesmo na noite passada, da mesma forma que a primeira corrida que fiz ou o primeiro campeonato que disputei, quando tinha oito anos, o meu pai mandou-me uma mensagem e ligou-me ontem à noite. Ele sempre me tranquilizou e seguiu-me apoiando”.

Em termos de luta pelo título, sobretudo em razão do segundo lugar conquistado por Max Verstappen, depois de ter largado em último lugar no domingo, Hamilton sabe que ainda há uma grande luta pela frente nas sete provas que faltam para o desfecho da temporada 2021. “É bom, mas não excepcional. Definitivamente, ainda temos trabalho a fazer. Tenho esperança de que podemos tentar buscar um pouco mais de performance nas próximas corridas. Estou na torcida por isso”, concluiu.

Depois de um incaracterístico início de campeonato, com três derrotas, o Arsenal alcançou num dos dérbis de Londres o terceiro triunfo seguido, com golos de Smith Rowe (1-0), aos 12 minutos, Aubameyang (2-0), aos 27, e de Bukayo Saka (3-0), aos 34.

O Tottenham, que após três vitórias a abrir, somou a terceira derrota, ainda reduziu pelo coreano Son Heung-Mim (3-1), aos 79 minutos, e viu um remate do brasileiro Lucas Moura, aos 90+1, desviado para a barra pelo guarda-redes Aaron Ramsdale.

Os defesas portugueses Cédric Soares e Nuno Tavares, que entrou aos 88 minutos, para render o marcador do primeiro golo, Smith Rowe, começaram o jogo no banco do Arsenal.

Com um desempenho idêntico, com três vitórias e três derrotas, ambas as equipas seguem irmanadas com nove pontos na tabela classificativa da Premier League, sendo o Arsenal 10.º e o Tottenham 11.º, a cinco do líder provisório Liverpool.

A liderança do Liverpool está, no entanto, dependente do resultado que o Brighton, actual sexto classificado, com 12 pontos, fizer na segunda-feira em casa do Crystal Palace, já que, em caso de vitória, ascende à primeira posição isolado.

Já o Wolverhampton, do treinador Bruno Lage, com os portugueses José Sá, Nélson Semedo, João Moutinho e Daniel Podence a titulares, venceu por 1-0 em casa do Southampton, com um golo do mexicano Raúl Jiménez, ex-Benfica, aos 61 minutos, o primeiro desde a grave lesão na cabeça sofrida na temporada passada.

Além de José Sá, Nélson Semedo, Daniel Podence e João Moutinho, que esteve em ‘todo o campo’, a titulares, o treinador Bruno Lage começou ainda o encontro com os lusos Trincão, Fábio Silva e Rúben Neves, lançado aos 88 minutos, no banco.

O triunfo em casa do Southampton foi a melhor resposta do Wolverhampton à eliminação da Taça da Liga no desempate pelas grandes penalidades frente ao Tottenham (3-2), do seu antigo treinador português Nuno Espírito Santo, após empate a 2-2.

 

JUVENTUS SOMA SEGUNDA VITÓRIA SEGUIDA

A Juventus prosseguiu a sua recuperação na Liga italiana de futebol, ao vencer a Sampdoria por 3-2, em jogo da sexta jornada marcado pela lesão de Paulo Dybala, o autor do primeiro golo.

Após um início desastroso do campeonato, a ‘Juve’ somou a sua segunda vitória consecutiva na Série A, que lhe permite ascender provisoriamente ao nono lugar, graças a um triunfo que começou a ser desenhado por Paulo Dybala, o ‘sucessor’ de Cristiano Ronaldo como figura da equipa de Turim.

Diante do seu público, o internacional argentino inaugurou o marcador aos 10 minutos, naquele que foi o seu 90.º golo na Liga italiana, mas, pouco mais de 10 minutos depois, saiu em lágrimas do campo, depois de sofrer uma lesão muscular, cujo alcance é ainda desconhecido.

Nem o revés de Dybala, que poderá falhar o duelo da Liga dos Campeões com o Chelsea, evitou que a Juventus saísse vitoriosa, com Leonardo Bonucci a converter, com sucesso, uma grande penalidade originada por uma mão na bola, ao minuto 43, e Manuel Locatelli a estrear-se a marcar com a camisola ‘bianconera’, aos 57.

Os golos da Sampdoria, que lançou Adrien Silva apenas aos 59 minutos, foram marcados por Maya Yoshida, de cabeça, aos 44, e por Antonio Candreva, aos 83.

Com o recente triunfo, a Juventus sobe, à condição, ao nono lugar do campeonato, com oito pontos, menos oito do que o líder AC Milan, adversário do FC Porto no grupo B na Liga dos Campeões.

O nigeriano Ejaita, da Black Bulls, e o moçambicano Dje, do Ferroviário de Lichinga, destacam-se na frente da lista dos melhores marcadores, após apontarem um golo cada um, nesta jornada. Milagre, em sentido contrário, marcou na própria baliza, após fífia de Stefane, guarda-redes do Desportivo Maputo.

A 21ª jornada do Moçambola 2021 produziu 14 golos, com destaque para o embate entre Uniao Desportiva de Songo e Ferroviário de Lichinga, que teve cinco golos, seguido d Matchedje de Mocuba vs Incomáti de Xinavane, que teve três golos, todos apontados pelos “militares”. Outro dado curioso é que todas partidas tiveram, pelo menos, um golo.

Ejaita voltou a marcar pela sua equipa, a Black Bulls, na vitória diante da Liga Desportiva de Maputo, que ditou a consolidação da liderança na prova. Mas também fez o nigeriano destacar-se ainda mais na lista dos goleadores, agora com 15 remates certeiros, estando a apenas cinco golos de ser distinguido, com direito a prémio, como o artilheiro do campeonato nacional.

Quem não quer deixar fugir o nigeriano é o moçambicano Dje, que também apontou na derrota da sua equipa, o Ferroviário de Lichinga, na deslocação a Songo, por 3-2. Dje desgruda, assim, de Dayo, passando a somar 11 golos, a quatro da liderança. Destaque, ainda nesta partida de Songo, para Dário, dos “hidroeléctricos”, que marcou dois golos, adicionados a outros dois que já tinha apontado, totalizando agora quatro remates certeiros.

Lau king também facturou e chega já aos oito golos, ainda assim longe dos lugares cimeiros.

Outros jogadores que marcaram nesta jornada foram Parkim (passa a somar três golos) e Beto Maravilha (já conta com dois golos), ambos da Associação Desportiva de Vilankulo, João, do Ferroviário da Beira, Mendonça, Saasi e Joaquim, todos do Matchedje de Mocuba, Vivaldo, do Ferroviário de Lichinga, e Wemba, do Ferroviário de Nacala, todos eles que que se estreiam a marcar nesta edição do Moçambola.

Milagre também marcou, mas na própria baliza, fazendo o quarto auto-golo do Moçambola-2021.

15 Golos: Ejaita (Associação Black Bulls)

11 Golos: Dje (Ferroviário de Lichinga)

10 Golos: Dayo (Ferroviário da Beira)

8 Golos: Henriques (Desportivo de Maputo/UD Songo), Lau King (UD de Songo)

7 Golos: Melque (Associação Black Bulls),

6 Golos: Telinho (Costa do Sol), Marcel (Ferroviário de Maputo)

5 Golos: Salas (Ferroviário de Nampula),

4 Golos: Valdo Muhiha (Ferroviário de Nampula), Jongwe e Jafete (AD Vilankulo), Turras (Liga Desp. Maputo/Ferroviário de Nacala), Soares (ABB/Fer. Nacala), Hammed, Fidel, Victor (Associação Black Bulls), Valter (Fer. Lichinga), Dilson (Liga Desp. de Maputo),

3 Golos: Mafaite (Ferroviário da Beira), Kito (Ferroviário de Maputo), Domingos, Parkim (AD de Vilankulo), Zacarias (Ferroviário de Lichinga), Eládio (Liga Desp. de Maputo), Mathause (Incomati), Stephen (Costa do Sol), Shelton (Ferroviário de Nacala), Valter (AD Vilankulo), Fabrice (Fer. Beira), Samito (Textáfrica), Mutong (Fer. Maputo/Fer. Beira), Dário (UD Songo),

2 Golos: Touré (Ferroviário de Nacala), Victor, Beto Maravilha (AD de Vilankulo), Estevão (Liga Desp. de Maputo), Mendonça, Luís (Matchedje de Mocuba), Sidique (UD Songo), Danilo e Nuno (Textáfrica do Chimoio), Dinheiro (Incomati), Nilton, Raymond – queniano, Mário (Costa do Sol), Dinis, Orlando (Desp. Maputo/Fer. Nacala), Raul (Fer. Maputo)

 

ESTREANTES A MARCAR

João (Fer. Beira), Sassi, Joaquim (Matchedje de Mocuba), Vivaldo (Fer. Lichinga), Wemba (Fer. Nacala)

Auto-golo: Milagre (Desportivo Maputo)

O actual secretário-geral do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) formalizou, hoje, a sua candidatura à presidência do partido. Na ocasião, José Domingos apelou para união no seio do partido.

Faltando apenas três dias para o fim do prazo da formalização da candidatura à presidência do MDM, José Domingos, o actual secretário-geral do partido, regularizou a sua a candidatura para sucessão de Daviz Simango, falecido em Fevereiro do corrente ano.

Acompanhado pelos apoiantes, o candidato dirigiu-se, na última segunda-feira, à sede do partido na cidade da Beira, onde apelou para união por parte de todos os membros do MDM.

“Estou feliz, porque, mais uma vez, os membros do partido que querem o bem do MDM, voltaram a confiar em mim para a candidatura à sucessão do engenheiro Daviz Simango. Na nova caminhada, esperamos muita união e perdoaremos todos que se opuseram à continuidade e de mãos dadas”, afirmou José Domingos, candidato à presidência do MDM.

A corrida pela presidência do MDM tem sido marcada por divergências por parte dos membros do partido. Apesar deste martírio, José Domingos mostrou a sua determinação para continuar a traçar os destinos do partido, tendo apelado para calma.

“Em política, temos adversários. Neste momento, alguns pensam que estamos numa guerra titânica enquanto isso devia ser transformado em festa. Faremos a nossa parte. Continuaremos a trabalhar para dar seguimento às metas traçadas pelo partido para o país”, acrescentou o candidato.

Para Elias Unpuire, membro do partido e apoiante de José Domingos, Lutero Simango não pode concorrer à presidência do partido por este ser presidente do PCN.

“A lei dos partidos políticos em Moçambique só permite que um membro seja apenas para um partido e não para vários. Entre os nossos candidatos, infelizmente, alguns são presidentes dos outros partidos e isso não é permitido por lei”, disse Unpuire.

De recordar que, no mês passado, a Liga da Juventude do MDM manifestou o seu apoio a Lutero Simango e não a José Domingos. O prazo para submissão da candidatura termina no próximo dia 30 do mês em curso.

Cerca de 60 membros de comunidades rurais de Moçambique, Tanzânia e Brasil que enfrentam as monoculturas industriais de árvores nas suas terras, vindos das províncias de Manica, Sofala, Zambézia e Nampula em Moçambique e da província de Iringa na Tanzânia; junto a parceiros nacionais e internacionais; reuniram-se em pequenos grupos durante os dias 21 e 22 de Setembro 2021 no evento internacional intitulado “Como Resistir às Plantações de Monocultura”.

Segundo um comunicado de imprensa emitido pelas comunidades acima referidas, os seus membros resolveram romper o silêncio imposto pela pandemia e denunciar mais uma vez que as empresas de eucalipto e seringueira chegaram nas suas terras – em alguns casos há muitos anos atrás – com promessas de desenvolvimento, um futuro com escolas, hospitais, energia e pontes.

No entanto, denunciam que nenhuma destas promessas foi cumprida. E pior, os eucaliptos e seringueiras ocuparam e destruíram as terras férteis das machambas e hoje as famílias não têm mais possibilidade para se alimentar e algumas não têm mais onde morar.

Além disso, as comunidades afirmaram que as empresas destroem as árvores nativas e usam produtos químicos que contaminam o solo e a água. Poços e rios secaram e a água potável ficou escassa. Em vez de construir pontes, as empresas destruíram pontes com as suas máquinas pesadas, sem se preocupar em repará-las.

As comunidades sentem medo de atravessar as áreas de monocultura. Mesmo já a ocupar extensas áreas, as empresas querem ocupar ainda mais terras. Mesmo que as empresas justifiquem que fizeram a consulta às comunidades, não houve consulta onde pudessem aceitar ou recusar a empresa, houve muita manipulação de informações e promessas não cumpridas.

“Os empregos prometidos não existem, só alguns, mas na sua maioria sazonais e mal pagos. As indemnizações têm sido absolutamente irrisórias, insuficientes para adquirir outra machamba fora da comunidade. Quando alguém resolve fazer machamba em terras que a empresa alega ser sua, a pessoa é intimidada e ameaçada. Isso ocorre também quando alguém apresenta uma queixa junto aos seus líderes ou governantes locais. Neste caso, nada é feito, porque essas autoridades recebem algo das empresas ou são, igualmente, intimidadas e desrespeitadas pela empresa. Para piorar, em alguns casos não é apenas a polícia e a empresa, mas os próprios líderes da comunidade que intimidam e ameaçam os membros da sua própria comunidade caso apresentem queixa”, refere o documento.

Assim, as comunidades exigem que os seus direitos sejam assegurados em diversos instrumentos legais nacionais e internacionais, plenamente garantidos; que os Governos defendam o povo e não as empresas; que as intimidações e ameaças por parte das empresas, das autoridades e também de alguns líderes comunitários parem; que os Governos, em vez de protegerem as empresas, ordenem que estas sejam investigadas pelas múltiplas violações que estão a causar; que os governantes discutam com as comunidades o seu futuro para que as comunidades possam participar, de facto, na planificação que visa garantir a sua permanência nas terras, hoje e futuramente, e melhorar as suas condições de vida rumo ao futuro.

“Mesmo que as empresas não parem de expandir, mesmo que tentem intimidar e ameaçar, nós comprometemo-nos a continuar a unir-nos na luta contra as monoculturas e a destruição e usurpação de terras; mesmo que as empresas e Governos nos insultem, vamos continuar a buscar formas para que as comunidades possam retomar os seus territórios’, lê-se no comunicado.

Estes posicionamentos foram tomados no âmbito das celebrações do Dia Internacional de Luta contra as Plantações Industriais de Árvores, assinalado no passado dia 21 de Setembro.

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