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Mexer, Kamo-Kamo e Kambala estão de regresso aos Mambas, para o duplo confronto com os Camarões. Os jogadores tinham sido descartados nas duas primeiras jornadas de qualificação ao Mundial Qatar 2021. Em sentido contrário, Domingues, Edmilson e Ratifo foram novamente preteridos.

Mexer, Kambala, Kamo-Kamo e Malembana e outros tinham sido preteridos nas duas primeiras jornadas de qualificação ao Mundial, contra Costa do Marfim, empate sem abertura de contagem e Malawi, jogo que os Mambas perderam por 0-1. Algo considerado escandaloso por muitos.

Para justificar o possível escândalo, Horácio Gonçalves foi perentório ao afirmar que a selecção estava em renovação. E mais: todos jogadores tinham espaço no combinado Nacional. Tiveram espaço, certo, mas os resultados e, sobretudo, exibições, nem tão pouco foram simpáticos e talvez por aí o técnico tenha repensado a actual convocatória.

Na convocatória anunciada esta sexta-feira, para os próximos jogos com os Camarões, referentes às terceira e quarta jornadas de qualificação para o Mundial do Qatar, Goncalves viu-se forçado a fazer diferente. Incluiu Mexer, Kamo-Kamo, Kambala e Malembane, embora não se tenha firmado nos Mambas, numa lista de 26 jogadores, que não coube ao capitão Domingues, muito menos Edmilson Dove. Clésio Baúque é outro ausente, mas justifica-se a sua ausência pelo facto de ainda não ter visto de residência, em Portugal, onde regressou recentemente para reforçar o Marítimo. A sua vinda significaria tratar outro visto.

 

EIS A LISTA DE CONVOCADOS:

Guarda-redes: Herman (Fer. Maputo), Victor (Costa do sol) e Ivan (Black Bulls).

Defesas: Ciganinho (Liga Desportiva de Maputo), Fidel (Black Bulls), Bonera (Marítimo), Martinho (Black Bulls), Betão (ADV), Zainadine Júnior (Marítimo), Mexer (Bordeaux), Malembane (Lokomotiv Plovdiv), Reinildo (Lille), Danilo (Costa do sol)

Médios:

Nené (Costa do Sol), Kmabala (Boroka), Shaquile (Fer. Maputo), Nilton (Costa do Sol, Geny Catamo (Sporting), Luís Miquissone (Al Ahly) e Witi (Nacional).

Avançados:

Kamo-Kamo (Setúbal), Melque (Black Bulls), Dayo Fer. (Beira), Lau King (União Desportiva de Songo), Estevão (Liga Desportiva de Maputo e Victor (Black Bulls).

Moçambique viaja, a 6 de Outubro, a Douala, para, no dia 8, defrontar os Camarões e, no dia 11, já em casa emprestada, Marrocos, voltar a jogar com o mesmo adversário.

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A STV transmite, sábado, às 16h00, o duelo Manchester United vs Aston Villa, inserido na 6ª jornada da Liga Inglesa de futebol. Às 18h30, a contar para a 6ª jornada da Bundesliga, o Borussia M’gladbach mede forças com Dortmund, partida também com transmissão em directo. Já no domingo, na Série A, há duelo entre a Juventus e Sampdoria, às 12h30. Todas estas emoções a acompanhar na STV.

Terceiro classificado da Premier League, em igualdade pontual (13) com o Chelsea e Liverpool, o Manchester United procura alcançar a quarta vitória na edição 2021-2022 da Liga Inglesa de futebol quando receber, em Old Traford, o Aston Villa.

Os “red devils” esperam vencer novamente após baterem, na última jornada, o West Ham United por duas bolas a uma. Nesse duelo, o Manchester United foi dominador, tendo registado 61% de posse de bola e 17 remates, sendo 10 deles enquadrados com a baliza.

Pelo Manchester United, marcaram o inevitável Cristiano Ronaldo (35 ‘) e Jesse Lingard (89’). No West Ham, que se apresentou com remates nessa partida, Said Benrahma (30 ‘) foi o marcador em serviço.

Em termos de registo e histórico, o Manchester United não foi derrotado no campeonato pelo Aston Villa nos últimos 17 jogos. Aliás, os “red devils” venceram 48 dos 75 jogos com o Aston Villa, tendo empatado sete e perdido apenas sete. O conjunto agora orientado por Olegun Solskaer marcou 142  golos (média de 1, 89 golos/jogo) e sofreu apenas sete (média de 0, 79).

O último confronto entre as duas formações, na Premier League, foi a 9 de Maio de 2021, tendo o Manchester United vencido por 1-3.

09/05/2021, quando encerrou o Aston Villa 1-3 do Manchester United. Bruno Fernandes (52 ‘), Mason Greenwood (56’) e Edinson Cavani (87 ‘) marcaram para os visitantes. Bertrand Traoré (24 ‘) foi o autor do golo solitário do West Ham.

O Aston Villa teve 41% de posse de bola e 11 remates, enquanto o Manchester United se apresentou com 59% e fez cinco remates dos quais três certeiros.

 

ATENÇÃO AO CHELSEA VS MANCHESTER CITY      

Sábado, há reedição da Liga dos Campeões do ano passado. O Chelsea recebe o Manchester City, num duelo entre dois gigantes e candidatos ao título na Premier League e todas as provas em que participam.

O Manchester City procura “vingar-se” da derrota na final da Liga dos Campeões diante de um conjunto que se encontra numa espécie de “montanha-russa”, uma vez que os “blues” estão no topo da tabela classificativa junto ao Liverpool.

A equipa de Thomas Tuchel despachou, na última jornada, o Tottenham de Nuno Espírito Santo por 3-0. A jogar em casa, o Manchester City não consegue encontrar a fórmula para chegar aos golos diante do Southampton na jornada 5 da Liga Inglesa.

Aliás, os “citizens” têm sido demolidores em casa, onde golearam o Norwich City e o Arsenal por 5-0.

O excelente momento de forma do Chelsea na Premier League é motivo de grande preocupação para Pep Guardiola, que busca o seu quarto título nesta temporada.

Os “citizens” investiram bastante na contratação de Jack Grealish, que chegou de Aston Villa no verão. Pep tentou trazer Cristiano Ronaldo, mas a estrela portuguesa optou por se juntar aos seus rivais do Manchester United. Ainda no sábado, o Everton mede forças com o Norwich City enquanto o Leeds United se bate com o West Ham.

O Leicester City mede forças com o Burnley e o Watford recebe o Newcastle.  Há ainda o duelo Brentford vs Liverpool. No prosseguimento da jornada, domingo, o Southampton bate-se com Wolves, enquanto Arsenal mede forças com Tottenham. A jornada fica completa segunda-feira quando o Crystal Palace jogar com o Brighton.

Em duas audiências à margem da 76ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas que decorre em Nova Iorque, a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo, acolheu o interesse do Governo de Singapura de expedir para Moçambique uma missão empresarial singapureana e o empenho das Nações Unidas em prestar auxílio no combate ao terrorismo em Cabo Delgado.

Essa manifestação de interesse e de empenho foi transmitida nos encontros que a ministra manteve na tarde de quarta-feira, na sede das Nações Unidas, com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Singapura, Vivian Balakrishnan, e o Subsecretário-Geral das Nações Unidas Contra o Terrorismo, Vladimir Voronkov.

Ambos demonstraram solidariedade à candidatura da República de Moçambique a membro não permanente do Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU). Na quinta-feira, Verónica Macamo reuniu-se com os ministros dos Negócios Estrangeiros do Brasil, Bielorússia e Indonésia.

Ainda em Nova Iorque, a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação apelou a todos os estados-membros das Nações Unidas para redobrarem os seus esforços na implementação das decisões emanadas da Declaração e Programa de Acção de Durban, de modo a tornar o mundo livre do racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerância conexa.

Ao discursar na reunião de Alto Nível da 76ª sessão da Assembleia Geral da ONU, para assinalar a passagem do 20° aniversário da Declaração e Programa de Acção de Durban, Macamo realçou “a necessidade de todos os países se unirem para uma abordagem holística das causas profundas das desigualdades e as melhores formas de acabar com elas”. Na ocasião, a ministra reiterou que Moçambique considera válidas as decisões emitidas pelo instrumento internacional, relativo à prevenção, combate e erradicação do racismo, xenofobia e intolerância.

Um homem, de aparentemente 40 anos de idade, morreu no fim da tarde de hoje, após cair de um prédio no centro da cidade de Maputo. Testemunhas suspeitam tratar-se de um suicídio.

O indivíduo em causa caiu no segundo andar de um prédio localizado na avenida Zedequias Manganyela na capital do país. Os moradores suspeitam que o indivíduo tenha tirado sua própria vida, uma vez que a vítima tinha a cara coberta com um lenço e trazia consigo uma garrafa de bebida alcoólica, que se supõe ter ingerido antes de se atirar.

Ilda Vitorino, empregada doméstica numa moradia no segundo andar do prédio em referência, contou que estava no interior de casa quando ouviu um estrondo vindo de lado de fora.

A nossa fonte disse que só se apercebeu Dque se trava de queda de uma pessoa quando foi alertada por crianças que se encontravam a brincar na varanda onde a vítima caiu. Os moradores não sabem de que piso o indivíduo se terá atirado.

“De repente, ouvimos um barulho, logo de seguida, saímos para apurar o que estava a acontecer. Nem sabemos onde ele estava”, disse Ilda Vitorino, assustada.

Os residentes disseram que o indivíduo é desconhecido no prédio e terá sido visto a frequentar várias vezes ao local antes do incidente.

“Não reconhecemos o homem, nem os guardas souberam dizer de quem se tratava”, disse uma moradora do prédio.

O corpo da vítima foi retirado pelos agentes de Serviço Nacional de Investigação Criminal, a quem cabe apurar as reais causas do incidente. Até a altura da retirada do jornal “O País” do local do acontecimento, nenhum parente se tinha feito presente, o que pode comprovar que, de facto, a vítima não residia no prédio.

Munícipes, que adquiriram descodificadores de televisão da TMT por conta do apagão, em Maputo, dizem que os mesmos não estão a funcionar ou têm disponível apenas um canal.

Com os aparelhos na mão e expostos ao sol, munícipes indignados amotinaram-se defronte das instalações da empresa responsável pelo processo de migração digital – a TMT, para protestar o facto de os descodificadores não estarem a funcionar e exigir explicações.

Henriques Macamo, um dos queixosos, contou ao “O País” que, desde que comprou o descodificador na passada segunda-feira, por conta do apagão, o mesmo nunca funcionou, tentou por várias vezes contactar os serviços da empresa responsável, mas ainda não tinha recebido uma resposta concreta.

“Criaram um sistema que não funciona, gastamos o nosso dinheiro para algo que não funciona, gastamos o nosso tempo, deixamos os nossos afazeres para estarmos aqui, desde as primeiras horas do dia. A minha questão é por que é que desligaram o sistema que usávamos anteriormente, enquanto sabem que este sistema não está bom?”, contestou, Henrique Macam, um dos clientes da TMT.

O desespero para migrar para nova fase reinava entre os manifestantes, que contaram ao jornal “O País” que de tudo fizeram para não ficar atrás, e agora consideram que o esforço não valeu a pena. Ana Cossa contou que, quando soube do “apagão”, arranjou dinheiro para adquirir o descodificador que “aparentemente sairia barato” para não perder a informação, mas “não valeu a pena”.

“Gastei dinheiro para montarem, voltei a gastar outro dinheiro para desmontarem e, quando o problema estiver resolvido, terei de voltar a pagar para montarem, onde é que hei-de arranjar esse valor?” questionou Ana Cossa, num tom indignado.

Na fila com centenas de pessoas, as questões e a indignação só aumentavam. “Devem-nos explicar os motivos de terem vendido algo que não funciona”, gritavam, enfurecidos.

Outro aspecto que incomoda os queixosos é o facto de a solução do problema não ser imediata, uma vez que, alguns tiveram a orientação de deixar os seus descodificadores, para levantar depois de três ou quatro dias.

“Vim na segunda-feira, logo que detectei o problema do decoder, ontem ligaram e disseram para vir às nove horas. Estou aqui até agora, que são 13 horas (de ontem) e ainda não fui atendida. Não sei se conseguiram resolver o problema… desde segunda-feira não vejo televisão”, refilou Ofélia Martinho.

E mais “comprámos os descodificadores nas nossas zonas, mas temos de vir até à Baixa arranjar. Por que não criam condições para o problema ser resolvido onde compramos também? Nós queremos uma solução urgente para o problema. Isto é uma burla para o povo”, concluiu.

Reagindo à situação, o presidente do Conselho de Administração da TMT, Victor Mbebe, reconheceu o problema e disse tratar-se de um erro de fabrico. Conforme explicou, a TMT recebeu descodificadores com algumas falhas dos cartões.  Por conta disso, de acordo com a empresa, apesar de alguns clientes conseguirem conectar-se, há um número significativo de clientes que não estão a conseguir activar os cartões.

“Neste momento, apelamos aos clientes para entrarem em contacto connosco na nossa loja para resolvermos a situação, mas também estamos a criar uma forma de os revendedores resolverem a situação a nível local”, expôs Victor Mbebe, PCA da TMT.

Outras queixas são relativas ao preço do aparelho, que, em alguns casos, não é o recomendado. Neste momento, os descodificadores estão a 999 meticais, mas há quem os tenha comprado a 1500 e outros a 1200. O responsável da TMT alertou tratar-se de especulação e apelou para denúncia.

A primeira fase do pagão do analógico iniciou na última segunda-feira, o que obrigou munícipes a comprarem descodificadores para terem acesso à televisão.

Um grupo de populares da cidade de Manica, província do mesmo nome, invadiu, esta semana, o sopé da Serra Vumba, para a extracção de ouro, metal precioso de grande procura no mercado internacional.

Trata-se duma situação que está a tirar sono às autoridades locais, que já desencadeiam uma ofensiva policial visando a detenção dos prevaricadores.

O garimpo tem sido o principal responsável pela poluição das águas dos rios que atravessam a província de Manica. Após a extracção daquele recurso, os garimpeiros procedem à lavagem do metal, nas margens daqueles cursos de água, causando grandes danos.

A título de exemplo, a Albufeira de Chicamba, maior lago artificial de Manica e principal centro pesqueiro de tilápia, já se ressente da poluição das suas águas, apresentando-se, algumas vezes, turva.

Chicamba, que se localiza ao longo do rio Messica, recebe cargas de águas de vários braços, muitos transportando água turva, causada pelo garimpo.

O jornal “O País” esteve no local esta quinta-feira, mas ninguém estava lá. A razão é simples – a actividade é ilegal e, por isso, é exercida na calada da noite.

Quem por lá passa durante o dia não imagina que há um poço de ouro. À meia-noite, os garimpeiros dão início à “caça ao ouro”, longe dos olhos da Polícia. Conforme apurou o “O País”, a actividade de garimpo termina por volta das três horas da madrugada.

Entretanto, o Município de Manica, através do edil Patrício Chiamisso, diz estar a travar uma guerra com os garimpeiros, mas a vitória por parte da edilidade não tem fim à vista.

Os indiciados de prática de crime ambiental dizem ter pautado pelo garimpo como forma de garantir a sua sobrevivência.

“Entrei no garimpo para ter dinheiro. Fiquei surpreso ao ver a Polícia Municipal a recolher-nos para celas”, disse um dos detidos.

A guerra entre as autoridades de Manica e garimpeiros vem desde o ano de 2019, quando a empresa África Ouro tentou explorar o ouro naquela zona, tendo sido possível impedi-la.

A Organização Internacional para as Migrações (OIM), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o Programa Mundial para a Alimentação (PMA) prestaram ajuda humanitária a 2.150 famílias no distrito de Palma, como parte de um Plano de Resposta Conjunta.

Esta acção coordenada oferece alívio às pessoas isoladas que não receberam ajuda humanitária de agências da Organização das Nações Unidas (ONU) desde o início dos ataques terroristas em Palma, no final de Março deste ano.

“Com estes kits de abrigo (cobertores, utensílios de cozinha, esteiras, lonas, cordas e sacolas), esperamos reduzir o impacto sofrido pelos civis em Palma. Com este acesso temporário, as equipas da OIM puderam realizar uma avaliação inicial sobre as necessidades actuais dos deslocados internos nessas áreas até então inacessíveis”, referiu Laura Tomm-Bonde, chefe da missão da Organização Internacional para as Migrações.

O Programa Mundial para Alimentação (PMA) foi o responsável pelo transporte dos bens oferecidos às populações, assim como dos voluntários que estiveram envolvidos na assistência às vítimas do terror em Cabo Delgado. Foram, para tal, usados barcos, caminhões e aeronaves do Serviço Aéreo Humanitário da ONU (UNHAS), gerido pelo PMA.

“Foi um incrível esforço humanitário conjunto das agências irmãs da ONU, o PMA, UNICEF e OIM, em estreita coordenação com o Governo de Moçambique”, reconheceu  Antonella D’Aprile, representante do PMA.

O acesso e a segurança em áreas mais remotas continuam a ser um desafio para os actores humanitários em Cabo Delgado. A situação actual tem limitado a prestação de ajuda a algumas das populações mais vulneráveis.  De acordo com a OIM, desde 2017, mais de 730 mil pessoas foram deslocadas devido ao conflito em Cabo Delgado.

“Nesta situação de conflito e deslocação, os mais vulneráveis ​​precisam do nosso apoio e são as mulheres e as crianças”, disse a representante do UNICEF Maria-Luisa Fornara. “Os kits de emergência irão prevenir doenças potencialmente fatais, melhorar o estado nutricional das crianças e, em geral, permitir uma vida mais digna e segura”, acrescentou Maria-Luisa Fornara.

A distribuição de kits de ajuda pelas agências da ONU foi uma operação que se baseou em longas negociações para o acesso humanitário e apoio do Governo de Moçambique e de outras ONG e organizações da sociedade civil já actuantes no terreno. Este Plano de Resposta Conjunta aliviará, temporariamente, o sofrimento de milhares de pessoas deslocadas internamente em algumas das áreas mais afectadas da província de Cabo Delgado.

As agências da ONU asseguram estar comprometidas em fornecer uma resposta rápida para apoiar as pessoas mais vulneráveis em colaboração com os parceiros e apelam à comunidade doadora para um apoio contínuo.

Está oficialmente aberto ao trânsito rodoviário o nó de Tchumene no Município da Matola que faz a ligação rodoviária entre a EN4 e a Estrada Circular de Maputo. As obras executadas pela chinesa CRBC custaram 16 milhões de dólares.

Depois de longos anos de espera e atrasos à mistura, finalmente o nó de Tchumene, na Estrada Circular de Maputo, está aberto ao público.

O momento foi, primeiramente, marcado pela explicação do projecto, de seguida, a remoção de obstáculos que barravam o trânsito e, por fim, o anúncio. “A partir deste momento, declaro oficialmente aberto o nó de Tchumene”, assim proferiu a vice-ministra das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Cecília Chamutota.

Trata-se de um nó que poderá descongestionar a Estrada Nacional Número 4, que dá acesso à maior fronteira do país, Ressano Garcia. Porém, prevalecem desafios na Estrada Circular de Maputo, com destaque para a iluminação e sinalização da via. “Estão em curso os trabalhos de sinalização da Estrada Circular de Maputo, com enfoque nas rotundas e também está em curso a contratação de uma empresa para a iluminação”, garantiu a governante.

No que diz respeito à entrada em funcionamento das portagens em construção na Estrada Circular de Maputo e as respectivas taxas a cobrar, Cecília Chamutota promete explicações para breve.

O nó de Tchumene tem uma área de 3.100 metros, ponte de 100 metros de comprimento e nove de largura, bem como um viaduto com 80 metros de extensão. O impasse que, por vários anos, dividia a concessionária da EN4 (TRAC) e o Governo já foi ultrapassado. Mas, a ausência de uma báscula junto à Circular de Maputo pode contribuir para a circulação de camiões com carga em excesso, o que, de algum modo, poderá acelerar a degradação da via.

A procura por descodificadores está a criar cenários de aglomeração em alguns estabelecimentos comerciais da cidade de Maputo. Munícipes afirmam que não tiveram tempo para se preparar para a passagem do sistema analógico para o digital.

O apagão dos emissores analógicos de televisão para dar espaço ao sinal digital tem vindo a agitar a capital do país. Nos primeiros dois dias após o apagão no sinal aberto, os estabelecimentos de venda de descodificadores viveram cenário de aglomeração.

“Já estou a mais de três horas na fila para comprar o meu descodificador. Foi um susto quando cheguei à casa e não vi nenhum canal. Assim, sou obrigado a pagar para ver televisão, apesar de estar desempregado”, disse Afonso Mbongane, um dos munícipes que estava na fila à espera da sua vez para comprar o equipamento.

Para alguns, esta mudança não constitui problema, mas outros só aderem ao digital por não ter outros mecanismos para ver televisão.

“Não existe outra alternativa a não ser pagar para ver a televisão. Espero que o sacrifício se faça sentir na qualidade de imagens e programações e acho também que o Governo podia baixar um pouco os preços ou mesmo alargar o tempo de emissão aberta para podermos preparar o valor necessário, tendo em conta que estamos em tempos de pandemia”, propôs André Matusse.

Os revendedores dizem precisar de tempo para poder reunir o material devido à procura que triplicou. Um estabelecimento que, em média, recebia 12 clientes por semana, hoje atende cerca de 90 pessoas por dia.

“Pedimos ao Governo que tolere, pelo menos, 15 dias para podermos reunir o material, porque a demanda triplicou, o material é escasso e assim o povo é que sai a perder. Tendo em conta a actual situação sanitária mundial, dificilmente vamos conseguir respeitar os protocolos sugeridos para frear a disseminação da COVID-19, devido a enchentes”, lamentou Abdul Rahim, dono de um dos estabelecimentos comerciais.

Esta primeira fase de transição iniciou na última segunda-feira e vai até 30 de Setembro.

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