Em 2004, o Governo introduziu o sistema de passagens semi-automáticas para reduzir os altos índices de reprovação e desistência escolar. No meio de críticas, há quem vê múltiplas vantagens
Falando no primeiro, dos três dias reservados ao seminário sobre a qualidade de ensino no país, Zeferino Martins disse que esta foi a melhor decisão que o Governo tomou, pois, desbloqueou o problema de altas taxas de reprovação e desistência que o Ministério da Educação enfrentava.
Dados oficiais indicam que desde a criação do Sistema Nacional de Educação, nos anos 80, até 2004, as taxas de desistência e repetência andavam de “mãos dadas” nos 25%.
Acima desta estatística, e para defender o seu optimismo, o nosso entrevistado socorreu-se do estudo por si próprio feito, em 1991, no qual avaliou um universo de 1000 alunos que ingressaram na 1ª classe, dos quais, apenas 77 concluíram a 5ª classe sem repetir uma única vez.
O mesmo estudo mostrou que dos 1000 alunos, 448 alunos abandoranam os estudos por reprovação.
“Gerações de crianças e jovens nos países africanos foram marcadas por uma filosofia pedagógica que defendia a presunção do chumbo: todos estão chumbados até prova em contrário! Chumbar era a norma e passar era a excepção”, descreveu a fonte, querendo mostrar que era preciso abandonar o sistema de reprovação, pois fazia parte de uma doutrina colonial, virada para a estigmatização dos negros.
Mas os críticos do sistema de passagens semi-automáticas defendem que este contribui para o baixo nível de ensino, estimula a preguiça com relação ao estudo, desmotiva o professor que tem que ter na mesma turma alunos que não sabem nada e os mais inteligentes.
Confrontado com esta tese, Martins considerou que o problema está nos professores que são formados.
Calane da Silva ataca professores
O escritor moçambicano e professor universitário Calane da Silva é da ideia de que um professor que é formado no sistema actual de “10ª+1” e “12ª+1” não está em condições de preparar melhor os alunos para saberem ler e escrever, visto que “ele mesmo ainda tem insuficiências que todos nós conhecemos”.
Por outro lado, Da Silva critica o facto de no sistema de ensino (da 1ª a 12ª classe), o programa não prever a leitura integral de livros. “O que acontece é que os alunos só lêem trechos de obras, que estão nos manuais”.





Comentrios
revejem o ensino por favor Citao
quem ja apreciou livro de quinta classe?
da quarta? ou da segunda? que tem? o problema é que os alunos ja nao se esforçam como dantes.
os putos ja nao conhecem josina machel, maguiguana, matope, molindovulai, kupula,
sera que todos que falam que a educaçao baxou estao erados? esta tudo mal
putos nem conjugar verbo conseguem..pa.
porque nao mudar quanto cedo? Citao