Dezoito pessoas morreram em resultado de ataques de animais selvagens
na província de Manica, centro de Moçambique, no primeiro semestre deste ano, num total de 108 incidentes, indica um relatório do governo da província. Dados divulgados pelo governador de Manica, Maurício Vieira, na presença do chefe de Estado moçambicano, Armando Guebuza, no âmbito de uma presidência aberta a esta região do país, referem que o número de pessoas mortas por animais selvagens este ano demonstra uma subida de seis casos comparativamente ao primeiro trimestre de 2008.
Os crocodilos, elefantes e hipopótamos são os animais que mais mataram no primeiro semestre deste ano na província de Manica, mas também houve casos raros de ataques de leões, cobras e búfalos, disse Maurício Vieira.
Para diminuir o risco de acidentes entre a população e os animais selvagens, o governo de Manica formou 66 fiscais comunitários e cinco caçadores comunitários e constituiu seis brigadas de defesa de pessoas e bens.
“Não faz sentido que a população continue a morrer por causa do conflito homem e fauna-bravia. Temos de encontrar formas de resolver este problema”, disse o chefe de Estado moçambicano, comentando o número de mortos devido ao ataque de animais selvagens.
A concorrência pelas cada vez mais escassas fontes de água e recursos florestais entre as comunidades rurais moçambicanas e os animais selvagens são apontadas como as principais causas de ataques a pessoas.
O reduzido número de guardas florestais e a incapacidade para vedar os habitats dos animais também concorrem para o chamado conflito homem-animal em Moçambique.




