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Pequenos agricultores beneficiam de apoio em Moçambique

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Pequenos agricultores beneficiam de apoio em Moçambique
Pequenos agricultores beneficiam de apoio em Moçambique

 

Entre outros países

A medida visa garantir a segurança alimentar da maioria da população africana

Moçambique integra um grupo de quatro países que poderão beneficiar do projecto do Standard Bank Africa, avaliado em cem milhões de dólares, destinados a apoiar cerca de 750 mil agricultores de pequena escala a melhorarem os seus rendimentos.

De acordo com a Agência de Informação de Moçambique, o projecto, que também abrange pequenos agricultores da Tanzania, Uganda e Gana, foi anunciado pelo presidente executivo do Standard Bank Africa, Clive Tasker, falando recentemente em Accra, durante um fórum sobre agricultura.

“O sector privado deve arregaçar as mangas e juntar-se ao sector público na construção da capacidade agrícola do continente africano”, disse Clive, citado pela agência de notícias AFP.

O fundo será canalizado aos beneficiários por via de empréstimos, através de uma parceria com a Aliança para Revolução Verde em África (AGRA), uma organização criada em ACRA em 2006, com o objectivo de impulsionar a produtividade agrícola em África, com vista a combater a fome e a malnutrição no continente.

O projecto tem a duração de três anos, período durante o qual esta instituição bancária poderá financiar o desenvolvimento de culturas de rendimento como cacau e castanha de caju.

O presidente do Fundo Internacional para o Desenvolvimento da Agricultura, Kanayo Nwanze, disse à imprensa que a região da África Sub-sahariana conta com cerca de 80 milhões de pequenos camponeses, responsáveis por 80 por cento da produção da agrícola.

“Apoiar os pequenos camponeses irá melhorar a segurança alimentar, que poderá ter um impacto na redução da pobreza”, realçou a fonte.

Fome em Sofala
Entretanto, cerca de 100 mil famílias camponesas na província de Sofala, centro de Moçambique, poderão passar fome a partir de Novembro próximo, em consequência da fraca produtividade de alimentos na primeira campanha agrícola, 2010/2011.

Refira-se que a estiagem e as inundações registadas ao início da primeira época agrícola estão na origem desta situação.

 

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