Quantcast
Início Sociedade Sociedade “Temos situações complicadas no Hospital Central de Maputo”

“Temos situações complicadas no Hospital Central de Maputo”

TRANSLATE TRANSLATE
“Temos situações complicadas no Hospital Central de Maputo”
“Temos situações complicadas no Hospital Central de Maputo”

Ministro de Saúde visitou hospitais da cidade e constatou:

Garrido garante que todos os serviços nos principais hospitais do país estão em pelo funcionamento, mas é preciso garantir que os funcionários trabalhem normalmente.

Sr, Ministro, acaba de terminar uma visita aos hospitais, o que é que encontrou?
Em primeiro lugar, lamentar mais um óbito no dia de hoje (ontem), que aumenta o número de mortos, mas devo dizer que encontrei algumas preocupações dos meus colegas ligadas à manuntenção da nossa qualidade dos cuidados de saúde. Há trabalhadores que não conseguiram chegar aos seus locais de trabalho hoje (ontem), e estamos a ver como fazer a recolha dos outros nas suas casas para que os que estão a trabalhar possam ir descansar, porque há alguns que estão desde ontem sem descansar.

Apesar de um moral elevado dos funcionários, há algumas preocupações organizativas para garantir que a qualidade dos cuidados que prestamos mantenha-se.

Quanto ao pessoal, tem um efectivo suficiente para atender o número de feridos que dão entrada nos vossos centros sanitários?
Ai não tem nenhum problema, mas é preciso compreender que temos outras preocupações. Nos hospitais temos doentes que estão internados por outros motivos. E a nossa preocupação é garantir que estes internados continuem a receber os seus tratamentos.

Não tem sido muito complicado no global, porque devido à situação dos últimos dois dias, as consultas normais não estão a funcionar, porque as doentes não veem. Eu acredito que o pessoal que temos está a garantir o atendimento aos serviços de urgências e garantir o atendimento dos doentes internados, que é a parte mais importante.

Quanto ao abastecimento?
Não sei a que abastecimento se refere, porque há abastecimento de água, de alimentação, de medicamentos, mas neste momento não foi reportado nenhum problema imediato. De qualquer maneira, daqui há meia hora, tenho uma reunião com todos os directores das unidades sanitárias mais grandes de Maputo, para vermos a situação, e, sobretudo, para avaliarmos como podemos nos organizarmos nos próximos quatro dias. Para nós, o Sábado e Domingo são dias de maior afluência, porque as outras unidades sanitárias mais pequeninas estão encerradas. Nesta reunião, vamos planificarmos como será a organização dos cuidados de saúde nas unidades que recebem maior volume de doentes.

Quantos aos transferidos, em termos de gravidade, temos situações complicadas ou não?
Temos situações complicadas, e essas estão todas no Hospital Central de Maputo. Temos duas pessoas feridas por arma de fogo no tórax, outra pessoa ferida por arma de fogo no abdómen, alguns feridos nos membros. Felizmente todos foram operados, embora três deles tenham a necesidades de receber ainda cuidados intensivos, a avaliação é positiva. Nos outros hospitais, tais como Mavalane, José Macamo onde passei hoje (ontem) há ferimentos, mas ligeiros, que não determinaram que pudessemos transferi-los para o Hospital Central de Maputo.

Continua a entrada de feridos?
Sim, mas muito menos do que ontem. Continuam a entrar feridos nos três hospitais. O número de hoje, (ontem) reduziu em menos de um quinto do que o de ontem, (anteontem).

Um apelo aos cidadãos.
Primeiro, apelo à calma porque nós trabalhadores da saúde ressentimos muito. Uma coisa é uma pessoa ir ao hospital porque está doente, e outra é ir para o hospital por causa de um traumatismo, que podia ser evitado. Neste caso, há feridos por armas de fogo, armas brancas, agressões mas são situações que podiam ser evitadas. Lamentamos, e, por isso, lançamos um apelo à calma, ponderação, para evitarmos aquilo que realmente pode ser evitado.

Sr. Ministro, temos outra questão de doentes de SIDA que devem vir levantar os medicamentos, como é que está sendo orquestrado isto?
Bem, tinhamos que receber medicamentos no mês de Julho e Agosto, infelzmente ainda não tinham chegado, só agora que estamos a recebe-los e isso colocou os nossos stoks numa situação debilitada. Aos doentes que deviamos entregar medicamentos para um mês, receberam de 15 dias, alguns locais que deviamos começar a entregar medicamentos por uma semana não conseguimos. Penso que neste momento a situação voltou à normalidade.

Mas com esta situação de greve a entrega dos medicamentos aos doentes não está condicionada?
Não. Por exemplo, em Mavalane recebi a informação de que os únicos doentes que apareceram são pacientes de HIV e SIDA, que iam buscar os seus medicamentos e foram imediatamente atendidos. Indenpendentemente dos perigos, eles, também, sabem que é mais perigoso não tomarem os medicamentos.

Se for também ao Hospital José Macamo irá verificar que para além dos serviços de urgências, os serviços de laboratórios, Raio X, de farmácia estão a funcionar e isso nos deixa satisfeitos porque demonstra uma atitude extremamente positiva dos meus colegas, sobretudo, neste momento que é um momento difícil para todos nós.

 

Comentários


publicidade

publicidade
Faixa publicitária