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Tarifa de água potável será agravada

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Tarifa de água potável será agravada
Tarifa de água potável será agravada

 

Depois de electricidade, gás, gasolina...

Os economistas não hesitam e dizem que o país está numa situação em que os cidadãos “pacatos” é que vão pagar a factura mais cara, uma vez que recebem salários baixos

A partir de 1 de Setembro de 2010, a água potável passa a ser mais cara no país. O Conselho de Regulação do Abastecimento de Água (CRA), através da resolução nº 1/2010, de 27 de Julho, aprovou o ajustamento das tarifas ao consumidor, depois de uma proposta do Fundo de Investimento e Património do Abastecimento de Água (FIPAG).

À luz dessa resolução, o consumidor de água na escala de 5 a 10 metros cúbicos por mês deixará de pagar os actuais 17.00 Mt por metro cúbico e passará a pagar 19.00 Mt, isto nas cidades de Maputo e Matola. A variação parece ínfima (dois meticais por cada metro cúbico), mas, no fim dos cálculos, a fasquia pode ser significativa.

Quando olhamos para o consumo acima de 10 metros cúbicos por mês, o cliente que antes pagava 22.20 meticais por metro cúbico, passa a pagar 25.50 meticais por metro cúbico.

Ainda em Maputo e Matola, o consumo em ligações comerciais, públicas e industriais, numa escala de um mínimo de 25 metros cúbicos por mês, custava 555.00 Mt por metro cúbico. No entanto, com o ajustamento, a mesma quantidade passa a custar 610.50 Mt. Assim faz-se mais um furo no cinto do cidadão comum. É que, há semanas, foram agravados os preços do gás e da gasolina. Depois, seguiu-se a tarifa de electricidade.

Pouco antes, foi o saco do cimento e os produtos de primeira necessidade a conhecerem novos preços.

Os economistas não hesitam e dizem que o país está numa situação em que os cidadãos “pacatos” é que vão pagar a factura mais cara, uma vez que recebem salários baixos.

Refira-se que o Conselho de Regulação do Abastecimento de água é que faz a gestão do negócio de abastecimento de água potável. Neste caso concreto, este agravamento, por exemplo, foi proposto pelo CRA, sendo que a empresa Águas de Moçambique, assim como os fornecedores, apenas são implementadores.

Agravamentos e mais agraravamentos
A semana passada foi de má memória para os moçambicanos. Diversos agravamentos de preços de produtos da primeira necessidade, imprescindíveis para qualquer cidadão.

Primeiro, foi a “bomba” de actualização dos preços de combustíveis, nomeadamente, gás e gasolina, em 8%. Assim, o custo da gasolina passou dos anteriores 37,02 meticais/litro para 40 meticais, um aumento de 2.98 Mt/litro, enquanto o preço do gás doméstico foi reajustado de 48,93 meticais para 52.84/quilo, um aumento de 3.91 Mt/quilo.

Segundo, a Electricidade de moçambique veio, também, anunciar a subida dos preços do seu produto, a partir de 1 de Setembro próximo, em 13.4%.Com esta medida, os clientes da tarifa geral (que usam credelec) passarão a pagar 101.6 meticais por cada quilowatt de energia por hora (kWh), contra os anteriores 89.61 meticais. Enquanto isso, as contas mostram que os clientes da tarifa social passarão a pagar 1.3 metical, contra 1.2 que era pago por kWh de energia.

 

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