A primeira-dama da República, Maria da Luz Guebuza, disse, durante a sua visita de trabalho de quatro dias, iniciada semana passada, ao distrito de Tambara, que há necessidade de um mercado para os produtos de Tambara.
O posto de Casado foi último ponto da província de Manica escalado pela primeira-dama. Da Luz Guebuza visitou, naquele posto administrativo, uma associação de 35 agricultores, que desenvolvem sua actividade sem fundos de desenvolvimento distrital e que, com os seus próprios recursos, conseguiram tornar o distrito árido e seco em campo de produção desde 2010.
Aqueles agricultores beneficiam de apoio dos Serviços Distritais de Actividades Económicas de Tambara. O Apoio consiste em novas técnicas agrárias, mas o facto de os beneficiários serem iletrados obrigou a educação a introduzir o Programa de Alfabetização e Educação de Adultos em 2011.
No entanto, os agricultores não deram importância à educação e pautaram por não participarem nas aulas, porque dedicavam a sua atenção à produção e comercialização.
Apercebendo-se da situação, os Serviços Distritais de Educação, Juventude e Tecnologia de Tambara decidiram construir uma sala de aula, no campo de produção, para “obrigar” que os agricultores conciliem as duas actividades. Só assim é que os agricultores aderiram à iniciativa da educação, aceitando interromper as suas actividades para assistirem às aulas.
Como forma de encorajamento, Maria da Luz Guebuza ofereceu ao grupo de agricultores da associação duas charruas, bicicletas e material escolar.
A associação “Tinfunalini Ntofo”, uma expressão em língua local que, quando traduzida para a língua portuguesa, significa “Não queremos Preguiçosos”, é composta por 27 mulheres e apenas oito homens.
Desde que iniciou a sua actividade, o ano passado foi para aquela associação o mais produtivo, tendo arrecadado 420 mil meticais com a venda de 40 tonelada de produtos diversos, como tomate, cebola, batata-doce, batata-reno, repolho e couve, contra 75 mil meticais conseguidos em 2010, como resultado de uma colheita de 12 toneladas numa área de 10 hectares.
A única questão apresentada à esposa do Presidente da República tem que ver com a inexistência de mercado para os seus produtos, daí que Da Luz Guebuza tenha levado a preocupação às autoridades governamentais, de modo a encontrem um mercado para a associação composta, maioritariamente, por mulheres.





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