Shémir Sokataly, de nacionalidade francesa, fora interdito de trabalhar em Moçambique devido ao seu mau comportamento contra os trabalhadores moçambicanos.
O governo moçambicano, através do Ministério do Trabalho (MITRAB), recuou da decisão de interditar o director-geral do Grupo Maeva, Shémir Sokataly, de trabalhar no país. Para o efeito, o MITRAB, o Grupo Maeva e o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Indústria Alimentar e afins (SINTIAB) assinaram um memorando de entendimento que estabelece uma série de condições que a empresa deverá cumprir para garantir a estabilidade laborar nas suas empresas.
Shémir Sokataly, de nacionalidade francesa, fora interdito de trabalhar em Moçambique devido ao seu mau comportamento contra os trabalhadores moçambicanos no grupo Maeva.
Segundo o MITRAB, Shémir Sokataly, que é o proprietário do Grupo Maeva, vinha, de forma cíclica e incorrigível, violando os direitos fundamentais dos trabalhadores da empresa, privando-os de gozo dos demais direitos humanos, chegando a expulsar todos quantos se manifestassem em se organizar profissional e sindicalmente.
Esse ponto, segundo a AIM, constituiu o pomo da discórdia entre os patrões e os trabalhadores, um conflito que se agudizou com o despedimento de todos os membros dos comités sindicais da empresa. Em substituição dos trabalhadores expulsos, o patrão nomeava comissões representativas dos trabalhadores, por si dirigidas, em clara violação da Constituição da República e da Lei do Trabalho. Neste contexto, pelo menos 30 trabalhadores foram expulsos, dos quais 23 por processos disciplinares e os restantes por indemnização.
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