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PCA do INSS diz que cabe ao primeiro-ministro demiti-lo se houver razões

“Caso INSS”.

O Presidente do Conselho de Administração (PCA) do INSS pode ter entregue, oficialmente, ontem, ao primeiro-ministro, a sua carta de pedido de demissão do cargo. Enquanto isso, a CTA já se pronunciou, exigindo a revisão imediata dos estatutos da instituição. E, a PGR assume que está a investigar o caso.

O senhor PCA solicitou uma audiência ao primeiro-ministro. O que pretendia?

Eu estava com o primeiro-ministro em reunião de trabalho. Eu dependo dele, foi quem me nomeou e, por isso, estava num encontro corrente de trabalho de expediente da instituição que me responsabilizou dirigir.

Uma fonte disse-nos que o senhor veio (ao gabinete do primeiro-ministro) pedir demissão.

Vocês é que dizem isso, mas eu nada disse. Solicitei uma audiência ao primeiro-ministro para questões correntes da instituição. Foi exactamente o que vim fazer. É dele que, efectivamente, eu dependo, porque foi quem me nomeou e é quem tem que me demitir quando tiver razões para esse efeito.

Julga que há motivos para tal?

Eu disse que vim para, efectivamente, ter um despacho na audiência que solicitei ao primeiro-ministro e nada mais disse.

Esse despacho é relativo ao pedido de demissão?

É relativo a questões da instituição que eu dirijo. É somente em relação a isso.

Qual é o ponto de situação da instituição que dirige em face do que está a suceder?

Não há ponto de situação nenhum. O que está a acontecer não é comigo, podia suceder com qualquer outra pessoa. Portanto, não gostava de entrar em comentários em relação a esse aspecto.

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